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	<title>Mac+ &#187; Mac Artista</title>
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	<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 09:32:02 +0000</pubDate>
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		<title>Breque ligeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Mario Manga]]></category>

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		<category><![CDATA[Premê]]></category>

		<category><![CDATA[Premeditando o Breque]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Manga, do Premê, e seu Mac, em São Paulo, São Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> Fotos: Zé Ovo</em></p>
<div>
<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-1.jpg"><img class="size-full wp-image-9568 alignleft" title="42-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-1.jpg" alt="42-macartista-1" width="300" height="492" /></a>Os paulistanos mais antigos ainda se lembram do orgulho que era entoar as primeiras frases da canção: “É sempre lindo andar na cidade de São Paulo”. A música, do grupo Premeditando o Breque, que depois ficou conhecido como Premê (“encurtamos por que era mais prático, mais pop, né?”) virou hino, canção de comercial e muito mais. Na época, meados dos anos 1980, a música brasileira passava por um momento de transformação. E </span><a href="www.myspace.com/mariomanga">Mario Manga</a><span>, um dos fundadores do Premê, estava no meio do turbilhão do movimento que ficou conhecido como Vanguarda Paulistana.</span></p>
<p><span>Nascido e criado no bairro do Ipiranga, Manga fez faculdade de música na ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP) depois de tentar três meses estudando Física em São Carlos. “Eu queria muito ser Físico, muito”, lembra o músico. Em 1976, com os amigos Klaus Petersen, Marcelo Galbetti, Wandi Doratiotto (“que chegou um pouco depois, mas tudo bem”) e a participação do Adriano Brusko montaram o Premeditando o Breque, e seria um dos expoentes da nova MPB, apesar de andar meio sumido. “As pessoas perguntam se o grupo morreu e eu digo que não, que está hibernando”, conta Manga.</span></p>
<p><span>Além do Premê, Mario Manga também foi integrante do Música Ligeira, trio musical formado em parceria com Rodrigo Rodrigues e Fábio Tagliaferri, e também compõe trilhas para comerciais e filmes. Tudo em um Macintosh, claro, apesar do começo claudicante em um PC com Windows (“Mudei porque não aguentava mais o PC!“).</span></p>
<p><span>Leia a seguir os melhores momentos da entrevista.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Qual foi seu primeiro instrumento?</span></p>
<p><span>Mario Manga Guitarra elétrica.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Pulou o violão e foi direto pra guitarra elétrica?</p>
<p><span>MM Foi assim, começou com violão, mas eu tinha uma guitarra elétrica, ganhei do meu pai.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Você lembra o modelo?</span></p>
<p><span>MM Se não me engano, era uma Phelpa.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Idos da Jovem Guarda?</p>
<p><span>MM É, isso! Era a década de 1960. Acho que foi em 1968, por aí.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Uma coisa meio Tropicália, Mutantes&#8230;</span></p>
<p><span>MM É, eu adorava os caras! Sempre autodidata, ouvindo e tirando as músicas. Eu ouvia o que a moçada ouvia naquela época, Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones, Jimmy Hendrix, Yes, essa turma. Depois entrei na ECA, fiz Composição.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você formalizou a música lá?</p>
<p><span>MM Sim. Eu tive aula de violão e estudei com o Nelson Cruz, que era um ótimo professor de violão. Na ECA aprendi violoncelo e já tocava guitarra. Foi na ECA que nasceu o Premeditando o Breque. Casei naquela época. Eu tocava em bailes, gravações em estúdio, depois veio o Premê, que começou a dar certo e larguei os bares. Depois disso, montei uma outra banda chamada Música Ligeira, era um trio muito bacana, uma coisa mais <em>cult</em>. O Música Ligeira acabou porque o Rodrigo, que era um dos integrantes, morreu, e a gente parou. Toquei com Arrigo Barnabé, que era meu amigo da ECA, com Ivan Lins, Chico César, atualmente toco com Arnaldo Zeti, com o Carlos Careqa, de vez em quando a gente se junta e faz alguma coisa, mas não é uma banda. Meu trabalho agora é mais um trabalho de estúdio.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como você vê a música atual? É só tecnologia?</span></p>
<p><span>MM Vou ser sincero com você, eu sou da antiga. Tenho 54 anos. Eu não sou resistente, adoro a tecnologia. Eu estava conversando com uns amigos sobre como se ouve música hoje em dia. As pessoas ouvem música de uma maneira diferente. Como tudo é mais rápido, você tem toda sua discoteca em um iPod. É diferente, as pessoas ouvem na rua o tempo todo e ninguém ouve uma música até o fim, por exemplo. Escutam um pedacinho e partem para outra. Não há necessidade de ouvir quatro mil músicas. Eu acho melhor se ouvir uma música bem do que ouvir 12 em pedaços. Músico é chato com música, a gente tem essa visão técnica que vai além, mas também existe um carinho pela linguagem musical, pela música, pela Santa Cecília, nossa padroeira, essa vontade de entrar dentro da coisa.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Acabou aquele respeito pelo ato de ouvir música&#8230;</span></p>
<p><span>MM Você não pensa “vou parar e ouvir música”. Você escuta música no metrô porque é o tempo que tem. Você dá uma pescadinha, está com sono, pensando em outras coisas, não está realmente prestando atenção na música. Ela é um refresco, quando, na verdade, a gente deveria parar para ouvir a música. Quando você consegue mergulhar na música, fechar o olho e viajar, acho que a música cumpriu sua função básica. Se o cara gosta do Axé e se mistura com a música tanto dançando como ouvindo, é isso! E outra coisa que falta, além da parada do tempo, é o som na caixa. Acho que os fones de ouvido, apesar deles terem uma qualidade alta, atrapalham, falta aquela pressão que vem no deslocamento do som. Você sente o baixo quando se ouve alto, é maravilhoso! Mas isso é coisa de gente antiga, de quando se ouvia LP.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-9569 aligncenter" title="42-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-2-360x239.jpg" alt="42-macartista-2" width="360" height="239" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Quando você começou com o Premê, aquilo era revolucionário, diferente. Como você se sente sendo parte dessa mudança toda?</span></p>
<p><span>MM A nossa ideia na época era tocar. Simplesmente tocar. Na faculdade, a gente fazia música de câmara, mas queria uma coisa mais&#8230; música popular. Então a primeira ideia do Premê era fazer uma música que não precisasse ser amplificada, que não precisasse de muitos recursos, que não fosse complicado, que você pegasse as coisas e saísse tocando. Então a gente fez uma formação de regional de choro porque era uma coisa que ninguém nunca tinha tocado, todo mundo ali vinha do Rock ‘n Roll, do clássico, do jazz, e a gente queria essa coisa de mobilidade, de sair com os instrumentos. E também tinha essa coisa do choro, da técnica, do virtuosismo, uma linguagem diferente dentro da música. Montamos um repertório e começamos a tocar na rua mesmo. A gente ia na faculdade e saía tocando. A gente queria tocar. Ia nas festas da USP, o negócio foi pegando e aí, de repente, em 1978 ou 1979, a gente estava quase se profissionalizando. Nessa época, já tínhamos um repertório nosso, o Wandi entrou, trouxe um monte de coisa com ele e a gente foi crescendo. Participamos do Festival da Cultura, uma janela legal pra gente, um espaço em que a gente apareceu pra mídia e fomos crescendo. Lançamos o primeiro disco, independente, e foi crescendo esse movimento que o pessoal chamou de Vanguarda Paulistana, que nem existia.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> O Premê, apesar de tocar música popular, estava no círculo universitário&#8230;</span></p>
<p><span>MM Então, por exemplo, o pessoal do Titãs também tocava naquela época, fizeram show no Lira Paulistana junto com a gente. O Ultraje a Rigor também é da época. Eu e o Roger estudamos juntos, temos um ano e meio de diferença. Só que esse pessoal tinha um apelo mais popular e tinha uma coisa também que ajudava muito que era tocar Rock. O Premê tocava um pouco disso, um pouco daquilo. Isso ajudava por um lado e atrapalhava por outro, por que a gente não se definia. No caso do Ultraje e dos Titãs, eles eram focados. Eu acho que todo esse pessoal da Vanguarda Paulistana influenciou muito sem querer, sem ser um movimento. O que rolou lá acabou abrindo portas para muita gente.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Você acha que o humor e música são coisas que andam bem juntas?</span></p>
<p><span>MM “Does humor belong in music?”. O Zappa acha que sim! Se você tem um texto só e fica só nisso, você corre o risco de a piada se esgotar. Na primeira lida você ri muito e depois acabou. No caso do Premê, existia uma preocupação muito grande com a linguagem musical, acima de tudo. A gente queria fazer uma música que o pessoal gostasse, balanceada, bem executada, composta, arranjada, uma preocupação que sempre tivemos. E a gente sempre brincava dentro da linguagem musical, e aí a gente se divertia, podia ser até uma piada interna, mas era uma coisa que ficava legal no final. Tinha uma música, chamada “Sempre”, que era do segundo LP que flertava com a música minimalista e a gente brincava com essa linguagem, a gente fazia “Mascando Clichê”, que era uma música que não falava nada, era meio funk e a gente cantava tudo enrrolado&#8230;</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Embromation.</span></p>
<p><span>MM Embromation total! Mas sempre levando a sério, tentando fazer da maneira mais séria possível. Você pode mexer com humor, com uma coisa legal, como muita gente faz. Por exemplo, Alvarenga e Ranchinho, que eram sempre muito engraçados, e você tem prazer ao cantar isso.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> O próprio samba de breque, tem sempre uma historinha, não é? Que tem conotação de humor.</span></p>
<p><span>MM E são lindos! Tem uns que você ouve e são muito lugar comum. Porque tem gente que faz samba de breque em cima do samba de breque e fica aquele clichê horrível. Mas quando você faz alguma coisa pensando em fazer música mesmo, pensando em fazer algo sério mesmo, você faz uma música pra cima, alegre, solta, legal de cantar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-9570 aligncenter" title="42-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-3-360x239.jpg" alt="42-macartista-3" width="360" height="239" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Por que Premeditando o Breque? Você deve ter respondido isso milhões de vezes&#8230;</span></p>
<p><span>MM Eu nem lembro. Foi um brainstorm que a gente fez e colocou “Premeditando” porque tem um negócio do choro muito no gerúndio - “Cochichando”, “Vou Vivendo” - e daí a gente colocou no gerúndio. E o Breque porque era samba de breque. Acho que foi isso.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E por que depois só Premê?</span></p>
<p><span>MM Porque era mais prático, mais pop, né? (risos) A gente começou a chamar de Premê, Premê, não dava para falar “vamos ensaiar com o Premeditando o Breque”. Não sei quem começou a chamar de Premê, mas ficou assim.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E o Música Ligeira. Era algo bem diferente do Premê&#8230;</span></p>
<p><span>MM O Premê era uma coisa autoral, a gente fazia uns arranjos de outras músicas, mas era mais composição nossa. E o Música Ligeira nasceu sem querer. O pessoal do Olhar Eletrônico, a produtora do Fernando Meirelles, criou um programa na TV Gazeta chamado TV Mix e me chamaram pra fazer a parte de música. Eles disseram: “se vira, tem um quadro para você fazer o que quiser com música”. Eu disse que queria ter um convidado diferente em cada programa e eles toparam. O primeiro cara que chamei foi o Rodrigo Rodrigues, amigo meu, que participou de discos do Premê tocando gaita, cantando, tocando saxofone, grande músico. Aí o Fernando veio e disse “é isso, não quero mais ninguém, só vocês dois”. E a gente seguiu fazendo esse quadro na TV Mix. O Rodrigo deu o nome de Música Ligeira, que é o nome dado a música popular, mais leve. A ideia nossa era pegar uma música que a gente gostasse e dar uma roupagem nova. E só usar instrumento acústico. E, na época, quem fazia sucesso era Os Mulheres Negras (<em>www.myspace.com/osmulheresnegras</em>), o André (Abujamra) e o Maurício (Pereira), as músicas eram deles e só faziam com música eletrônica.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E vocês eram o oposto d´Os Mulheres Negras.</span></p>
<p><span>MM É, só música dos outros e acústico! E ficamos assim com essa formação de dupla por um tempo e depois o Fabinho entrou. Fizemos dois CDs, um deles de show. Logo depois, o Rodrigo faleceu e acabou. Tocávamos para público pequeno, mas a gente curtia. Viajamos para fora do Brasil: Inglaterra, Alemanha, França, Áustria, por aí. E era divertido porque a gente tinha de tudo no repertório. Entrava Beatles, Paul Simon, Rosana, Jackson do Pandeiro, Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano, a gente fazia o tema do filme Aeroporto, Batman, tudo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Hoje você faz trilhas. O que é mais complicado, montar uma trilha ou compor uma música popular?</span></p>
<p><span>MM Às vezes a trilha, às vezes a música popular, depende. Às vezes você faz uma canção e se dá super bem. Depende da trilha que você faz. A trilha tem uma motivação, você tem um vídeo, para acompanhar. A inspiração tem que vir dali. A canção não, ela vem da rua, você é solto. A trilha é música funcional.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Qual foi seu primeiro Macintosh?</span></p>
<p><span>MM Meu primeiro computador foi um 386, depois foi um 486 e daí fui pro Mac. Eu tinha um estúdio e sempre gostei muito de botões, sempre gostei da parte de estúdio, de gravação. Eu e o Osvaldo Luís Fagnani (que tocou no Premê também) montamos um estúdio em 1987, totalmente analógico, uma máquina de 16 canais de 1 polegada, uma mesa legal. Fiquei lá até 1993, na época em que apareceram os primeiros ADATs (Alesis Digital Audio Tape). Comprei um ADAT, gravava só 8 canais e o computador e comecei a trabalhar com ele. Na época eu usava o programa Gatewalk, que foi um dos primeiros a gravar áudio no PC, mas ele mais dava pau, era uma encrenca gravar áudio naquilo. Quando fui para o Mac, comprei um 7200 e cheguei a fazer um disco do Ivan Lins. Depois troquei pra um 8100 e depois, comprei um 9600. Ele era era maravilhoso, gravei meu CD nele. Ele aguentava um tranco bravo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como era trabalhar com o Mac?</span></p>
<p><span>MM Os Macs estavam muito na frente na parte de áudio e MIDI. Comprei o Logic e trabalhei bastante com ele, principalmente para sequenciar. Depois, com o 9600, comprei o Pro Tools e dei uma bela atualizada. Aí os caras me deram o golpe: saiu o G5 e não dava para usar as placas do Pro Tools que eu tinha, e teria que comprar tudo de novo e era muita grana. Abandonei o Pro Tools e migrei tudo pro Logic. Foi a época em que o Logic tinha sido comprado pela Apple. Mantive o Pro Tools, mas o de pobre, mais simples e migrei de vez para o Logic. Tenho um MacBook preto e rodo o Logic lá também e quase tudo o que faço lá eu faço no Mac Pro do estúdio.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong><span>Hoje muita gente tem acesso a computador e programas para fazer música. Você acha que isso é uma democratização ou acaba gerando muito ruído ao invés de música?</span></p>
<p><span>MM A tecnologia tem esses dois lados. Por exemplo, a fotografia. Toquei no Salão do Automóvel e fiquei assustado em ver as pessoas tirando foto de tudo! Não há tempo para ver todas aquelas fotos. As pessoas ficam em um estado catatônico, deixando de curtir o momento e só tirando fotos. As pessoas viram uma mídia ambulante. Acho que você não pode perder o link com o prazer da coisa. “Quero gravar as músicas que eu compus para minha mulher”. Ótimo. Se o cara faz coisas maravilhosas, é um talento, tudo bem. Ele pode ser descoberto, ou não. Mas vem muita porcaria junto, é como uma onda e traz muita coisa. Sempre existiu dentro da música, do cinema, da literatura, do teatro, da dança, artes plásticas, o cara injustiçado, que é muito talentoso, tem o dom, tem tudo, mas que não tem sorte, que não estava no lugar certo, na hora certa. Com a tecnologia, pode ser mais fácil isso acontecer.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> “São Paulo, São Paulo” foi a música que jogou o Premê no topo das paradas. De onde veio a ideia?</span></p>
<p><span>MM O Osvaldo quis fazer uma música pensando em “New York, New York”, mas com a cidade de São Paulo. Ele veio com o começo e cada um foi somando. A ideia básica foi dele. Mudei algumas coisas na harmonia, nos versos, nem lembro o que cada um colocou. E tinha também a ideia dos bairros, de fazer aquela sequência. Quando a gente chamou o Nelson Soares, que fez o arranjo, ele disse pra mudar o andamento, fazer mais rápido. Essa mudança de andamento, mais apressada no meio, foi maravilhosa.Um arranjo primoroso!</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como foi a gravação?</span></p>
<p><span>MM A gente não participou tocando, só cantamos. O Nelson montou uma uma <em>big band</em> e o único da turma que tocou foi o Azael, na bateria. O Nelson tocou piano e tinha também um baixo acústico, sem guitarra. Era apenas uma base piano-baixo-bateria. Gravamos primeiro a base, depois uma sessão de saxofone, todas as palhetas. Depois os trompetes e trombones. Era para ter cordas, mas não tínhamos grana e o Nelson resolveu isso maravilhosamente bem, você não sente falta das cordas.</span></p>
<div id="attachment_9571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-9571" title="42-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-4-360x358.jpg" alt="&gt;&gt; Já no primeiro disco, o Premeditando o Breque já mostrou a que veio: bom humor e boa música popular brasileira, bem ligeira " width="360" height="358" /></a><p class="wp-caption-text">&gt;&gt; Já no primeiro disco, o Premeditando o Breque já mostrou a que veio: bom humor e boa música popular brasileira, bem ligeira </p></div>
<p><strong>MAC</strong><span>+ E ela estourou e&#8230;?</span></p>
