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	<title>Mac+ &#187; Matérias</title>
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	<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 09:22:22 +0000</pubDate>
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		<title>Breque ligeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Mario Manga]]></category>

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		<category><![CDATA[Música Ligeira]]></category>

		<category><![CDATA[Premê]]></category>

		<category><![CDATA[Premeditando o Breque]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Manga, do Premê, e seu Mac, em São Paulo, São Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> Fotos: Zé Ovo</em></p>
<div>
<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-1.jpg"><img class="size-full wp-image-9568 alignleft" title="42-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-1.jpg" alt="42-macartista-1" width="300" height="492" /></a>Os paulistanos mais antigos ainda se lembram do orgulho que era entoar as primeiras frases da canção: “É sempre lindo andar na cidade de São Paulo”. A música, do grupo Premeditando o Breque, que depois ficou conhecido como Premê (“encurtamos por que era mais prático, mais pop, né?”) virou hino, canção de comercial e muito mais. Na época, meados dos anos 1980, a música brasileira passava por um momento de transformação. E </span><a href="www.myspace.com/mariomanga">Mario Manga</a><span>, um dos fundadores do Premê, estava no meio do turbilhão do movimento que ficou conhecido como Vanguarda Paulistana.</span></p>
<p><span>Nascido e criado no bairro do Ipiranga, Manga fez faculdade de música na ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP) depois de tentar três meses estudando Física em São Carlos. “Eu queria muito ser Físico, muito”, lembra o músico. Em 1976, com os amigos Klaus Petersen, Marcelo Galbetti, Wandi Doratiotto (“que chegou um pouco depois, mas tudo bem”) e a participação do Adriano Brusko montaram o Premeditando o Breque, e seria um dos expoentes da nova MPB, apesar de andar meio sumido. “As pessoas perguntam se o grupo morreu e eu digo que não, que está hibernando”, conta Manga.</span></p>
<p><span>Além do Premê, Mario Manga também foi integrante do Música Ligeira, trio musical formado em parceria com Rodrigo Rodrigues e Fábio Tagliaferri, e também compõe trilhas para comerciais e filmes. Tudo em um Macintosh, claro, apesar do começo claudicante em um PC com Windows (“Mudei porque não aguentava mais o PC!“).</span></p>
<p><span>Leia a seguir os melhores momentos da entrevista.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Qual foi seu primeiro instrumento?</span></p>
<p><span>Mario Manga Guitarra elétrica.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Pulou o violão e foi direto pra guitarra elétrica?</p>
<p><span>MM Foi assim, começou com violão, mas eu tinha uma guitarra elétrica, ganhei do meu pai.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Você lembra o modelo?</span></p>
<p><span>MM Se não me engano, era uma Phelpa.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Idos da Jovem Guarda?</p>
<p><span>MM É, isso! Era a década de 1960. Acho que foi em 1968, por aí.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Uma coisa meio Tropicália, Mutantes&#8230;</span></p>
<p><span>MM É, eu adorava os caras! Sempre autodidata, ouvindo e tirando as músicas. Eu ouvia o que a moçada ouvia naquela época, Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones, Jimmy Hendrix, Yes, essa turma. Depois entrei na ECA, fiz Composição.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você formalizou a música lá?</p>
<p><span>MM Sim. Eu tive aula de violão e estudei com o Nelson Cruz, que era um ótimo professor de violão. Na ECA aprendi violoncelo e já tocava guitarra. Foi na ECA que nasceu o Premeditando o Breque. Casei naquela época. Eu tocava em bailes, gravações em estúdio, depois veio o Premê, que começou a dar certo e larguei os bares. Depois disso, montei uma outra banda chamada Música Ligeira, era um trio muito bacana, uma coisa mais <em>cult</em>. O Música Ligeira acabou porque o Rodrigo, que era um dos integrantes, morreu, e a gente parou. Toquei com Arrigo Barnabé, que era meu amigo da ECA, com Ivan Lins, Chico César, atualmente toco com Arnaldo Zeti, com o Carlos Careqa, de vez em quando a gente se junta e faz alguma coisa, mas não é uma banda. Meu trabalho agora é mais um trabalho de estúdio.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como você vê a música atual? É só tecnologia?</span></p>
