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	<title>Mac+ &#187; Museu</title>
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	<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 09:32:02 +0000</pubDate>
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		<title>Salvando o dia, mais uma vez</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 03:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Mac OS X Tiger]]></category>

		<category><![CDATA[Newton MessagePad]]></category>

		<category><![CDATA[PowerBook G3]]></category>

		<category><![CDATA[PowerPC 603]]></category>

		<category><![CDATA[Zip Drive]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pequena aventura em campo no Mac OS clássico ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na condição de freelance, tenho o luxo de poder trabalhar em casa durante boa parte do tempo. E, como também deve ser o seu caso, a internet tem papel fundamental em meu trabalho. Mas acabei passando alguns dias preso a um lugar sem conexão. Normalmente eu levaria meu PowerBook G3 Pismo com Mac OS X Tiger e continuaria o trabalho offline com estilo. Só que o vetusto laptop morreu! Hora de tirar algum outro da prateleira do museu. A vítima escolhida foi um bem conservado PowerBook 1400c, fabricado em 1996. É movido pelo processador PowerPC 603e a 133 MHz, com memória de 24 MB (quase razoável em sua época – RAM era sempre cara e insuficiente) e HD ATA de 1 GB (um sério upgrade feito em 1998 pelo primeiro dono).</p>
<p>Tijoludo e com visual citando as formas do Newton MessagePad da época, o PowerBook tem o tato sólido e firme e não esquenta. O teclado é um espetáculo: macio e com curso generoso nas teclas. Outro ponto em que a Apple caprichou foi o display LCD de matriz ativa de 12&#8243; e 800×600 pixels, com uma imagem surpreendentemente boa pelos padrões de hoje. O som é mais potente que o de muitos notebooks atuais, embora a máquina quase não tenha poder de fogo para tocar MP3. Como pontos negativos estão a falta de USB (que só viria dali a dois anos), Ethernet on board e leitor de CD – dois itens presentes apenas no modelo topo de linha, o 5300c. Na traseira do 1400c só há interface serial, infravermelha e SCSI.</p>
<p>Assim, a única conexão prática do PowerBook com o mundo moderno é pelo bizarro conector quadrado SCSI. O que colocar ali? Um Zip Drive, naturalmente. Um Zip SCSI pode ser espetado ao PowerBook; outro com USB fica conectado ao meu Mac Intel. Precário? Nem tanto, ao levar em conta que os programas para esse Mac cabem dentro de um cartucho de 93 MB.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-7418" title="39-museu-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/39-museu-1-360x231.jpg" alt="39-museu-1" width="360" height="231" /></p>
<p><em>A tampa transparente do PowerBook 1400c permitia encaixar por dentro uma folha impressa personalizada com uma ilustração. Aparentemente, o público não ligou muito para essa ideia genial. </em></p>
<p>Mas chega de falar de hardware. Quais softwares compensam usar em um computador de 14 anos de idade? O sistema é o Mac OS 8.1, uma boa escolha ao levar em conta a pouca RAM. Na pasta Startup Items incluí, além do Stickies (cuja versão no OS X funciona igual), os painéis de controle General Controls e Date &amp; Time, pois tanto a bateria como a pilha interna (PRAM) estão esgotadas e é preciso informar data e hora ao religar a máquina.</p>
<p>Usuários de Mac das antigas gastavam um tempo enorme capinando extensões e painéis de controle desnecessários, pois eles adoravam dar conflito. Com as minhas traquitanas preferidas, que não são muitas, o sistema inteiro bate em 7,1 MB! Desliguei tudo que fosse relacionado a internet, compartilhamento de rede e impressoras, já que o Mac fica sempre offline. Ajustei a memória virtual manualmente para 56 MB, o que permite abrir até o Photoshop 5.0 (é a versão mais antiga que ainda serve para alguma coisa).</p>
<p>Outra modificação importante foi acrescentar à Control Strip um módulo freeware chamado HandyMan, criado por um belga em 1995. Ele produz uma espécie de Dock para seus programas dentro da Control Strip. Muito melhor que o grandalhão e bobo Launcher da Apple. E mais decente que salpicar o Desktop de ícones de programas, coisa que a maioria dos usuários de Mac veteranos fazia (e alguns ainda fazem).</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-7419" title="39-museu-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/39-museu-2-360x270.jpg" alt="39-museu-2" width="216" height="162" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-7420" title="39-museu-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/39-museu-3-360x270.jpg" alt="39-museu-3" width="216" height="162" /><br />
<em>Telas do Photoshop 5.0 e Word 5.1 rodando no Mac OS 8.1.</em></p>
<p>Outro freeware fundamental é o layout de teclado US International, de Rainer Brockerhoff, que dá acesso conveniente aos acentos para digitar em português em um teclado Apple de padrão norte-americano, como o do PB 1400c. E o MacDim, um screensaver rudimentar mas eficiente.</p>
<p>Para escrever, mantive três opções: o Stickies para notas simples, o Microsoft Word para textos longos e o BBEdit Lite para edição avançada. O mais confortável é o Word 5.1, que foi lançado em outubro de 1992 (quando alguns leitores desta revista ainda nem tinham nascido!). Você pode estranhar, mas o Word 5.1 foi um dos aplicativos para Mac mais adorados de todos os tempos. A Microsoft de hoje faria bem em estudá-lo. É descomplicado, confiável e traz as funções que a gente normal precisa, no lugar certo.</p>
<p>E salva em RTF, compatível com o OS X e o Windows atuais. Infelizmente, a recíproca nem sempre é verdadeira. Textos salvos no OS X em UTF abrem com os caracteres acentuados e quebras de parágrafo trocados por códigos, obrigando a um Find &amp; Replace. É aí que entra o BBEdit, pois nele é possível programar as conversões com um script.</p>
<p>Para descontrair, nada melhor do que uma partida de Maelstrom, Peg Leg, Same Game, qualquer versão de Tetris ou Marathon. Todos esses jogos “vintage” rodam decentemente no 1400c.</p>
<p>Com tudo isso, meu Mac antigo virou uma bela máquina de escrever, com aquele nostálgico visual pré-Jobs, zero por cento de tecnologia Intel, uma tela surpreendente e o delicioso teclado que nada deve aos melhores desktops atuais. A barreira da transferência de arquivos seria mais fácil de transpor num iBook colorido ou PowerBook preto, pois eles incluem Ethernet, Wi-Fi, PCMCIA e USB. Mas eles já ultrapassam muito uma velha Remington, certo?</p>
<p><em><strong>Mario Amaya escreveu este artigo no PowerBook 1400c e não admite que precise de um PC dual core com 2 GB de memória para rodar Word.</strong></em></p>
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		<title>O meu querido SE</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 17:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Macintosh SE]]></category>