<p><span>MM Foi louco, porque a gente não estava pensando nela como carro chefe, mas em “Mascando Clichê”. Pegamos umas três músicas, fizemos uma fita e fomos nas rádios. A Bia (minha ex-esposa, empresária da banda na época) levou na Jovem Pan e o Tutinha ouviu e falou “essa música é demais” e sairam tocando.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E até hoje vocês tocam “São Paulo, São Paulo”?</span></p>
<p><span>MM O Wandi brinca que tem artista que tem muitas músicas, o bis Lulu Santos demora horas porque ele faz todos os sucessos, e a gente não tem esse problema, é só “São Paulo, São Paulo“ (risos).</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como é tocar ao vivo essa música, já que vocês só cantaram no original?”</span></p>
<p><span>MM Hoje a gente toca, mas fazemos uma adaptação. Nos anos 1980, usávamos um <em>playback</em> e dançávamos no palco. Tinha uma coreografia com capacete de operário padrão e um cacetete. O Osvaldo cantava e dançava, era engraçado.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong><span>Veja a ironia: no grande sucesso de vocês, o Premê não toca, ao contrário do que queriam no começo da carreira!</span></p>
<p><span>MM É verdade. E para piorar, hoje estamos todos velhos e ninguém dança! </span></div>
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		<title>Esportes, arte e Macintosh</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 18:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Fruto das histórias em quadrinhos que leu na infância, Gustavo Duarte acaba de lançar sua primeira revista, Có!, em preto-e-branco e com produção totalmente independente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-1.jpg"><img class="size-full wp-image-8877 alignleft" title="41-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-1.jpg" alt="41-macartista-1" width="300" height="720" /></a>“Era uma quinta-feira, muito frio, helicópteros sobrevoavam dando rasantes, era uma passeata, época da ditadura militar. No dia anterior teve Botafogo versus São Paulo no Morumbi, meu pai estava lá. Quando ele chegou em casa, não tinha mais ninguém. Meu tio, minha avó, minha mãe todo mundo no hospital. E eu nasci um dia depois”. É assim que Gustavo Duarte, ilustrador conhecido de quem acompanha esportes, principalmente futebol, se lembra do dia de seu nascimento. É claro que muita coisa parece ter saído da cabeça desse bauruense que ganha a vida mostrando o lado engraçado do nosso esporte.</p>
<p><span>Duarte tem aquela profissão que muita gente gostaria de ter: tirar sarro, no dia seguinte, daquela derrota do time adversário e ganhar por isso. Mas nem tudo são flores. “Quando tem Copa do Mundo, tudo é fácil. Mas em janeiro, com os times em férias, não tem assunto. É um inferno, detesto. E haja Papai Noel”, diz.</span></p>
<p><span>Usuário de Mac das antigas (“tive um Performa que queimou com um raio”), Gustavo não tem o último modelo em casa. “Sou do tempo da Apple do PowerPC”, diz com orgulho. Para ele, o computador é uma ferramenta, mas o papel ainda é fundamental. “Consigo fazer as coisas mais rápido, como colorir, mas desenhar, só no papel”, afirma, categórico.</span></p>
<p><span>Fruto das histórias em quadrinhos que leu na infância, Gustavo Duarte acaba de lançar sua primeira revista, Có!, em preto-e-branco e com produção totalmente independente. Para conseguir comprar, é preciso entrar em contato com o autor no </span><a href="http://mangabastudios.blog.uol.com.br/">site</a> <span>ou procurar em poucas livrarias especializadas. “Fui para ComicCon em San Diego e lá eu vendi mais do que eu esperava. Foram 50 na feira e mais 40 pra uma loja de quadrinhos.O primeiro autógrafo de todas foi para o Jeff Smith, de Bone, que eu adoro”, conta Duarte.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como você descobriu que queria desenhar?</span></p>
<p><strong>Gustavo Duarte</strong><span> Eu estava sempre desenhando. Toda criança desenha, e o desenhista é aquele que continua. Qualquer pessoa desenharia em um nível bom se continuar, não é um dom ou uma dádiva de Deus, isso para mim não existe. É óbvio que existe a predisposição: ou o cara gosta, ou não, essa é a diferença. Mas desenho é treino. Não existe a pessoa que nasceu desenhando igual ao Michelangelo. Como eu faço isso diariamente, vou melhorando sempre. Não tem essa de “eu comecei a desenhar com tantos anos”. Profissionalmente, comecei a desenhar com 16, 17 anos, fazendo uns bicos. Considero como profissão quando entrei como cartunista no Diário de Bauru, em 1997, um dia depois de o Guga ser campeão em Rolland Garros. Por causa disso, meu apelido entre os jornalistas, até hoje, é Guga. Eu estava desenhando o Guga, e um grande amigo meu (e </span><span>que estava me conhecendo naquele dia) perguntou meu nome, e eu disse “Gustavo”. Ele continuou: “não, não é quem você está desenhando, mas q</span><span>uem é você?”. Respondi, “Gustavo”. Eu já tinha entendido, mas continuei na piada.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E você sempre trabalhou com charge? </span></p>
<p><strong>GD </strong><span>Sempre fiz charge, caricatura, ilustração dessa maneira. Já fiz bicos na vida, como logotipos. Sou designer gráfico formado pela Unesp de Bauru. Quando trabalhei no jornal, era estudante, então fiz muito logotipo, programação visual e trabalhei na Abril como designer, mas os primeiros empregos foram desenhando. No entanto, considero o Diário como meu primeiro emprego de verdade.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você não acha que foi coincidência começar desenhando sobre esporte?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Não acho, pois sempre gostei de esporte, e desde moleque sinto que tenho uma ligação com a área. Eu já fazia caricaturas de jogador de futebol com 14, 15 anos. Quando enviei meu currículo para o jornal Lance!, achei que aquele era um trabalho que eu poderia fazer. Acredito que conseguiria ser chargista político de qualquer jornal, menos de um muito conservador.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Como é contar uma história em apenas um desenho? É muita pressão ou é fácil?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Ah, fácil não é, mas nada é fácil na vida. É difícil carregar saco de cimento no porto. Creio que, obviamente, não é a coisa mais simples do mundo, é um trabalho difícil, mas alguém tem que fazer. Vamos focar no meu trabalho, que é o futebol. Durante a Copa do Mundo, aparece um monte de gente fazendo charge de esporte, não é? Aí é fácil. O problema é fazer em janeiro, quando não tem jogo, não tem nada. Acho que uma das coisas mais complicadas do meu trabalho é chegar ao assunto.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> A pauta é você quem decide?</p>
<p><strong>GD</strong><span> A charge sou eu quem decido. Faço </span><span>um dia charge, um dia ilustração. Revezo com o Mario Alberto. Na ilustração, você não precisa dizer tudo, porque ao ler o texto, ela faz sentido. É um acompanhamento. Mas a charge não, ela vai sozinha. A charge é minha opinião, meu desenho, minha visão, e eu tenho que passar uma mensagem. A charge é muito mais complicada do que fazer uma ilustração. Ela não tem pauta, eu tento encontrar uma coisa que combine. O Brasil jogou contra a Argentina e, obviamente, tenho de fazer uma charge sobre isso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-8878 aligncenter" title="41-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-2-359x171.jpg" alt="41-macartista-2" width="359" height="171" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E como foi fazer sua primeira história em quadrinhos? Como ela nasceu, em que momento e quanto tempo ela demorou para se tornar realidade?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Eu sou fruto dos quadrinhos. Todos os meus ídolos fizeram HQs, fora o Al Hirschfeld. Então você tem o Laerte, o Henfil, o Ziraldo, Paulo Caruso… e tenho uma influência muito grande do quadrinho americano. Li muito Homem-Aranha, Batman, essas coisas. Eu adorava o Todd McFarlane, achava o máximo! Nos encontramos na ComicCon, e ele estava destruindo um moleque que mostrava seu portfolio, razão pela qual nem fui falar com ele. Adorava o Greg Capullo, que desenhava o Spawn. Muito do que aprendi a desenhar foi com gibis, mas sempre achei muito complicado, demanda tempo, não é um negócio rápido. Eu tinha vontade, mas ao mesmo tempo olhava e falava que era impossível. Quem mais me deu pilha para fazer isso foram o Fábio Moon e o Gabriel Bá. Além deles, sempre me diziam que era possível, então comecei a achar que conseguiria. Em dois anos, a coisa foi ficando mais séria e eu falei “pronto, vou fazer”. Na época, eu ainda trabalhava na W/Brasil, no Lance!, fazia freela. No meio do ano passado, decidi sair da W/Brasil para tentar fazer as coisas que achava que tinham de ser feitas. No começo deste ano, p</span><span>eguei a história que eu havia escrito ano passado ou retrasado, lapidei, e o processo entre começar e acabar foram três meses. Só que nesse meio-tempo, mudei de casa, reformei o estúdio e parei alguns dias porque viajei para Bauru, pois meus pais também mudaram de casa. Mas foram mais ou menos três meses de trabalho.</span></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-8879  alignleft" title="41-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-3-360x416.jpg" alt="41-macartista-3" width="216" height="250" /></a></p>
<p><strong>MAC+</strong> E como foi em San Diego?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Foi surreal. O Brasil tem muito a aprender. Hoje eu estou fazendo quadrinhos, mas eu já sou cartunista há séculos. É complicado, algumas pessoas nem sabem que existe a profissão. Lá tem indústria, tem gente comprando, gente vendendo tudo.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E é cheio de maluco, não é?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Nossa, nunca vi tantos! Eu virava para o Fábio e o Gabriel Bá e dizia: “vocês acham mesmo normal isso aqui?”. Eles respondiam “é nosso décimo terceiro ano, isso já é normal”.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> E como foi a receptividade da revista lá?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Foi legal, o fato de não ter texto ajuda bastante. Acabei ficando em um estande que era do Fábio e do Gabriel. Eu era um dos que mais ficava no estande, pois eles tinham entrevistas, palestras, fotos, essas coisas. E a minha capa chamava bastante atenção, porque era vermelha e branca. As pessoas pegavam e, se quisessem, liam na hora e era legal olhar as pessoas e ver as reações. Vendi mais do que eu esperava.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>Quando o Mac entrou na sua vida?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Imaginei que você fosse fazer essa pergunta e estava pensando esses dias. Nunca pintei um desenho em um PC na vida. Já usei PC, de amigos, no começo eu não tinha computador em casa, mas eu nunca pintei um desenho que não fosse no Mac. Eu me lembrava do meu pai falando da Apple com certo carinho. Porque essa é a diferença, a Apple sempre foi rodeada por muito carinho. Meu pai via as revistinhas da época, com o 128 K e falando sobre a Apple. Só fui ter contato com um quando um amigo meu da faculdade um dia me disse que tinha acabado de comprar um Mac – só a caixa dele já era mais legal do que qualquer computador do mundo. Eu </span><span>estava no segundo ou terceiro ano da faculdade e precisava comprar um, já estava fazendo falta. Quando decidi adquirir um computador eu disse: “Pai, vou comprar um Apple”. </span><span>Aí compramos um Performa. Era 1996 ou 1997. Logo depois veio o iMac, um modelo de 333 MHz. Hoje tenho um iMac G5.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-8881 aligncenter" title="41-macartista-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-5-360x261.jpg" alt="41-macartista-5" width="360" height="261" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você acha que para trabalhar, precisa ser o iMac de último tipo?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Se fosse, eu estava ferrado. Eu trabalhei com o Performa, mas quando comecei, o jornal era em preto-e-branco ainda não precisava de cor, era tudo na mão mesmo. Quando comecei em revista, já estava em São Paulo e usava o meu iMac 333. E todo mundo já tinha computadores mais modernos e eu ainda nele. Resolvi comprar outro porque os programas já não casavam mais e eu troquei por um G5. Uso o sistema nativo dele, o Tiger.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Não pretende ir para o Intel.</p>
<p><strong>GD</strong><span> Meus amigos têm Macs Intel, e são ótimos. Mas no meu, instalei os programas lá e nunca reinstalei nada. Acho isso maravilhoso no Mac. Tive meu iMac durante seis anos de trabalho bruto, todo o dia fazendo no mínimo um desenho, isso quando não eram quatro ou cinco. E o iMac lá, dando conta do recado. Ele ainda está em casa, acho que vou colocar na sala. Nunca deu um pau, só o velho problema com o flyback.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você acha que o computador complementa ou é ferramenta?</p>
<p><strong>GD</strong><span> É uma ferramenta, ele facilitou muito as coisas, faço trabalhos mais </span><span>rapidamente. Se tenho um desenho e preciso pintar, demoraria mais tempo se tivesse de fazê-lo a mão. Se cometo algum erro, preciso reiniciar. E tem que secar, mandar para o cliente. Agora, não, é possível digitalizar, colocar cor, tudo ficou muito veloz. Quando comecei, pensei que o utilizaria somente para cor, mas o computador fez com que eu aprimorasse meu traço. O importante é o traço, a cor é um complemento. Você vê que não tem muita pirotecnia nos meus desenhos.</span></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-8880 alignright" title="41-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-4-360x438.jpg" alt="41-macartista-4" width="360" height="438" /></a></p>
<p><strong>MAC+ </strong>Muita gente depende do computador, nem usa mais o papel…</p>
<p><strong>GD</strong><span> Eu desenho na mão. Não consigo imaginar não ter o papel. Um amigo acabou de comprar uma Cintiq e me contou como é. Gostaria de ter uma, mas não vou deixar de trabalhar no papel nem a pau. Uso internet e computador como instrumento de trabalho. Só fui ter um celular quando a Apple inventou um. É uma questão de gostar. O Carvall desenha no computador direto com mouse e fica lindo. É um dos maiores ilustradores que conheço. A minha </span><span>maneira é no papel, mas não tem uma maneira certa. Tem caras das antigas que ficam com preconceito com computador. Vejo trabal</span><span>hos de uma molecada, por causa do blog, e tem gente que nem sabe escanear direito. Eu penso “Meu Deus, poderia ao menos limpar o desenho”. Há, contudo, </span><span>outros que desenham maravilhosamente bem. O computador é mais fácil e não é. Ele democratizou, mas continuam existindo as pessoas que continuaram a desenhar e as que não deixaram de desenhar.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Alguém já ficou injuriado ou emocionado com alguma charge sua?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Já deve ter tido gente que reclamou, </span><span>mas ninguém me avisou. Torcedores, sim, me mandam email </span><span>ou elogiando, ou detonando. Porque torcedor é xiita, então ele vê um desenho do Timão sendo detonado e caindo pra segunda divisão e acha que a culpa é minha ! Na minha época de Diário, houve uma ameaça de processo, mas o editor bancou a parada. O único cara com quem eu tenho um pouco de contato é o Rogério Ceni, do São Paulo, que reclamou que o nariz estava meio grande.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Qual personagem que você mais gosta de brincar?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Quem mais me ajudou a trabalhar até hoje foi o Rubinho. Ele é tão bom que fica ruim. Não tenho nenhuma dúvida de que ele é um ótimo piloto, ninguém trabalha tanto tempo na Ferrari e na Fórmula 1 sem ser bom, mas ele rende uma boa piada.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E de jogador de futebol, qual você gostava de fazer?</p>
<p><strong>GD</strong><span> O Tevez. Ele é o mais legal porque </span><span>parece um personagem. Ele fala engraçado, anda engraçado, e é bom jogador, além de tudo. O Felipão rendeu muita charge boa; o Ronaldo, mas ele está cada vez mais cheio de coisa, cheio de barriga, de cabelo, o dente não é mais o mesmo. O Ricardo Teixeira também é legal.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E o Guga, o seu primeiro?</p>
<p><strong>GD</strong><span> O Guga foi o melhor esportista brasileiro que eu vi. Disparado. O Oscar olhando de longe, é o segundo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você o conheceu pessoalmente?</p>
<p><strong>GD </strong><span>Não, um amigo teve uma reunião com ele e eu enviei alguns desenhos ampliados. Meu amigo disse que ele sorriu e falou: “esse eu conheço, esse eu conheço, esse eu não lembro, que legal”. Foi olhando, vendo pediu para me agradecer o presente. Uma </span><span>semana depois, recebi um envelope em que havia uma camiseta autografada por ele “Ao Xará um abraço amigo, Guga</span><span>”. E era uma camisa comemorando os dez anos de Roland Garros! Comemorando dez anos da minha carreira.<br />
Fiquei emocionado! </span></p>
<p><strong>Dica do Artista - Desenhar é preciso</strong></p>
<p><em>por Gustavo Duarte</em></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> Para desenhar não existe segredo. É muito simples. A única coisa que o faz melhorar é a prática. As pessoas que dizem “não sei desenhar nem um boneco de pauzinho, desenho como uma criança de 5 anos”, fazem-no porque, provavelmente, pararam de desenhar com 5 anos.</span></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> O desenhista é ninguém menos do que aquele que nunca parou de desenhar. Isto é, o segredo para um bom desenho está na prática. Portanto, desenhe muito.</span></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> Somado a isso, um bom cartunista não pode ter só um bom desenho. Além de saber desenhar, é imprescindível ser uma pessoa bem informada. Isso se aplica tanto na hora de fazer uma charge como um cartum e até mesmo uma HQ. Cultura é fundamental para qualquer atividade na vida. Para um cartunista, mais ainda. Por isso, leia muito. Sabendo mais, fica muito mais fácil pensar.</span></p>
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		<title>Beleza em imagem</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heinar Maracy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[Adobe]]></category>

