Entra ano, sai ano, e os sensores das câmeras digitais ganham mais alguns pixels. Agora é a hora da primeira geração das compactas a romper a barreira psicológica e mercadológica dos 10 megapixels. E uma ou outra câmera finalmente se atreve a peitar as camcorders com capacidades de vídeo vitaminadas (em alta definição, ou HD). Qual delas combina mais com você? Você está prestes a descobrir.
Mas antes de ler os testes, é bom ter algumas noções importantes. Dez megapixels é resolução suficiente para preencher uma ampliação de 32 por 24 centímetros, com a mesma nitidez de uma capa de revista de arte. Mas a imagem gerada pela objetiva, em qualquer modelo de compacta, dificilmente contém detalhe suficiente para aproveitar todo esse potencial, ao contrário do que é possível com uma SLR (reflex) profissional. Conscientes dessa barreira tecnológica, as empresas fotográficas apostam cada vez mais em diferenciais nos recursos, como os novos modos de captura automáticos e funções de retoque e panorama.
Além das diferenças na óptica, as variações de preço contribuem para a distinção entre as câmeras que testamos. De um lado temos as básicas e baratas (Nikon e Kodak); do outro, as chiques e caras (Canon e Fujifilm). A Samsung representa um meio-termo. Concorrendo por fora, em uma categoria à parte, está a Panasonic, com sua câmera que lembra bem mais as da sua prestigiosa parceira Leica do que as da concorrência imediata, liderada pelos modelos “superzoom” da Canon e da Sony.
Na função de vídeo, a Canon mata todas as outras com seu excelente Full HD. No que toca à qualidade pura de imagem, a Panasonic é a campeã, mesmo produzindo menos pixels que a Canon.
Canon

Vídeo HD Esta imagem é um quadro de um vídeo e não uma foto. A câmera inclui uma classuda saída HDMI junto da USB
A Canon inventou o conceito da câmera digital compacta moderna, com a histórica série IXUS/ELPH. Como as outras marcas já assimilaram o conceito, ela busca destacar-se dos imitadores com inovações no formato físico – a SD960 lembra um celular – e na rodinha de controle “estilo iPod”, presente também nos modelos profissionais da Canon. Combinando a rodinha aos elegantes menus, o resultado é a interface mais refinada dentre todas as câmeras do teste. E nem precisava: ela foi feita para uso sempre no automático, sem preocupações com ajustes manuais. Sua impressionante velocidade ao atender aos comandos é outra boa surpresa. Para finalizar, é uma das poucas que gravam vídeo em HD (720p). Não é à toa que a Canon fala em “gratificação imediata”. Pode custar mais que outras da categoria, mas a diferença é justa.

Prós
Design e interface sofisticados; rápida no gatilho; vídeo em 720p com saída HDMI
Contras
Não aproveita a fundo o sensor de 12 megapixels
Preço
R$ 1.500 (Kalunga)
Panasonic

Zoom extremo As duas fotos são do mesmo lugar. Uma em Wide e a outra em Tele. As possibilidades de enquadramento com o zoom da Lumix são radicais
A Panasonic inventou a categoria das câmeras compactas com lentes zoom seriamente turbinadas, com zoom de 12x, como o que equipa este modelo. De visual sério, tradicionalista e industrial como todas as Lumix compactas, a ZS1 até cabe no bolso, mas no limite do conforto. O LCD é saliente e o botão seletor é macio, podendo sair da posição facilmente. Em compensação, a objetiva é uma estupenda Leica que vai de grande-angular (equivalente a 25mm) até teleobjetiva (300mm) em menos de dois segundos, e ainda é estabilizada e sem distorção. No modo macro, é possível encostar a lente no objeto! O problema de ruído de sensor das Lumix anteriores foi atenuado. A capacidade de vídeo é apenas suficiente para registros básicos. Com sua extrema versatilidade óptica, é perfeita para quem deseja aprender e praticar fotografia de alto nível com uma compacta.

Prós
Objetiva zoom excepcional; design robusto e sério
Contras
Maior do que o que muita gente considera hoje como compacta
Preço
R$ 1.600 (sugerido)
Samsung

Photoshop de bolso O Beauty Shot retoca automaticamente as áreas de pele do rosto, com uma precisão assombrosa
A aparência conservadora desta Samsung pode enganar os desavisados. Esta câmera é repleta de recursos. Embora os puristas torçam o nariz, acreditamos que, no contexto da foto casual, tudo o que a câmera puder fazer para ajudar é bem-vindo. Além do modo Full Auto e da detecção facial que já equipa todas as compactas, ela traz funções especiais para repetir um enquadramento prévio e também o notável Beauty Shot, que detecta as áreas de pele num retrato e as “alisa” automaticamente. É como um pedacinho do Photoshop trazido para dentro da câmera. Só que o processamento da foto exige esperar alguns segundos. A função Smart Album ajuda a achar as fotos por data, tema e cor predominante. Há ainda um modo de Guia de Ajuda de Foto, um ótimo guia interativo com instruções em português para novatos. O vídeo é VGA.

