Se você está montando um escritório em casa ou apenas reciclando seus equipamentos de informática, pode se acostumar com algumas ideias novas.
A primeira delas é que impressora sozinha não faz mais verão. Uma multifuncional (ou AIO, apelido gringo que vem de “All-In-One”, ou tudo em um) é uma combinação de scanner com impressora, o que cria uma função adicional de copiadora, complementada pelo fax nos modelos maiores. A conveniência de uma máquina dessas, já consagrada nos escritórios, chegou também ao mercado doméstico.
Por sua vez, a turma está se dividindo entre inkjets e lasers coloridas, disputando consumidores em qualidade e também no preço inicial (camuflando a diferença no custo dos consumíveis). Saem de cena as eficazes, porém pouco atraentes, lasers monocromáticas.
E os modelos dirigidos ao SOHO (escritório caseiro) começam a vir com Wi-Fi, rede sem fio para limpar o ambiente dos horríveis fios pretos e azuis. A conexão inicial é via USB; você deve usar o seu Mac para enviar a senha da rede Wi-Fi para a AIO. A seguir, ela se autoconecta à rede e fica disponível para qualquer Mac ou PC que tiver o driver instalado.
Os scanners oferecem o recurso “push”, pelo qual você pede no painel da multifuncional que ela envie o scan para determinado computador na sua rede e capture com determinado tipo de ajuste (texto, foto, impressão), o que é mais rápido e conveniente do que digitalizar via software. Na função de cópia, todas permitem reduzir e ampliar entre 25% e 400%.
Uma evolução recente nas lasers é o nível de ruído. Outra evolução é no consumo de eletricidade, usando componentes mais eficientes e modos de espera econômicos. As lasers ainda consomem mais energia que as inkjets, mas o resultado da impressão é mais resistente à umidade e fricção, sendo mais adequado para correspondência comercial, folhetos, cartões e outras aplicações do tipo. Os cartuchos de toner são substituíveis individualmente; nas inkjets compactas, as tintas CMY vêm num cartucho integrado e K em outro, podendo gerar algum desperdício.
Outro ponto em que se pode elogiar todos os modelos experimentados nesta edição é que a calibração original de fábrica da impressão é excelente e permite imprimir com qualidade fotográfica sem precisar “sujar a mão” nos controles do software. Impressionante!
O tamanho compacto destas duas AIOs pode iludir você. Tudo nelas pode ser feito por rede sem fio. De cara, a qualidade de impressão é tão boa quanto se pode esperar da tecnologia inkjet usada na Lexmark com quatro tintas, com a resolução máxima de 4800 por 1200 pontos por polegada na X4690 e impressionantes 4800×2400 na X9575. Além disso, a detecção automática do tipo de papel evita surpresas chatas ao usar papel premium para fotos. A impressão em cores em alta qualidade pode demorar bastante, mas isso é esperável e tolerável. Ambas têm a opção de usar o jogo de cartuchos especial de seis cores para a impressão fotográfica.
Um consenso entre os usuários das Lexmark é que os cartuchos de tinta colorida integrados num só módulo, em vez de separados, metem um pouco de medo, pois a reposição da tinta é consideravelmente cara e fica fácil gastar os cartuchos rapidamente, se não se tiver cuidado ou se os trabalhos sempre usarem predominantemente uma cor. O lado positivo é que o baixo custo inicial do equipamento é convidativo.
O scanner tem densidade de 600 por 1200 pixels por polegada na X4690 e de 1200×4800 na X9575 – ambas suficientes para encarar originais de fotos e impressos offset sem sobressaltos. A simpaticíssima X9575, além de não ser muito mais volumosa que a X4690, traz um display LCD gráfico com dicas e informações claras e uma interface navegável, enquanto a maioria das outras multifuncionais mantêm-se um passo atrás com os conhecidos displays simples de uma ou duas linhas de texto. O painel da X9575 incorpora o fax (não presente na X4690).
Na frente do painel de ambas há slots para cartões de memória: CF e SD (a X4690 traz também Memory Stick e xD). Mas se você usar as Lexmark como impressoras fotográficas, poderá preferir descarregar as imagens diretamente da sua câmera usando a conveniente porta PictBridge, que provê a integração direta entre os aparelhos.
Por falar em integração, a conectividade Wi-Fi é um grande atrativo; ambas vêm com a rede 802.11b/g, compatível com o padrão 802.11n. O compartilhamento é liberado entre todos os computadores da sua rede. Você só vai precisar do cabo USB ou Ethernet na configuração inicial, quando será assistido pelo excelente software da Lexmark, que dá todas as instruções mastigadas. Aliás, esse instalador – com versões quase idênticas para Mac OS X e Windows, e similares entre os dois modelos – é um primor de atenção, com textos e ilustrações claros, passo a passo.
Esta AIO transmite fax, escaneia e imprime a laser. Mas pela aparência compacta e leveza, você pensaria que é apenas uma inkjet doméstica altinha. Mas não! A Samsung afirma que esta é a menor laser colorida do mundo no momento. De fato, é pequena: mede 41 centímetros de largura por 37 de profundidade.