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		<category><![CDATA[Clicio Barroso]]></category>

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		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<category><![CDATA[Photoshop]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografia e tecnologia andam de mãos dadas no estúdio de Clicio Barroso, um dos primeiros artistas da imagem estática a aderir ao mundo digital. Fascinado pela novidade, ele aboliu o filme de sua vida pessoal e profissional no início do século 21, sem arrependimentos, sem volta.
Filho de publicitário, Clicio trabalhou um pouco com cinema comercial, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-icone.png" />Fotografia e tecnologia andam de mãos dadas no estúdio de <a href="www.clicio.com.br/" target="_blank">Clicio Barroso</a>, um dos primeiros artistas da imagem estática a aderir ao mundo digital. Fascinado pela novidade, ele aboliu o filme de sua vida pessoal e profissional no início do século 21, sem arrependimentos, sem volta.</p>
<p>Filho de publicitário, Clicio trabalhou um pouco com cinema comercial, para televisão e, depois de dois anos atuando como assistente de direção, passou a fazer fotografia. Para ele, vídeo e foto estão intrinsecamente ligados. “Cinema são 24 quadros por segundo. Cada quadro é uma fotografia”, explica. O artista trabalhou um pouco no estúdio Abril, quando ele era a grande escola brasileira de fotografia, e escolheu fazer foto editorial e ser um fotógrafo de pessoas. “Fotografo produtos, mas fotografei mais gente que qualquer outra coisa”, conta.</p>
<p>Morou um ano em Nova Iorque, depois mais dez anos na Europa, sempre fotografando. Quando voltou da Europa, nos anos 90, decidiu focar seu trabalho basicamente em fotografia de beleza: capas de revista, anúncios de cosmético, rosto, expressão, a parte mais interativa com as pessoas. “Hoje, considero-me um fotógrafo de gente, que também faz produtos e outras coisas. Mas, atualmente, o que fotografo são pessoas. É o que mais gosto de fotografar”, revela.</p>
<p><em>MAC+ “Existe a fotografia&#8230; e existem as câmeras digitais”, disse uma pessoa que se recusa a abandonar o filme. Você concorda com essa frase?</em><br />
<strong>Clicio Barroso</strong> Eu discordo. Não consigo desassociar a fotografia da técnica fotográfica, seja ela rotulada como amadora, profissional, documental, ou de qualquer outra maneira que queiram chamá-la. Para mim, fotografia é uma coisa só e ela depende da técnica de captura. A técnica de captura não mudou nos últimos 150 anos. O que muda é o suporte. Deixou de ser a placa de vidro, passou a ser uma película de acetato, e agora é um sensor digital. Mas todo o resto da tecnologia fotográfica continua o mesmo, desde o princípio. Acredito que não existe distinção alguma entre fotografar com filme ou em digital. Além disso, pensar que um tipo de suporte é mais nobre que outro é errôneo. Hoje consigo ver claramente a fotografia, a chamada fotografia digital, ou capturada digitalmente, com muito mais qualidade do que fotos de 10 ou 15 anos atrás, que eram feitas em filme. Então, esta frase está furada.</p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="size-medium wp-image-8095 aligncenter" title="40-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-1-360x539.jpg" alt="40-macartista-1" width="252" height="377" /></em></p>
<p><em>MAC+ Durante muito tempo rolou uma resistência, porque os fotógrafos tradicionais não acreditavam que a foto digital pudesse ter a mesma qualidade que o filme. Quando mudou o paradigma de foto digital versus filme, em termos de qualidade?</em><br />
<strong>CB </strong>Basicamente em 2001 e 2002. Foi quando as câmeras passaram a ter não somente quantidade de pixels, porque, na verdade, isso não é muito relevante. O megapixel é o menos importante nessa história. É mais importante o tamanho do pixel físico no diodo, dentro do sensor, e o tamanho do fotossensor. Por exemplo, hoje possuímos uma câmera como a Canon G10, que tem 14 megapixels, e o sensor é do tamanho de uma unha do dedo mindinho. Consequentemente, ela faz imagens de qualidade muito sofrível com o ISO um pouco mais alto. Ao mesmo tempo, você tem câmeras de 4 ou 5 megapixels com um fotossensor do tamanho de um filme, que tem uma qualidade de imagem maravilhosa. Nesse período de 2001 e 2002, houve um aumento real dos megapixels; as câmeras começaram a vir com 6, 8 megapixels, e ao mesmo tempo veio uma qualidade de captura do sensor muito melhor, quando comparada à da geração anterior. A quebra de paradigma aconteceu aí, quando se ampliou uma fotografia no tamanho 24&#215;30 cm, feita com filme, e uma foto digital, notando que esta última era melhor.</p>
<p><em>MAC+ Hoje, todo mundo pode pegar uma câmera digital e fazer milhares de fotos, e pelo menos uma (ou dez) será excelente, talvez tão boa como a de um fotógrafo profissional. Esta facilidade de fotografar matou a profissão de fotógrafo?</em><br />
<strong>CB </strong>Em primeiro lugar, fotógrafo não é profissão, pelo menos no Brasil. É ofício, já que não é regulamentada. E nem deve ser, diga-se de passagem, não sou a favor da regulamentação. Bom, para a fotografia foi muito bom. A popularização, que muitos chamam de massificação, da fotografia, é boa para todo mundo, pois surgem novos fotógrafos, novas tecnologias e a indústria começa a correr mais, uma vez que é preciso desenvolver produtos melhores, contratar mais pessoas. Já para o fotógrafo profissional não foi tão boa assim, principalmente para aqueles que não conseguiram se adaptar. Os caras pararam de estudar, pois acreditavam estar “por cima da carne-seca”, não precisar aprender coisa alguma. Assim, ou demoraram em mudar de paradigma – da mecânica para o digital, quando nem sabiam pegar no mouse – e dançaram, ou, quando mudaram, concluíram que aprender a pegar no mouse e usar o Photoshop era suficiente. E não é isso que acontece. Esses caras estão cantando a bola de que a fotografia profissional morreu, mas ela não morreu, ela mudou. Não vejo como um perigo para o fotógrafo profissional, de maneira alguma.</p>
<p><em>MAC+</em> <em>Mas hoje o fotógrafo tradicional vai ganhar o dinheiro que recebia há algum tempo?</em><br />
<strong>CB </strong>Não, isso é uma verdade absoluta.</p>
<p><em>MAC+ Mas se ele tem talento, gosta de fotografia e quer ganhar dinheiro apenas clicando, isso é possível?</em><br />
<strong>CB</strong> Claro que é. Em todos os segmentos. Olha o exemplo da <a href="http://ciadefoto.com.br/site">Cia de Fotos</a>, que é um coletivo de fotógrafos. Para eles, não existe mais o autor pessoa física, a autoria pode ser compartilhada. É uma maneira moderna de pensar. Eles são bastante jovens, fotografam para o mundo inteiro e as maiores publicações do planeta compram fotos deles todos os dias. É uma maneira moderna de ganhar dinheiro, de ser profissional e de trabalhar com as novas tecnologias, como internet e celular, e a globalização. Os mais jovens já estão bem inseridos nesse modelo, já os mais velhos têm resistência a entender esse mecanismo todo. A necessidade vai continuar existindo, muda o método de distribuição e como ganhar dinheiro com essa fotografia. Você não cobra mais R$ 20 mil por um clique, porque ninguém paga isso no Brasil atualmente, como pagava há 10 anos. Mas você pode fazer 20 fotos de R$ 1 mil em um dia e ganhar o mesmo. Questão de adaptação.</p>
<p><em>MAC+ E o Photoshop. Foto alterada ainda é um tabu? O fotógrafo acredita que a foto tem que ser como ele clicou, e não pode ser mexida?</em><br />
<strong>CB </strong>A maioria dos fotojornalistas mais tradicionais pensa dessa forma.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8096 aligncenter" title="40-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-2-360x240.jpg" alt="40-macartista-2" width="360" height="240" /></p>
<p><em>MAC+ O fotojornalismo já é outra coisa, pois envolve ética. Não se pode apagar alguém da foto, pois vão dizer que você está adulterando os fatos, a verdade jornalística.</em><br />
<strong>CB </strong>Não pode, mas apagam! É uma ética bastante contestada, pois já se alterou fotojornalismo desde que ele foi inventado. Então, não se pode na teoria, mas se faz na prática. Na foto publicitária, não tenho dúvida de que o Photoshop, programa de tratamento de imagem, hoje, é indispensável. Assim como o 3D é indispensável. Não se fotografa mais carro na Europa. BMW, Porsche e Mercedes não fotografam mais o automóvel. Fotografam o fundo e o carro é feito em 3D, ponto pacífico. Essa é a realidade que existe atualmente.</p>
<p><em>MAC+ Não existe a verdade na publicidade.</em><br />
<strong>CB </strong>Claro, muda-se conforme dita a necessidade, usa-se a luz que quiser, o material que quiser&#8230; Então, o fotógrafo de carro está com os dias contados, porque daqui a pouco não haverá mais carro para fotografar, tudo será feito em 3D. Ele terá que se adaptar. O Photoshop em si é algo como um martelo, um cinzel, é uma ferramenta. Pode ser bem usada, mal-usada e porcamente usada, como alguns fazem. Não vejo problema algum na alteração da fotografia como um todo, porque a simples captura, o ato fotográfico, já é uma alteração do que chamamos realidade. Não existe uma fotografia real, como tem gente que prega por aí. Ah, foi para o Photoshop, alterou a realidade! Alterou a realidade na hora em que você apertou o botão. Nunca tive um problema ético com o Photoshop, mas isso porque sou um fotógrafo editorial e de publicidade. Se eu fosse fotojornalista, talvez tivesse. Não sendo jornalista, sou totalmente contra o tratamento da imagem no fotojornalismo. Mas eu não sou.</p>
<p><em>MAC+ Mesmo na manipulação existem gradações. Há uma diferença entre alterar a luz de uma foto e apagar um personagem.</em><br />
<strong>CB</strong> Vamos deixar uma coisa bem clara: quando falo de tratamento de imagem no Photoshop, quero dizer ajuste tonal, cromático, coisas que se faziam em laboratório sempre. Não estou falando de alteração substancial da imagem. Tira-se um personagem e coloca-se outro, troca-se o fundo por outro – isso já é muito mais contestável do que o que sempre foi feito na fotografia. “Vamos dar mais contraste, mais saturação, alterar um pouco a cor do céu, senão vai imprimir roxo&#8230;” Isso sempre foi feito e continua sendo feito.</p>
<p><em>MAC+ Mas e a facilidade de mudar no computador o enquadramento de uma imagem? Você acha que isso altera a percepção do fotógrafo?</em><br />
<strong>CB </strong>Muda a maneira de fotografar. O fotógrafo está muito mais preguiçoso, muito menos rigoroso. Existem dois problemas aí: o primeiro é não se preocupar muito com o enquadramento e a posição, pois ele pode cortar depois e não há mais aquele limite que existia no cromo, que não podia ser mexido; segundo, é o dedo nervoso. Não custa mais dinheiro fazer mais fotos, não há mais filme. Então, o cara compra um cartão de 8 GB, que custa uns R$ 160, coloca-o na câmera, aperta o botão e tira umas 600 fotos. Nesta quantidade, ele vai acertar uma.</p>
<p><em>MAC+ Vamos falar um pouco de Macintosh. Você foi um dos primeiros a usar o Mac, teve seu período no lado mais barato da Força e voltou&#8230;</em><br />
<strong>CB </strong>Meu período no lado negro foi justamente um período bem difícil na minha vida. O lado negro não me atraiu, eu é que estava em um buraco negro e não tinha dinheiro para ter os meus Macs do jeito que queria, por isso tive que usar outro computador, cujo nome nem mesmo gosto de citar o nome. Me arrependi muito. Durante esse período, teria sido muito mais produtivo eu ter mantido um ou dois Macs funcionando em meu esquema de trabalho, mesmo que eles estivessem sobrecarregados, do que ter oito ou dez PCs que davam pau todo o dia, precisando formatar e reinstalar o sistema e perder trabalho. Em longo prazo, é muito menos produtivo trabalhar com PC do que com Mac. Quando voltei a ter dinheiro para comprar Mac de novo, eliminei os PCs com Windows e hoje só trabalho com a plataforma Apple. Em casa, no estúdio, no escritório, todo mundo usa Mac.</p>
<p><em>MAC+ Que Macs você tem hoje?</em><br />
<strong>CB</strong> Basicamente, tenho um iMac de 24 polegadas, com toda memória possível, tenho dois MacBooks Pro, outro iMac, esse menor, e um MacBook em casa. Estão todos muito bem, obrigado, e dão conta do nosso serviço tranquilamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8101 aligncenter" title="40-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-4-360x540.jpg" alt="40-macartista-4" width="252" height="378" /></p>
<p><em>MAC+ Você utiliza programas da Adobe, certo?</em><br />
<strong>CB</strong> Photoshop, Lightroom, Premiere, After Effects&#8230;</p>
<p><em>MAC+ Esses dois últimos são para quê?</em><br />
<strong>CB </strong>Para fazer meus videopodcasts. E tenho usado também o Soundbooth, um programa muito legal da Adobe, para edição de som. É um software difícil de achar, pois não faz parte dos pacotes da Adobe, mas funciona muito bem. O Lightroom é na veia. Ele fica aberto o tempo inteiro em meu computador. Algumas coisas a gente está testando. Estamos vendo se vale a pena migrar para o Final Cut, porque parece que o Final Cut consegue ser mais estável que o Premiere, mais rápido para renderizar. Mas não tenho nada contra outros programas, nem da Apple, nem de ninguém. Por exemplo, eu uso o iView, que foi comprado pela Microsoft e virou o Expression Media. Ele continua igualzinho ao que era, por isso, continuo usando sem problemas. Uso mais os programas da Adobe porque eles resolvem bem a minha vida. Também utilizo InDesign e Illustrator. Nunca usei outro programa de ilustração. É questão de costume.</p>
<p><em>MAC+ Qual a importância do workflow para o fotógrafo?<br />
</em><strong>CB</strong> Acho que é total! Os fotógrafos finalmente têm se dado conta de que o workflow, apesar de ser chato e burocrático saber como, onde e quanto eu vou armazenar, como será feito o gerenciamento desse material, quantos becapes, se não haverá nenhum, se haverá arquivo ou não, tudo isso é complicado, é importante, mas nunca fez parte da vida do fotógrafo. A verdade é que sempre se pagou uma secretária, um arquivista ou uma bibliotecária para colocar os slides em ordem, numerar todo mundo e pronto. E é muito mais complicado agora, porque é preciso ter o becape do becape, arquivo, o becape do arquivo, e assim por diante. Eu perdi mais fotos durante o período digital, de 1994 até hoje, do que nos 25 anos anteriores de filme. Aprendi muito com isso. Não posso mais perder foto todo o dia porque o HD deu pau, o DVD não abre mais, o SyQuest morreu, o drive Zip não funciona mais. Fui me aprofundar e a pessoa com quem mais estudei, conversei e fiz workshop nos Estados Unidos foi Peter Krogh, o papa do workflow. Aprendi muito ao fazer o workflow que ele recomenda, e o estou ensinando em meus workshops, porque comigo deu muito certo.<br />
<em><br />
MAC+ Como ele funciona?<br />
</em><strong>CB </strong>Ele pode ser dividido em três partes: a primeira é aquela em que não quero mexer nunca mais, que são os becapes. Eles existem para que eu não precise olhar para a cara deles. A segunda parte é a do arquivamento: são as fotos que vou precisar utilizar constantemente. Vamos dizer que uma revista me liga e pergunta se tenho uma foto de um sapato vermelho. Faço uma busca, acho e mando. O arquivamento é importante para encontrar coisas rapidamente. E isso não é becape, é algo completamente diferente. E a terceira parte é o meu trabalho, chamada “work in progress”, que são os três últimos meses da minha vida. Esses ficam dentro do Lightroom por esse período, mesmo já tendo becape e algumas coisas desses trabalhos arquivadas, pois podem sofrer alterações.<em></p>
<p>MAC+ Qual a tendência daqui para a frente na fotografia digital? É o HDR? É a fusão de foto e vídeo?<br />
</em><strong>CB</strong> O HDR é uma tendência atual, não é coisa para o futuro, não. Ele soluciona alguns problemas sérios, como fotografar um ambiente escuro com a luz externa clara, quando é preciso ter as duas coisas equalizadas. Tecnicamente, o HDR foi uma bênção para o fotógrafo, uma vez que ele soluciona uma séria de problemas. Por outro lado, no HDR, um pouco que seja fora do prumo, ele vira uma ilustração e fica muito falso. Acabou se tornando uma linguagem. Como se trata de um fenômeno contemporâneo, existem sites e blogs de HDR e o pessoal se diverte. Os fotógrafos mais profissionais consideram o HDR uma ilustração fotográfica. Eu não gosto muito, não o vejo como o futuro. E u acho que o que vai pegar é a convergência entre a mídia em movimento e a fotografia estática. As câmeras que hoje possibilitam filmar vídeo em alta definição, como a Canon EOS-1D Mark II. O que os fotógrafos estão fazendo com isso é que tem me impressionado. Isso realmente é futuro: juntar fotografia com vídeo, com música e fazer apresentações que não são estáticas, mas dinâmicas. Uma foto sozinha tem seu valor intrínseco, mas quando faz parte de um conjunto, ela pode funcionar com as imagens em movimento, que é o vídeo, e funcionar muito bem.</p>
<p><strong>Dica do Artista - Faça seu workflow</strong><br />
por Clicio Barroso</p>
<p><img class="size-medium wp-image-8097 alignleft" title="40-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-3-360x540.jpg" alt="40-macartista-3" width="216" height="324" />» Tudo começa na organização física dos arquivos, como você vai colocar as fotos que fez dentro do computador. Eu uso uma estrutura de data, sempre nomeando as pastas por ano, mês, categoria de foto (catálogo, editorial, publicidade, pessoal etc.) e, dentro de cada categoria, os trabalhos que fiz naquele mês.</p>
<p>» A estrutura é importante porque ela vai direto para os becapes e para meu disco de arquivo. É por essa razão que encontro as coisas muito facilmente, pois tudo está em seu devido lugar. Essa é a primeira parte do workflow.</p>
<p>» Na hora de importar as fotos para o computador, não importa o método que utilizado, qualquer que seja o programa, é importante na mesma hora fazer dois becapes em dois meios físicos diferentes. Eu faço a ingestão pelo Lightroom, simultaneamente ele faz um becape no HD externo e eu preservo meu cartão de memória sem formatar. Quando termino, já tenho três cópias idênticas em lugares diferentes. Quando apago o cartão, é porque já gravei um DVD. Quando arquivo o DVD, é porque já terminei o trabalho e já transferi para meu disco de arquivo. Sempre tenha três becapes em lugares diferentes.</p>
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		<title>Mac Artista Eduardo Souzacampus expõe seus trabalhos em São Paulo</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/noticias/mac-artista-eduardo-souzacampus-expoe-seus-trabalhos-em-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 15:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Andrei Kichalowsky</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[Antroponauta]]></category>

