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	<title>Mac+ &#187; Mais ou Menos</title>
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	<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 09:32:02 +0000</pubDate>
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		<title>Por que ser super se é possível ser mágico?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 03:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Hagge Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[Apple TV]]></category>

		<category><![CDATA[MacBook]]></category>

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		<category><![CDATA[Time Capsule]]></category>

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		<description><![CDATA[É importante sempre ouvir seus consumidores, mesmo que você seja a Apple]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-maisoumenos-1.jpg"><img class="size-full wp-image-9454 alignleft" title="42-maisoumenos-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-maisoumenos-1.jpg" alt="42-maisoumenos-1" width="300" height="366" /></a>Às vezes precisamos tomar cuidado com o que desejamos. Na última vez que escrevi para essa coluna, critiquei a Apple por ainda produzir um mouse ultrapassado e com várias falhas de projeto e dei a ideia (assumo, meio óbvia) de que nossa empresa preferida produzisse um mouse multitoque, assim como o trackpad dos MacBooks. Fui atendido num prazo de um mês. Nada mal, mas nem sempre isso acontece.</p>
<p>A Apple tem fama de ignorar a opinião de seus usuários e entregar o que ela acha que seus clientes deveriam querer, não exatamente o que eles querem, e ainda assim satisfazê-los! Ótimos exemplos são os iPods e o iPhone: tem muito editor de revista por aí que não consegue mais viver sem um desses, mas na época em que ele foi lançado só queria saber de um tal de Motorola V3.</p>
<p>É claro que muitas vezes esse tipo de atitude é saudável e benéfico, tanto para a empresa quanto para a própria indústria de tecnologia, que sofre com uma certa estagnação e complexo de “eu também”. Ao invés de inovarem, as empresas apenas produzem aquilo que está sendo vendido pelos concorrentes para tentar não perder mercado.</p>
<p>Mas os usuários de Mac acabam sofrendo um pouco até colher os frutos dessa forma de agir da empresa de Cupertino. Não há melhor exemplo do que os últimos modelos de mouse lançados por ela, que nunca havia sido tão bom quanto os dos Macs beges, mas mesmo assim Steve Jobs insistia que deveríamos simplesmente engolir qualquer coisa que eles produzissem; demorou alguns anos, mas eles enfim concordaram conosco, embora não assumam publicamente.</p>
<p>Outro exemplo recente foi o abandono precoce dos monitores opacos nos MacBooks em favor dos belíssimos e brilhantes glossy, ótimos para assistir filmes em alta resolução e mostrar fotos para a família dentro de casa, mas péssimos para trabalhar profissionalmente, sem falar que é impossível trabalhar com essas máquinas em um ambiente aberto ou muito iluminado. A Apple só deu o braço a torcer quando as vendas caíram e a poeira baixou.</p>
<p>Outros produtos que os consumidores estão cansados de criticar e sugerir melhorias são o Time Capsule e o Apple TV. No caso do TC, o projeto é mal feito, esquentando demais, o que faz com que 18 meses depois, em média, ele acabe morrendo devido a uma peça que derrete com o calor interno. É um nível de qualidade que infelizmente aparece cada vez mais em produtos vindos de Cupertino.</p>
<p><span>Já o Apple TV, esse é um pouco mais complicado, pois depende de terceiros (contratos com gravadoras e estúdios, por exemplo, além de produtoras e canais de TV). Todos querem chutar suas conexões a cabo para longe, mas parece que a Apple vai deixar o bonde passar e não vai conseguir entrar nesse mercado a tempo. Talvez eles estejam criando algo sensacional nos laboratórios de Jonathan Ive, mas a solução pode ser mais simples do que parece, e às vezes Steve Jobs parece não conseguir enxergar.</span></p>
<p>De qualquer forma, temos mais um brinquedo para curtir enquanto outras novidades de verdade não chegam. O Magic Mouse é perfeito e agora não temos mais do que reclamar a seu respeito – pelo menos por enquanto.</p>
<p><em><strong>Luciano Hagge jogava RPG no século XX e sempre soube que contra personagens superfortes, a única solução era a magia.</strong></em></p>
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		<title>Reflexões sobre a AppStore</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 02:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bia Kunze</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[app store]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que a Apple só quer o meu dinheiro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Estava eu em busca de um leitor de RSS para meu iPhone, quando me deparei com o “App Google Reader”. Legal! Depois do Gmail, o Google fez um programa para o Reader no iPhone? Fiquei entusiasmada. Mas logo percebi que não era nada disso. Vi o preço: U$ 0,99. Cobrar por aplicativos não é típico do Google. Mas o desenvolvedor não é o Google, e sim um ser obscuro. Se não é um programa oficial, por que esse nome e o ícone padrão do Reader? Fui investigar.</span></p>