<p><span>MM Vou ser sincero com você, eu sou da antiga. Tenho 54 anos. Eu não sou resistente, adoro a tecnologia. Eu estava conversando com uns amigos sobre como se ouve música hoje em dia. As pessoas ouvem música de uma maneira diferente. Como tudo é mais rápido, você tem toda sua discoteca em um iPod. É diferente, as pessoas ouvem na rua o tempo todo e ninguém ouve uma música até o fim, por exemplo. Escutam um pedacinho e partem para outra. Não há necessidade de ouvir quatro mil músicas. Eu acho melhor se ouvir uma música bem do que ouvir 12 em pedaços. Músico é chato com música, a gente tem essa visão técnica que vai além, mas também existe um carinho pela linguagem musical, pela música, pela Santa Cecília, nossa padroeira, essa vontade de entrar dentro da coisa.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Acabou aquele respeito pelo ato de ouvir música&#8230;</span></p>
<p><span>MM Você não pensa “vou parar e ouvir música”. Você escuta música no metrô porque é o tempo que tem. Você dá uma pescadinha, está com sono, pensando em outras coisas, não está realmente prestando atenção na música. Ela é um refresco, quando, na verdade, a gente deveria parar para ouvir a música. Quando você consegue mergulhar na música, fechar o olho e viajar, acho que a música cumpriu sua função básica. Se o cara gosta do Axé e se mistura com a música tanto dançando como ouvindo, é isso! E outra coisa que falta, além da parada do tempo, é o som na caixa. Acho que os fones de ouvido, apesar deles terem uma qualidade alta, atrapalham, falta aquela pressão que vem no deslocamento do som. Você sente o baixo quando se ouve alto, é maravilhoso! Mas isso é coisa de gente antiga, de quando se ouvia LP.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-9569 aligncenter" title="42-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-2-360x239.jpg" alt="42-macartista-2" width="360" height="239" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Quando você começou com o Premê, aquilo era revolucionário, diferente. Como você se sente sendo parte dessa mudança toda?</span></p>
<p><span>MM A nossa ideia na época era tocar. Simplesmente tocar. Na faculdade, a gente fazia música de câmara, mas queria uma coisa mais&#8230; música popular. Então a primeira ideia do Premê era fazer uma música que não precisasse ser amplificada, que não precisasse de muitos recursos, que não fosse complicado, que você pegasse as coisas e saísse tocando. Então a gente fez uma formação de regional de choro porque era uma coisa que ninguém nunca tinha tocado, todo mundo ali vinha do Rock ‘n Roll, do clássico, do jazz, e a gente queria essa coisa de mobilidade, de sair com os instrumentos. E também tinha essa coisa do choro, da técnica, do virtuosismo, uma linguagem diferente dentro da música. Montamos um repertório e começamos a tocar na rua mesmo. A gente ia na faculdade e saía tocando. A gente queria tocar. Ia nas festas da USP, o negócio foi pegando e aí, de repente, em 1978 ou 1979, a gente estava quase se profissionalizando. Nessa época, já tínhamos um repertório nosso, o Wandi entrou, trouxe um monte de coisa com ele e a gente foi crescendo. Participamos do Festival da Cultura, uma janela legal pra gente, um espaço em que a gente apareceu pra mídia e fomos crescendo. Lançamos o primeiro disco, independente, e foi crescendo esse movimento que o pessoal chamou de Vanguarda Paulistana, que nem existia.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> O Premê, apesar de tocar música popular, estava no círculo universitário&#8230;</span></p>