		<category><![CDATA[Eduardo Souzacampus]]></category>

		<category><![CDATA[Tubeland]]></category>

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		<description><![CDATA[Exposição faz parte do projeto Vidros Digitais do SESC Vila Mariana e traz duas séries de trabalhos do artista: Antroponauta e Tubeland]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/souzacampus-sesc-vmariana.png" alt="souzacampus-sesc-vmariana" title="souzacampus-sesc-vmariana" width="500" height="377" class="aligncenter size-full wp-image-7935" /></p>
<p>Neste sábado, dia 19 de setembro, a partir das 12 horas, o Mac Artista <a href="http://www.souzacampus.com/">Eduardo Souzacampus</a> vai receber os amigos na inauguração da exposição de duas séries de suas obras: Antroponauta (crânios em linha contínua adesivados em vidros) e Tubeland (personagens em paper-toys e um sticker gigante de 8 metros). Haverá distribuição de paper-toys e adesivos entre os presentes. Além disso, Souzacampus vai fazer um sorteio para definir quem será o próximo retratado em sua série Tubeland (pode ser você!). </p>
<p>O encontro faz parte do projeto Vidros Digitais, que está sendo realizado no SESC Vila Mariana (Rua Pelotas, 141 — São Paulo). A exposição continua até dia 29 de novembro, de terça a sexta, no horário das 13h às 21h30, e nos sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h30.</p>
<p>Conheça mais do trabalho do Mac Artista Eduardo Souzacampus lendo a matéria <a href="http://macmais.terra.com.br/materias/tudo-em-tubo/">Tudo em tubo</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tem Mac na telona</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 12:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca Hayashi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[A Rede]]></category>

		<category><![CDATA[De Volta para o Futuro II]]></category>

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		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<category><![CDATA[Independence Day]]></category>

		<category><![CDATA[Jurassic Park]]></category>

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		<category><![CDATA[Macintosh]]></category>

		<category><![CDATA[O Diabo Veste Prada]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o computador também é personagem da trama
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é do tipo de pessoa que observa cada detalhe dos filmes, com certeza já passou por situação semelhante. Imagine que está no cinema ou em sua casa, assistindo a um filme qualquer. Então, você nota, de relance, que há um <strong>Mac em cena</strong>. E pode até perder alguns minutos tentando descobrir qual é o modelo.</p>
<p>Isso costuma acontecer não somente em filmes, mas também em séries e comerciais; não é difícil encontrar referências a algum produto Apple. Mas se o mercado de computadores é dominado pelos usuários de Windows, por que esta tendência não é refletida no cinema e na televisão? Bem, a resposta não é tão simples. A Apple garante que <strong>não paga</strong> para que seus produtos apareçam na tela, embora o processo todo não esteja claro. Não explica, por exemplo, por qual razão em alguns programas o logotipo da Apple é escondido por objetos do cenário ou por adesivos.</p>
<p>O site <a href="www.edibleapple.com" target="_blank">Edible Apple</a> diz que empresa de Cupertino oferece seus Macs e iPods para serem usados nas produções. E foi uma das primeiras companhias a contratar pessoas em<strong> Hollywood</strong> cuja função é dar o máximo possível de visibilidade aos produtos. Unindo o fato de a Apple não pagar para ter sua marca no cinema e na TV (e os estúdios recebem milhões para isso) e dar os produtos para serem usados nestas produções, isso significa propaganda gratuita.</p>
<p>Mas a Apple refinou a estratégia. Enquanto a maioria dos produtos é vista como um objeto cenográfico ou tem sua marca inserida na fala de alguma personagem, os produtos de Cupertino são, algumas vezes, colocados no <strong>contexto</strong> da história, podendo ser até um dos assuntos centrais da trama.</p>
<p>Um dos motivos pelos quais os Macs têm tanto destaque no cinema pode estar ligado a seu <strong>design</strong>, que reconhecemos ao bater o olho, ao contrário de outras marcas, que são difíceis de diferenciar, a não ser pelo logotipo (que nem sempre aparece na tela). Outra razão poderia ser porque os artistas e produtores usam mais produtos Apple. Apesar de ser uma estratégia de colocação de produtos, podemos questionar: será que a marca Apple já não faz parte da cultura pop atual?</p>
<p>Por isso, selecionamos dez filmes em que os Macs são parte importante do enredo, ou então uma curiosidade bacana. A lista não inclui filmes da<strong> Disney-Pixar</strong>, porque tendo <a href="http://macmais.terra.com.br/?s=steve+Jobs" target="_blank">Steve Jobs</a> na mesa dos diretores, seria fácil incluir a maçã nas produções. Sente-se, pegue sua pipoca e o refrigerante e veja a nossa seleção. Bom filme!</p>
<p><img class="size-full wp-image-7073 alignleft" title="39-filmes-11" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-11.jpg" alt="39-filmes-11" width="95" height="100" /><strong>De Volta para o Futuro II<br />
Título Original:</strong> Back to the future II<strong><br />
Ano de lançamento: </strong>1989<br />
<strong>Direção:</strong> Robert Zemeckis</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7063" title="39-filmes-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-1-360x198.jpg" alt="39-filmes-1" width="360" height="198" /></p>
<p>Apesar de não ser uma grande participação, é bastante curiosa a cena do Mac em De Volta para o Futuro 2. Marty McFly (Michael J. Fox) passa por uma loja de <strong>antiguidades</strong> e admira o que tem ali. No meio de quadrinhos e bonecos, há um <strong>Macintosh Plus</strong>, produzido pela Apple entre 1986 e 1990, com uma placa de “computador antigo”. O Mac não passa despercebido, uma vez que a câmera aproxima-se lentamente dos objetos da vitrine, dando um belo close no “velhinho”.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7074 alignleft" title="39-filmes-12" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-12.jpg" alt="39-filmes-12" width="106" height="111" /><strong>Star Trek IV – A volta para casa</strong><br />
<strong>Título Original:</strong> Star Trek IV – The Voyage Home<br />
<strong>Ano de lançamento:</strong> 1986<br />
<strong>Direção: </strong>Leonard Nimoy</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7064" title="39-filmes-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-2-360x157.jpg" alt="39-filmes-2" width="360" height="157" /></p>
<p>Outra aparição curiosa de um Mac. Em Star Trek IV, a tripulação da Enterprise volta no tempo para salvar a Terra. É claro que o pessoal do futuro comente várias mancadas no ano de 1986. A mais engraçada envolve o engenheiro Scotty (James Doohan) e o Dr. McCoy (DeForest Kelley). Scotty vai mostrar a fórmula do “alumínio transparente” no computador (um Macintosh Plus) e tenta ligá-lo falando com ele. Dr. McCoy oferece o <strong>mouse</strong> para Scotty, que logo o usa como um <strong>walktalk</strong>. O gerente da fábrica diz para ele usar o teclado, ao que Scotty desdenha da máquina.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7075 alignleft" title="39-filmes-13" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-13.jpg" alt="39-filmes-13" width="102" height="107" /><strong>O Diabo Veste Prada<br />
Título Original:</strong> The Devil Wears Prada<br />
<strong>Ano de lançamento: </strong>2006<br />
<strong>Direção: </strong>David Frankel</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7065" title="39-filmes-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-3-360x154.jpg" alt="39-filmes-3" width="360" height="154" /></p>
<p>Um dos usos mais inusitados para uma <strong>iSight</strong>. Andy Sachs (Anne Hathaway), busca um emprego na revista Runway, comandada por Miranda Priestly (Meryl Streep) com mão de ferro. Ao saberem que a carrasca está pra chegar, a redação entra em <strong>pânico</strong>, com todo mundo jogando fora suas comidas e trocando os sapatos confortáveis por saltos altos. Em uma das cenas, uma funcionária da Runway liga a iSight de seu iMac e retoca a maquiagem ali mesmo, com o Photo Booth.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7076 alignleft" title="39-filmes-14" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-14.jpg" alt="39-filmes-14" width="109" height="113" /><strong>Free Willy 3 – O Resgate<br />
Título Original: </strong>Free Willy 3: The Rescue<br />
<strong>Ano de lançamento:</strong> 1997<br />
<strong>Direção: </strong>Sam Pillsbury</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7066" title="39-filmes-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-4-360x241.jpg" alt="39-filmes-4" width="360" height="241" /></p>
<p>Além de salvar o mundo, os <strong>PowerBooks</strong> também podem ser usados para salvar as baleias. Jesse (Jason James Ritcher), o amigo de Willy, desenvolveu um programa que sintetiza um chamado específico para que a baleia orca o encontre, tudo num portátil da Apple. Mas os vilões, obviamente caçadores de baleias, descobrem o truque e tentam fazer o mesmo usando um computador genérico.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7077 alignleft" title="39-filmes-15" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-15.jpg" alt="39-filmes-15" width="113" height="123" /><strong>Watchmen<br />
Título original:</strong> Watchmen<br />
<strong>Ano de lançamento:</strong> 2009<br />
<strong>Direção: </strong>Zack Snyder</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7067" title="39-filmes-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-5-360x148.jpg" alt="39-filmes-5" width="360" height="148" /></p>
<p>Watchmen é a adaptação do gibi que revolucionou as histórias em quadrinhos nos anos 1980. E só para ser diferente, o Mac deste filme é um <strong>modelo que nunca foi fabricado</strong>, um <strong>Macintosh SE preto</strong>. Ele está em cima da mesa de Ozymandias, interpretado por Matthew Goode. Até mesmo o sistema operacional aparece, uma versão do System 7 com as cores invertidas. Mas a participação dos Macs neste filme não para por aí. Num grande telão com vários monitores, enquanto o vilão espera alguns dos heróis, é possível ver o famoso comercial “1984”, feito para apresentar o Macintosh original.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7078 alignleft" title="39-filmes-16" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-16.jpg" alt="39-filmes-16" width="115" height="117" /><strong>Zoolander<br />
Título Original:</strong> Zoolander<br />
<strong>Ano de lançamento: </strong>2001<br />
<strong>Direção: </strong>Ben Stiller</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7068" title="39-filmes-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-6-360x153.jpg" alt="39-filmes-6" width="360" height="153" /></p>
<p>Você sabe como ligar um iMac dos antigos? Derek Zoolander (Ben Stiller) e Hansel (Owen Wilson) não fazem a menor ideia! E, para tirar informações importantes de dentro do computador colorido, eles partem para a agressão física. Parecendo dois macacos, ao som de Also Sprach Zarathustra, de Richard Strauss (uma referência ao filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço), como o <strong>monolito</strong> impenetrável, os dois começam a pular e urrar como loucos. A cena é divertidíssima, menos para o <strong>iMac G3 laranja</strong>, que é destruído pelos dois imbecis.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7079 alignleft" title="39-filmes-17" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-17.jpg" alt="39-filmes-17" width="126" height="130" /><strong>Jurassic Park<br />
Título Original:</strong> Jurassic Park<br />
<strong>Ano de lançamento: </strong>1993<br />
<strong>Direção: </strong>Steven Spielberg</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7069" title="39-filmes-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-7-360x190.jpg" alt="39-filmes-7" width="360" height="190" /></p>
<p>O filme está nesta seleção mais pela <strong>curiosidade</strong>. Dennis Nedry (Wayne Knight), é programador de sistemas do Jurassic Park, um lugar cheio de dinossauros clonados. Todo o sistema do parque é baseado em UNIX, mas rodando em vários Macs. Em uma cena, Dennis conversa com um outro funcionário pela câmera de segurança no computador. Mas um olhar mais atento consegue ver que a ação não é em tempo real; a barra do <strong>QuickTime</strong> está se movimentando logo abaixo do vídeo.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7080 alignleft" title="39-filmes-18" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-18.jpg" alt="39-filmes-18" width="115" height="122" /><strong>Legalmente Loira<br />
Título Original: </strong>Legally Blonde<br />
<strong>Ano de lançamento: </strong>2001<br />
<strong>Direção:</strong> Robert Luketic</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7070" title="39-filmes-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-8-360x154.jpg" alt="39-filmes-8" width="360" height="154" /></p>
<p>Esse filme é para relembrar a época em que os Macs eram alegres e coloridos. Reese Witherspoon é Elle Woods, uma patricinha e fútil que resolve estudar Direito para reconquistar o ex-namorado. Quando resolve estudar para valer, sua primeira atitude a é comprar um notebook que combine com ela. Em uma ótima cena (fantasiada como uma coelhinha da Playboy), ela escolhe um<strong> iBook G3 laranja</strong>! Na sala de aula, só dá a loirinha e seu iBook laranjinha, batendo os tradicionais notebooks “pretinho básico” genéricos.</p>
<p><img class="size-full wp-image-7081 alignleft" title="39-filmes-19" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-19.jpg" alt="39-filmes-19" width="120" height="127" />Independence Day<br />
Título Original: Independence Day<br />
Ano de lançamento: 1996<br />
Direção: Roland Emmerich</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7071" title="39-filmes-9" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-9-360x73.jpg" alt="39-filmes-9" width="360" height="73" /></p>
<p>O que fazer quando uma nave alienígena ultrapoderosa aparece pronta pra detonar todo o planeta? Ora, fácil! Crie um vírus usando um <strong>PowerBook 5300c</strong> e acabe com a invasão! Foi isso que David Levinson, interpretado por Jeff Goldblum, fez no blockbuster de 1996. Aliás, naquela época, o governo e os militares adoravam os computadores da Apple, já que na base do exército, todo mundo usa vários PowerBooks como se fossem computadores de mesa.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7082" title="39-filmes-20" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-20.jpg" alt="39-filmes-20" width="202" height="208" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong>A Rede<br />
Título Original:</strong> The Net<br />
<strong>Ano de lançamento:</strong> 1995<br />
<strong>Direção: </strong>Irwin Winkler
</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7072" title="39-filmes-10" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/08/39-filmes-10-360x511.jpg" alt="39-filmes-10" width="360" height="511" /></p>
<p style="text-align: left;">Depois de assistir a esse filme a gente é levado a pensar:   “teve algum patrocínio da Apple ou algo do tipo?”. Porque, além de aparecer pelo menos três tipos de Macs diferentes de várias gerações, o clímax do filme acontece na Macworld. Angela Bennett (Sandra Bullock) usa um Power Macintosh 8100 e tem Macintosh Classic II, aparentemente fora de uso. Nas cenas de fuga, ela usa um PowerBook Duo de um amigo, mas, infelizmente, os bandidos deste filme são mais espertos e também usam portáteis da Apple. No final do filme, Angela se esconde em uma feira de informática, que por acaso é a Macworld de 1995. Apesar de tentarem fazer parecer que é um evento para PCs comuns, o logo da Macworld aparece em algumas cenas, nas sacolas que os transeuntes carregam, assim como o logo da Apple e também do e-World, um serviço online que a Apple tentou lançar, mas que não deu certo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vencendo com Calma</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 07:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heinar Maracy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[artista gráfico]]></category>