<p><span>O aplicativo não tem funcionalidades. É apenas a página mobile do Safari “disfarçada” de um software para iPhone! As pessoas gastam seu dólar em uma coisa que já existe de graça! O que me deixa furiosa é a Apple liberar esse tipo de coisa na App Store. Como bem sabemos, ela é rigorosa. Por que liberou esse pega-trouxas? Ganância? Vale a pena colocar em risco sua reputação por isso? Fiquei refletindo&#8230;</span></p>
<p><span>* * *</span></p>
<p><span>Depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que, sim, é ganância, sem medo de colocar em risco sua reputação. Assim como alguns senadores da República, a Apple está se lixando para a opinião pública. Basta ver o imbróglio em que se meteu com o FCC por causa do Google Voice. A resposta oficial foi fria, dúbia, que não dá esperança de mudanças. Michael Arrington, um dos blogueiros mais influentes do mundo, chamou a Apple de “mentirosa”.</span></p>
<p>Então, podemos concluir que não teremos nada de VoiP e streaming sobre 3G se a AT&amp;T não quer. Contudo, a culpa não é só da operadora. Os aplicativos rejeitados são por motivos mesquinhos – como a negativa ao Opera Mobile e clientes de email por “competirem com aplicações nativas do aparelho” – ou ridículos, como a rejeição de um software de wallpapers, com uma imagem do presidente Obama com a palavra “hope”, por “ridicularizar uma figura pública”.</p>
<p><span>O que está por trás de tantas recusas? E por que aprovar aplicativos malandros, como o tal “App Google Reader”? Fiquei refletindo…</span></p>
<p><span>* * *</span></p>
<p><span>Cansada de refletir, fiz uma retrospectiva. Quando a Apple deu sinais de que viraria uma controladora desenfreada? Talvez há alguns anos, ao lançar um tocador de músicas portátil que só funcionaria com o iTunes. E depois, com músicas compradas só na sua loja. Ninguém chiou, ao contrário, o iPod virou lenda.</span></p>
<p><span>Por que os fãs da empresa perdoam o pecado número um do mundo digital, “don’t be evil”, quando se trata de Steve Jobs? Quando ele adoeceu, pensei que, se ele falecesse, seria eternizado como uma mente audaciosa, que revolucionou nossos costumes. Mas também pensei que, se ele sobrevivesse, correria o risco de se transformar no inovador cuja genialidade subiu à cabeça. O dominador que queria que as pessoas usassem tecnologia à sua maneira.</span></p>
<p><span>Ainda bem que Steve Jobs melhorou e voltou a trabalhar, caso contrário, eu jamais publicaria essas mórbidas reflexões. Ele ainda tem alguns anos para reverter tudo, enquanto os críticos da Apple estão em número menor que o de fãs. O que aconteceria se a Microsoft anunciasse que seu tocador Zune só funcionaria com o Windows Media Player? Uma nova jihad? </span></p>
<p><span>Reflitam&#8230; </span></p>
<p><strong><em>Bia Kunze é dentista e mantém um blog, o </em></strong><a href="www.garotasemfio.com.br"><strong><em>Garota Sem Fio</em></strong></a><strong><em>. Imagem por Suryara.</em></strong></p>
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		<title>Rato multitoque, porque não?</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/rato-multitoque-porque-nao/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 01:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Hagge Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apple reinventa tanta coisa, mas deixa o mouse de lado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-8160 alignleft" title="40-maisoumenos-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-maisoumenos-1-360x360.jpg" alt="40-maisoumenos-1" width="216" height="216" />Se existe um pedaço de hardware que a nova Apple – sim, porque ela não é mais a mesma – ainda não acertou, com a mais absoluta certeza, é o mouse. Esse é o único acessório básico que a empresa faz questão de nos deixar para trás. Demoramos vinte anos para ter mais de um botão. Agora contamos com cinco, dos quais apenas dois funcionam direito.</p>
<p>O Mighty Mouse atual é lindo e funciona perfeitamente – durante as primeiras semanas. Passados alguns meses, se você não for um alucinado por limpeza e não lave a mão dez vezes ao dia, é muito provável que a minúscula bolinha de scroll pare de funcionar. Em alguns casos, almas persistentes ainda conseguem limpá-la com uma folha de papel, uma gambiarra que não dura para sempre. Além disso, os botões laterais são um fracasso em ergonomia e mais atrapalham do que ajudam quando estão ligados. É preciso muito esforço e concentração para apertá-los ao mesmo tempo e é muito comum conseguir a façanha quando a intenção era outra (mover o mouse sobre a mesa com o botão apertado para desenhar um path gigante no Photoshop, por exemplo).</p>
<p>Há controvérsias, é claro, mas o fato é que os modelos de mouse Kensington, Logitech ou até Microsoft, por exemplo, são muito superiores ao Mighty Mouse – ou, pelo menos, duram muito mais e dão muito menos problemas. Alguns deles trazem, inclusive, a revolucionária bolinha de scroll que se move a 360º, em vez das ultrapassadas movimentações horizontais. O problema é que as ofertas de mouse Bluetooth são escassas no mercado. E USB é uma tecnologia tão… anos 90!</p>
<p>Acho que o caminho que deveria ser seguido pela Apple é o mesmo dos trackpads multitoque dos MacBooks. Por que não um Mighty Touch? Um mouse com o formato parecido com o Mighty Mouse atual, mas de vidro, sem botões e com a tecnologia utilizada no iPhone e no MacBook. Já existem alguns desenhos de protótipos espalhados pela internet, feitos por fãs, e a ideia é espetacular! Duvido que não exista algo parecido nos laboratórios de Cupertino.</p>