<p><span>MM Então, por exemplo, o pessoal do Titãs também tocava naquela época, fizeram show no Lira Paulistana junto com a gente. O Ultraje a Rigor também é da época. Eu e o Roger estudamos juntos, temos um ano e meio de diferença. Só que esse pessoal tinha um apelo mais popular e tinha uma coisa também que ajudava muito que era tocar Rock. O Premê tocava um pouco disso, um pouco daquilo. Isso ajudava por um lado e atrapalhava por outro, por que a gente não se definia. No caso do Ultraje e dos Titãs, eles eram focados. Eu acho que todo esse pessoal da Vanguarda Paulistana influenciou muito sem querer, sem ser um movimento. O que rolou lá acabou abrindo portas para muita gente.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Você acha que o humor e música são coisas que andam bem juntas?</span></p>
<p><span>MM “Does humor belong in music?”. O Zappa acha que sim! Se você tem um texto só e fica só nisso, você corre o risco de a piada se esgotar. Na primeira lida você ri muito e depois acabou. No caso do Premê, existia uma preocupação muito grande com a linguagem musical, acima de tudo. A gente queria fazer uma música que o pessoal gostasse, balanceada, bem executada, composta, arranjada, uma preocupação que sempre tivemos. E a gente sempre brincava dentro da linguagem musical, e aí a gente se divertia, podia ser até uma piada interna, mas era uma coisa que ficava legal no final. Tinha uma música, chamada “Sempre”, que era do segundo LP que flertava com a música minimalista e a gente brincava com essa linguagem, a gente fazia “Mascando Clichê”, que era uma música que não falava nada, era meio funk e a gente cantava tudo enrrolado&#8230;</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Embromation.</span></p>
<p><span>MM Embromation total! Mas sempre levando a sério, tentando fazer da maneira mais séria possível. Você pode mexer com humor, com uma coisa legal, como muita gente faz. Por exemplo, Alvarenga e Ranchinho, que eram sempre muito engraçados, e você tem prazer ao cantar isso.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> O próprio samba de breque, tem sempre uma historinha, não é? Que tem conotação de humor.</span></p>
<p><span>MM E são lindos! Tem uns que você ouve e são muito lugar comum. Porque tem gente que faz samba de breque em cima do samba de breque e fica aquele clichê horrível. Mas quando você faz alguma coisa pensando em fazer música mesmo, pensando em fazer algo sério mesmo, você faz uma música pra cima, alegre, solta, legal de cantar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-9570 aligncenter" title="42-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-3-360x239.jpg" alt="42-macartista-3" width="360" height="239" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Por que Premeditando o Breque? Você deve ter respondido isso milhões de vezes&#8230;</span></p>
<p><span>MM Eu nem lembro. Foi um brainstorm que a gente fez e colocou “Premeditando” porque tem um negócio do choro muito no gerúndio - “Cochichando”, “Vou Vivendo” - e daí a gente colocou no gerúndio. E o Breque porque era samba de breque. Acho que foi isso.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E por que depois só Premê?</span></p>
<p><span>MM Porque era mais prático, mais pop, né? (risos) A gente começou a chamar de Premê, Premê, não dava para falar “vamos ensaiar com o Premeditando o Breque”. Não sei quem começou a chamar de Premê, mas ficou assim.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E o Música Ligeira. Era algo bem diferente do Premê&#8230;</span></p>
<p><span>MM O Premê era uma coisa autoral, a gente fazia uns arranjos de outras músicas, mas era mais composição nossa. E o Música Ligeira nasceu sem querer. O pessoal do Olhar Eletrônico, a produtora do Fernando Meirelles, criou um programa na TV Gazeta chamado TV Mix e me chamaram pra fazer a parte de música. Eles disseram: “se vira, tem um quadro para você fazer o que quiser com música”. Eu disse que queria ter um convidado diferente em cada programa e eles toparam. O primeiro cara que chamei foi o Rodrigo Rodrigues, amigo meu, que participou de discos do Premê tocando gaita, cantando, tocando saxofone, grande músico. Aí o Fernando veio e disse “é isso, não quero mais ninguém, só vocês dois”. E a gente seguiu fazendo esse quadro na TV Mix. O Rodrigo deu o nome de Música Ligeira, que é o nome dado a música popular, mais leve. A ideia nossa era pegar uma música que a gente gostasse e dar uma roupagem nova. E só usar instrumento acústico. E, na época, quem fazia sucesso era Os Mulheres Negras (<em>www.myspace.com/osmulheresnegras</em>), o André (Abujamra) e o Maurício (Pereira), as músicas eram deles e só faziam com música eletrônica.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E vocês eram o oposto d´Os Mulheres Negras.</span></p>