		<category><![CDATA[Calma]]></category>

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		<description><![CDATA[Artista plástico usa seu Mac a serviço da transcendência
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Stephan Doitschinoff, conhecido também como <a href="http://www.stephandoit.com.br/" target="_blank">Calma</a>, é um artista plástico transcendental. Nascido em São Bernardo do Campo, transcendeu suas origens, seu país e virou um sucesso mundial. Começou seu trabalho no Mac e transcendeu o computador, saindo da ilustração comercial para as artes plásticas. Seu trabalho ultrapassa os limites do grafite e da pintura, e pode ser encontrado em galerias de arte na Escandinávia ou em muros e casebres no sertão baiano. Recentemente, lançou seu primeiro livro e um documentário sobre seu trabalho como muralista na Chapada Diamantina. Conversamos com Stephan sobre sua obra, suas influências e seus Macs.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-6061 alignleft" title="38-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/38-macartista-4-360x540.jpg" alt="38-macartista-4" width="252" height="378" /></p>
<p><em>MAC+ Como você começou?</em></p>
<p><span>Calma Foi em 1996, em agência de propaganda, como assistente de direção de arte e fazendo cenografia. Fiz pôsteres, fui assistente de cenografia e de cenários para eventos como Monsters of Rock, Hollywood Rock, Close Up Planet. Meu primeiro Mac foi um Power Mac 7100. Trabalhava com ilustração digital, normalmente desenhando à mão, depois digitalizando e pintando no Photoshop. Nunca tive PC. Em 2004, parei de trabalhar com ilustração digital para me concentrar na minha pintura. Vendi meu iMac para me forçar a trabalhar somente no papel. Fiquei quase dois anos sem computador. Aí, fui fazer residência na Inglaterra, em um centro cultural em Manchester. Parei com as ilustrações e comecei a me dedicar às artes plásticas, que é o que mais gosto. Ainda fazia alguns trabalhos para publicidade pela grana, mas aos poucos fui conseguindo me sustentar só com a pintura, conforme fui conseguindo ser representado por galerias lá fora.</span></p>
<p><em>MAC+ Seu trabalho tem um estilo muito próprio e marcante. Como é conciliar isso com o trabalho de propaganda?</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span>Durante um bom tempo, tive dois estilos, o meu e o “comercial”, que eu utilizava em trabalhos de publicidade e não queria que confundissem com meu trabalho pessoal. Ainda faço alguma coisa de ilustração, mas escolho os clientes com cautela. Normalmente, são coisas que têm a ver comigo e onde posso desenvolver trabalhos com meu estilo. Nos últimos tempos, fiz ilustrações para um livro de contos ciganos para a Cosac Naify, um de contos de Andersen e a capa de um disco do Sepultura (<em>Dante XXI</em>). São temas que têm muito a ver com meu trabalho. Bebo muito em temas mitológicos e religiosos. Uma das minhas maiores influências é Gustave Doré, juntamente com Albrecht Dürer.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-6060" title="38-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/38-macartista-3-360x301.jpg" alt="38-macartista-3" width="252" height="211" /></p>
<p><em>MAC+ Quando você voltou para o Mac?</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span><span>Voltei a usar Mac, um MacBook, basicamente para me comunicar pela internet. É o meu uso principal. Mas recentemente me pediram um trabalho bem diferente. A Corbis, uma das maiores agências de fotografia e arte, encomendou dois alfabetos baseados em minhas ilustrações. É um trabalho bem bacana, cada letra é uma ilustração. É um esquema diferente e bem interessante, com curadoria e representação para trabalhos encomendados. A Corbis paga pelo trabalho e tem exclusividade sobre as imagens por dois anos, depois os direitos voltam para o artista. Tenho a intenção de transformar o alfabeto em uma fonte, para ser utilizada como capitular, por exemplo. Mas para isso preciso de um assistente. Não tenho a menor ideia de como o Fontographer funciona. Ele existe ainda?</span></p>
<p><span><img class="size-medium wp-image-6058 alignright" title="38-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/38-macartista-1-360x697.jpg" alt="38-macartista-1" width="216" height="418" /><em>MAC+</em></span><em> Fica, então, a dica para os leitores interessados em um estágio. Além da internet, para que mais você usa o Mac?</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span><span>Hoje, não me separo do meu Mac. Além das minhas músicas, vídeos e de ferramenta de comunicação, também faço alguns trabalhos nele, como o convite para minha <em>vernissage</em>. Normalmente uso Photoshop, mas vira e mexe preciso vetorizar algumas artes para fazer telas de serigrafia ou na produção do meu oratório.</span><span><br />
</span></p>
<p><em>MAC+ Você é reconhecido como grafiteiro, mas seu trabalho não é bem grafite. Seu livro mostra bem isso.</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span><span>Apesar de eu expor e trabalhar com artistas do grafite, prefiro evitar o rótulo, pois o lance de pintar no espaço urbano é apenas uma parte do meu trabalho, que inclui pintura em tela, gravura, objetos, instalações etc. Eu também sempre me identifiquei mais com a pintura mural clássica e a arte sacra.</span></p>
<p><span>O livro foi lançado pela editora alemã Gestalten. Já participei de 12 livros de coletâneas deles, mas essa é a primeira monografia. O livro foi desenvolvido em colaboração com o designer </span><a href="http://www.coletivo.org/pedro" target="_blank">Pedro Inoue</a><span>, que fez um trabalho sensacional. Juntamente com o livro, foi lançado também um documentário, que pode ser visto no </span><a href="http://www.vimeo.com/2301531" target="_blank">Vimeo</a>.</p>
<p><em>MAC+ Por que você resolveu pintar muros e capelas em Lençóis?</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span><span>O trabalho em Lençóis surgiu de uma vontade de fazer um “site especific” (obra de arte pensada para um determinado lugar, levando em conta suas características). Eu havia me retirado para Lençóis, na Chapada Diamantina no interior da Bahia, e resolvi fazer algo por lá. Inicialmente, pensei em pintar no centro da cidade, mas ele é tombado pelo patrimônio público. A resposta da população foi um choque, tanto positivo como negativo. Muita gente adorou e entendeu que as obras trazem certo valor para o local. Mas já tive obras apedrejadas por pessoas mais supersticiosas ou que não entendem a proposta. Minha irmã, que mora lá em Lençóis, conta que um grupo de evangélicos saía do culto religioso e ia apedrejar as obras, gritando que eram coisa do diabo.</span></p>
<p><span><img class="alignnone size-medium wp-image-6059" title="38-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/38-macartista-2-360x238.jpg" alt="38-macartista-2" width="360" height="238" /></span></p>
<p><em>MAC+ De onde vem toda essa influência religiosa?</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span><span>Sempre estudei e pesquisei diferentes religiões e seitas, assim como mitologia e a interpretação psicológica dos contos de fadas. Acredito que essas são minhas principais influências hoje em dia. Muita gente percebe as referências ao simbolismo católico nas minhas obras, mas não é a única. Há, também, muita influência do budismo tibetano, lendas, contos de fadas e mitologia em geral. Não me considero uma pessoa religiosa. Para mim, é tudo mitologia. Acredito que, um dia, a religião cristã será encarada como hoje encaramos a mitologia nórdica ou grega.</span></p>
<p><em>MAC+ Há algum objeto eletrônico que deseje, atualmente?</em></p>
<p><span>Calma</span><span> </span><span>Estou contente com meu Mac, mesmo não sendo o último modelo. Meu sonho de consumo atual é um iPhone. Tenho um iPod que já está meio velhinho, e um iPhone viria a calhar. É bem possível que, com ele, eu nem precise mais levar o notebook em viagens.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Gajo do mundo inteiro</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 01:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[ilustrações]]></category>

		<category><![CDATA[iPhone]]></category>

		<category><![CDATA[New Yorker]]></category>

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		<description><![CDATA[Jorge Colombo, ilustrador português que fez a capa da The New Yorker no iPhone, visitado e revisitado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>“NÃO: Não quero nada. Já disse que não quero nada”. Com essas palavras, Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa começa a falar de uma Lisboa que não existia mais em seu poema “Lisbon Revisited (1923)”. E assim, como não querendo nada, Jorge Colombo, ilustrador, agora também fotógrafo e cineasta português conseguiu, como ele mesmo diz, realizar sua “minúscula contribuição para a história” ao criar inteiramente no iPhone a capa da edição de 1º de junho da <em>The New Yorker</em>, uma das mais influentes publicações do mundo inteiro. E que contribuição, diga-se de passagem.</span></p>
<p><span>Vivendo em Nova York desde 1998, com a esposa norte-americana Amy Yoes, Jorge não é um artista tradicional, quando se entende por “artista tradicional” aquele que trabalha com os mesmos materiais. Começou atuando como ilustrador, passou a ser fotógrafo “porque os amigos faziam”, e hoje também realiza curta metragens. Em seu site, www.jorgecolombo.com, é possível verificar o extenso e interessante portfolio do autor, principalmente os “Dailies”, desenhos de pessoas comuns que ele foi retratando desde que chegou a Nova York.</span></p>
<p><span>Mas foi com o iPhone que ele entrou para a história. Usuário de Mac desde 1991, Jorge comprou um aparelho no início deste ano, para poder ler seus emails com tranquilidade e também desenhar. Descobriu o aplicativo Brushes e não parou mais. Atualmente, além do seu MacBook Pro de 15 polegadas, Colombo pode ser visto retratando o mundo na palma de sua mão, sozinho, como um Álvaro de Campos dos dias modernos.</span></p>
<p><span>Na entrevista a seguir, decidimos manter algumas palavras escritas como se escreve em Portugal. Para comemorar nosso acordo ortográfico, por assim dizer&#8230;</span></p>
<div id="attachment_5206" class="wp-caption alignnone" style="width: 370px"><img class="size-medium wp-image-5206" title="37-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/37-macartista-2-360x271.jpg" alt="Do Grande E Do Pequeno Amor  Livro de fotos de Jorge Columbo, publicado em 2006, com textos de sua amiga Inês Pedrosa" width="360" height="271" /><p class="wp-caption-text">Do Grande E Do Pequeno Amor  Livro de fotos de Jorge Columbo, publicado em 2006, com textos de sua amiga Inês Pedrosa</p></div>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<div>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Há quanto tempo você desenha? E quando percebeu que poderia trabalhar como ilustrador?</span></p>
<p><em>Jorge Columb</em><em>o</em><span> Desde criança. E comecei a ganhar dinheiro com desenhos aos 20 anos. Não havia muitos ilustradores de imprensa em Portugal na época, por isso eu tinha uma boa posição no mercado.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Por seu portfolio, percebo que você trabalha tanto com desenhos à mão e também digitais. Você tem alguma preferência de material – computador ou papel? Por quê?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>Eu não consigo desenhar no computador, só colorir. As coisas do iPhone não são bem desenhos: no fundo, são pinturas. Mas não tenho preferência: o que é importante é alternar! Correntemente, desenho todos os dias com a caneta, no comboio [metrô]. Para dizer a verdade, a minha preferência tem mais a ver com o tamanho: desde os 17 anos que não desenho nada que não me caiba na pasta. Os meus originais tendem a ser pequenos, não aprecio particularmente peças grandes. Devo ter um campo de visão estreitíssimo. E agora desenho praticamente na palma da mão.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> A fotografia é uma extensão do seu trabalho de desenhista? Como começou a fotografar?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>As minhas referências são todas fotográficas (ou cinematográficas: idolatro certos directores de fotografia, desde o Robby Muller ao Gordon Willis, ou o Gregg Toland ou o Christopher Doyle). Comecei a fotografar porque tinha amigos que o faziam. E houve livros que me inspiraram, um deles o lendário <em>Before and After</em>, um ensaio da Pennie Smith sobre o The Clash. Ou os livros do Raymond Depardon. E os retratos do Cartier-Bresson – não se pensa normalmente nele como um retratista, mas é excelente. Entretanto, claro que a técnica de desenho ajuda a compor imagens, mas eu tento explorar na fotografia aspectos que não se prestariam ao meu tipo de desenho.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Quando começou a desenhar no iPhone? Logo de cara você percebeu as possibilidades do iPhone ou alguém lhe mostrou como ele poderia ser usado para desenhar?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>Vi os desenhos do Stephane Kardos no Flickr (é um artista francês que vive em Los Angeles), achei excelentes, e claro que comecei a fazer coisas mais complicadas, não resisto. Mas é tão fácil dominar o Brushes! Para dizer a verdade comprei um iPhone depois de ter carregado o notebook vezes demais para poder ler emails urgentes. Vi que havia maneiras mais ligeiras<br />
de o fazer.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span>Quantos trabalhos você já fez com o iPhone? Esses desenhos estão trazendo mais repercussão do que seus outros trabalhos?</p>
<p><em>JC </em><span>Devo ter um pouco menos de cem desenhos, mas nem todos são interessantes. Sim, a repercussão é incomparável, e não me surpreende. Há sempre factores que ajudam a dar nas vistas: celebridades, sexo&#8230; ou o uso de tecnologia recente! Para além de que a <em>New Yorker</em> me colocou numa posição oficialmente inédita – se alguém já tinha desenhado uma capa de revista num iPhone, ninguém ouviu falar – por isso é a minha minúscula contribuição para a história.</span></p>
<div id="attachment_5205" class="wp-caption alignnone" style="width: 370px"><img class="size-medium wp-image-5205" title="37-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/37-macartista-1-360x193.jpg" alt="Feito à mão  Em cada vagão de metrô, em Nova York, Jorge encontra novos personagens, que retrata em pequenos blocos de papel que carrega na algibeira" width="360" height="193" /><p class="wp-caption-text">Feito à mão  Em cada vagão de metrô, em Nova York, Jorge encontra novos personagens, que retrata em pequenos blocos de papel que carrega na algibeira</p></div>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Além do iPhone, qual o seu computador? É um Mac? Qual foi seu primeiro Mac?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>Eu nem sei ligar um PC – se por acaso tenho de usar um, preciso que me ajudem a trabalhar com o Windows. Comecei por ter um Mac Classic em 1991, depois um Quadra, depois outro que esqueci (G3?); a partir de 2001, adoptei notebook e nunca mais usei outra coisa. Em dezembro passado, adquiri o meu terceiro, um MacBook Pro de 15 polegadas.</span></p>
<p><em>MAC+ </em><span>Que programas usa no computador regularmente, tanto para trabalhar como no cotidiano?</span></p>
<p><em>JC </em><span>O pacote Adobe CS2. Além de iMovie, GarageBand e a excelente ferramenta que é o QuickTime Pro (a versão que custa dinheiro).</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Apesar de morar há 20 anos nos Estados Unidos, um de seus trabalhos chama-se Lisboa Revisitada. Como foi esse novo olhar sobre sua terra natal?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>Um artifício: acentuei fotograficamente o carácter cosmopolita, internacional, industrial de Lisboa. Que existe de facto, mas dum modo muito mais disperso e suave que a versão que eu apresento, um pouco como só fotografar as árvores e flores de Nova Iorque, para sugerir que se trata de um lugar bucólico e campestre. A minha Lisboa Revisitada é uma ficção; mas isso faz sentido, pois partiu dos versos dum poeta ele próprio imaginário&#8230; e propenso ao abuso de narcóticos, de resto.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>O nome da coleção remete a um poema de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. As poesias dele influenciaram sua vida? Como é retratar esse olhar tão distinto de Pessoa em fotos?</span></p>
<p><em>JC </em><span>Não, tenho outros poetas mais marcantes: Ruy Belo, Fernando Assis Pacheco, João Miguel Fernandes Jorge, Al Berto. Mas gosto muito do Álvaro de Campos, e como o projecto partiu de um convite de Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, tinha de ser uma coisa pessoana, não é? Além de que o Campos, mesmo sendo uma personagem ficcional, tem em comum comigo o facto de ter passado tempo no estrangeiro e de sentir que não pertence inteiramente ao seu país natal. Eu continuo com muitos contactos em Portugal, mas estou inequivocamente de fora.</span></p>
<p><em>MAC+ </em><span>Os Dailies também são um de seus trabalhos mais famosos. Como surgiu a ideia de retratar o cidadão comum? Quantos você já fez?</span></p>
<p><em>JC </em><span>Simples: tinha-me mudado para Nova Iorque sem grande coisa planeada, e andava à procura de casa e de emprego. Queria começar a fazer um projecto no qual pudesse trabalhar só um pouquinho cada dia, mas que ao mesmo tempo me desse uma sensação de realização instantânea. Desenhar cada dia um retrato em tamanho bilhete postal foi a resposta, inspirada pelas personagens que via todos os dias na cidade. A regra – que ainda continuo a respeitar, quando esporadicamente acrescento desenhos à colecção – é evitar desenhar figuras únicas e excêntricas: prefiro concentrar-me nas pessoas que correspondem a um tipo, pessoas que eu tenho a sensação de ter visto antes muitas vezes.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Desenho, fotografia e agora também vídeo. Não há como parar? Você se considera um verdadeiro artista que não pode ficar parado no tempo?</span></p>
<p><em>J</em><em>C</em><span> </span><span>O facto de mudar constantemente de medium e de técnica causa-me problemas – quebra a continuidade, confunde a audiência, dispersa o rendimento –, mas não consigo resistir, é a minha natureza. A vida é demasiado curta para nos guiarmos apenas por estratégias sensatas. Teria sido prudente manter uma carreira estável como fotógrafo, ou como desenhador, ou designer, mas foi  meu destino, nada a fazer agora. Acho que vou continuar a saltar.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Existe algum artista brasileiro que você conhece? O que acha do trabalho dos brasileiros, seja na fotografia, cinema, ilustração, música&#8230;?</span></p>
<p><em>J</em><em>C</em><span> </span><span>Conheço sobretudo música brasileira, e devido quer à minha idade quer ao facto de preferir música pouco dançante, tendo a preferir bardos palavrosos da era anos 60-70: Chico, Caetano&#8230; E ouço muita outra coisa, claro, desde Marisa Monte a Carlos Careqa. Mas fora da música, tenho de admitir que tenho muito pouco contacto com a cultura brasileira. Aceito sugestões!</span></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-5207" title="37-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/07/37-macartista-3-360x172.jpg" alt="37-macartista-3" width="360" height="172" /></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Fale um pouco sobre a capa da <em>New Yorker</em>, feita totalmente no iPhone. Como foi o processo? Onde estava quando começou a desenhar? Quanto tempo demorou para finalizar o trabalho?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>A <em>New Yorker</em> existe desde 1925 e tem uma mística incomparável à sua volta. Toda a gente quer colaborar nela, e quando a possibilidade existe, é tudo feito com certa trepidação. Pelo menos ao princípio. A Françoise Mouly é editora de arte da revista desde 1993, e em 1994 encomendou-me alguns projectos (feitos com aguarelas.) Semanas atrás ela viu imagens minhas feitas no iPhone editadas em múltiplos pela www.20&#215;200.com, e interessou-se. Visitei-a e discutimos a forma de criar uma conexão temática e estilística com capas tradicionais da revista, como as que o Arthur Getz fazia nos anos 50-60 (procurem no www.cartoonbank.com, estão lá). É importante que se perceba que o que lhe interessa não é as minhas imagens serem feitas num telefone: é serem feitas no meio da rua. Se eu me sentasse no estúdio e copiasse uma foto no meu iPhone, não seria a mesma coisa, era ridículo – podia usar um écran maior! Mas como diz a Françoise, a maior parte dos artistas que ela conhece é difícil fazê-los sair do estúdio, só saem para tirar umas fotos de referência. A ideia de um artista observando e registrando a cidade ao vivo era nova. Por isso passei uma semana a passear-me pela cidade, com uma lista que eu fiz de temas e lugares para capas. Cada noite ia para casa com dois ou três desenhos. No fim, mandei tudo à Françoise e o Editor, David Remnick, escolheu uma imagem.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Você acha que o iPhone está mudando o mundo, como Steve Jobs disse que faria quando o lançou em 2007?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>Tudo muda um pouquinho do mundo, umas coisas em maior escala que outras. Por exemplo, a explosão da internet reavivou o uso da escrita: entre emails e blogs, escreve-se muito mais. A expansão dos serviços telefônicos diminuiu as distâncias. E o acesso instantâneo a serviços da web abrevia muitas esperas. No meu caso, eu tenho esperança que a popularidade crescente de programas como o que eu uso, o Brushes, ajudem a expandir o número de artistas amadores. Acho isso mais importante do que o uso profissional. É um pouco como o desporto: claro que são precisos atletas profissionais, campeões, mas em cada fim de semana há gente a andar de bicicleta ou a nadar ou a jogar futebol, sem ter ambições olímpicas. Um pouco de expressão artística é tão útil para qualquer pessoa como uma hora no ginásio. O importante não é o resultado, é a experiência: é pôr o corpo ou a cabeça a trabalhar em algo diferente. E se ter no bolso um programa de desenho igual a um artista da <em>New Yorker</em> inspirar gente a criar arte, eu acho isso lindo.</span></p>
<p><em>MAC+</em><span> </span><span>Como você se vê no futuro? Como seria um Jorge Colombo Revisitado? Mais português ou um cidadão do mundo?</span></p>
<p><em>JC</em><span> </span><span>Muito sinceramente, não tenho resposta, nunca faço planos. Há um ano nunca imaginaria que um desenho meu num iPhone ia ser visto por mais pessoas que todo o resto da minha obra. E espero continuar a ter surpresas. </span></div>
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		<title>Apple na tela</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 23:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação MacMais</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[documentário]]></category>