<p>O trackpad gigante de vidro que a Apple bolou para o MacBook eliminou partes móveis e direcionou todas as funcionalidades para o software. Foi o primeiro trackpad que achei realmente usável e que nunca precisei pressionar para usar o botão convencional. O mesmo deveria acontecer com o mouse: imagine poder usar o menu contextual (ou o menu do botão direito, ou, o <strong>[Control] </strong>+<strong>[Clique]</strong>) “tocando” no mouse com dois dedos, rolar os documentos para todos os lados arrastando os dois dedos pelo mouse, chamar o Exposé ou o Dashboard arrastando três dedos sobre o mouse, enfim, praticamente as mesmas funcionalidades que temos nos atuais trackpads?</p>
<p>A Apple está com a faca e o queijo na mão, mas às vezes parece não querer avançar em certos pontos. Ela não quer oferecer mais de uma opção de mouse aos seus consumidores. E essa forma de agir às vezes irrita. Como sempre digo, a melhor coisa a fazer é reclamar e, se não der resultado, trocar. Já faz alguns anos que não uso os mouses da Apple; prefiro os Kensington. Mas quando sou obrigado a usá-los, em algum escritório como freelancer, por exemplo, simplesmente desligo todas as opções e desencano da bolinha de scroll para não me estressar.</p>
<p><em><strong>Luciano Hagge está radicado em Zurique, na Suíça, e como não tem iPhone, aguarda ansiosamente o lançamento do novo iPod touch para finalmente poder curtir alguns filminhos e joguinhos no trem.</strong></em></p>
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		<title>PC pra quê?</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 18:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação MacMais</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[MAC+]]></category>

		<category><![CDATA[Macintosh]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi assim que eu comecei aqui]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Igor Baschenis</em></p>
<p>A agência, que nasceu como estúdio fotográfico, foi crescendo. De um <strong>PowerBook G4 Titanium</strong>, que era o objeto de desejo de todo macmaníaco na época, e de uma <strong>Nikon</strong>, tirava meu modesto pró-labore.</p>
<p>Tinha também um<strong> iMac Snow</strong>, que o assistente usava. Éramos só nós dois. Além dos jobs de fotografia, sempre havia alguma direção de arte que eu mesmo acabava fazendo, até que não tive mais tempo para nada. E assim foi, contratava uma pessoa, comprava uma cadeira – eu mesmo fazia a mesa –, colocava meu Mac velho nela e comprava um novo para mim.</p>
<p>A agência foi crescendo e o estúdio, diminuindo. Meu filho era pequeno e minha mulher, que trabalhava em uma grande agência, quase nunca chegava em casa com ele acordado. Por conta disso, resolvemos trabalhar juntos para criar uma agência legal. Em dois anos, já tínhamos contas bacanas, sempre fazendo um pouco de tudo. Num job grande, em uma ação de incentivo, criamos um hot site para gerenciar a campanha, feito 100% no Mac. Mas os dados do cliente vinham em Access. Na época, antes do <strong>Mac Intel</strong>, só um PC conseguiria abrir os arquivos.</p>
<p>Tinha acabado de comprar um<strong> iMac G4 </strong>de 20 polegadas, lindo, lançamento, meu objeto de desejo (da semana) por R$ 9 mil. Sempre fui chato, gosto de tudo de primeira. Isso porque meu primeiro computador foi um<strong> PC 386</strong> paraguaio. Isso me causou um trauma que fez com que eu aprendesse a comprar marca, com garantia!</p>
<p>Mas, com dor no coração, tive de fazer o inevitável: comprar um PC composto de monitor, torre e um monte de fios, por R$ 8 mil. Foi difícil superar.</p>
<p>Comprei um <strong>PC Dell</strong>, em vez de um micro montado – que poderia sair pela metade do preço. Esse computador serviu para testes dos sites que desenvolvemos, para converter o Access em MySQLl e para acessar o banco que só funcionava (um absurdo) em PC. Ficou sem dono durante um ano, até que contratamos um programador que fez questão de adotá-lo.</p>
<p>A vida mudou, temos Macs Intel na agência. Hoje, os dados do Access são lidos e convertidos num Mac. Temos Parallels instalado em um iMac 24 e num <strong>MacBook Pro</strong>, e são os “PCs” mais rápidos que já vi.</p>
<p>E a coisa cresceu demais, acho eu. De lá pra cá, compramos 14 Macs, 9 deles Intel. Já me conformei que vou ter de usar Windows eventualmente, e estou feliz por ele rodar no Mac.</p>
<p>Pode ser que, um dia, a agência precise de um PC, mas isso só vai acontecer depois de muitas tentativas com um Mac, Parallels e Windows. Li a matéria do Hacintosh na edição <a href="http://macmais.terra.com.br/macmais/038/" target="_blank">#38</a> e, sinceramente, não vejo graça. Gosto do Mac até desligado, porque é bonito, bem resolvido.</p>
<p>A assistência técnica não é aquela maravilha, mas prefiro correr o risco. Afinal, já convivi com muitos Macs, e só um deu problema, que a assistência resolveu em 30 dias.</p>
<p>E eu vivo assim, sempre querendo trocar de Mac, por um mais legal. Escrevi este texto em um MacBook Pro, ligado a um Apple LED display 24”, sonhando com a troca por uma novidade. Será uma tablet?</p>
<p>Uma coisa é certa, não será um PC.</p>