<p><span>MM É, só música dos outros e acústico! E ficamos assim com essa formação de dupla por um tempo e depois o Fabinho entrou. Fizemos dois CDs, um deles de show. Logo depois, o Rodrigo faleceu e acabou. Tocávamos para público pequeno, mas a gente curtia. Viajamos para fora do Brasil: Inglaterra, Alemanha, França, Áustria, por aí. E era divertido porque a gente tinha de tudo no repertório. Entrava Beatles, Paul Simon, Rosana, Jackson do Pandeiro, Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano, a gente fazia o tema do filme Aeroporto, Batman, tudo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Hoje você faz trilhas. O que é mais complicado, montar uma trilha ou compor uma música popular?</span></p>
<p><span>MM Às vezes a trilha, às vezes a música popular, depende. Às vezes você faz uma canção e se dá super bem. Depende da trilha que você faz. A trilha tem uma motivação, você tem um vídeo, para acompanhar. A inspiração tem que vir dali. A canção não, ela vem da rua, você é solto. A trilha é música funcional.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Qual foi seu primeiro Macintosh?</span></p>
<p><span>MM Meu primeiro computador foi um 386, depois foi um 486 e daí fui pro Mac. Eu tinha um estúdio e sempre gostei muito de botões, sempre gostei da parte de estúdio, de gravação. Eu e o Osvaldo Luís Fagnani (que tocou no Premê também) montamos um estúdio em 1987, totalmente analógico, uma máquina de 16 canais de 1 polegada, uma mesa legal. Fiquei lá até 1993, na época em que apareceram os primeiros ADATs (Alesis Digital Audio Tape). Comprei um ADAT, gravava só 8 canais e o computador e comecei a trabalhar com ele. Na época eu usava o programa Gatewalk, que foi um dos primeiros a gravar áudio no PC, mas ele mais dava pau, era uma encrenca gravar áudio naquilo. Quando fui para o Mac, comprei um 7200 e cheguei a fazer um disco do Ivan Lins. Depois troquei pra um 8100 e depois, comprei um 9600. Ele era era maravilhoso, gravei meu CD nele. Ele aguentava um tranco bravo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como era trabalhar com o Mac?</span></p>
<p><span>MM Os Macs estavam muito na frente na parte de áudio e MIDI. Comprei o Logic e trabalhei bastante com ele, principalmente para sequenciar. Depois, com o 9600, comprei o Pro Tools e dei uma bela atualizada. Aí os caras me deram o golpe: saiu o G5 e não dava para usar as placas do Pro Tools que eu tinha, e teria que comprar tudo de novo e era muita grana. Abandonei o Pro Tools e migrei tudo pro Logic. Foi a época em que o Logic tinha sido comprado pela Apple. Mantive o Pro Tools, mas o de pobre, mais simples e migrei de vez para o Logic. Tenho um MacBook preto e rodo o Logic lá também e quase tudo o que faço lá eu faço no Mac Pro do estúdio.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong><span>Hoje muita gente tem acesso a computador e programas para fazer música. Você acha que isso é uma democratização ou acaba gerando muito ruído ao invés de música?</span></p>
<p><span>MM A tecnologia tem esses dois lados. Por exemplo, a fotografia. Toquei no Salão do Automóvel e fiquei assustado em ver as pessoas tirando foto de tudo! Não há tempo para ver todas aquelas fotos. As pessoas ficam em um estado catatônico, deixando de curtir o momento e só tirando fotos. As pessoas viram uma mídia ambulante. Acho que você não pode perder o link com o prazer da coisa. “Quero gravar as músicas que eu compus para minha mulher”. Ótimo. Se o cara faz coisas maravilhosas, é um talento, tudo bem. Ele pode ser descoberto, ou não. Mas vem muita porcaria junto, é como uma onda e traz muita coisa. Sempre existiu dentro da música, do cinema, da literatura, do teatro, da dança, artes plásticas, o cara injustiçado, que é muito talentoso, tem o dom, tem tudo, mas que não tem sorte, que não estava no lugar certo, na hora certa. Com a tecnologia, pode ser mais fácil isso acontecer.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> “São Paulo, São Paulo” foi a música que jogou o Premê no topo das paradas. De onde veio a ideia?</span></p>