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		<description><![CDATA[Modelo foi o primeiro Mac clássico a divergir das ideias de Steve Jobs – e foi um sucesso 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-6456 alignleft" title="38-museu-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/38-museu-1-360x485.jpg" alt="38-museu-1" width="252" height="340" />Nos dias atuais, é inconcebível imaginar a Apple demorando mais do que alguns meses para atualizar alguns de seus produtos principais. Mas o ritmo dos lançamentos nos anos 80 era outro. Entre janeiro de 1984 e janeiro de 1987, houve apenas quatro modelos de Macs, com diferenças pequenas. Depois do modelo de estreia, com 128 KB de RAM, vieram duas séries de 512 KB e um outro Mac de 1 MB, apelidado Plus.</p>
<p>Eram máquinas irritantemente lerdas, mesmo com os aplicativos simples daquele tempo – e todas igualmente lerdas, com o mesmo processador 68000 de 8 MHz. A novidade mais empolgante durante esse período foi a inclusão de uma porta SCSI no Plus para HDs externos. É compreensível, assim, que as pessoas que então já usavam o Mac como ferramenta de trabalho sentissem a falta de qualquer coisa mais poderosa e mais configurável.</p>
<p>Paradoxalmente, a Apple só atendeu a esses anseios depois da traumática saída do fundador da empresa e coinventor do Macintosh, Steve Jobs, em 1985. Sua filosofia de design de hardware para o Mac era que ele fosse fechado como um cofre, com zero possibilidade de personalização.</p>
<p>Inspirados por Jean-Louis Gassée, que ocupara o ex-posto de Jobs de gerente de desenvolvimento do Mac, os engenheiros da Apple dedicaram-se a criar uma virtual antítese do conceito original do Macintosh.</p>
<p><strong>Uma geração mais flexível</strong><br />
A Apple não criou um Mac, mas dois. O Macintosh SE foi lançado junto ao Macintosh II, e ambos traziam slots internos para cartões de expansão. O slot único do SE era no padrão proprietário PDS, que sobreviveu nas linhas LC e Quadra. Também estreou nos dois modelos o suporte a um HD interno (ou um segundo drive de disquete na mesma baia). Gassée estava certo: slot de expansão e HD interno são características óbvias de qualquer computador de mesa dos dias atuais.</p>
<p>O Macintosh II, por sua vez, era uma tijoluda workstation que quase podia ser confundida com um PC. Por seu formato, representava um desvio ainda maior das ideias de Jobs, mas, além de facilitar os upgrades, ele permitia usar monitores grandes e coloridos.</p>
<p>A maioria dos usuários, porém, já achou de bom tamanho o pequenino SE, que custava salgados US$ 3 mil (equivalentes ao dobro desse valor em números de hoje) e ainda necessitava que se comprasse à parte o teclado e o mouse, dotados da nova conexão serial ADB.</p>
<p>Visualmente, o SE trazia, além da baia de HD, rasgos de ventilação para um cooler interno – uma peça que Jobs não deixou usar no Mac, mas provou ser necessária para preservar a eletrônica interna, que, no modelo original, queimava facilmente.</p>
<p><strong>A era dos pioneiros</strong><br />
AO SE (incluindo sua versão acelerada, o SE/30 de 1989) foi um campeão de popularidade desde o início. Pode ser considerado o Mac mais querido de toda a era bege da Apple. Aliás, seu tom de bege também era novidade: a nova cor, bem mais clara que a dos Macs anteriores, foi prontamente copiada por toda a indústria de PC e usada pela Apple sem alteração até os derradeiros modelos bege (G3 desktop, monobloco e torre), que só encerraram a carreira 12 anos depois, no começo de 1999.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-6457" title="38-museu-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/38-museu-2-360x222.jpg" alt="38-museu-2" width="360" height="222" /></p>
<p><em>Molde clássico<br />
Com seu visual “caixinha”, o SE definiu o padrão de uma geração inteira de Macs</em><br />
O SE foi o fiel companheiro de muita gente veterana no mundo das maçãs no Brasil, que era então governado pelo contrabando, já que a liberação total das importações somente viria anos depois, em 1993. Oficialmente, a Gráficos Burti foi a primeira empresa a trabalhar com Macs no Brasil. Em 1990, obteve uma licença especial de importação de Macs para uso exclusivo em artes gráficas; instalava-os nos clientes para poupá-los da burocracia e também garantir o seu mercado.</p>
<p>Ousar adotar o simpático computadorzinho nas terras de Macunaíma significava encarar a ausência de suporte técnico e acessórios e depender do acesso via modem a BBS ou de aproveitar viagens ao exterior para obter software. E os preços eram muito mais exorbitantes que os de hoje.</p>
<p>Uma pessoa que possui até hoje o seu SE em casa é o agitador cultural Tony de Marco, cofundador da primeira revista sobre Mac do Brasil, em 1994. O primeiro uso da máquina foi para criar ilustrações vetoriais para o jornal Folha de S. Paulo, anos antes que o computador se tornasse comum entre os artistas gráficos no meio jornalístico.</p>
<p>O meu lindo SE veio por gentil doação do designer e fotógrafo Guilherme Boechat, depois de muita troca de ideias e alguns desencontros geográficos (minha culpa). Para tristeza minha, e também dele, a máquina soltou fumaça no instante em que foi ligada à tomada, devido a um problema na fonte. Compreensível, pois o Mac estava parado havia anos. Macs antigos são como câmeras fotográficas: duram mais se você os usa de vez em quando.</p>
<p>É possível que o SE do meu museu ainda tenha conserto. Quando abrir o gabinete, terei a oportunidade de ver em seu interior, gravadas em relevo por dentro, as assinaturas dos membros da equipe que criou o Macintosh original. O SE foi o último modelo de Mac a trazer esse mimo.</p>
<p><strong>Ficha técnica</strong><br />
Processador: Motorola MC68000, 8 MHz Barramento: 8 MHz, 16 bits<br />
RAM máxima: 4 MB HD: opcional, SCSI, 40 MB<br />
Disquete: 1 ou 2 de 800 KB (upgradeado para 1,4 MB em 1989)<br />
Conexões: 2 ADB (teclado e mouse), 2 seriais, 1 SCSI, saída de áudio mono de 8 bits<br />
Monitor: 9”, preto-e-branco, 512&#215;342 pixels, integrado<br />
Dimensões: 34,5 (A) x 24,6 (L) x 27,7 (P) cm<br />
Peso: 7,7 kg Suporta Mac OS versão: 2.0 a 7.5.5</p>
<p><em><strong>Mario Amaya mantém o SE lado a lado com um Classic e um Color Classic, e agora está à caça de um 512K e um Plus para combinar com eles.</strong></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Lisa, a mãe do Macintosh</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 00:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Lisa]]></category>