<p><strong><em>Igor Baschenis, da Deep Comunicação, é viciado em Mac, fotografia e iPhone. Vive em harmonia com a família, e basta que a criançada não pegue os brinquedos do papai, e está tudo certo.</em></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Olhe seu umbigo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mello</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

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		<description><![CDATA[Boa vontade e um copinho d’água não se nega pra ninguém]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Nesta edição, publicamos uma matéria sobre a utilização de arquivos com camadas de Photoshop e Illustrator (página 86). Em determinado momento afirmei: “O pessoal da arte-final sabe que os diretores de arte curtem mesmo um Photoshop (e fazem aquela lambança)”.</span></p>
<p><span>Isso gerou controvérsia entre os colaboradores desta revista, alguns questionando minha afirmação e considerando que as coisas não eram bem assim, além da postura dos profissionais de design e comunicação, explicando que ela compromete e prejudica a relação cliente </span><span>versus</span><span> agências </span><span>versus</span><span> profissionais.</span></p>
<p><span>Vamos aos fatos.</span></p>
<p><span>1.</span><span> Cada macaco no seu galho. Os softwares são desenvolvidos com um objetivo. Assim, o Illustrator é ótimo para criar imagens vetoriais, o Photoshop é muito bom para trabalhar imagens bitmap. E o InDesign é excelente para juntar os vetores do Illustrator, os bitmaps do Photoshop e compor um layout incorporando-se texto. É possível fazer um livro usando o Illustrator? É. E fazer um outdoor com o Photoshop? Também. Mas, teoricamente, as funções de cada aplicativo são diferentes.</span></p>
<p><span>2.</span><span> Os diretores de arte no Brasil, em sua maioria, mal sabem como tirar o máximo dos softwares de que dispõem e não consideram o processo como um todo (fechar um PDF, por exemplo). Esperam que alguém faça isso por eles. Por isso, constroem os arquivos “de qualquer jeito”, a tal lambança que falei.</span></p>
<p><span>E não sabem que poderiam otimizar o tempo e os recursos disponíveis se distribuíssem o trabalho entre o Photoshop, Illustrator e InDesign.</span></p>
<p><span>3.</span><span> Os profissionais e as empresas de comunicação não têm muito interesse em mudar esse cenário. As empresas e profissionais raramente investem em aprimoramento, em educação. Talvez não seja nobre para um diretor de arte ou um designer aprender a fechar um PDF ou usar as camadas dos arquivos dentro do InDesign. As agências e profissionais só procuram treinamento quando são obrigados a mudar de software (do Quark para InDesign, do FreeHand para Illustrator, do Windows para Mac OS). Fora isso, raríssimas vezes. Exceções se aplicam, claro.</span></p>
<p><span>Historicamente, os maus hábitos na construção de arquivos remontam da década de 1990 e persistem até hoje. As empresas não treinam os profissionais (que não buscam treinamento por si), não cobram métodos e os profissionais vão na barca que preferem, sem pensar na consequência do processo. Para “colaborar”, as gráficas e birôs corrigem os erros das agências, em vez de devolver o trabalho e exigir que venha direito. E o nível de qualidade técnica continua caindo.</span></p>
<p><span>Paralelamente, as empresas cortam profissionais experientes que são substituídos por outros menos experientes, que teoricamente farão o mesmo. Não farão.</span></p>
<p><span>O ponto a que quero chegar é que isso tudo custa tempo e dinheiro. Essa falta de preparo se reflete em custos operacionais maiores e propagação de erros. Os jobs ficam caros dentro das empresas porque o processo não é otimizado. </span></p>
<p><span>Concluo então que associada à popular crise de criatividade atual está uma crise de preparo. A cura: boa vontade. De aprender e de trabalhar pensando no processo como um todo. Por isso colaboro com a MAC+, desenvolvendo tutoriais que ajudam outras pessoas. E pelas respostas que recebo, estou no caminho certo. </span></p>
<p><em><strong>Alexandre Mello e Mario Amaya trabalharam com o ZSoft PaintBrush, no começo da década de 1990, fazendo milagres com os pixels, como os que ilustram esta matéria.</strong></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Macs de tempos imemoriais</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/macs-de-tempos-imemoriais/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 01:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação MacMais</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[Macintosh]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles não morrem, viram clássicos
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Milton Pinho Majella</em></p>
<p><span>Comprei meu primeiro Mac quando lançaram o iMac 233, Bondi Blue, com uma estonteante memória de 32 GB que, imediatamente, na loja mesmo, foi complementada com um pente de 64 GB. Força total em um HD de, pasmem, 6 GB. Um espanto para a época.</span></p>
<p><span>Nunca tinha possuído um computador, e o máximo de contato com essas máquinas foi digitando (ou será dedilhando?) textos, no trabalho, primeiro em um tal de Word Star e, depois, em um aplicativo mais moderno chamado Office. Como tinha naqueles tempos, um secreto desejo, ainda não inteiramente realizado, de um dia saber fazer alguma coisa com fotos e sempre ter ouvido falar que esse lance de imagens era com Mac, assim que surgiu a  oportunidade, Dólar a R$ 1 (ó, tempo bendito) e em 12 vezes sem juros, mais o estardalhaço do lançamento daquela coisa “muderna” chamada iMac, meti bronca. E nunca me arrependi.</span></p>