<p><span>MM O Osvaldo quis fazer uma música pensando em “New York, New York”, mas com a cidade de São Paulo. Ele veio com o começo e cada um foi somando. A ideia básica foi dele. Mudei algumas coisas na harmonia, nos versos, nem lembro o que cada um colocou. E tinha também a ideia dos bairros, de fazer aquela sequência. Quando a gente chamou o Nelson Soares, que fez o arranjo, ele disse pra mudar o andamento, fazer mais rápido. Essa mudança de andamento, mais apressada no meio, foi maravilhosa.Um arranjo primoroso!</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como foi a gravação?</span></p>
<p><span>MM A gente não participou tocando, só cantamos. O Nelson montou uma uma <em>big band</em> e o único da turma que tocou foi o Azael, na bateria. O Nelson tocou piano e tinha também um baixo acústico, sem guitarra. Era apenas uma base piano-baixo-bateria. Gravamos primeiro a base, depois uma sessão de saxofone, todas as palhetas. Depois os trompetes e trombones. Era para ter cordas, mas não tínhamos grana e o Nelson resolveu isso maravilhosamente bem, você não sente falta das cordas.</span></p>
<div id="attachment_9571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-9571" title="42-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-macartista-4-360x358.jpg" alt="&gt;&gt; Já no primeiro disco, o Premeditando o Breque já mostrou a que veio: bom humor e boa música popular brasileira, bem ligeira " width="360" height="358" /></a><p class="wp-caption-text">&gt;&gt; Já no primeiro disco, o Premeditando o Breque já mostrou a que veio: bom humor e boa música popular brasileira, bem ligeira </p></div>
<p><strong>MAC</strong><span>+ E ela estourou e&#8230;?</span></p>
<p><span>MM Foi louco, porque a gente não estava pensando nela como carro chefe, mas em “Mascando Clichê”. Pegamos umas três músicas, fizemos uma fita e fomos nas rádios. A Bia (minha ex-esposa, empresária da banda na época) levou na Jovem Pan e o Tutinha ouviu e falou “essa música é demais” e sairam tocando.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E até hoje vocês tocam “São Paulo, São Paulo”?</span></p>
<p><span>MM O Wandi brinca que tem artista que tem muitas músicas, o bis Lulu Santos demora horas porque ele faz todos os sucessos, e a gente não tem esse problema, é só “São Paulo, São Paulo“ (risos).</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como é tocar ao vivo essa música, já que vocês só cantaram no original?”</span></p>
<p><span>MM Hoje a gente toca, mas fazemos uma adaptação. Nos anos 1980, usávamos um <em>playback</em> e dançávamos no palco. Tinha uma coreografia com capacete de operário padrão e um cacetete. O Osvaldo cantava e dançava, era engraçado.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong><span>Veja a ironia: no grande sucesso de vocês, o Premê não toca, ao contrário do que queriam no começo da carreira!</span></p>
<p><span>MM É verdade. E para piorar, hoje estamos todos velhos e ninguém dança! </span></div>
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		<title>Magic Mouse: um rato de futuro</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 19:57:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

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		<category><![CDATA[Mighty Mouse]]></category>

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		<description><![CDATA[Testamos o novo mouse da Apple e podemos dizer com certeza que nenhum outro é igual]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050075.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9462" title="p1050075" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050075-100x100.jpg" alt="p1050075" width="100" height="100" /></a><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050094.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9465" title="p1050094" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050094-100x100.jpg" alt="p1050094" width="100" height="100" /></a></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050072.