		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

		<category><![CDATA[macartista]]></category>

		<category><![CDATA[MacHEADS]]></category>

		<category><![CDATA[Welcome to Macintosh]]></category>

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		<description><![CDATA[por Sérgio Miranda e Bianca Hayashi
Estamos acostumados a ver produtos da Apple no cinema e na televisão. A nossa seção Mac na Mídia não nos deixa mentir. Mas, desta vez, a coisa é diferente. O Mac não é uma peça decorativa ou aparece na tela para salvar o mundo de uma invasão alienígena. Ele é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Sérgio Miranda e Bianca Hayashi</em></p>
<p><span>E</span>stamos acostumados a ver produtos da Apple no cinema e na televisão. A nossa seção Mac na Mídia não nos deixa mentir. Mas, desta vez, a coisa é diferente. O Mac não é uma peça decorativa ou aparece na tela para salvar o mundo de uma invasão alienígena. Ele é o personagem principal. No ano em que completou 25 anos de vida, o Macintosh ganhou de presente dois documentários que contam o porquê do amor dos usuários por esse computador que prometeu mudar o mundo.</p>
<p>Durante a Macworld 2009, <em>MacHEADS</em>, dirigido por Ron Shely, e <em>Welcome to Macintosh</em>, de Josh Rizzo e Rob Baca, foram apresentados pela primeira vez. <em>Welcome</em> demorou quatro anos para ficar pronto, enquanto <em>MacHEADS</em> levou a metade do tempo sendo filmado e, por uma grande coincidência do destino (pelo menos, é o que juram de pés juntos todos os envolvidos), acabaram sendo lançados ao mesmo tempo e no mês de aniversário do Mac.</p>
<p>Nesta edição especial de aniversário, entrevistamos os diretores de cada um dos documentários, Robert Baca &amp; Joshua Rizzo (<em>Welcome to Macintosh</em>) e Kobi Shely (<em>MacHEADS</em>). Agora, é só pegar a pipoca e curtir.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-4260" title="36-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-1-360x270.jpg" alt="36-macartista-1" width="360" height="270" /><img class="size-medium wp-image-4261 aligncenter" title="36-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-2-360x270.jpg" alt="36-macartista-2" width="360" height="270" /></p>
<p><span>Macs para todos </span><span>A foto da esquerda mostra o museu particular do fotógrafo brasileiro Caesar Lima, com todos os seus Macs; </span></p>
<p><span>à direita, o famoso Mac 128 K, em perfeito estado de conservação, do diretor Rob Baca</span></p>
<p><strong>Welcome to Macintosh</strong></p>
<p>Robert Baca e Joshua Rizzo estrearam suas carreiras de cineastas com <em>Welcome to Macintosh</em>. Os dois se formaram, em 2002, na Ithaca College’s Roy H. Park School of Communications, onde se conheceram. Atualmente, Rob vive em Ohio, onde trabalha como produtor de vídeos comerciais e industriais. Joshua vive em Los Angeles e atua como engenheiro de sistema de pós-produção para cinema e TV. Durante quatro anos e cem horas de filmagem, eles conseguiram terminar o documentário, bem a tempo das comemorações dos 25 anos do Mac, que aconteceram em janeiro deste ano.</p>
<div>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<div>
<p><em>MAC+ Por que fazer um documentário sobre a Apple e o Macintosh? Como tiveram essa ideia?</em></p>
<p><strong>Josh Rizzo </strong>Nós discutimos um documentário da PBS chamado <em>O Triunfo dos Nerds</em> e sentimos que queríamos algo mais, porém diferente. Quando Rob tentou que sua esposa assistisse ao filme, depois de 20 minutos ela, muito educadamente, disse que estava entediada. O filme era interessante, mas não cativava quem não era um geek. Rob ficou pensando naquilo enquanto limpava a neve da calçada. Quando conversamos de novo, concordamos que precisávamos fazer um filme que outros fãs da Apple e os não iniciados também gostassem.</p>
<p><em>MAC+ Foi difícil entrar em contato com ex-funcionários da Apple, engenheiros e membros da comunidade de usuários?</em></p>
<p><strong>Rob Baca </strong>Foi um desafio, mas não foi difícil. Os usuários de Mac podem ser tudo, menos tímidos na hora de falar sobre seu amor pela Apple. Nós entrevistamos cerca de 20 pessoas, e todas elas tinham ótimas informações. Não foi difícil conseguir que participassem, mas foi um desafio tentar coordenar as agendas de todos, para que as entrevistas fossem fáceis de ser realizadas.</p>
<p><em>MAC+ Você teve alguma resposta negativa de alguém ligado à Apple? Quem foi a pessoa mais difícil de entrevistar?</em></p>
<p><strong>RB </strong>Até agora, não recebemos qualquer crítica negativa da Apple. Na verdade, quando avisamos que estávamos fazendo o filme, eles nos desejaram sorte no circuito de Festivais. Na verdade, a Apple ficou indiferente. Eles não disseram que eram contra, mas também não ofereceram ajuda ou patrocínio. Eu acho que não poderíamos ter pedido por uma reação mais positiva da parte deles do que recebemos. E os entrevistados&#8230; muitos deles assistiram ao filme pela primeira vez na Macworld, por isso pudemos ver a reação deles em primeira mão e depois discutir o filme com eles. Felizmente, recebemos apenas elogios (também da audiência). Nenhum deles foi difícil de entrevistar. Alguns foram mais desafiadores do que outros. Mas isso aconteceu pelo fato de que eles tinham tanta informação bacana que tivemos trabalho para decidir o que ia entrar no filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4262 aligncenter" title="36-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-3-360x240.jpg" alt="36-macartista-3" width="360" height="240" /></p>
<p><em>MAC+ No Brasil, fazer um documentário é algo difícil, não há apoio. E com vocês, como foi?</em></p>
<p><strong>RB</strong> Fazer um documentário não é fácil, mesmo! É um trabalho que depende muito dos participantes e das respostas que eles dão. Foi muito trabalhoso e tivemos que varar noites para atingir nossos objetivos. Mas no final do dia, valeu a pena.</p>
<p><em>MAC+ M<span>acs estão relacionados com pessoas criativas, incluindo os cineastas. Vocês acham que isso está mudando, que o Mac agora está atingindo as pessoas comuns e o mundo corporativo?</span></em></p>
<p><span><strong>RB</strong> Não acho que a Apple esteja mudando, assim como seu crescimento. Na minha opinião, as pessoas comuns e o mundo corporativo deveriam usar Macs há muito tempo! A Apple está, apenas, ampliando seus horizontes e atingindo essas pessoas. Os valores centrais e a filosofia da em</span>presa ainda são as mesmas.</p>
<p><em>MAC+ Usuários de Mac são apaixonados por seus computadores. O filme consegue responder o porquê desse amor?</em></p>
<p><strong>RB </strong>Eu não acredito que essa questão será, um dia, respondida. Provavelmente, será uma razão diferente para cada um. Acho que realizamos um excelente trabalho ao mostrar os elementos positivos do que faz dos produtos da Apple algo especial, e também ilustramos a paixão na construção do computador, ao mostrar toda a história do Mac. Para ser honesto, mesmo depois de ter feito o filme, ainda não tinha certeza disso.</p>
<p><em><span>MAC+ Quais os programas que usaram na edição do documentário?</span></em></p>
<p><span><strong>RB</strong> Usamos apenas aplicativos da Apple, com exceção do Photoshop. Como principal, utilizamos o Final Cut Studio 2, o que significa usar o Final Cut Pro 6, DVD Studio Pro e Compressor, Color e Soundtrack Pro. Eu e Joshua temos MacBooks Pro, que levamos para todos os lados e usamos o tempo todo, seja para escrever, enviar emails, pesquisa etc. Na hora da filmagem, usamos câmeras HD 1080, e nosso trabalho de edição offline foi feita no Final Cut Pro. Foi ótimo, porque conseguimos editar em nossos notebooks com um custo de armazenamento baixo, a qualquer hora e em qualquer lugar. Terminamos o projeto em HD em um Mac Pro 8-Core, usamos todas as ferramentas para correção de cor, ajuste de som e trilha sonora usando o software da Apple. Podemos dizer que <em>Welcome to Macintosh</em> foi totalmente “feito em Mac”.</span></p>
<p><em>MAC+ Como o público está reagindo ao documentário?</em></p>
<p><strong>JR </strong>O público adorou! Quando Rob e eu entramos no cinema para uma apresentação, o ambiente parecia mais de um concerto de Rock do que pessoas prestes a assistir a um filme. Houve muita energia positiva antes, durante e depois da filmagem. Não podíamos estar mais felizes.</p>
<p><em>MAC+ Vocês tentaram entrevistar Steve Jobs?</em></p>
<p><strong>RB </strong>Claro que tentamos, mas não rolou. Assista aos créditos finais no DVD para dar umas boas risadas sobre esse assunto!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4265 aligncenter" title="36-macartista-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-6-360x225.jpg" alt="36-macartista-6" width="360" height="225" /></p>
<p><em>MAC+ Que mensagem você quis passar ao público?</em></p>
<p><strong>JR</strong><span><strong> </strong>Sendo macmaníacos, queríamos ver um filme que fosse focado na Apple e suas contribuições para a tecnologia, sociedade e cultura. Queríamos mostrar a paixão que vai desde o processo de criação de um produto Apple e como essa paixão pode irradiar e afetar o usuário de Mac do outro lado. Também tentamos ilustrar tudo isso em um contexto da história da empresa ao longo dos anos.</span></p>
<p><em>MAC+ Alguma chance do documentário chegar ao cinema?</em></p>
<p><strong>RB </strong>Sempre existe uma chance de distribuição, mas, por enquanto, parece improvável. O filme está disponível em DVD e estamos trabalhando com outras formas de distribuição, como pela iTunes Store, vídeo sob demanda, assim como televisão.</p>
<p><em>MAC+ Como foi apresentar o documentário na Macworld?</em></p>
<p><strong>RB </strong>A oportunidade de apresentar o filme durante a Macworld foi uma experiência que eu e Josh nunca mais vamos esquecer. Tivemos uma resposta bem positiva da comunidade de usuários Apple, das pessoas entrevistadas no filme e da mídia.</p>
<p><em>MAC+ </em><em>Welcome to Macintosh foi seu primeiro filme. Como foi a experiência?</em></p>
<p><strong>RB </strong>A jornada de produzir e dirigir um documentário de longa-metragem é um aprendizado. Descobrimos muitas coisas sobre nós mesmos, como cineastas, durante a produção do filme, e pudemos absorver tudo o que aprendemos e transformar isso em conhecimento, o que nos será muito valioso no futuro, quando trabalharmos em outros projetos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4263 aligncenter" title="36-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-4-360x225.jpg" alt="36-macartista-4" width="360" height="225" /></p>
<p><em>MAC+ Quais os planos para o futuro? Algo relacionado à Apple?</em></p>
<p><strong>JR </strong>Sim, temos alguns outros projetos engatilhados. Sobre se serão ligados à Apple e seus produtos, isso ainda teremos de esperar para ver. Depois do lançamento de <em>Welcome to Macintosh</em>, muitas pessoas que não tivemos a oportunidade de entrevistar mostraram interesse em sentar e conversar conosco sobre o que viram no filme. Por isso, o futuro, ninguém sabe&#8230;</p>
<p><em>MAC+ Quando começaram a usar Macs?</em></p>
<p><strong>JR </strong>Rob e eu fomos apresentados ao Apple II na escola, ainda muito jovens. A partir daí, lutamos para chegar ao Mac. Posso dizer que tanto o Apple II como o Macintosh tiveram uma grande influência em nossa infância e, obviamente, carregamos isso até nossa vida adulta.</p>
<p><em>MAC+ Um de vocês tem um Mac 128 k, certo?</em></p>
<p><strong>RB</strong> Eu tenho um Mac original. Está em perfeito estado de conservação e funcionando perfeitamente, incluindo aí os acessórios que vinham originalmente com ele, incluindo a mochila para o computador, um teclado numérico separado e até a fita cassete “Getting Started with your Macintosh”. Ele roda o Mac OS 1, Finder versão 0.07. Como naquela época, ele roda o sistema em um disquete, não tem um disco rígido interno e nenhuma modificação foi feita nele. Está como era em 1984. Ele fica no meu estúdio de edição e é motivo de longas conversas quando alguém vem me visitar.</p>
<p><em>MAC+ O que esperar da Apple, agora que Steve Jobs está de licença?</em></p>
<p><span><strong>RB </strong>Eu espero que os valores que Steve Jobs imbuiu na empresa continuem existindo, mesmo que ele decida que não quer mais continuar na Apple. Steve é, sem sombra de dúvida, a força que move a Apple, mas é necessário o trabalho de muitas pessoas talentosas para fazer com que um produto da Apple passe da concepção até o lançamento. Enquanto os ideais em que Steve Jobs trabalhou tanto para instituir na empresa continuem, a Apple será cada vez mais inovadora, continuará crescendo, com produtos que serão amados por pessoas em todos os cantos do planeta.</span></p>
<p><strong>MacHEADS</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-medium wp-image-4268 aligncenter" title="36-macartista-9" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-9-360x270.jpg" alt="36-macartista-9" width="360" height="270" /></strong></p>
<p>Kobi e Ron Shely são irmãos. Kobi começou sua carreira como assistente de editor no documentário <em>The John Garfield Story</em>, e depois dirigiu um curta, <em>Intervention</em>, que ganhou um prêmio do festival Brainwash de São Francisco. Ron trabalhava com propaganda e, quando a família se mudou para Nova York, ele estudou roteiro na New School University. Os dois juntos criaram a Chimp 65 Production e MacHEADS é o primeiro trabalho juntos. Foram dois anos e 90 horas de filmagens.</p>
<p><em>MAC+ Qual a razão por trás de </em><em>MacHEADS? Por que fazer um documentário sobre usuários de Mac?</em></p>
<p><span><strong>Kobi Shely </strong>Em 2006, quando fiz meu curta, meu cinematógrafo foi, durante o intervalo, checar seus emails. Ele contou para todo mundo que a Apple ia permitir rodar Windows no Mac e um discussão acalorada começou entre a equipe de filmagem. Sabe como é, são as brigas Mac <em>versus</em> PC de sempre. Quando voltei para casa, tentei entender por que as pessoas são tão passionais com relação ao Mac, e aquilo ficou remoendo, até que sugeri ao meu irmão para fazermos um filme sobre isso e descobrir as razões. Durante a produção, ficou tão óbvio que o que faz a Apple o sucesso que é são as centenas, ou melhor, milhares de comunidades sobre Mac que sustentam o mito e inflamam a paixão pela empresa. Mas o mais interessante é que a Apple e suas comunidades mais leais não coexistem. São entidades separadas.</span></p>
<p><em>MAC+ Como foi o processo para entrevistar ex-funcionários e outras pessoas para o documentário?</em></p>
<p><span><strong>KS</strong> A comunidade Apple tem uma presença bem precisa na internet. Nós pesquisamos na web e tentamos acessar as comunidades certas de usuários. Marcamos as entrevistas e, enquanto filmávamos, sabe aquela história de um amigo que traz um amigo? Bem, cada um trouxe um amigo e este amigo tinha outro amigo que se transformava em outro contato. Também conhecemos muitas pessoas na Macworld 2007, em São Francisco, onde ficamos quatro dias filmando. Localizar antigos funcionários da Apple e engenheiros não era uma prioridade, já que o MacHEADS é mais dirigido às comunidades e pessoas que amam a Apple. Mas conseguimos entrar em contato com Daniel Kottke, Guy Kawasaki, Tim Holmes e até mesmo Woz. Steve Wozniak tinha uma agenda bastante apertada, mas ele nos deixou filmar sua palestra em São Francisco, durante o lançamento do livro iWoz. No DVD, na seção Bônus, tem muito mais do Woz.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4271 aligncenter" title="36-macartista-12" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-12-360x270.jpg" alt="36-macartista-12" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><span><em><br />
MAC+ E a Apple, ofereceu alguma resistência?</em><br />
<strong>KS</strong> Como eu já disse, não queríamos fazer um documentário sobre a empresa. Já existem diversos livros e filmes excelentes sobre a Apple, como o Cult of Mac e Piratas do Vale do Silício, um documentário da Discovery sobre Jobs e Gates, só para dizer alguns. Sentimos que não tínhamos nada a oferecer sobre a empresa ou seus fundadores, mas sabíamos que a história dos fãs nunca havia sido contada da maneira que MacHEADS fez.</span></p>
<p><em>MAC+ O público gostou do resultado?</em><br />
<strong>KS</strong> Tivemos muitos elogios. Queríamos exibir o filme na Macworld Expo e tivemos a sorte de o pessoal do evento aceitar nossa proposta. Eles nos deram um auditório com 1.200 lugares. Para ser bem honesto, fiquei com medo de não conseguirmos encher o local, já que, durante a feira, o pessoal está mais preocupado em explorar o evento e a cidade, e não teriam tempo para ver o filme. Dá para imaginar nossa alegria quando vimos que mais de mil lugares foram preenchidos. Muita gente veio falar conosco depois da apresentação e disseram que o filme trouxe muitas lembranças boas. Alguns até disseram que ficaram surpresos ao ver que, pela primeira vez, os fãs da Apple eram as estrelas, não a empresa. Claro que alguns viram o trailer e pensaram que o filme era para fazer piada dos fãs da Apple. Não concordamos com essa opinião, pois, como cineastas, tínhamos de mostrar o entusiasmo dos fãs, o que há de bom, de ruim e tudo que isso significa. Também sabíamos que muitos fãs são bastante críticos sobre a empresa, e ainda assim, adoram-a.
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4273 aligncenter" title="36-macartista-14" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-14-360x270.jpg" alt="36-macartista-14" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><span><em>MAC+ Será que você, agora, consegue entender por que a Apple e o Mac se tornaram uma paixão para seus usuários?</em><br />
<strong>KS</strong> Sim. Computadores são o centro da vida moderna e, diferentemente dos PCs baseados em Windows, os Macs se vendem por causa da capacidade de integração, por meio dos produtos, com a vida em si. MacHEADS ilustra um número de desenvolvimentos integrais que explicam essa paixão. O primeiro é o próprio computador, que conseguiu, pela primeira vez, fazer com que as pessoas conseguissem interagir com PCs, para criar coisas sem complicação. Como Leander Kahney, autor de Cult of Mac sugere,“o Macintosh era o anti-Big Brother, e as pessoas que eram conectadas por essa mensagem eram as mesmas que queriam mudar o mundo”. O segundo processo é a comunidade que foi erguida ao redor da empresa. Essa comunidade ganhou vida por intermédio dos grupos de usuários, cujos membros eram os mais apaixonados de todos e que atiçavam ainda mais a chama da Apple. Finalmente, a empresa em si, e o poder de Steve Jobs em criar e produzir produtos que mudaram, de verdade, nossas vidas.</span></p>
<p><em>MAC+ O documentário foi apresentado pela primeira vez na Macworld, quando o Mac completou 25 anos. Esse era o plano original?</em><br />
<strong>KS </strong>Não, não era. Queríamos que a estreia acontecesse em 2008, mas só posso dizer que foi uma feliz coincidência, não apenas pelo fato de que o Mac completou 25 anos, mas também porque a empresa se afastou da comunidade central, quando resolveu não mais participar da Macworld, e o último capítulo de<br />
MacHEADS previa mais ou menos isso.</p>
<p><em>MAC+ Há quanto tempo vocês usam Mac? Qual foi seu primeiro?</em><br />