<p><span>Isso aconteceu em dezembro de 1999, mas quem, naqueles idos, sabia lá o que era um Mac? De repente, tive que me virar sozinho e, com um dicionário de inglês a tiracolo (até hoje, o idioma não é o meu forte), tentar ler aquele monte de manuais e “read me” e helps da vida. Passei a imprimir os textos de ajuda e manuais, para ler em papel com o dicionário no apoio. Coisa de louco.</span></p>
<p><span>A minha sorte é que mesmo antes de comprar o iMac, um amigo me emprestou algumas revistas em português sobre o assunto, das quais  eu tirei cópias de alguns artigos e dicas principais sobre atalhos de teclado, Zap na PRAM, rebuild do desktop e coisas assim. Por ela fui apresentado à antiga lista MacBBs e então, finalmente, encontrei um monte de outros malucos que sabiam mais que eu e começaram a me ensinar.</span></p>
<p><span>Com o tempo, orientado a distância pelos amigos, troquei pessoalmente o HD de 6 GB por um Quantum Fireball de 20 GB, até hoje em pleno funcionamento, metido em uma gaveta externa USB 2.0. Aumentei também a capacidade de memória para o mínimo necessário, 128 GB, para poder instalar o então nascente Mac OS X e tasquei o 10.0 no iMac. Lento, de doer, mas lindo, novo, revolucionário. Mais tarde, consegui colocar dois pentes de 128 GB e fiquei, então, com o mínimo necessário para rodar o OS X com mais performance. Tempos de memórias caras. Um vivente precisava “vender a mãe” pra comprar um mísero pente de 128 GB. Consegui trocar também o processador por um fantástico G3 de 333 MHz.</span></p>
<p><span>Com o tempo, já passados cerca de quatro ou cinco anos, meu valoroso Bondi Blue foi derrotado pelas forças da natureza, morto pela maresia. Por sorte, na ocasião, foi lançado o Mac mini, aquele que qualquer mortal podia comprar, principalmente porque começou a ser vendido em 12 vezes sem juros. E lá fui eu de novo. Comprei o mini e um monitor LG de 17 polegadas, com placa para TV, tudo em suaves prestações. O teclado e o mouse bolinha foram herdados do iMac 233. Instalei tudo na mesa-estante-carrinho que desenhei, e cá estão até hoje. Mais tarde, consegui um teclado e um mouse Apple sem fio. Agora, em 2008, consegui satisfazer o grande desejo de ter um portátil Apple, o Macbook Pro de 17 polegadas, com tudo que se tem direito em matéria de processador, memória e HD.</span></p>
<p><span>Espero, de coração, que todos tenham a oportunidade de ter seus desejos realizados, mais cedo ou mais tarde. Eu esperei nove anos. </span></p>
<p><strong><em>Milton Pinho Majella mora no Rio de Janeiro, tem dois Macs, uma família amorosa e amigos macmaníacos em todos os Estados do Brasil.</em></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Criatividade é apenas conectar as coisas</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/criatividade-e-apenas-conectar-as-coisas/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 23:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ademar Varela</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como as ideias de Steve Jobs podem ajudar o nobre esporte bretão
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Eduardo Conde Tega</em></p>
<p>Li pela segunda vez o livro A Cabeça de Steve Jobs, de Leander Kahney – editor da revista eletrônica <a href="http://www.wired.com">Wired</a> (resenhado na <a href="http://macmais.terra.com.br/macmais/031/">MAC+ 31</a>). Ao traçar um paralelo de algumas lições de Steve com outros segmentos corporativos, percebi que na indústria da bola as coisas se conectaram bem. Teria algo a ensinar ao futebol o homem que é sinônimo de inovação e que desde os anos 70 vem transformando a maneira de pensar da informática, da indústria de animação e, mais recentemente, da música digital?</p>
<p>Resolvi elencar algumas das lições do livro para mostrar como o que Jobs faz na Apple pode se encaixar no futebol brasileiro:</p>
<p>Busque informação; não faça suposições. Como gestor, audite constantemente seu clube (empresa) e tome decisões por meio de dados objetivos. Ter informação não é o mesmo que ter conhecimento.</p>
<p>Foco significa dizer “não”. Identifique as unidades de negócio prioritárias de seu clube, direcione os melhores profissionais a esses focos e execute-os da melhor maneira.</p>
<p>Inclua todo mundo. Não estou dizendo que a nutricionista ou o psicólogo devam escalar a equipe ou que o departamento de marketing deve determinar a melhor data para colocar o garoto-propaganda do clube de titular. Esta é a função do orientador tático e ainda continuará sendo. Mas a lição serve para mostrar que o conhecimento, quando integrado e coordenado para determinado fim, seja na área técnica, administrativa etc., pode ser mais bem aproveitado.</p>
<p>Só estabeleça parcerias com atores nota 10 e demita os idiotas. Invista em pessoas. Ter funcionários acima da média é uma das principais vantagens competitivas diante da concorrência. Sempre perderemos talentos para outros clubes, sejam atletas ou profissionais da área técnica. É a lei da selva. Invista sempre em capacitação e seja um gestor profissional, identificando quem realmente pode contribuir para seu negócio ou quem já deixou de remar faz tempo.</p>