A parte superior contendo o scanner é um pouco mais larga que a base, o que explica em parte a “magia”. Os cartuchos de toner – independentes para as cores C, M, Y e K – são enfileirados verticalmente. O peso é de 15,4 quilos – menos de metade da Xerox. Enfim, é uma laser que você pode tratar como uma inkjet; não vai exigir uma peça de mobília exclusiva dela para ser feliz.
O outro motivo de não precisar de um móvel à parte para ela é o seu silêncio. Nem mesmo os estalos e cliques característicos das lasers chamam a atenção. Assim, não é um absurdo instalá-la na sua própria escrivaninha, caso ela tenha um espacinho livre. Você não faria o mesmo com a Xerox.
O software é minimalista e ela não vem com Wi-Fi, apenas com USB e Ethernet; seu estilo é mais próximo das máquinhas grandonas de escritório que das domésticas. A velocidade máxima é de quatro impressões coloridas por minuto ou 16 em preto e branco – uma vantagem fundamental sobre a inkjets. Como copiadora, ela também é bastante veloz.
Na função de scanner, assim como todas as demais do teste pode fazer scans via “push” (você escolhe no painel e ela manda o arquivo para um computador da rede) ou via “pull” (usando um software para isso). E tem ajustes separados para imagem de revista (impressão reticulada) ou texto puro (documentos e livros). A nitidez do scan não é tão notável quanto a das concorrentes próximas, mas a impressão de fotos em cores é ótima, com reprodução correta dos difíceis tons mais escuros, cores muito bem calibradas de fábrica e um acabamento fosco, em vez do visual típico semibrilhante da Xerox e outras lasers.
Outro detalhe que se sobressaiu positivamente foi a formação dos caracteres de texto pretos nos documentos em PDF, sem as serrilhas visíveis em corpos pequenos que surgem nas outras impressoras, tanto inkjet quanto laser.
O cassete A4 acomoda 150 folhas e o painel tem um moderno controle direcional luminoso que lembra o painel do Xbox, e faz sinais sonoros bonitinhos ao completar as operações, com um toque feminino.
A Xerox, inventora da copiadora e da impressora laser, tem uma extensa linha de copiadoras profissionais e multifuncionais que praticamente continua de uma categoria para a outra, já que a tecnologia digital de scan e impressão substituiu os sistemas analógicos nos produtos para escritórios pequenos. Ainda assim, a Phaser 6128MFP tem uma cara bem parecida com a de suas irmãs maiores, destacando-se a unidade de scanner separada numa torre sobre o restante do aparelho. Ao instalar o aparelho pela primeira vez, é preciso destravar os quatro cilindros de transferência de toner (pela porta frontal) e os quatro cartuchos de toner independentes (pela porta lateral) – uma operação muito mais delicada do que trocar cartuchos nas inkjet.
Outros detalhes, como o adesivo traduzido em três idiomas para o painel de controle, denotam refinamento. A interface é tradicionalista, baseada em botões dedicados; não há Wi-Fi integrado, nem slots para memórias de câmeras; mas há o fax.
A Phaser promete até 12 impressões coloridas ou 16 em preto e branco por minuto, e copia uma folha de A4 colorida em meio minuto. Além disso, a qualidade da cor é sublime: a calibração original é extremamente precisa. Jogue um papel de gramatura mais pesada, como 180 g, e você obtém um print respeitável para cartão de visitas. O único senão é que os tons contínuos em fotografias não são absolutamente uniformes com os papéis que testamos. Mas para documentos formais e provas, está de ótimo tamanho.
O scanner, com resolução máxima de 600 por 600 pixels por polegada, produz excelentes resultados e faz bonito no modo de cópia, oferecendo ainda a opção de descarregar a imagem para um computador na rede como TIFF, JPEG ou PDF.
Um administrador de rede meticuloso pode facilmente controlar toda a atividade de impressão de seu escritório, ele pode definir quem pode fazer impressões e cópias coloridas – útil para resolver o problema comum de impressão de páginas da Web à toa. Outra característica muito atraente da Phaser é o seu incrível silêncio; é possível instalá-la diretamente às suas costas (que é como ela estava de fato no nosso apertado laboratório de testes), sem o menor incômodo por conta de barulho.
Prós
Completa, mas leve, silenciosa e compacta, para espaços reduzidos; scanner e impressora excepcionais.
Contras
Velocidade de impressão e cópia em alta qualidade é relativamente baixa.
Preço
R$ 500 (cartucho R$ 90)
Prós
Adequada para o SOHO, com excelente qualidade de impressão e ótimo scanner.
Contras
Privilegia a qualidade de saída em lugar do volume para escritórios maiores.
Preço
R$ 900 (cartucho R$ 110)
Prós
Extremamente compacta e silenciosa para uma laser.
Contras
Toner é relativamente caro.
Preço
R$ 1.300 (cartucho R$ 250)
Prós
Adequada para uma rede com vários usuários constantes, com ótimos scanner e impressora.
Contras
Grande e pesada.
Preço
R$ 900 (cartucho R$ 350)
Mario Amaya gostou da oportunidade de fazer impressões de fotos com qualidade de portfólio com essa nova geração de multifuncionais.
Tags: destaque, impressora, Lexmark, multifuncional, Resenha, Samsung, scanner, teste, Xerox