		<category><![CDATA[Macintosh]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um Apple incrivelmente famoso que quase ninguém viu em toda a vida 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>O</span><span> Lisa é um dos produtos mais incompreendidos da história da Apple. Afinal, tudo o que, atualmente, ouve-se sobre ele é, invariavelmente, que foi um “fracasso”. Em vez disso, deveríamos reconhecer que, do ponto de vista da tecnologia, o Lisa foi um enorme triunfo.</span></p>
<p><span>O projeto surgiu em 1978, durante a explosão de vendas do Apple II, que deu à companhia a liderança do mercado que ela mesma tinha acabado de estabelecer. Os engenheiros da época já tinham noção de que um computador baseado em uma interface visual seria um desenvolvimento natural e inexorável do computador pessoal. Assim, eles trabalharam para que a Apple pudesse revolucionar o mercado pela segunda vez seguida e comercializar o primeiro computador pessoal com interface visual.</span></p>
<p><span>Um trabalho desse tipo, porém mais avançado, na época era do centro de pesquisas PARC, da Xerox, que Steve Jobs e companhia conheceram em 1980. No ano seguinte, a Xerox lançou o Star, um avançado computador para escritórios que incorporava as melhores invenções do PARC, incluindo a interface gráfica de alta resolução com ícones, menus e janelas, mouse, programação orientada a objeto, visualização realística na tela de imagens e textos (WYSIWYG), impressão a laser e rede de alta velocidade Ethernet. Enfim, o Star já era um rascunho muito completo daquilo que conhecemos hoje como computador pessoal. Isso tudo na mesma época em que a IBM lançava o modesto e primitivo IBM-PC.</span></p>
<p><span>O Apple Lisa foi inspirado no Xerox Star, mas custava bem menos. Seu grande problema era que US$ 10 mil (algo em torno de R$ 50 mil, em valores atualizados) ainda era dinheiro demais para investir em equipamento para uma secretária executiva. Ainda assim, em sua época, o Lisa foi bem difundido entre as empresas médias e grandes dos EUA, graças à sua capacidade de gerar documentos visualmente sofisticados para a época.</span></p>
<p><span>O Macintosh usava o mesmo processador (Motorola 68000) a uma velocidade superior (8 MHz, contra 5 MHz do Lisa), mas tinha menos memória (128 KB versus 1 MB), porque ela era extremamente cara em 1984. O Mac também não vinha com HD; o Lisa podia usar um HD interno de 5 MB ou 10 MB, mais um ou dois HDs externos. O Mac só rodava um aplicativo de cada vez; o Lisa já era multitarefa. Por outro lado, a indústria de aplicativos de terceiros para Mac estendeu o poder atrativo do pequenino computador, enquanto o Lisa só rodava os sete programas de escritório que vinham pré-instalados – LisaWrite, LisaCalc, LisaDraw, LisaGraph, LisaProject, LisaList e LisaTerminal – ou uma versão de Unix. Em sua terceira e última versão, ingloriosamente denominada Macintosh XL, o Lisa também podia rodar programas de Mac, com o auxílio do emulador MacWorks.</span></p>
<p><span>Houve duas gerações de hardware do Lisa. A primeira, de janeiro de 1983, trazia o painel frontal plano com um logo “Lisa” caligráfico e dois drives de disquete de 5 1/4”. A segunda geração, que saiu um ano depois, juntamente com o Macintosh, veio remodelada pela recém-criada estilização conhecida internamente na Apple por SnowWhite: painel frontal com o símbolo da maçã arco-íris isolado dentro de um rebaixo (como seria em todos os produtos Apple durante os 14 anos seguintes) e a frente canelada com uma abertura única para um drive de disquete de 3 1/2”, igual ao do Mac. A Apple também vendia um kit para adaptar Lisas da primeira geração, que incluía o novo drive de disquete e o painel frontal.</span></p>
<p><span>Por dentro, quatro placas de circuitos digitais eram encaixadas de pé, via slots, em uma placa integradora, acessível pela traseira (uma coisa que quase ninguém sabe é que essas placas exibem fios adicionais soldados à mão e outras gambiarras que nunca veríamos num produto de informática atual). A CPU tem o volume aproximado de dois Macs originais lado a lado. O teclado e o mouse também são bem volumosos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-5321 aligncenter" title="37-museu-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/37-museu-1-360x279.jpg" alt="37-museu-1" width="360" height="279" /></p>
<p><span><strong>Usando um Lisa</strong></span></p>
<p><span>Abra seu iTunes, vá para a Store e procure em Video Podcasts por “Alfred.TV”. Dentro desse canal, baixe o vídeo chamado “Apple LISA Demo”. Ali você pode ver um autêntico Lisa </span><span>sendo usado em 1984, com uma explicação detalhada do software. Duas coisas saltam à vista:</span></p>
<p><span><strong>1)</strong> Os programas eram surpreendentemente sofisticados e a interface é perfeitamente reconhecível no Macintosh, em todos os seus detalhes. Até mesmo o efeito de “zoom” ao abrir janelas já existe, assim como as janelas com uma sombrinha, sugerindo solidez física.</span></p>
<p><span><strong>2) </strong>O computador era muito, muito, MUITO lento! O boot levava três minutos e todos os programas iniciavam mostrando a mensagem “Just a moment, please” durante uns dez segundos. Temos que dar um desconto para o fato de o Lisa fazer tudo diretamente no processador, sem a ajuda de coisas como os chips gráficos, que realizam o trabalho pesado nos computadores atuais. Além da velocidade de operação maior, o Mac contava com um software de sistema muito mais simples; mesmo assim, também não podia ser considerado veloz.</span></p>
<p><span>Uma coisa notável no Lisa é a resolução de tela, elevada até mesmo para os padrões atuais, embora baseada em pixels retangulares, e não em pixels quadrados, como os dos Macs e PCs de hoje. Por isso, muitas capturas de telas que vemos na internet parecem estranhamente achatadas. O display era em preto-e-branco.</span></p>
<p><span>Uma diferença fundamental entre a maneira de usar do Lisa e a do Macintosh – e talvez a mais importante de todas – é que você não abria os programas e para criar novos documentos dentro deles. Era preciso dar um duplo clique em um ícone de Stationery – um “suprimento genérico infinito” de um tipo de documento – e este fazia o software abrir com um documento novo em branco. Essa abordagem “documentocêntrica” foi repetida na década seguinte pelo malfadado OpenDoc e ainda resiste, de forma vestigial, no Windows, por onde é possível criar documentos novos diretamente do desktop, via menu contextual. No Mac OS, o conceito de Stationery ainda está presente, mas escondido.</span></p>
<p><span>O Macintosh não foi um derivado direto do Lisa, mas o Lisa foi usado no desenvolvimento </span><span>de softwares para Mac, bem como diversos conceitos técnicos foram compartilhados entre os dois sistemas. Inicialmente, o Mac era o projeto “clandestino” que Steve Jobs adotou quando não pôde dirigir a criação do Lisa. Depois, ele evoluiu até prevalecer definitivamente na história</span><span>. Mas não teria nem mesmo surgido na forma como o conhecemos se não fosse pela enorme experiência ganha pela Apple ao criar o Lisa.</span><span> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span><img class="size-medium wp-image-5322 aligncenter" title="37-museu-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/37-museu-2-360x367.jpg" alt="37-museu-2" width="360" height="367" /></span></p>
<p><em><span><span><strong>E aí? <span style="font-weight: normal;">O nome Lisa é o mesmo da primeira filha de Steve Jobs. Mas uma filha de um engenheiro do projeto na Apple também tinha esse nome, e Steve Jobs nunca chegou a ter muito a ver com o computador. </span></strong></span></span></em></p>
<p><em><strong>Mario Amaya,</strong></em><em><strong> agradece o doador não-identificado com o qual obteve, em 2007, um Lisa 2 para incrementar seu museu privado de Macs.</strong></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Apple não é mais a mesma. O logo também não</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/a-apple-nao-e-mais-a-mesma-o-logo-tambem-nao/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 20:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[logo]]></category>

