Lembro-me de que no fim da década de 1990, quando ainda eu era moleque e comecei a trabalhar em uma editora que publicava uma revista sobre Macs, tinha um certo preconceito contra o computador da Apple. Minha sala, ao lado da deles, enchia-se de felicidade em ver toda a pompa de “Há! Meu Mac não trava! PC é um lixo” ir por terra quando, de repente, aquelas máquinas bonitas paravam de responder e ouvíamos os gritos de desespero.
O tempo passou, eu e o Mac OS amadurecemos; deixei de ser sovina, os preços absurdos dos Macs abaixaram e foi aí que eu comecei a maturar a ideia de virar a casaca. Pouco depois surgiu a oportunidade ideal: o convite do editor desta revista de encarar a primeira MAC+ Especial.
Depois de trazer o bichinho da loja, se ainda existia em mim algum resquício de preconceito, ele foi embora ao apertar o botão de ligar. Arrisco dizer que, mesmo com um Mac mini dos mais lentinhos, foi amor à primeira vista. A interface me agradou, a seleção de programas iniciais ia direto ao ponto (com exceção da falta de alguns joguinhos, mas tudo bem) e a configuração foi a mais fácil que eu já fiz na vida. A tal intuitividade era realmente fantástica.
Dos primeiros percalços com a troca de teclas de atalho e uma queda brutal em minha produtividade, totalmente dedicada ao Windows até então, muito tempo passou. A revista saiu, mas o Mac ficou aqui em minha mesa. Primeiramente como minha jukebox/máquina de diversão, agora, como meu computador principal.
A verdade é que hoje ainda preciso alternar entre Macs e PCs. Minhas máquinas ficam lado a lado, uma com o Windows Vista/Windows 7 e outra com o Mac OS X. Algumas coisas de minha rotina são feitas de maneira melhor e mais rápida no Windows. É a vida, o resultado de 15 anos utilizando uma só plataforma. Mas durante todo o tempo que passo no computador com o sistema operacional da Microsoft, o Mac fica aqui, ligado no iTunes, me esperando voltar.
Aquela história de que um cliente satisfeito puxa outros é verdade. Em vez de falar mal de algo que eu sequer conhecia de verdade, o fato é que hoje tento convencer os outros do benefício que é ter um Mac. O preço acaba justificado – é o fim do papo do sistema pirata – e, convenhamos, não há do que se queixar quanto à meticulosa interface do OS X.
Minha namorada já pensa em ter um Mac só dela e meu vizinho, que não é tão apaixonado por computadores como eu, já planeja trazer um MacBook em uma próxima viagem. Já conhecia muita gente do mundo Mac, mas nada supera a satisfação de ver amigos meus, que defendiam a bandeira Microsoft, dizendo que estão migrando para o Mac.
É claro que algumas arestas ainda precisam ser aparadas e muitas diferenças ainda irritam. Diferenças sempre existirão, e é claro que o Windows continuará sendo melhor para algumas coisas (lembra dos joguinhos lá de cima?), mas acho que o Mac se beneficia de ser o segundo colocado, trazendo um pessoal cansado do feijão com arroz que é o Windows.
E acredito que o mais bacana é que, se num futuro próximo eu migrar completamente para o Mac e acabar sentindo saudade da comidinha caseira que comi durante 15 anos, basta ativar o Boot Camp e pular para o Windows. •
Rodrigo Martin de Macedo hoje não ri mais quando um Mac trava.
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Ueslei
26 de maio de 2009 @ 13:30
Nem precisa do Bootcamp, basta rodar o Windows por Máquina Virtual, ou seja, a partir de uma janela como faço hoje em dia com o aplicativo VMware. Também sou Macmaníaco há pouco mais de 6 meses e não penso em deixar de sê-lo tão cedo.
Lê Murata
27 de maio de 2009 @ 8:13
Se meu marido ganhasse uma porcentagem por cada Mac que ele indicou, estaríamos ricos!! Aqui no Japão é mais fácil adquirir um Mac e esta semana contabilizamos 5 usuários a mais no mundo da maça!!! Somos macmaníacos e nos sentimos muito satisfeitos quando conseguimos fazer uma migração!!!