<strong>KS </strong>Ron usava Macs quando estava na NYU, estudando mídia interativa. Ele comprou um PowerBook G4 Titanium, se não me engano, depois trocou por um outro PowerBook G4, que é o computador que estou usando para escrever as respostas para sua entrevista. Meu primeiro Mac foi um G4 de 450 MHz, com um drive Zip, lá nos idos de 2000. Eu me lembro que sempre que olhava para ele, me sentia bem, já que eu vivia em um apartamento minúsculo no, Brooklin, e tudo que tinha de valor era o meu Mac. Tenho usado Macs há nove anos, meu último Mac era um G5 e editei o MacHEADS nele usando Avid. Mas ele não aguentou e, há três meses, comprei um novo.
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4274 aligncenter" title="36-macartista-15" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-15-360x270.jpg" alt="36-macartista-15" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><span><em>MAC+ MacHEADS foi seu primeiro filme?</em><br />
<strong>KS </strong>Não, mas este foi meu primeiro documentário, e foi uma experiência sensacional. O que eu mais gostei foi conhecer novas pessoas e explorar um fenômeno social e cultural que afeita tantas pessoas ao redor do mundo. Graças ao filme, eu entrevistei o fotógrafo brasileiro Caesar Lima. Ele é um artista fantástico e uma das pessoas mais adoráveis que já conheci. Meu próximo projeto não é relacionado à tecnologia, mas espero que atraia o mesmo tipo de atenção em todo o mundo.</span></p>
<p><em>MAC+ Que tipo de filme será esse?</em><br />
<strong>KS</strong> Vou filmar um documentário sobre “Money Camps” [acampamentos financeiros, numa tradução livre] que existem em todo o mundo. Quero explorar por que crianças vão a esse tipo de lugar, por que precisam aprender sobre finanças tão cedo, que tipo de mundo é esse em que vivemos e se isso é uma coisa boa ou má. Espero encontrar a resposta nesse documentário.</p>
<p><em>MAC+ Você acha que a Apple vai sobreviver sem Steve Jobs?</em><br />
<strong>KS </strong>Guy Kawasaki disse bem quando afirmou que “tendo estado dentro e fora da Apple, posso afirmar que, quando as coisas são boas, elas não são realmente tão boas assim, e quando as coisas estão ruins, não estão desesperadoras”. Se você tivesse feito essa mesma pergunta há cinco anos, eu diria que as chances seriam mínimas. Mas hoje, eles estão estabelecidos não apenas como uma empresa que fabrica computadores, mas como uma marca que oferece tecnologia como um modo de vida. Abaixo de Steve Jobs existem centenas de pessoas talentosas e dedicadas que vão levar a empresa para a frente.
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4272 aligncenter" title="36-macartista-13" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/05/36-macartista-13-360x270.jpg" alt="36-macartista-13" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><span><em>MAC+ Fazer um documentário é uma tarefa difícil?</em><br />
<strong>KS </strong>Foi um desafio constante. Os problemas iam desde financeiros, de logística, distribuição, linguagem, culturais, tudo o que você pode imaginar. Fazer um filme sem qualquer grande produtora por trás é muito estressante. Também foi um desafio porque fizemos um documentário que não puxa o saco da Apple ou é exagerado sobre os fãs. Sim, ele é bondoso com a comunidade de fãs, mas também apresenta algumas questões. Não queríamos fazer um filme que glorificasse a Apple Inc., e isso é difícil de fazer. Conseguimos ser o documentário número 2 na lista de mais vendidos na iTunes Store dos EUA, por isso, acho que todas as dificuldades valeram a pena.</span></p>
<p><em>MAC+ Você acha que o Mac está saindo do nicho de artistas e chegando ao mundo corporativo e das pessoas comuns?</em><br />
<strong>KS</strong> Mais uma vez, vou citar o MacHEADS. Fiz a Andy Ihnatko, jornalista de tecnologia, a mesma pergunta. Ele disse, e eu concordo, que todo mundo hoje é criativo. Os computadores nos oferecem ferramentas simples e fáceis de usar para liberar nossa criatividade. Muitos dos estúdios onde trabalhei nos EUA usam PCs com Avid e Photoshop, quase tudo que você faz em seu Mac é possível fazer no PC. Mas eu digo que, ao trabalhar em um Mac, você se sente mais criativo. Macs não são tão populares no mundo corporativo e acho que isso é bom, já que, enquanto temos um oponente no mundo dos negócios, o PC, podemos ter um cuidado especial vindo da Apple.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mantendo e mudando o foco</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 19:58:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca Hayashi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[Paulo Cunha]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilustrador Paulo Cunha mostra que nem sempre tudo é igual como era antes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-macartistapc-icone.png" />Uma das coisas que mais deixam as crianças encucadas, em qualquer época e em qualquer idade, é a famosa pergunta: o que você vai ser quando crescer? Um mundo de dúvidas começa então a se abater nas cabeças ainda despreocupadas com o futuro, que passam a tentar traçar um rumo profissional enquanto continuam brincando de bola, boneca e videogame. Mas existem exceções. De vez em quando a gente encontra meninos e meninas que desde cedo já sabem o que querem fazer da vida. Paulo Cunha (<span>www.paulocunha.com</span>) foi uma dessas crianças.</p>
<p>“Na pré-adolescência eu sabia que, de alguma fo<span>rma, trabalharia com desenho. Me alfabetizei lendo Histórias em Quadrinhos, e isso certamente me impulsionou a optar pela profissão”, conta o ilustrador e dono do estúdio Gift (</span><span>www.giftcom.com.br</span><span>), e</span>m Blumenau, Santa Catarina. A ajuda paterna foi essencial para que a ideia fixa de trabalhar com ilustração se transformasse em profissão. “Por ter sido um cara que apreciava demais artes plásticas, caricaturas e quadrinhos também, ele me ajudou muito. Foi ele quem conseguiu meu primeiro estágio em uma agência de propaganda por intermédio de um amigo”, relembra. A partir daí, nunca mais parou.</p>
<p><span>Quando começou, ainda em 1989, com 16 anos, Cunha ainda não conhecia as técnicas mais avançadas de desenho ou pintura. Computador, então, nem pensar. “Talvez por isso, pela ausência de computadores, eu valorize tanto os processos manuais que antecederam a computação gráfica”, completa. Com o passar dos anos e o aprendizado, o foco foi se alterando, os materiais também. Mas no básico, o objetivo ainda continua o mesmo. Desenhar, desenhar, desenhar!</span></p>
<p><img class="size-medium wp-image-3446 aligncenter" title="35-macartistapc-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-macartistapc-1-360x312.jpg" alt="35-macartistapc-1" width="360" height="312" /></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Sempre foi cartunista? Teve outras profissões que não eram relacionadas a desenho?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>Paulo Cunha »</strong></span> Graças<span><strong> </strong></span>a Deus, em todos os empregos que tive trabalhei como designer ou ilustrador. Como na época não existia o curso de Publicidade nem o de Design na universidade local, optei por fazer de cada emprego que tive uma oportunidade de aprendizado e aprimoramento profissional. Foram as mais diversas áreas de atuação: desenho de estampas, projetos para vitrines, cenários e etiquetas. No entanto, em 1993 realizei o sonho de ser cartunista/chargista de jornal. Foi lá também onde aprendi infografia.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Sempre teve interesse em ilustrar?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> <span>Desde criança, quando lia os livros do Monteiro Lobato e imaginava “versões” daqueles desenhos arcaicos. Convenhamos, a Emília original é feia demais! Por ter sido fã de Turma da Mônica, todo anúncio ou produto que estampava seus personagens me fascinavam. Eu costumava desenhar, em um caderno, meus familiares copiando o estilo do Maurício de Sousa.</span></span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><strong> <em>Qual seu estilo de desenho preferido e por quê?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Sem dúvida o cartoon. Primeiramente por ter uma boa aceitação comercial, por estar ligado diretamente ao humor e pela leitura universal que ele possibilita. E também por exigir menos detalhes. Acredito que um bom cartoon deve passar a ideia com a menor quantidade de traços possíveis. Um personagem de cartoon bem executado pode se tornar quase um logotipo, como é o caso dos gimmicks (mascotes institucionais ou corporativos).</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><img class="size-medium wp-image-3450 aligncenter" title="35-macartistapc-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-macartistapc-5-360x465.jpg" alt="35-macartistapc-5" width="360" height="465" /></span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Quais são suas fontes de inspiração?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Sempre busquei dar identidade ao meu traço mesmo na diversidade de estilos ou técnicas de desenho aplicadas numa ilustração. Por isso as referências são muitas. As fontes de inspiração vão de ilustrações de anúncios dos anos 1950 e 1960, até desenhos do Cartoon Network. O cotidiano com minha esposa e meus dois filhos é uma grande fonte de inspiração para mim, os moleques são muito criativos! Assistir a muitos filmes e observar pessoas na rua também é uma boa. A primeira etapa do trabalho sempre é entender bem qual é a essência do texto ou briefing apresentado. É o lance de “traduzir” graficamente um pensamento, uma ideia. Em seguida buscar referências fotográficas (viva a internet!). Definido o estilo a ser adotado (cartoon não é o ideal para ilustrar matéria de página policial, por exemplo) é partir para os esboços.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>De quem você é fã?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> No Brasil, temos uma variedade de ótimos artistas, dentre eles Laerte, Guazzeli, Fraga, Leo Gibran, Gustavo Duarte, Lélis, Samuel Casal, Orlando, Mauro Souza, Ziraldo e Walter Vasconselos. Já dos gringos, gosto demais do Chip Wass, Bruce Tim, Von Glitschka, Cheeks, Carlos Nine entre outros. Enfim, todo ilustrador que tenha um estilo marcante e versátil aplicável em diversas mídias.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <span><strong><em>Como é seu estilo de trabalho? Prefere desenhar à mão primeiro e depois passar para o computador, ou já faz direto na computador?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Primeiro, esboço no papel. Dependendo do tempo disponível, prefiro redesenhar com a tablet no Illustrator. Quando o prazo é curto, finalizo com pincel ou caneta e depois digitalizo para corrigir imperfeições e colorir. O princípio de toda ilustração provém do lápis e papel na mão. Esboçar é fundamental!</span></em></strong></span></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Você fez uma caricatura do Sérgio Miranda, que usamos em alguns editoriais da revista. Quanto tempo, em média, demora para fazer uma caricatura?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Tendo uma quantidade de fotos de frente, perfil e meio perfil em mãos, leva em média uma hora pra fazer. Claro, vai depender também do estilo de traço e técnica de colorização que serão adotados. No caso do Miranda foi cartoon, então resolvi mais rápido.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><img class="size-medium wp-image-3449 aligncenter" title="35-macartistapc-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-macartistapc-4-360x442.jpg" alt="35-macartistapc-4" width="288" height="354" /></span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><strong><em> Com qual trabalho obteve mais retorno?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Até agora, a ilustra da matéria sobre a duração da bateria do iPhone na MAC+ foi a que gerou mais comentários em meu Flickr e rendeu contatos com outros profissionais também. Na época em que tinha meus desenhos publicados diariamente no jornal, começaram a surgir clientes que eu atendia como freelancer. Sem dúvida foram quatro anos de vitrine para meu trabalho. Em 1996, desenvolvi um personagem para uma campanha de segurança nas escolas por meio da Unimed local. É um trabalho que tem continuidade até hoje e que gerou diversos brindes e impressos.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>No eixo Rio–São Paulo, sempre há oportunidades de trabalho para ilustradores. E em Blumenau, como está o mercado?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Santa Catarina é o maior polo têxtil do Brasil; as maiores oportunidades aqui sempre estiveram ligadas a esse mercado. Diria que 60% da demanda dos ilustradores é do mercado têxtil e os outros 40% estão divididos entre os mercados editorial e de propaganda.</span></em></strong></p>
<p><img class="size-medium wp-image-3447 aligncenter" title="35-macartistapc-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-macartistapc-2-360x540.jpg" alt="35-macartistapc-2" width="360" height="540" /></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><strong><em> Qual foi seu primeiro Mac? Ainda o utiliza ou o trocou por um modelo mais novo?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> O primeiro que comprei foi a realização de um sonho, o iMac G3, ou o “Capacete”, como costumo chamá-lo carinhosamente. Hoje em dia, ele está ligado para usarmos o scanner. Na empresa, trabalhamos com os iMac Core 2 Duo Intel e MacBooks também. A próxima aquisição será o iMac de 24 polegadas.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><span> <strong><em>Você tem uma empresa. Como nasceu a Gift Comunicação?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Fundei o estúdio com um grande amigo e colega da época do jornal. Tínhamos experiência e muitas ideias. Sonhávamos ser como os grandes escritórios de design e ilustração de São Paulo que atendem as grandes agências e que têm clientes importantes. Infelizmente as agências aqui da região não absorveram nossa proposta de trabalho e nos viam como concorrentes. Em 2003, a sociedade foi desfeita. Mudei um pouco o foco do negócio passando a atender diretamente as empresas em vez das poucas agências. Então nos estruturamos para estabelecer um bom relacionamento com nossos clientes, de modo que cada projeto seja planejado para dar resultado, e não para ser apenas bonito visualmente.</span></em></strong></span></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><strong><em> Vocês fazem trabalhos para outros países?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> A internet é fundamental para divulgação e captação de clientes externos. Estamos nos preparando para divulgar melhor nosso portfolio online. No entanto, já desenvolvemos trabalhos para clientes no Canadá, EUA e estamos negociando um projeto para uma rede de pizzarias do Japão.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Há alguma diferença entre trabalhar com clientes brasileiros ou estrangeiros?</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Além de receber em dólar, eu diria que não. Geralmente, o cliente que busca os serviços de um ilustrador já possui uma cultura de marketing ou comunicação visual. Os briefings costumam ser bem específicos.</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><span> <strong><em>O que os estrangeiros esperam de um ilustrador brasileiro?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>P</strong></span><span><strong>C »</strong></span><span> Creio que a tabela de preços dos ilustradores brasileiros seja mais atrativa pra eles. Temos a fama de sermos criativos e inusitados. O cliente do Canadá costumava dizer que minhas ilustrações tinham mais vida que a dos trabalhos dos americanos. Penso que eles buscam irreverência na ilustração brasileira.</span></span></em></strong></span></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Q</em></strong><span><strong><em>uais programas você costuma utilizar para finalizar suas ilustrações no Mac?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> A dupla dinâmica da Adobe Photoshop e Illustrator!</span></em></strong></span></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Qual tipo de trabalho tem mais demanda na Gift Comunicação? Ilustração, propaganda, catálogos?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> <span>As campanhas de propaganda são a maior parte da demanda que temos aqui na empresa. Em segundo lugar, vem os catálogos de moda e produtos, seguidos dos projetos online e, por último, ilustrações de cartilhas e desenvolvimento de personagens. Somos conhecidos pelos projetos de identidade corporativa, branding, embalagens e PDV também.</span></span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Na empresa, vocês costumam usar apenas Macs?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><strong>PC »</strong> A meta é ter somente Macs nas mesas mas, ainda usamos alguns PCs, principalmente no Planejamento e Administrativo.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><img class="size-medium wp-image-3451 aligncenter" title="35-macartistapc-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/04/35-macartistapc-6-360x243.jpg" alt="35-macartistapc-6" width="360" height="243" /></span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><span> <strong><em>Qual foi a ilustração que você mais gostou de fazer?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Me divirto muito durante todo o processo do trabalho. A ilustra mais recente sempre é a mais legal de fazer. Gosto de ilustrar livros infantis. Tem a ver com HQs. Para citar uma específica, minha primeira ilustração de página dupla, do Darwin e uns macacos, para uma matéria sobre Criacionismo versus Evolucionismo.</span></em></strong></span></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span><strong><em> Para os ilustradores iniciantes, quais dicas você daria?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> Sejam persistentes, desenhem diariamente de tudo um pouco. Pratiquem desenho de observação. Depois de estabelecer um estilo próprio, monte um portfolio apresentável e vá à luta!</span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>É melhor começar a trabalhar como ilustrador dentro de um estúdio ou abrindo um próprio?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span><span> Certamente ter a experiência inicial em empresas já estabelecidas é o ideal. A avaliação e orientação de um bom diretor ou editor de arte é muito importante para quem está começando.</span></span></em></strong></p>
<p><span><strong>MAC+</strong></span> <strong><em>Há algum aplicativo/software que considere essencial para designers gráficos? Qual?<br />
<span style="font-style: normal; font-weight: normal;"><span><strong>PC »</strong></span> <span>No iPhone, eu tenho um, o modelo original, de 8 GB, uso o Notes para anotar ideias e a câmera é muito útil pra quem utiliza fotografias como referência e também para enviar fotos de mockups para clientes via e-mail. O iPod é essencial para quem curte ouvir música enquanto trabalha. Aqui na Gift temos uma espécie de ritual que é ficar de pé no meio da sala, pôr a mão no peito e dizer bem alto: “Eu amo o Illustrator!”</span></span></em></strong></p>
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		<title>Quem precisa de Mac Pro?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 20:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heinar Maracy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[artista]]></category>