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		<description><![CDATA[A maçã mordida parece destinada à eternidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>O</span><span> simpático e conciso símbolo da Apple é tão poderoso, famoso, insidioso e onipresente que às vezes a companhia parece truculenta demais ao protegê-lo, processando quem desenha absolutamente qualquer coisa remotamente parecida a uma maçã para criar um logo. É quase como se a empresa tivesse direitos exclusivos sobre a imagem da própria fruta que lhe deu o nome. De uma confecção de roupas na China até um programa cultural de Nova York, ninguém está livre dos advogados-guardiães. E a recentemente encerrada luta de duas décadas com a Apple Corps, gravadora dos Beatles, é bem conhecida. Ainda bem que a Apple não liga muito para o Brasil, senão até o jornal Primeiramão estaria em apuros.</span></p>
<p><span>O mais notável nesta história é que o primeiro logo da Apple, usado nos materiais promocionais e documentação do pioneiro computador Apple I, já incluía uma maçã, mas era completamente diferente. Um brasão em estilo neoclássico mostrava Isaac Newton sentado sob uma macieira, com a mítica maçã em destaque, prestes </span><span>a cair sobre sua cabeça. Ao redor do escudo, lê-se a frase: &#8220;Newton – Uma mente viajando eternamente através de estranhos mares do pensamento – Solitária&#8221;.</span></p>
<p>Esse logo rebuscado e graficamente impraticável foi desenhado por Ronald Wayne, colega de Steve Jobs e Wozniak na fundação da companhia em 1976. Poucos meses depois, com a introdução do Apple II, o primeiro produto fabricado em massa, já estreou o logo da maçã colorido, criado por Rob Janoff, na época um diretor de arte do escritório de marketing de Regis McKenna, contratado para fazer os materiais de marketing da empresa dos dois Steves. Janoff pessoalmente não ganhou um centavo a mais pela invenção do símbolo.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4082" title="36-museu-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-1-360x440.jpg" alt="36-museu-1" width="252" height="308" /></p>
<p><span>Ao contrário de muitas reconstruções que pululam pela Internet, o desenho desse logo original não segue os mesmos contornos do atual: parece um pouco torto e assimétrico. Mesmo as cores do arco-íris não eram exatamente as mesmas das versões modernas dos anos 90, talvez pela própria dificuldade de se controlar o matiz de seis cores de impressão diferentes em uma mesma peça ou produto.</span></p>
<p>A razão de incluir seis cores no logo pode ser interpretada como uma segunda alusão a Isaac Newton: afinal, ele foi o autor de um trabalho pioneiro sobre óptica, analisando a fundo os prismas e sua decomposição da luz branca nas várias cores espectrais. Há mais um detalhe: a maçã que teria revelado a lei da gravidade a Newton tem ecos do fruto bíblico comido por Adão e Eva no Gênesis. Os que curtem teorias da conspiração acham que as cores e a mordida são alusão ao inventor britânico Alan Turing, que depois de ajudar os Aliados a vencer a Segunda Guerra Mundial com o desenvolvimento de computadores, sofreu perseguições por ser gay e suicidou-se comendo uma maçã envenenada. Outros acham que a ideia era simplesmente propagandear o suporte a cores do Apple II. <span>Outro fator que pode ter influido na decisão é que uma marca impressa com seis tintas diferentes nos anos 70 era uma tendência gráfica denotando sofisticação, um valor fundamental cultivado pela Apple até o dia de hoje. O designer original simplifica as coisas, explicando em suas palestras que Steve Jobs insistiu pessoalmente no uso das cores a fim de humanizar a marca.</span></p>
<p>A tipografia sempre foi usada como complemento opcional e não como parte integrante do logo, o que é uma ideia inteligente. A aplicação do nome &#8220;Apple&#8221; como acessório do logo mudou muitas vezes com o tempo. A primeira versão tinha o nome inteiro da companhia na fonte Motter Tektura, com a primeira letra encaixada precisamente na &#8220;mordida&#8221; da maçã. Em 1981, a porção &#8220;Computer, Inc.&#8221; foi eliminada<span>.</span></p>
<p>Em 1984, com o lançamento do Macintosh, a Apple estreou uma nova identidade visual, na qual a maçã foi redesenhada para os contornos atuais, e todos os textos, incluindo o nome da empresa, passaram a ser escritos no tipo Apple Garamond, uma versão licenciada do ITC Garamond Light Narrow, usando um espaçamento entreletras apertado e também alguma condensação. A escolha dessa letra ligeiramente rebuscada reflete a intenção de parecer moderno e clássico ao mesmo tempo.</p>
<p><span>Curiosamente, o palmtop Newton, que existiu entre 1993 e 1997, tinha uma identidade visual completamente separada da Apple, como se tratasse de um produto de outra empresa. O tipo de fonte utilizado nos produtos, materiais de marketing e acessórios era sempre Gill Sans.</span></p>
<p>Quando a Apple resolveu eliminar o arco-íris do logo, após a volta de Jobs ao comando e pouco antes do lançamento do iMac, já se tinha passado uma boa década desde que o recurso às cores ficara datado. Os adesivos originais da Apple com a maçã multicolorida viraram itens colecionáveis valiosos.</p>
<p>Desde a segunda geração do iMac em várias cores, o símbolo da Apple ganhou sucessivas versões estilizadas com efeitos de transparência e reflexos. O tratamento visual &#8220;Aqua&#8221;, também presente no Mac OS X, estabeleceu uma influência intensa e duradoura sobre o design gráfico, especialmente na web, onde praticamente tudo tem versões fofinhas, brilhantes e translúcidas. Nem mesmo o símbolo do Windows escapou do modismo. O estilo foi denominado &#8220;Web 2.0&#8243; pelos designers mais envolvidos na propagação dessa estética.</p>
<p><span>Ultimamente a Apple tem preferido versões chapadas do logo em muitas aplicações, mas a versão sólida prateada é a que aparece no About This Mac e no web site da empresa. A tipografia oficial mudou para a limpa, porém sem graça, Myriad em 2002, prontamente imitada pela Microsoft com uma tipografia similar. Mas o desenho da maçã segue firme e inabalável. Hoje em dia, é até inimaginável que alguém queira mudar sua forma. </span></p>
<p>HIstória em imagens</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4083" title="36-museu-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-2-360x75.jpg" alt="36-museu-2" width="360" height="75" /></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4084" title="36-museu-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-3-360x360.jpg" alt="36-museu-3" width="230" height="230" /></p>
<p><span>1977</span></p>
<p><span>O logo original tinha uma fonte datada, cores datadas, mas um desenho imortal </span></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4085" title="36-museu-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-4-360x295.jpg" alt="36-museu-4" width="230" height="189" /></p>
<p><span>1984</span></p>
<p><span>O visual usando a sóbria letra Garamond resistiu inalterado durante 12 anos</span></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4086" title="36-museu-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-5-360x360.jpg" alt="36-museu-5" width="230" height="230" /></p>
<p><span>1998</span></p>
<p><span>A limpeza das cores da maçã coincidiu com a revolução no design com o iMac</span></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4087" title="36-museu-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-6-360x440.jpg" alt="36-museu-6" width="184" height="226" /></p>
<p><span>2000</span></p>
<p><span>A partir daqui, a maçã foi liberada para receber tratamentos visuais variados </span></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4088" title="36-museu-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-7-360x360.jpg" alt="36-museu-7" width="230" height="230" /></p>
<p><span>2001</span></p>
<p><span>O Mac OS X exibiu a maçã &#8221;Aqua&#8221; e inspirou miríades de designers profiças e amadores</span></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-4089" title="36-museu-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-museu-8-360x360.jpg" alt="36-museu-8" width="230" height="230" /></p>
<p><span>2007-hoje</span></p>
<p><span>Com o uso crescente do preto nos produtos, a Apple pode estar entrando numa Era Negra</span></p>
<p><strong><em>Mario Amaya, ao longo de 18 anos, sempre resistiu bravamente à tentação de colar os adesivos de brinde da Apple em carros, janelas, cadernos&#8230;</em></strong></p>
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		<title>Os Macs que você nunca viu!</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 20:32:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Network Server]]></category>

		<category><![CDATA[Power Mac G3]]></category>

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		<description><![CDATA[As criaturas mais exóticas da última geração bege da Apple]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-museu-icone.png" />Imagine uma mosca branca, de olhos azuis, tocando violino, com uma mão só, enquanto recita Camões de cor, em latim, de trás para frente. OK, perdi um pouco a mão da analogia, mas os Macs apresentados este mês são extraordinariamente raros e curiosos. Com toda a probabilidade, nenhum exemplar deles jamais veio para o Brasil, pois a Apple não tinha por que importá-los. Em sua época, não havia política oficial da Apple no Brasil para os dois mercados que eles cobriam: educacional e empresarial. Por outro lado, nos EUA eles ainda podem ser encontrados no eBay sem grande dificuldade, e alguns aventureiros ainda fazem upgrades neles e os continuam utilizando.</p>
<p><strong>Power Mac G3 All-In-One</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-3459 aligncenter" title="35-museu-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-museu-2-360x409.jpg" alt="35-museu-2" width="324" height="368" /></p>
<p style="text-align: left;">Batizado internamente na Apple com o gracioso codinome Artemis, ele era a antítese do gracioso. Vendido apenas entre março e setembro de 1998, veio para substituir nas escolas a simpática e longeva série 5200/5300 de Macs monobloco (da qual muitos macmanícos brasileiros das antigas ainda possuem exemplares guardados em seus armários). Mas ele saiu rapidamente de cena para dar lugar ao iMac e, alguns anos depois, o eMac.</p>
<p style="text-align: left;">O gabinete já contém o DNA do design do iMac, mas parece uma espécie de monstro saído de um pesadelo de Salvador Dalí. Totalmente desprovido de linhas retas, é bem mais largo em cima do que embaixo. A frente e as laterais são beges, mas a traseira e o topo são transparentes e repletos de furos. Um enorme logo da maçã em relevo decora os cantos traseiros superiores das laterais. Enfim, ele é esquisito, feioso, quase repelente e pesa incríveis 27 quilos. Deve ter concreto dentro para fazer lastro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-3458 aligncenter" title="35-museu-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-museu-1-360x414.jpg" alt="35-museu-1" width="324" height="373" /></p>
<p>Removendo dois parafusos na traseira, temos acesso ao que é essencialmente o mesmo hardware de qualquer Power Mac G3 desktop ou torre bege, de 233 ou 266 MHz, acrescido de um cartão que permite saída e entrada de vídeo analógico. A placa-mãe pertence à derradeira geração “Old World” dos G3, isto é, além de não possuir USB nem FireWire onboard, o firmware e o chip de vídeo são meio problemáticos e não gostam muito do Mac OS X.</p>
<p>A área do painel frontal abaixo do monitor é altíssima, o que é bom para a ergonomia, dispensando o pedestal frequentemente utilizado com os iMacs G3. Há aberturas para três drives: disquete, Zip e CD, além de falantes estéreo e duas saídas para fones separadas. É o único Mac monobloco da história a oferecer tudo isso junto no painel.</p>
<p>Mesmo sendo tão completo e funcional, é impossível deixar de pensar que o projeto foi uma gambiarra. Pegaram as peças originais do G3, adicionaram todos os drives e placas de expansão que podiam, enfiaram um monitor CRT de 15” e depois se viraram para esculpir ao redor de tudo isso um gabinete que não fosse cúbico. O resultado é que o apelido informal desse modelo não é Artemis, é Dente Molar. Felizmente os designers da Apple acertaram muito mais a mão no sucessor iMac.</p>
<p><strong>Network Server </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-medium wp-image-3460 aligncenter" title="35-museu-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-museu-3-360x358.jpg" alt="35-museu-3" width="324" height="322" /></strong></p>
<p><span>Essa máquina de codinome Shiner, que durou de fevereiro de 1996 a abril de 1997, utilizava o processador PowerPC 604 de 132 ou 150 MHz e depois o 604e de 200 MHz. Foi<br />
uma tentativa malsucedida de entrar no mesmo mercado hoje atendido pelo Xserve: um servidor de rede de alta capacidade.</span></p>
<p><span>O Network Server trazia um design muito bem amarrado, com múltiplas facilidades. Veja só: sete baias frontais com gavetas para troca instantânea dos drives a quente (com o equipamento ligado), unidade opcional DAT (de fita) de 4 GB, uma porta frontal translúcida com trava, coolers também modulares e intercambiáveis, fonte de alimentação redundante e acesso à placa-mãe a partir de uma gaveta traseira, também com trava. Tudo isso num gabinete de 40 quilos com 62 cm de altura, o mais volumoso já fabricado pela Apple.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><img class="size-medium wp-image-3461 aligncenter" title="35-museu-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-museu-4-360x417.jpg" alt="35-museu-4" width="324" height="375" /></span></p>
<p><span>Mas talvez o mais surpreendente de tudo seja revelar que na verdade o Network Server não era um Mac. Ele rodava nativamente o AIX, uma versão oficial da IBM do Unix System V. E a ROM dele é programada de tal modo que não aceita rodar o Mac OS. Na verdade, por dentro ele é muito mais próximo de um servidor POWER da IBM do que de um Macintosh.</span></p>
<p><span>Nunca mais depois do Network Server a Apple criaria outro computador que não rodasse alguma versão do Mac OS.</span> <span>•<br />
</span></p>
<p><strong><em>Mario Amaya adoraria obter um Network Server <span> </span>e fazer com ele um casemod arrepiante contendo dois processadores Intel Quad-Core e HDs em RAID 5. Utilizaria o espaço restante para montar um frigobar.</em></strong></p>
<div><strong><em><br />
</em></strong></div>
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		</item>
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		<title>Aplicativos para Newton</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/aplicativos-para-newton/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 20:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[iPhone]]></category>