<p>Não dê ouvidos aos que só dizem “sim”. Trave combates intelectuais. O pensamento crítico e criativo sempre será benvindo. Desafiar ideias é um dos hobbies preferidos de Steve. Desconfie se as pessoas ao seu redor estiverem dizendo amém a tudo o que você propõe. São elas que lhe contradizem após um fracasso e, na maioria das vezes, fazem as críticas indiretamente.</p>
<p>Dê total liberdade a seus parceiros. Criatividade não está restrita ao meio tecnológico. A inovação está presente em todos os segmentos de nossa vida: do GPS do carro ao material da chuteira do atacante.</p>
<p>Não perca o consumidor de vista. Coloque-se no lugar do torcedor e analise se o serviço atende as expectativas dele ou atende as suas. Esteja vigilante em relação as tendências da indústria do futebol e seja amigo das pesquisas e dos números.</p>
<p>Faça as coisas em equipe. O iPod e o iPhone não foram inventados por uma única pessoa. O sucesso em uma temporada, por exemplo, vem do trabalho em equipe, e valorizar este aspecto, dividindo responsabilidades e louros, é, no mínimo, o caminho mais adequado a seguir.</p>
<p>Estude. Steve não é graduado, mas é um profundo conhecedor de arte, arquitetura e design. Isso o coloca em pé de igualdade ao conversar com especialistas para tomada de decisões importantes. No futebol brasileiro, por exemplo, para muitos, basta ser um ex-atleta para ter vaga garantida como treinador ou gestor esportivo. O conhecimento científico não precisa entrar em campo, e a figura caricata do dirigente esportivo – que solta pérolas da bola, trata seu consumidor com desrespeito e acha que sabe tudo sobre futebol – ainda existe. Mas no futuro, serão nos modelos de desenvolvimento sustentado que encontraremos profissionais modernos, eficazes e que estudaram diversos aspectos que compõem o conhecimento sobre futebol, ou pelo menos, que dividem tal sabedoria com profissionais especialistas em uma visão integrada.</p>
<p><em><strong>Eduardo Conde Tega é executivo da <a href="www.universidadedofutebol.com.br">Universidade do Futebol</a> e acredita que o futebol pode contribuir para uma mudança significativa a favor da educação, da cultura e da cidadania em nosso país.</strong></em></p>
<div><em></em></p>
<p><em></em></div>
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		<title>Confissão de um vira a casaca</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 22:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Martin Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro-me de que no fim da década de 1990, quando ainda eu era moleque e comecei a trabalhar em uma editora que publicava uma revista sobre Macs, tinha um certo preconceito contra o computador da Apple.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-maisoumenos-icone.png" />Lembro-me de que no fim da década de 1990, quando ainda eu era moleque e comecei a trabalhar em uma editora que publicava uma revista sobre Macs, tinha um certo preconceito contra o computador da Apple. Minha sala, ao lado da deles, enchia-se de felicidade em ver toda a pompa de “Há! Meu Mac não trava! PC é um lixo” ir por terra quando, de repente, aquelas máquinas bonitas paravam de responder e ouvíamos os gritos de desespero.</p>
<p><span>O tempo passou, eu e o Mac OS amadurecemos; deixei de ser sovina, os preços absurdos dos Macs abaixaram e foi aí que eu comecei a maturar a ideia de virar a casaca. Pouco depois surgiu a oportunidade ideal: o convite do editor desta revista de encarar a primeira MAC+ Especial. </span></p>
<p><span>Depois de trazer o bichinho da loja, se ainda existia em mim algum resquício de preconceito, ele foi embora ao apertar o botão de ligar. Arrisco dizer que, mesmo com um Mac mini dos mais lentinhos, foi amor à primeira vista. A interface me agradou, a seleção de programas iniciais ia direto ao ponto (com exceção da falta de alguns joguinhos, mas tudo bem) e a configuração foi a mais fácil que eu já fiz na vida. A tal intuitividade era realmente fantástica.</span></p>
<p><span>Dos primeiros percalços com a troca de teclas de atalho e uma queda brutal em minha produtividade, totalmente dedicada ao Windows até então, muito tempo passou. A revista saiu, mas o Mac ficou aqui em minha mesa. Primeiramente como minha jukebox/máquina de diversão, agora, como meu computador principal. </span></p>
<p><span>A verdade é que hoje ainda preciso alternar entre Macs e PCs. Minhas máquinas ficam lado a lado, uma com o Windows Vista/Windows 7 e outra com o Mac OS X. Algumas coisas de minha rotina são feitas de maneira melhor e mais rápida no Windows. É a vida, o resultado de 15 anos utilizando uma só plataforma. Mas durante todo o tempo que passo no computador com o sistema operacional da Microsoft, o Mac fica aqui, ligado no iTunes, me esperando voltar.</span></p>
<p><span>Aquela história de que um cliente satisfeito puxa outros é verdade. Em vez de falar mal de algo que eu sequer conhecia de verdade, o fato é que hoje tento convencer os outros do benefício que é ter um Mac. O preço acaba justificado – é o fim do papo do sistema pirata – e, convenhamos, não há do que se queixar quanto à meticulosa interface do OS X.</span></p>
<p><span>Minha namorada já pensa em ter um Mac só dela e meu vizinho, que não é tão apaixonado por computadores como eu, já planeja trazer um MacBook em uma próxima viagem. Já conhecia muita gente do mundo Mac, mas nada supera a satisfação de ver amigos meus, que defendiam a bandeira Microsoft, dizendo que estão migrando para o Mac. </span></p>