		<category><![CDATA[Audio]]></category>

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		<category><![CDATA[macartista]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

		<category><![CDATA[Som]]></category>

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		<description><![CDATA[Ramilson Maia, produtor e DJ, faz seu novo disco totalmente em Macs G4]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-icone.jpg" />Em uma sexta-feira de janeiro, dou uma passada no Tapas Club para conferir o som do Drumagick, os irmãos prodígio do Drum&amp;Bass. Na saída, o som do lounge chamou a atenção. Uma versão D&amp;B de “Maria Fumaça”, da banda Black Rio, tema da novela Locomotivas (valeu Google!). Um remix bacana, com a batida eletrônica casando perfeitamente com o samba funk original, sem se sobrepor aos instrumentos gravados há mais de 30 anos. O DJ operava um PowerBook G4 atrás de um vidro em uma bancada onde, em um bar tradicional, estaria o pizzaiolo sovando a massa. Fui lá perguntar de onde tinha saído aquele mix.</p>
<p>– Eu mesmo que fiz.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2724" title="34-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-1-100x100.jpg" alt="34-macartista-1" width="100" height="100" /></p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2725" title="34-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-2-100x100.jpg" alt="34-macartista-2" width="100" height="100" /></p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2726" title="34-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-3-100x100.jpg" alt="34-macartista-3" width="100" height="100" /></p>
<p>O DJ com cabelo no meio-termo entre um rastafari e um Harlem Globetrotter me deu um cartão, que, além de propaganda de seu programa de rádio (Energia 97, todo domingo, às 21h), trazia uma raspadinha com um código para baixar duas músicas de um site. Foi aí que caiu a ficha. Estava diante de Ramilson Maia, lenda viva da eletrônica brasileira, que já produziu e remixou músicas de Daniela Mercury, Roberto Carlos, Vanessa da Mata, Fernanda Porto, entre outros. Papo vai, papo vem, descubro que Ramilson e seu parceiro, Fernando Ferds, estão finalizando um disco em homenagem a São Paulo. Todo feito em Mac, claro. E mais: em Macs de quatro ou cinco anos atrás.</p>
<div id="attachment_2727" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><img class="size-large wp-image-2727" title="34-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-4-540x379.jpg" alt="Em tempos de distribuição digital, nada como um cartão de visitas que permite baixar suas músicas" width="540" height="379" /><p class="wp-caption-text">Em tempos de distribuição digital, nada como um cartão de visitas que permite baixar suas músicas</p></div>
<h3>Macaco velho</h3>
<p>Ramilson começou a fazer música no computador com um Atari 1040ST, máquina lançada em 1987, bem mais barata que um Macintosh da época, mas com recursos de áudio bastante avançados, como um gerador de som com três vozes e interface MIDI embutida. Usava o Notator, programa que deu origem ao Logic da eMagic, empresa comprada pela Apple em 2002. “Usei durante um bom tempo o Logic no PC, mas sempre fui doente para comprar um Mac”.</p>
<div id="attachment_2728" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><img class="size-medium wp-image-2728" title="34-macartista-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-5-360x540.jpg" alt="Fernando e Ramilson provam que você não precisa ter o último Mac para fazer um bom disco" width="360" height="540" /><p class="wp-caption-text">Fernando e Ramilson provam que você não precisa ter o último Mac para fazer um bom disco</p></div>
<p>Seu primeiro Mac foi um PowerMac 7100, logo substituído por um 9500. Hoje trabalha com duas máquinas: um PowerBook G4 de 1,5 GHz e um Power Mac G4 com uma interface Motu de 24bits para captação de áudio. “O disco inteiro foi produzido e mixado no PowerBook, usando o Logic 8. Apenas a gravação de alguns vocais e a masterização foram feitas em um Power Mac com interface de audio ProTools e plug-ins TDM e analógicos, nos estudios Zoo International, do produtor Mad Zoo.</p>
<p>“Apesar de ser possível realizar todo o trabalho no Logic, o ProTools ainda tem plug-ins que dão melhores resultados na finalização. Depois de passar por ele, as músicas ficam com uma sonoridade diferente, mais quente e brilhante”, diz Fernando, o outro lado da dupla.</p>
<p>Fernando e Ramilson têm uma teoria inédita nos anais da música digital. “O chip Motorola dos PowerPC soa melhor que Intel”, dizem categoricamente. “Fazemos o mix no PowerBook e no G4; quando abrimos o mesmo projeto em um Mac Intel, sempre temos que dar uma ajustada na equalização. Nunca fica a mesma coisa. Os Macs G4 têm um som mais gordo”. A certeza disso é tanta que os dois investiram em uma placa dual G4, da Sonnet, para seu Power Mac.</p>
<h3>Música para humanos</h3>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2730" title="34-macartista-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-7-100x100.jpg" alt="34-macartista-7" width="100" height="100" /></p>
<p>“Eu faço música para ser humano, não para máquina”. É assim que Ramilson define seu som. Segundo ele, o computador tornou muito fácil fazer música e isso pode ser uma armadilha. “Muita gente se ilude e acaba fazendo um som baseado no acaso. Mexe em alguns botões e slides até descobrir um timbre ‘bonito’ e faz uma música com ele. Nós partimos do lado oposto. Temos uma ideia musical que precisa de uma sonoridade X. Aí, usamos o Mac para encontrar esse som. Ele pode estar em um loop, em um sintetizador vintage, que usamos apenas para pegar o sample, ou em um instrumento convencional. Nosso disco tem trompete, violão, tamborim, guitarra, tudo tocado em instrumentos reais e trabalhado no Mac. As músicas têm letra, melodia, harmonia”.</p>
<p>“Essa é uma característica do meu trabalho desde sempre. Acho que foi o motivo do meu sucesso no exterior. Minha primeira canção de sucesso lá fora foi ‘O Sorriso da Cuíca’. Uma música eletrônica com uma cuíca sampleada que os gringos adoraram”. Enquanto fala, Ramilson tenta desesperadamente fazer um HD externo que está dando sinais de exaustão montar no desktop do PowerBook. Depois de umas três tentativas ele aparece no Desktop. Então, ele finalmente coloca o “O Sorriso da Cuíca”, que começa parecendo techno old school com bateria Roland e sons saídos do Reason, mas logo vira um xaxado eletrônico com uma cuíca safada flutuando. “Meu caminho sempre foi este, tentar fazer música eletrônica brasileira misturando samba, rock, bossa nova e atualizando essa riqueza musical que temos. Acho uma pena que não tenha mais gente fazendo o mesmo”.</p>
<h3>Feito em casa</h3>
<div id="attachment_2729" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><img class="size-medium wp-image-2729" title="34-macartista-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-6-360x540.jpg" alt="Pra que estúdio? Sonex na porta, na janela e um abraço!" width="360" height="540" /><p class="wp-caption-text">Pra que estúdio? Sonex na porta, na janela e um abraço!</p></div>
<p>Quem precisa de estúdio? Os instrumentos reais foram gravados no apê-estúdio-sede da gravadora-quartel-general na rua Bela Cintra, centro de São Paulo. “Os instrumentos eletrônicos a gente pluga direto na MOTU. Para os acústicos e vocais, temos umas placas de Sonex (espuma de isolamento acústico) que colocamos nas janelas e dão conta do recado. E sempre tem o truque de tocar no banheiro para ganhar uma certa reverberação”. Alguns vocais principais foram captados em outro estúdio, pelo produtor Mad Zoo. “O auxílio do Mad Zoo casou perfeitamente com o nosso método de produção. Queríamos uma sonoridade tipo anos 60 e ele foi atrás, usando técnicas de gravação da época dos Beatles para as vozes”.</p>
<p>Vale a pena lançar disco no final da primeira década do século 21? “O disco é mais um cartão de visita, uma ferramenta de marketing, que um produto comercial. Começamos a fazer as músicas e fomos percebendo que elas tinham cara de disco, não de singles para pista. Mas sabemos que com a ida das gravadoras para o brejo, o consumo de música hoje em dia é digital. Não temos pretensão de ganhar dinheiro com o disco”.</p>
<h3>Onde está o dinheiro?</h3>
<p>Se disco virou um press-release redondo, de onde os músicos eletrônicos tiram seu ganha-pão? “Shows, com certeza. Estamos com um live set em cima do In São Paulo, que já tem alguns shows programados no Brasil e Itália. Nele, usamos dois MacBooks com o Ableton Live, que dá mais flexibilidade na hora de tocar ao vivo. O Live deixa os dois Macs sincronizados no mesmo BPM, de modo que fica fácil improvisar seguindo o comportamento da pista”.</p>
<p>Remixes de artistas famosos também dão uma graninha. “Geralmente é a gravadora que paga, são remixes para promover um disco ou versões promocionais de músicas de trabalho. Às vezes dão muito trabalho, como o medley de canções do Roberto Carlos que eu fiz com músicas dele da década de 1970. Demorei um mês para mixar tudo, mantendo a integridade das canções originais, que são perfeitas. Adoro Roberto! Mixar músicas dele foi um sonho de infância que virou realidade”.</p>
<h3>In São Paulo - O Disco</h3>
<p>Quem ouve o disco de Ramilson e Fernando não vai saber a diferença entre ele ter sido gravado em um quarto e sala com vista para o Cemitério da Consolação ou nos estúdios Abbey Road. O som é perfeito, a mixagem é repleta de sutilezas e o clima é&#8230; paulistano. Não é possível dizer que é um disco de house, apesar de a maioria das músicas puxarem para esse lado.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2731" title="34-macartista-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-8-100x100.jpg" alt="34-macartista-8" width="100" height="100" /></p>
<p>A impressão que se tem é de que são dois discos em um. As primeiras faixas são bem pop e feitas para tocar nas rádios de qualquer cidade do mundo. Letras em inglês, um certo clima anos 80, New Order, levadas Disco comandam até a metade do CD. A partir da faixa 6, a primeira que cita nominalmente um local de São Paulo (Mercado Central), a coisa muda. Entram os tamborins de escola de samba acompanhando um tema a la Kraftwerk. Ramilson mostrando a que veio.</p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2732" title="34-macartista-9" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/03/34-macartista-9-100x100.jpg" alt="34-macartista-9" width="100" height="100" /></p>
<p>Desse momento em diante, é puro samba-house, para horror dos puristas de ambos os lados. Ficamos até emocionados com uma faixa intitulada “Bella Paulista”, em homenagem à padaria 24 horas localizada aqui em frente à redação, que saciou nossa fome em tantos fechamentos pela madrugada. Mas a cereja do sorvete é “Trianon”, um sambinha etéreo, com violão, bumbo e mellotron. Clássico instantâneo.</p>
<p>Quem quiser ouvir, basta ir até <a title="Ramilson Maia bei MySpace Music - Kostenlos MP3s anhören, Bilder &amp; Musikvideos ansehen" href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;friendid=108011208">o site deles no MySapce</a>.</p>
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