		<category><![CDATA[Newton]]></category>

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		<description><![CDATA[Antecipando as tendências do iPhone em 15 anos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-icone.jpg" />Se você é um veterano do Mac, há chances de ter usado (ou comprado novo) o Macintosh Performa 6230CD. Esse pequeno Mac, apesar da lentidão notável até mesmo para sua época, foi sucesso de vendas. Além de ser mais acessível, vinha com um conveniente pacote de programas pré-instalados. Um deles era o catálogo de software do Newton, que mostrava o estado de evolução dos programas para o PDA da Apple no ano de 1994.</p>
<p>Hoje não existe mais Newton, mas existe o iPhone. E assim como aquele, este suporta uma enorme variedade de programas de terceiros: já são cerca de 20 mil.</p>
<p>Em fóruns, artigos e emails, os fãs da Apple nunca cessam de repetir esta pergunta: o que existia de original no Newton? Para responder a essa questão, nada como dar aquela fuçada nos programas para aquela plataforma e compará-los aos seus equivalentes atuais no iPhone.</p>
<div id="attachment_2708" class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2708" title="Fortune 500 Guide to American Business" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-8-100x100.jpg" alt="Fortune 500 Guide to American Business" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Fortune 500 Guide to American Business</p></div>
<p>A maior diferença, claro, é que a conectividade, pilar de muitos dos aplicativos do iPhone, ainda era extremamente rude e primitiva no Newton. Você não contava com serviços remotos inteligentes e repositórios de informação externos ao aparelho, residentes na &#8220;nuvem&#8221;, como acontece com a internet de hoje. A &#8220;nuvem&#8221; multiplicou o poder dos aparelhos móveis de uma maneira que no tempo do tijolo verde até podia ser vislumbrada, mas estava, então, totalmente fora do alcance, tornando o PDA da Apple sujeito a um computador de mesa.</p>
<div id="attachment_2709" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2709" title="Columbo’s Mystery Capers" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-9-100x100.jpg" alt="Columbo’s Mystery Capers" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Columbo’s Mystery Capers</p></div>
<p>Quanto aos programas que dependiam somente da inteligência local do PDA, há uma boa diferença de concepção. Paradoxalmente, embora a interface do Newton, movida a canetinha, seja mais enxuta que a do Macintosh, o iPhone conseguiu simplificar ainda mais as coisas, adotando a interface por toque e ao mesmo tempo substituindo o reconhecimento de escrita por um tecladinho virtual, tradicionalista, mas também mais seguro.</p>
<p>Imagine, agora, que você está em 1993 e gostaria de saber o que existe de software para o PDA mais avançado, esperto e pesado do planeta.</p>
<h3>Organização</h3>
<div id="attachment_2701" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2701" title="Form Pad" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-1-100x100.jpg" alt="Form Pad" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Form Pad</p></div>
<p>O Form Pad era um aplicativo baseado em Mac e Windows para preparar formulários personalizados, permitindo usar o Newton como um coletor de dados em ambientes industriais e comerciais. O PDA da Apple teve sucesso nessa função nos anos 90; ainda hoje, vemos PDAs movidos a Windows Mobile (cof, cof) utilizados dessa maneira, por exemplo, em restaurantes.</p>
<div id="attachment_2713" class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2713" title="Equate" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-13-100x100.jpg" alt="Equate" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Equate</p></div>
<p>O Equate era uma planilha portátil compatível com o Microsoft Excel que fazia extenso uso dos gestos com a canetinha, como arrastar e riscar.</p>
<div id="attachment_2703" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2703" title="PocketCall" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-3-100x100.jpg" alt="PocketCall" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">PocketCall</p></div>
<p>O PocketCall era um cliente de email com suporte a GEnie, CompuServe, Delphi, MCI Mail, ATT EasyLink e outros serviços relevantes que desapareceram ou, com o tempo, tiveram seu nome alterado.</p>
<h3>Informação</h3>
<p>Outro nicho bem desenvolvido no Newton, como também é no iPhone, foi o de guias e mapas.</p>
<div id="attachment_2712" class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2712" title="Time Out" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-12-100x100.jpg" alt="Time Out" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Time Out</p></div>
<p>O Time Out era um guia de Londres, com informações de localização e transporte, que trazia muitos dos recursos que voltaram a emergir recentemente no Google Maps.</p>
<div id="attachment_2710" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2710" title="GeoAssist" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-10-100x100.jpg" alt="GeoAssist" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">GeoAssist</p></div>
<p>O GeoAssist, dirigido a viajantes de avião, incluía um recurso para planejar viagens aéreas.</p>
<div id="attachment_2704" class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2704" title="Martin's Movie Guide" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-4-100x100.jpg" alt="Martin's Movie Guide" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Martin&#39;s Movie Guide</p></div>
<p>O Maltin&#8217;s Movie Guide, baseado no livro anual do famoso crítico de cinema, funcionava como uma espécie de prévia eletrônica de seu web site, que só viria a existir mais adiante.</p>
<div id="attachment_2707" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2707" title="Tha Economist Word in Figures" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-7-100x100.jpg" alt="Tha Economist Word in Figures" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Tha Economist Word in Figures</p></div>
<p>O The Economist World in Figures e o Fortune 500 eram almanaques digitais que parecem esquisitos no mundo atual, em que as informações são atualizadas o tempo todo.</p>
<div id="attachment_2702" class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2702" title="Berlitz Interpreter" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-2-100x100.jpg" alt="Berlitz Interpreter" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Berlitz Interpreter</p></div>
<p>O Berlitz Interpreter era um programa de tradução com 20 mil frases em inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. Softwares similares no iPhone dão-se o luxo de oferecer também o áudio das frases.</p>
<h3>Games</h3>
<div id="attachment_2706" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2706" title="Solitaire" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-6-100x100.jpg" alt="Solitaire" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Solitaire</p></div>
<div id="attachment_2714" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2714" title="Silicon Casino" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-14-100x100.jpg" alt="Silicon Casino" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Silicon Casino</p></div>
<div id="attachment_2705" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2705" title="Gold Tee at BIGHORN" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-5-100x100.jpg" alt="Gold Tee at BIGHORN" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Gold Tee at BIGHORN</p></div>
<div id="attachment_2711" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-thumbnail wp-image-2711" title="Dell Crossword Puzzles and Other Word Games" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-newton-11-100x100.jpg" alt="Dell Crossword Puzzles and Other Word Games" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Dell Crossword Puzzles and Other Word Games</p></div>