<p>É claro que algumas arestas ainda precisam ser aparadas e muitas diferenças ainda irritam. Diferenças sempre existirão, e é claro que o Windows continuará sendo melhor para algumas coisas (lembra dos joguinhos lá de cima?), mas acho que o Mac se beneficia de ser o segundo colocado, trazendo um pessoal cansado do feijão com arroz que é o Windows.</p>
<p><span>E acredito que o mais bacana é que, se num futuro próximo eu migrar completamente para o Mac e acabar sentindo saudade da comidinha caseira que comi durante 15 anos, basta ativar o Boot Camp e pular para o Windows. •</span></p>
<p><strong><em>Rodrig</em></strong><span><strong><em>o Martin de Macedo hoje não ri ma</em></strong></span><strong><em>is quando um Mac trava.</em></strong></p>
<div><strong><em><br />
</em></strong></div>
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		<title>Um céu sem estrelas</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 20:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Jorge Passos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[Cancer]]></category>

		<category><![CDATA[Jobs]]></category>

		<category><![CDATA[Steve]]></category>

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		<description><![CDATA[E a pergunta é: “Como vai ser a Apple sem Jobs? “]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é. Steve Jobs, o co-fundador da Apple – o “co” é proforma, pois Steve Wozniak jamais teria criado a Apple e Jobs, mais dia, menos dia, teria criado uma Apple – está doente. Talvez muito. Alguns supõem que terminalmente doente. E a pergunta é: “Como vai ser a Apple sem Jobs? “. Há quem diga: “Ele não fará falta”. Estes acham que a ausência do caráter tirânico do CEO da empresa deixará os funcionários mais à vontade. E que a cultura da Apple é o bastante para garantir o futuro. Outros dizem que Jobs fará toda a falta. Que “parou tudo”.</p>
<p>Nem tanto, nem tão pouco. Porém, mais para tanto. Jobs já deixou a Apple uma vez e a empresa, por inércia, manteve-se na direção em que ele a havia posto por algum tempo. Depois, é bom lembrar, quase acabou. Durante a ausência atual, supostamente temporária, ele ainda dá as cartas. Mas se Steve Jobs sair para valer, seja (que Deus nos livre!) por morte, seja por aposentadoria (disto, acho, estamos livres), eu vou procurar outra coisa para fazer. Aos poucos, o brilho se esvairá da marca e tudo ficará muito sem graça.</p>
<p>Por quê ? Porque a Apple é Jobs. O início, o hiato sem ele e o enorme sucesso após sua volta demonstram que, se isso não é um fato, é muito provável que seja. Note-se que ele não inventa nem inventou nada. O Apple (computador), o Mac, o NeXT, a Pixar, o iPod e o iPhone são todos ideias de terceiros, mas apareceram para o público graças ao olho de Jobs e à sua mania por perfeição. Foi essa mania que depurou os produtos: dos retângulos arredondados das janelas ao jack do primeiro iPod, e foi ele quem decidiu o que seria ou não produzido. Foi esse olho que viu um computador cujo circuito era distribuído gratuitamente por Woz e transformou-o em produto. E, com essa máquina, criou a Apple. Foi o mesmo olho que viu a interface gráfica no PARC da Xerox e deu força ao projeto do Mac – o qual, também, não foi ideia dele. Ao mesmo tempo, em seu retorno, ele se recusou a ressuscitar o Newton – origem do Palm, que foi declarado morto – mas, no momento exato, encontrou a coisa certa, “The Next Big Thing”: o iPhone.</p>
<p>É verdade que, em sua segunda gestão, Jobs montou uma equipe como a empresa jamais tinha tido. Gente de produto, produção, marketing e administração que enxugou a Apple a tornou novamente lucrativa. Muito lucrativa. Mas foram os produtos, fruto do olho do dono (não, ele não é dono da Apple, é um acionista minoritário, ninguém é dono da Apple, e a Microsoft tem ações sem direito a voto) que puseram a empresa na capa das revistas e na mão de gente que antes ou não sabia o que era Apple ou torcia o nariz quando se falava em Mac. Hoje os gerentes de TI estão tendo de estudar porque os diretores das empresas estão comprando MacBooks e, se estudarem (desta vez os diretores), vão se questionar por que motivo não usam estações e servidores Apple, mais seguros e mais baratos. Foi Jobs, e ninguém mais, quem fez isso.</p>
<p>Pausa para o departamento de achismo. Uma pessoa da minha família é diabética. Não tomava insulina. Ficou igualzinha ao Jobs. Comia muito e perdia peso. Acabou no CTI, donde, graças à insulina, saiu e está muito bem até hoje. Lembrando que Jobs passou por uma cirurgia e perdeu parte do pâncreas (que produz a insulina) e sabendo-se de seu caráter autocrático e radical, suponho que depois da operação ele não tenha tomado o hormônio, como deveria, e optado por algum tratamento natural. Fez isso antes, sabe-se. Quando o tumor no pâncreas foi diagnosticado, Jobs demorou quase um ano para concordar em ser operado, preferindo um tratamento alternativo enquanto isso. Eu apostaria que tudo de que Jobs precisa é um pouco de insulina e um tempo para “ficar bom”. Ou, então, os outros achistas estão certos e o tumor de Jobs voltou – e aí a coisa fica feia.</p>
<p>Mas, finalizando nosso assunto: se a Apple ficar permanentemente sem Jobs vai ficar tudo muito chato. E o Paulo Sérgio vai ter que se preocupar, pois eu vou fazer outra coisa, e pode ser tocar clarinete.</p>
