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Tire coelhos da cartola

escrito por Alexandre Mello em 16 de abril de 2009

Reza a lenda que o Keynote surgiu por uma demanda interna da Apple. Steve Jobs precisava de um aplicativo para criar as apresentações para a Macworld e WWDC. O danado era tão bom, ilustrando as famosas apresentações do CEO da Apple que, em 2003, foi lançado comercialmente para os mortais, sob o nome de Keynote.

De cara, o Keynote humilhava a concorrência com transições de slides impressionantes em 3D, um belo suporte a arquivos multimídia e uma notável integração com os outros softwares da Apple, em especial o sistema operacional Mac OS X e o iLife (que recebeu esse nome naquele ano).

A versão atual é a quinta, lançada no início de 2009 (MAC+ 33). A estabilidade aumentou e eficiência e facilidade de uso continuam palavras de ordem. E, como falamos na edição 33, as novidades são cosméticas, mas muito benvindas.

Nosso objetivo a partir desta edição é apresentar pequenos, mas notáveis, tutoriais sobre as novas ferramentas do Keynote ’09 e algumas outras que, temos certeza, vão ajudá-lo a criar apresentações embasbacantes.

Caso tenha alguma dúvida ou queira uma dica, entre em contato. Escreva ao editor e faça seu pedido.

Parece mágica

Chamamos de transição (transition) a passagem de um slide para o outro. O Keynote oferece uma grande variedade de transições.

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Para escolher sua opção, abra o Inspetor (Inspector) e clique na aba Slides. Uma opção é o menu suspenso Transição (Transition).

A paleta tem uma miniatura do slide que está selecionado, e logo abaixo, menus para a escolha dos parâmetros.

Em Efeitos (Effects), você determina que tipo de transição vai usar. Estão agrupadas em 2D, 3D, Efeitos de Objetos, de Textos e o Movimento Mágico.

A diferença entre os efeitos 2D e 3D é que o segundo cria animações com profundidade ao passar de um slide para o outro. Os efeitos de Objetos realizam uma passagem suave entre os fundos (se forem diferentes) e animam os objetos das páginas. Os efeitos de Texto modificam somente os textos. Falaremos a seguir do Movimento Mágico (Magic Movement).

A Duração (Duration) define o tempo que deve levar para a execução do efeito. A maioria deles já tem uma duração-padrão suficiente e adequada para aquele efeito, mas é possível acelerá-la ou retardá-la. Vale experimentar.

Em Direção (Direction), quando o efeito exigir, pode-se alterar a direção que o efeito deve seguir. Alguns não habilitam essa opção, não se assuste.

O padrão para o Início da Transição (Start Transition) é quando o usuário clica ou pressiona uma tecla (Return ou Page Down/Page Up, normalmente). Mas é possível automatizar essa passagem, determinando um intervalo de tempo para o início da transição após o carregamento daquele slide.

Movimento Mágico (Magic Movement)

Como falamos na MAC+ 33 (perdeu? Visite nossa loja virtual em www.digerati.com.br/loja e compre a sua), a nova ferramenta do Keynote simplifica a transição de imagens entre os slides, sem que fique parecendo um trabalho amador. Pelo contrário, o efeito é muito legal e versátil.

Vale dizer que já era possível fazer isso na unha, mas tempo é dinheiro e a Apple está aí para facilitar nossa vida. Vamos ao que interessa:

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Coloque as imagens (sim, pode ser mais do que uma) em um primeiro slide, na disposição que você deseja que apareçam inicialmente.

Duplique o slide (menu Slide > Duplicar ou [Command] + [D]).

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Reorganize as imagens, dispondo-as na maneira como devem ficar ao final da transição.

Selecione o primeiro slide da transição. No painel Inspetor, segundo botão da esquerda para a direita (Slide), escolha o Efeito Movimento Mágico.

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Clique no botão Tocar (Play) da barra de ferramentas e veja se ficou do jeito que você queria.

Você pode reordenar as imagens como preferir. E o Keynote se encarrega de refazer automaticamente os movimentos.

Arraste e solte

Quem chegou agora ao reino do Mac pode se espantar com o que vou escrever: as coisas no Mac OS funcionam quando são arrastadas e soltas de um lugar para outro. Podemos arrastar um arquivo para o Dock e soltá-lo sobre o ícone do programa que você quer usar para visualizá-lo, por exemplo.

Da mesma forma, o Keynote aceita e lida muito bem com arquivos de diferentes origens.

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Paleta Media: músicas, fotos ou filmes, respectivamente do iTunes ou GarageBand, do iPhoto ou do iMovie, estão disponíveis nessa paleta. E se houver alguma pasta que você queira ver na paleta Media, arraste-a do Finder para a área azul claro da paleta. Aparecerá uma pasta com seu conteúdo.

Finder: puxe os arquivos diretamente do Finder para o slide. Simples assim. Note que o cursor ganha um sinal de + em uma bolinha verde.

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Clique no menu Inserir > Escolher. Encontre a imagem e clique em OK.

Keynote: é isso mesmo que você pensou, de um arquivo para outro. Abra as duas janelas lado a lado e arraste slides ou slides mestres. Não funciona com objetos, que devem ser copiados e colados ([Command] + [C] e [Command] + [V]).

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Pages: selecione o texto que você quer e arraste para o slide. Uma caixa é criada com o texto dentro.

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Numbers: aqui tem uma pegadinha. O arrastar e soltar não funciona, mas pode-se e deve-se copiar e colar objetos do Numbers (tabelas gráficos, imagens, textos etc.) para o Keynote. No caso de tabelas e gráficos, a atualização/sincronismo entre os dois aplicativos é automático. Alterou no Numbers – e salvou o arquivo – é corrigido no Keynote. Basta clicar no ícone de sincronismo que aparece ao lado do objeto.

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Alexandre Mello está de molho por alguns dias, mas promete compensar em casa, cozinhando o almoço.

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