<p>Inicialmente, a desenvolvedora StarCore lançou uma boa quantidade de games para o Newton. A maneira de jogar em todos é a mesma que seria com um mouse: clique e arraste coisas pela tela. O iPhone vence de longe na usabilidade, com games envolventes que tiram proveito da interface de toque e também do acelerômetro embutido. Melhor nem falar dos gráficos. O PDA da Apple, repetindo o que ocorrera com o Mac uma década antes, não tinha imagem a cores, muito menos vídeo em 3D.</p>
<hr /><em><strong>Mario Amaya</strong> possui um Newton eMate que já pertenceu ao editor Sérgio Miranda, que por sua vez é o maior apoiador do museu (depois da namorada).</em></p>
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		<title>Mídias mortas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 17:34:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida é um becape que nunca acaba]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos tempos pioneiros da informática, em que não existia download de filmes nem pen drives de 32 GB, você podia usar um dentre vários tipos diferentes de discos de armazenamento de dados, que se sucediam como modismos a reboque de cada subcultura: Apple II, Macintosh, PC/DOS, Amiga, MSX, Sinclair, Atari&#8230; Vamos fazer um passeio pela memória (sem trocadilho) dos principais tipos de discos que foram usados no Mac.</p>
<h3>O humilde disquete</h3>
<p><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/33-museu-1-360x376.jpg" alt="33-museu-1" title="33-museu-1" width="360" height="376" class="alignright size-medium wp-image-2558" /></p>
<p>Nos tempos de outrora, ouvia-se muito falar em disquete ou floppy disk. Na verdade, o apelido &#8220;floppy&#8221; (flexível) surgiu com os disquetes grandões de 5 1/4&#8243; e de 8&#8243;, originalmente inventados pela IBM, que foram utilizados no Apple II e também nos primeiros PCs da IBM. O Macintosh já nasceu usando o disquete de 3 1/2&#8243; inventado pela Sony, com invólucro rígido e do tamanho certo para caber na bolso da camisa de um geek. Anos depois, o disquinho foi adotado também no PC. Ele foi crucial para a enormidade de plataformas de computadores que existiam nos anos 80.</p>
<p>Quando o Mac surgiu em 1984, ele não suportava HD e os programas tinham de ser carregados diretamente a partir de disquetes. O sistema operacional residia na ROM, um tipo de memória permanente na placa-mãe. Com a transferência para o HD do sistema operacional e também dos aplicativos, o papel do disquete passou a ser de becape e transporte de dados, tarefa na qual era, no melhor dos casos, medíocre. Cópias de segurança em disquetes eram garantia de dor de cabeça: não cabia quase nada dentro e eles ainda pifavam, riscavam e mofavam. Os primeiros vírus informáticos propagaram-se justamente por eles.</p>
<p>Os disquetes de 3 1/2&#8243; usados no Mac tinham capacidade de 400KB, que foi depois expandida para 800KB e finalmente para 1,44MB. Cabe notar que os programas de antigamente eram extremamente menores do que os atuais; quase todos os aplicativos de Mac da década de 80 conseguiam caber num único disquete cada um. O problema de espaço surgiu com as aplicações de multimídia nos anos 90.</p>
<p>Steve Jobs admitiu que o maior erro do iMac original de 1998 foi não vir com drive de CD-R. O público ficou alvoroçado com a ausência nele de disquete ou qualquer outro tipo de mídia gravável: só dispunha do leitor de CD. Isso criou um mercado de drives externos de discos Zip e disquetes. Em retrospecto, a decisão da Apple foi correta, pois precipitou a aposentadoria de uma mídia que não tinha razão de ser. </p>
<h3>Iomega Zip</h3>
<p><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/33-museu-2-360x372.jpg" alt="33-museu-2" title="33-museu-2" width="360" height="372" class="alignright size-medium wp-image-2559" /></p>
<p>O Zip Drive, originalmente lançado para PCs com o nome de Bernoulli Drive, foi um legítimo substituto do disquete no Mac. Era um disco magnético com uma tecnologia proprietária que permitia elevada densidade de dados (95MB por disco, depois expandidos para 250 MB, hoje ainda vendidos com 750 MB de espaço) e uma velocidade de leitura decente, cerca de metade da de um HD da época. O drive podia ser adicionado externamente, via SCSI ou, posteriormente, via USB. Os Power Macs de 1995 a 97 tinham o drive Zip embutido como opção.</p>
<p>Devido a uma falha de fabricação, a primeira geração desses drives podia adquirir o infame &#8220;Clique da Morte&#8221;, um desalinhamento permanente e catastrófico das cabeças magnéticas. Era contagioso: se um disco danificado pelo &#8220;Clique da Morte&#8221; fosse lido por outro drive, este poderia &#8220;pegar&#8221; o defeito. Além disso, o alto preço (cada cartucho custava em torno de US$ 30 no Brasil) contribuiu para seu veloz declínio em favor do CD-R. Eventualmente a Iomega adaptou-se à nova realidade e reinventou-se como uma empresa de HDs externos. O Jaz Drive, similar aos drives SyQuest, deu origem ao REV, ainda hoje usado para backups em datacenters, com capacidade de até 120 GB por cartucho.</p>
<h3>SyQuest</h3>
<p><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/33-museu-3-360x358.jpg" alt="33-museu-3" title="33-museu-3" width="360" height="358" class="alignright size-medium wp-image-2560" /></p>
<p>A grande concorrente da Iomega no ramo dos drives magnéticos era a SyQuest, que usava uma tecnologia completamente diferente. Cada cartucho SyQuest era um disco rígido acondicionado num cartucho razoavelmente à prova de poeira. A cabeça de gravação e leitura dentro do drive era similar ao tipo usado em HDs. Apesar de a durabilidade e confiabilidade serem altamente questionáveis, esses discos atraíam pela sua capacidade – que evoluiu ao longo dos anos, de 40 MB até 1 GB – e pela velocidade, quase a mesma de um HD interno. Na primeira metade dos anos 90, todo mundo que trabalhava com mídia e Mac tinha o seu SyQuest. Mas a Iomega venceu a SyQuest na segunda metade da década com os seus drives Zip e Jaz.</p>
<p>Ironicamente, o que terminou de matar a SyQuest foi um problema semelhante ao &#8220;Clique da Morte&#8221; do Zip Drive. O último modelo da companhia, chamado SparQ, de 1998, também apresentava um bug &#8220;contagioso&#8221;, que destruía os drives conforme os discos eram passados de um para o outro.</p>
<h3>Magneto-ópticos</h3>
<p>Usando uma combinação de laser e eletroímã para serem gravados e lidos, esses discos sempre foram<br />
tidos como infalíveis para becapes. </p>
<p>A pouca fama que lhes resta advém de terem sido usados pelo computador NeXT e pela Sony no sistema MiniDisc de áudio digital. Pesado, frágil e caríssimo, era vantajoso somente em estações de trabalho e datacenters. Pouca gente não especializada chegou a ver um.</p>
<h3>CD-R</h3>
<p>Como meio de armazenamento, já faz alguns anos que o CD-R saiu de cena em favor do DVD-R. Mas o CD-R foi revolucionário devido ao baixo custo da mídia, tão logo ele tornou-se popular e confiável. Além disso, todo mundo já tinha de antemão um leitor simples de CD em seu computador, tornando o CD-R uma mídia perfeita para distribuir dados. </p>
<p><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/33-museu-4-540x327.jpg" alt="33-museu-4" title="33-museu-4" width="540" height="327" class="aligncenter size-large wp-image-2561" /></p>
<p>As mídias de CD-R da primeira geração tinham várias formulações diferentes, conforme a marca; algumas ficavam ilegíveis após algum tempo, causando perdas irreparáveis de becapes. Aos poucos os problemas desapareceram e ficou estabelecido o formato de 700 MB por disco, um pouco mais denso que os 640 MB da versão original.</p>
<hr /><em><strong>Mario Amaya</strong> possui no seu museu do Mac uma porção de mídias de todos esses formatos. Mas só os Zips e CDs ainda podem ser lidos pelos drives. O resto virou peso de papel.</em></p>
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		<title>O vetor é o novo vetor</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 14:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[Adobe]]></category>