<hr /><em><strong>Mario Jorge Passos</strong> é consultor de TI, mas está aprimorando suas habilidades em outros campos. Afinal, nunca se sabe.</em></p>
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		<title>Quando o Macintosh deixar de ser o Macintosh</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 17:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[Macintosh]]></category>

		<category><![CDATA[MAV]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1994, o Macintosh completava 10 anos de existência. As fontes de informação sobre ele eram escassas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1994, o Macintosh completava 10 anos de existência. As fontes de informação sobre ele eram escassas. A única coisa sobre Apple na livraria era um livro de Bob LeVitus, que não ensinava a fazer nada no Mac, mas era interessante por apresentar e discutir a cultura em torno do Mac. Um dos textos dizia que a Apple falhara ao lançar a multimídia em 1987 com o HyperCard e isso quase matou o Mac. Multimídia não é apenas TV com som melhor, mas uma tecnologia capaz de integrar todos os meios e dotada de inteligência para lidar com a informação, fazendo o computador desaparecer da consciência do usuário. No momento em que isso fosse conseguido, “o Macintosh deixaria de ser o Macintosh”. Quinze anos depois, ainda lembro do impacto que senti lendo essa profecia.</p>
<div id="attachment_2553" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/33-maisoumenos-1-360x248.jpg" alt="Estas ilustrações de Norm Bendell para o tutorial do Macintosh Performa em 1994 expressam o conceito original de “computador pessoal”. O conceito atual é multimídia, portátil e conectado com o mundo. Como será no futuro?" title="33-maisoumenos-1" width="360" height="248" class="size-medium wp-image-2553" /><p class="wp-caption-text">Estas ilustrações de Norm Bendell para o tutorial do Macintosh Performa em 1994 expressam o conceito original de “computador pessoal”. O conceito atual é multimídia, portátil e conectado com o mundo. Como será no futuro?</p></div>
<p>Ao assistir à posse do presidente Obama pela Web via streaming, com imagem fluida e comentários em tempo real de outras pessoas do mundo todo, caiu a ficha de que a minha casa não só não tem televisão como nunca mais terá. Falo da TV na concepção que os meus pais conheceram. Haverá sempre o monitor e as caixas de som. Mas a programação exibida será aquela que eu quiser, sem limitação de fornecedor e sem interrupções. Então, para começar já temos a integração de meios.</p>
<p>O desenvolvimento da inteligência também ocorreu, mas não dentro da máquina. O que está emergindo é uma inteligência global, distribuída por toda a internet. A tal “nuvem”. É uma tecnologia tão profunda, vasta e radical que podemos perdoar o livro por não tê-la antecipado.</p>
<p>Muito do que chega à tela do meu computador é relacionado ao que já acessei, aumentando a relevância pessoal das informações. Mas até quando um website substitui a TV, ele oferece uma experiência mais rica. Há conexões para outros conteúdos relacionados. Há interação em mão dupla. E as experiências continuam uma na outra, sem divisões arbitrárias. Tudo converge harmoniosamente no browser.</p>
<p>E o ciberespaço tornou-se ubíquo sem depender da realidade virtual, tida como pré-requisito básico há 15 anos. </p>
<p>No meu trabalho, muitas das minhas necessidades podem ser supridas por um computador qualquer, bastando que esteja conectado à internet, que é onde as aplicações moram. Entro algumas senhas e o meu ambiente pessoal de computação está disponível onde eu estiver. Gmail, Evernote, Flickr, Blogger&#8230; Até o Photoshop está migrando para a “nuvem”.</p>
<p>Embora a orientação pelo conteúdo de informação e não pelo software que o manipula seja melhor expressa pelo Mac OS X do que pelo Windows – com os menus separados das janelas de documentos –, as aplicações que fundem todos os meios num conteúdo combinado grassam no ambiente coletivo, na web colaborativa, não mais no desktop. E quanto mais ficam espertas, mais irrelevante se torna a caixa onde isso tudo está funcionando.</p>
<p>Se já é assim hoje em dia, por que o Mac ainda não deixou de ser o Mac?</p>
<p>Espere&#8230; Tem certeza? </p>
<p>Cada iPhone ou iPod é um Mac disfarçado. Todos têm a mesma tecnologia subjacente e uma mesma inteligência compartilhada. A Apple vendeu no último trimestre 2,5 milhões de Macs, 4,4 milhões de iPhones e 22,7 milhões de iPods. Assim que você redefine “Mac” como “dispositivo de comunicação multimídia integrado online rodando um tipo de Unix com perfumaria Apple por cima”, o número passa a ser de 30 milhões de “Macs” novos em apenas três meses.</p>
<p>Eis aí a pista para o fato de a Apple permanecer relevante e influente num mundo no qual o PC tornou-se “genérico” e “comoditizado”.</p>
<p>Fechada a equação, o Macintosh está, sim, deixando de ser ele mesmo – no sentido pelo qual concebíamos um computador pessoal há 25 anos – para renascer em múltiplas novas formas. Tente imaginar algumas das formas que existirão daqui a outros 25 anos!</p>
<hr /><em><strong>Mario Amaya</strong> coleciona Macs antigos e vive descobrindo preciosidades dentro dos seus HDs congelados no tempo.</em></p>
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