Prós
Modos automáticos e efeitos inovadores; interface com tutorial
Contras
Processamento da imagem nos modos criativos pode demorar
Preço
R$ 800 (Fnac)
Fujifilm

Visual alegre Embora seja lustrosa e tenha opções de cores, a versão preta que testamos fica praticamente invisível na mão
Esta câmera, apelidada “Sleek & Curvy”, é a mais fashion do grupo, com sua estilização que lembra as antigas Olympus Stylus. O chique contorno arredondado emoldura a portinha frontal de correr e a objetiva embutida, que não sai do corpo, como nas outras. Essa construção resulta em uma velocidade impressionante para ligar a câmera. Ela é ridiculamente fácil de carregar no bolso. Os recursos para facilitar a foto amadora estão presentes, com destaque para o Group Timer e o Couple Timer, que só tiram a foto de um grupo ou casal quando os rostos estão dentro do enquadramento. O único ponto polêmico são os controles traseiros. Feitos de silicone, eles estão organizados em duas fileiras e não no habitual círculo, o que requer um pouco de treino. O vídeo é VGA. O conector USB fica protegido dentro do compartimento da bateria.

Prós
Design simpático; intuitiva e rápida nos comandos
Contras
Botões traseiros não são muito fáceis de operar
Preço
R$ 800 (Extra)
Nikon

Levíssima A CoolPix é uma das menores câmeras da categoria e pesa somente 117 gramas – incluindo bateria e cartão!
Esta Nikon é a menor de todas as compactas do teste, com as dimensões de um cartão de crédito e a mesma finura das Sony Série T. É leve como uma pluma, mas o corpo é todo de metal. Despretensiosa, seu recurso mais avançado é a detecção de rosto múltipla, e a estabilização de imagem é digital e não óptica. O software interno é o mesmo da geração anterior – funcional e completo, mas bem longe do charme da Canon, por exemplo. O vídeo é apenas VGA (640×480 pixels). O modo contínuo (burst) dá uma pausa considerável após tirar sete fotos, exigindo cuidado em seu uso, e não funciona quando a função de correção de distorção da lente está ativada. Aliás, esta é a única câmera do teste com problemas visíveis de aberração cromática (franjas coloridas na área periférica da foto). Mas o ruído visível em ISO alto (800 e 1.600) é surpreendentemente baixo. Em resumo, uma câmera simples, barata e de boa procedência, para levar sempre no bolso.

Prós
Simples de operar; muito pequena; ótimos modos automáticos
Contras
Qualidade óptica fica devendo à de outras da mesma faixa de preço
Preço
R$ 800 (Nikon)
Kodak

Captura esperta É muito melhor confiar nos modos automáticos de cena da Kodak do que ficar caçando a exposição ideal manualmente
O corpo da M340 é fino e leve como o da Nikon. A disposição dos controles é à prova de enganos. Quatro botões de funções ficam alinhados ao LCD, que tem uma qualidade fora do normal. Há um pequenino botão “Share” na face traseira. Ele aciona funções de organização que são integradas ao ótimo aplicativo EasyShare, um programa similar ao iPhoto. A câmera é muito despojada; claramente foi projetada para não dar trabalho algum ao seu dono. A função de destaque é o modo guiado de panorama, que “costura” até três fotos na própria câmera. Só não é recomendável para captura de vídeo, pois o motor de foco da lente gera um ruído claramente audível na gravação. Um bom exemplo que deveria ser seguido pelas outras marcas é a possibilidade de recarregar a bateria a partir de seu Mac, por meio do cabo USB.

Prós
Simples de operar; ótima qualidade de imagem sob luz do dia
Contras
Não tem estabilização; capta ruído ao gravar vídeo
Preço
R$ 800 (sugerido)
Mario Amaya, depois de testar tantas câmeras compactas, acha que está chegando a hora das reflex.
Tags: Canon, compactas, Fujifilm, Kodak, máquinas fotográficas, nikon, Panasonic, Samsung





cesar
11 de janeiro de 2010 @ 7:49
e uma otima maquina espero pode ter uma desta um dia ela e muito boa ou melhor otima