		<category><![CDATA[Illustrator]]></category>

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		<description><![CDATA[Moda vem, moda vai, moda volta e a arte vetorial sempre está em evidência. Graças ao Illustrator.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-icone.png" />A arte publicitária reconciliou-se com as curvas vetoriais. Associados a contornos limpos, chapados clínicos e dégradés precisos, os vetores voltaram à moda das linguagens visuais com uma ajudinha das animações em Flash. O vetor seco e elegante foi apropriado por uma nova geração de artistas comerciais, interessados em criar materiais na mesma estética do estêncil recortado, da serigrafia em múltiplas camadas, do desenho técnico com canetas nanquim e dos pincéis simulados. </p>
<p>O Adobe Illustrator serve para criar tudo isso e muito mais: layouts de peças publicitárias, cartazes, capas de revistas, embalagens e quaisquer outras peças impressas integrando ilustração e fotografia; elementos de desenho para animar no Flash; estudos de logos e identidade visual; infografia sofisticada para revistas, livros e jornais; ilustrações estilizadas simulando técnicas de desenho e pintura. Serve até mesmo para criar as matrizes geométricas para fontes tipográficas!</p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-1.jpg"><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-1-360x388.jpg" alt="32-museu-1" title="32-museu-1" width="360" height="388" class="alignright size-medium wp-image-1001" /></a></p>
<p>O interessante é que o Illustrator surgiu justamente como um subproduto do negócio tipográfico da Adobe, que começou sua carreira comercial desenvolvendo e licenciando fontes PostScript e a linguagem de impressão homônima. O Illustrator é fundamentalmente um editor visual de arquivos PostScript, que converte suas ações visuais em código.</p>
<p>O lançamento do aplicativo ocorreu em janeiro de 1987, apenas para Mac; a versão Windows demoraria outros dois anos. Mas o lançamento para Mac veio bem a tempo de pegar carona na revolução do Desktop Publishing, que – conforme vimos na MAC+ 31 – começou com os Macs, as impressoras laser e o Aldus PageMaker.</p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-4.jpg"><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-4-360x427.jpg" alt="32-museu-4" title="32-museu-4" width="360" height="427" class="alignleft size-medium wp-image-1004" /></a></p>
<p>A edição da revista Macworld que apresentou o software ao mundo dizia, na capa, simplesmente isto: “Illustrator – Nova ferramenta para desenho”. O artigo parecia um manual de usuário do programa, pois o próprio conceito de desenho livre com vetores era uma revolução. O texto da revista começava assim: “Antes do Illustrator, programas gráficos no Mac eram baseados em uma dentre duas estratégias, cada qual com suas próprias forças e fraquezas. Softwares de desenho à mão livre, como o MacPaint, permitem desenhar formas complicadas e preenchê-las como se quiser. Mas como esses programas trabalham com bitmaps, a capacidade de edição é limitada e a qualidade da impressão depende da resolução na tela. Por outro lado, softwares orientados a objeto como o MacDraw usam expressões matemáticas para definir linhas e formas. Esses programas imprimem em resoluções altas e permitem mudar tamanho, posição e forma dos objetos a qualquer momento. Mas essa flexibilidade de edição é compensada por menor liberdade ao desenhar. Em vez de dispor de uma ferramenta de mão livre, você deve criar uma composição usando as primitivas geométricas. O triunfo do Illustrator está em combinar a facilidade de edição e a resolução do MacDraw com a facilidade do MacPaint para lidar com formas complexas. Desenvolvido pelos criadores do PostScript, o Illustrator é uma interface para o PostScript que permite aos artistas tirar proveito do poder gráfico da linguagem sem precisar aprender uma linha de código”.</p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-3.jpg"><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-3-100x100.jpg" alt="32-museu-3" title="32-museu-3" width="100" height="100" class="alignright size-thumbnail wp-image-1003" /></a></p>
<p>Naturalmente, ainda se passariam anos até que a arte vetorial perdesse o jeito rude e mecânico e deixasse de ser prontamente reconhecível pela ferramenta com a qual foi desenvolvida. Logo após o Illustrator, surgiram o Altsys (depois Aldus e Macromedia) FreeHand, bem como o CorelDRAW (apenas no Windows) e uma dúzia de produtos menores que não sobreviveram. As limitações visuais dos vetores começaram a ser borradas somente com o surgimento de ferramentas sofisticadas como o Gradient Mesh e os filtros de efeitos, aliados a um uso mais gestual e refinado do programa, com a utilização de tablets e de traçados complexos sobre fotos e desenhos. A essência dos vetores, porém, nunca se perdeu: a ferramenta da canetinha de hoje ainda é a mesma de 22 anos atrás. Além disso, outra contribuição influente da Adobe, adotada como convenção em muitos outros programas, foi usar as combinações de tecla <kbd>[Command] + [Espaço]</kbd> e <kbd>[Command] + [Option] + [Espaço]</kbd> para dar zoom, e <kbd>[Command] + [+]</kbd> e <kbd>[Command] + [-]</kbd> para a mesma finalidade, sem precisar clicar com o mouse.</p>
<p>Ao longo dos anos 90, desenhar com um programa de vetor era quase como seguir uma religião. Quem usasse um dos três principais programas – Illlustrator, FreeHand ou CorelDRAW – desprezava os softwares concorrentes e tentava converter seus usuários. Enquanto isso, os três copiavam recursos um do outro, ficando cada vez mais parecidos.</p>
<p>O CorelDRAW obteve a liderança isolada no PC devido ao desenvolvimento atrasado de seus concorrentes no Windows. Essa defasagem somente acabou na presente década, com o fim do FreeHand e a integração crescente entre os programas da Adobe Creative Suite, que atualmente funcionam de maneira idêntica no Mac e no PC. O CorelDRAW chegou a ter algumas versões portadas para Mac, mas com uma interface fora de mão, código pesado e bugs não solucionados, nunca foi muito longe. Já o Illustrator, com sua interface idêntica à do Photoshop e InDesign e a capacidade de salvar os trabalhos em PDF editável em lugar dos velhos arquivos EPS e AI, tornou-se tão confortável como um tênis velho.</p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-2.jpg"><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/32-museu-2-540x405.jpg" alt="32-museu-2" title="32-museu-2" width="540" height="405" class="aligncenter size-large wp-image-1002" /></a></p>
<p>Em tempo: se você é mais um dos artistas que estão migrando do CorelDRAW para o Illustrator (o que faz muito sentido se também estiver em migração do PC para o Mac), acesse este blog sobre a transição, escrito por um artista publicitário: <a href="http://corel2illustrator.blogspot.com">http://corel2illustrator.blogspot.com</a>.</p>
<hr /><em><strong>Mario Amaya</strong> começou às turras com o CorelDRAW no PC; amou o FreeHand no Mac; agora curte um “terceiro casamento” mais feliz e maduro com o Illustrator.</em></p>
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		<title>Impressionante!</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/impressionante/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 14:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Impressoras]]></category>

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		<description><![CDATA[Impressoras Apple: todo veterano do Mac ainda guarda uma dessas no armário]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/31-impressoras-icone.jpg" />Já faz quase uma década que a Apple desistiu do mercado de impressoras, depois de escrever uma bela história com 45 modelos que foram inovadores e influentes em seu tempo. Houve uma época em que comprar um Macintosh implicava automaticamente levar junto uma impressorazinha para casa. Tenho uma certa dificuldade para escrever sobre o tema, porque nunca fui o melhor amigo delas; sempre me virei bem com poucos prints. Até exultei quando o PDF passou a ser padrão para documentos digitais não-impressos e também com as sucessivas gerações de monitores LCD de alta resolução, que não estragam papel nem a vista.</p>
<p>Se você ganhar de seu velho amigo macmaníaco uma impressora Apple, a quem recorrerá para obter informação? As fontes usuais não ajudam. </p>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/31-impressoras-1.jpg"><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/02/31-impressoras-1-540x148.jpg" alt="Da esquerda para a direita: SilenType, ImageWriter II, Portable ImageWriter, StyleWriter 1200, LaserWriter II, Personal LaserWriter e LaserWriter Pro." title="31-impressoras-1" width="540" height="148" class="size-large wp-image-1296" /></a><p class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: SilenType, ImageWriter II, Portable ImageWriter, StyleWriter 1200, LaserWriter II, Personal LaserWriter e LaserWriter Pro.</p></div>
<p>O <a href="http://Everymac.com">Everymac.com</a> só tem fichas de CPUs. O <a href="http://Apple-History.com">Apple-History.com</a> também. Idem com o <a href="http://LowEndMac.com">LowEndMac.com</a>. Não há site especializado em impressoras Apple, apenas uns revendedores de suprimentos. Será, então, que o tempo de uso dessas impressoras acabou? Não aposte nisso.</p>
<h3>SilenType e Scribe</h3>
<p>SylenType, de 1979, primeira impressora da Apple, imprimia texto monoespaçado ou imagens pixeladas em papel térmico, como os aparelhos de fax e caixas registradoras de hoje. Por US$ 600, era muito mais barata que as matriciais.</p>
<p>A Scribe foi uma variação lançada em 1984 juntamente com o Apple IIc, por apenas US$ 300, e tinha um engenhoso método para imprimir a cores.</p>
<h3>ImageWriter</h3>
<p>Este título designava as chamadas impressoras de tecnologia matricial de impacto: uma cabeça de impressão de microagulhas percutia uma fita de tinta correndo horizontalmente sobre a folha de papel. A resolução ia de 144 a 216 dpi, dependendo do modelo. O mecanismo era feito pela companhia japonesa C.Itoh, atual Itochu.</p>
<p>Usavam a linguagem QuickDraw, que também era a utilizada pelo Mac OS para desenhar as imagens no monitor. Assim, tudo o que você enxergasse na tela sempre poderia ser impresso. As imagens impressas saíam aproximadamente na mesma escala do monitor. Essas impressoras eram compatíveis com o Apple II e o Macintosh. A ImageWriter II foi o produto Apple de maior longevidade da história, permanecendo inalterada desde 1985 até 1996.</p>
<h3>StyleWriter</h3>
<p>As impressoras desse nome eram modelos jato de tinta para o mercado consumidor, com conexão serial e a construção vertical característica da década de 1990. Imprimiam a 360 dpi e, assim como as ImageWriters, usavam QuickDraw como linguagem.</p>
<p>A maioria dos modelos, que saíram a partir de 1991, contavam com mecanismos Canon; as últimas, que duraram até 1998, eram baseadas no mecanismo das populares HP DeskJet. Além da compatibilidade com Mac, não tinham nada de especial em relação às demais jatos de tinta que dominaram o mundo PC. A pequena Portable StyleWriter, feita para acompanhar um PowerBook, tinha interface paralela de PC com adaptador para a porta serial de Mac.</p>
<h3>LaserWriter</h3>
<p>A mais importante impressora da Apple foi a LaserWriter, lançada em 1985, apenas um ano depois do Macintosh. Sua importância se deve ao fato de ser uma das primeiras impressoras a laser com interpretador Adobe PostScript embutido. Traduzindo para termos de gente normal, era uma impressora com nitidez e resolução relativamente elevadas e capaz de manejar arquivos complexos de páginas de publicações, com fontes vetoriais e imagens fotográficas. Sua existência, combinada ao lançamento, na mesma época, do PageMaker, Fontographer e Adobe Illustrator, criou as condições para o surgimento da indústria do DTP (Desktop Publishing), que começou a substituir o trabalho caro e sofisticado de agências gráficas tradicionais por peças “caseiras” produzidas no Mac (e também no PC), mudando para sempre as artes gráficas.</p>
<p>A LaserWriter original utilizava um mecanismo de impressão da Canon que era o mesmo da impressora contemporânea da HP, e a sua qualidade de impressão de 300 dpi não deixaria ninguém (com o perdão do trocadilho) impressionado nos dias atuais. Mas o interpretador PostScript era seu pulo do gato. Também determinava um custo alto para o equipamento: US$ 7 mil. Para o investimento compensar, era recomendável que se montasse uma estrutura de produção gráfica em torno da impressora, o que incluiria, além do software, uma rede para a conexão com vários computadores simultaneamente. Assim, a Apple criou, junto à LaserWriter, a rede LocalTalk, baseada em portas seriais. Embora fosse mais lenta que a interface paralela do PC, sua moderna capacidade de se autoconfigurar a tornou extremamente popular como rede local entre Macs, até a popularização da Ethernet, alguns anos depois. O Chooser, um modesto programa para selecionar a impressora na rede, tornou-se também um seletor de servidores.</p>
<p>A indústria de impressoras sempre acompanhou a Apple com produtos semelhantes. Após o retorno de Jobs, a Apple saiu do ramo. O último modelo foi a poderosa LaserWriter 8500, vendida de 1997 a 1999, que oferecia velocidade de 20 folhas por minuto, impressão em formato A3, resolução de 600 dpi, suporte a HD externo por meio de porta SCSI e compatibilidade com o Mac OS X com o auxílio de LocalTalk ou Ethernet.</p>
<hr /><em><strong>Mario Amaya</strong> tem uma Personal LaserWriter ainda funcionando, diversas StyleWriters… e planos de produzir arte digital retrô com elas.</em></p>
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		<title>Livro elétrico</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/livro-eletrico/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 22:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

		<category><![CDATA[PowerBook]]></category>

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		<description><![CDATA[Linha de notebooks da Apple faz 17 anos
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/30-museu-icone.png" />Em 2005, uma revista chamada <em>Mobile PC</em> realizou uma eleição dos cem aparelhos móveis mais importantes e influentes da história. O PowerBook 100 foi o vencedor geral. Segundo eles, o PowerBook converteu os laptops em produtos de massa e inaugurou a era da computação móvel na qual vivemos hoje.</p>
<p><span>A Apple sabia que, naquele 21 de outubro de 1991, estava lançando algo importante. No comercial de lançamento (disponível em </span><span>www.youtube.com/watch?v=U1hyA07V5lQ</span><span>), uma pessoa dizia: “É um ótimo jeito de encontrar garotas!”. Em uma época em que gadgets móveis ainda não faziam o sentido de hoje – pela ausência de maravilhas tecnológicas como a Web e redes celulares 3G –, andar pela rua com um exótico e luxuoso notebook era, certamente, um iniciador de conversa.</span></p>
<p><span>Mais para o final, surge a frase: “Todo o resto é dinossauro”. E apesar de o aspecto de tijolo do computador (além do peso de 2,3 quilos) não inspirar admiração nos nerds da nova geração, ele efetivamente fazia todos os outros laptops de sua época parecerem mixos, atrasados, ridículos – inclusive o Macintosh Portable da própria Apple, criado em 1989 para ser a versão portátil do popular Mac SE, mas que, de tão grande e pesado, estava mais para um modelo de mesa com tela plana.</span></p>
<p><span>O primeiro PowerBook tinha o mesmo processador do Portable e um formato muito mais compacto, projetado e fabricado sob encomenda para a Apple pela Sony, que ainda forneceria as baterias dos portáteis da marca por alguns anos.</span></p>
<p><span>Seu formato estabeleceu o design-padrão do notebook para a indústria de PC inteira, não apenas para a Apple. Todo portátil atual, Mac ou PC, conserva a mesma disposição ergonômica, com um espaço à frente do teclado para apoiar as mãos e o sensor do cursor (trackpad) no meio. O PowerBook estreou com um trackball, pois o trackpad ainda estava para ser inventado. O trackpad estreou na série 520/540 em 1994 – novamente, antes de toda a indústria de PC.</span></p>
<p>Os dados técnicos do PowerBook original não lembram nem remotamente os das máquinas contemporâneas. O processador Motorola MC68HC000 trabalhava a 16 MHz e o sistema operacional cabia em 2 MB de memória integrada, expansível até 8 MB. O disco rígido ia de 20 a 40 MB e o disquete só era integrado em modelos mais caros. O ponto mais fraco era a horrível tela LCD: pequenina, monocromática, lenta, com resolução de 640&#215;400 pixels. Um modelo posterior, o 180c, de 1993, trazia uma tela de 640&#215;480 com 256 cores, além do processador MC68030 de 33 MHz. O gabinete rústico permaneceu o mesmo para toda a série 100.</p>
<p>A bateria era de chumbo-zinco-ácido, igual às usadas por carros e motos, com autonomia média de duas horas por carga. O usuário jamais poderia deixar que ela se descarregasse completamente, sob pena de encurtar muito sua vida útil. Para conectividade, podia-se plugar um modem externo via porta serial, com velocidade máxima de 14,4 kbps.</p>
<p>Se você trombar com um raro exemplar funcionando (ainda que com a bateria morta por ter passado muitos anos sem carga), pode rodar nele o System 7.1, ClarisWorks 3.0, Microsoft Word 5.1 e todos aqueles lindos programas antigos e abandonados, mais o RAM Charger para poder carregar mais do que um ou dois aplicativos ao mesmo tempo na pouca memória disponível (o notório RAM Doubler não funciona nesse processador).</p>
<p>Em resumo, o PowerBook original é feio, mas é um clássico absoluto, e é impressionante o quanto ainda existe de reminiscências de seu design nos MacBooks atuais, que acabam de ser atualizados.</p>
<p><strong><em>Mario Amaya tem, em sua coleção de Macs, um lindo PowerBook 180c, mas adoraria se já o possuísse há 15 anos.</em></strong></p>
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