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9460" title="p1050072" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050072-100x100.jpg" alt="p1050072" width="100" height="100" /></a><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050138.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9473" title="p1050138" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050138-100x100.jpg" alt="p1050138" width="100" height="100" /></a></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050160.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9477" title="p1050160" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050160-100x100.jpg" alt="p1050160" width="100" height="100" /></a>Depois de mais de um mês de espera, conseguimos um Magic Mouse. E para você ter uma idéia da euforia que esse gadget causou em todos os macmaníacos, além de já estar na lista dos 10 mais da Amazon, ele está esgotando rapidamente nas prateleiras. Até mesmo na Apple Store da 5ª Avenida, em Nova York ficou sem o produto para vendas (o nosso foi comprado em uma Best Buy e era a última peça!).</p>
<p>Recebido o Magic Mouse, começam as comparações com a geração anterior, o Mighty Mouse bluetooth. E a diferença já começa na embalagem.</p>
<div id="attachment_9468" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050113.jpg"><img class="size-medium wp-image-9468" title="p1050113" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050113-360x270.jpg" alt="p1050113" width="360" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Mesmo não sendo gigante, a caixa do Mighty Mouse é bem exagerada quando comparada com a do Magic Mouse</p></div>
<div id="attachment_9459" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p10500711.jpg"><img class="size-medium wp-image-9459 " title="p10500711" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p10500711-360x270.jpg" alt="p10500711" width="360" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Transparente e minimalista, como a Apple gosta</p></div>
<p>A caixa do Magic Mouse é pequena, praticamente da largura do dispositivo, e de acrílico, deixando a mostra o produto, enquanto que a do antigo é bem maior e de papel. Essa é a nova Apple, querendo ser mais eficiente no transporte de seus produtos e salvar o planeta. Pode parecer uma bobagem, mas não é: quanto menos espaço ocupa, mais produtos são transportados e menos viagens são feitas. Assim, gasta-se menos combustível e o transporte é mais eficiente. Todo mundo ganha! Só para mostrar até onde pode ir a economia da Apple nessa história, as pilhas (que são oferecidas junto com o produto) já estão dentro do mouse, antes, elas vinham dentro da caixa.</p>
<p>Depois de tirar o Magic Mouse da caixa (que é selada por dois adesivos colados nas extremidades, é preciso ainda tirar o produto de uma base plástica onde ele fica preso. Embaixo dela está o manual de uso do produto e as regulamentações sobre a tecnologia bluetooth incluída no aparelho. E será por causa dessa papelada que o Magic Mouse só chegará no Brasil em dezembro (fala-se que a partir do dia 15 de dezembro ele já estará nas lojas, mas a data não é confirmada pela Apple Brasil, apenas por revendas). É preciso que ele seja analisado e aprovado pela Anatel, que costuma demorar um mês para formalizar todo o processo de homologação. O iMac lançado agora em outubro também terá que passar pela Anatel antes de ser vendido.</p>
<div id="attachment_9480" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050166.jpg"><img class="size-medium wp-image-9480" title="p1050166" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050166-360x270.jpg" alt="p1050166" width="360" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Duas gerações de mouses, sem fio e lado a lado</p></div>
<div id="attachment_9472" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050136.jpg"><img class="size-medium wp-image-9472" title="p1050136" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050136-360x270.jpg" alt="p1050136" width="360" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">O manual é tão pequeno quanto o mouse</p></div>
<p>Ao colocar lado a lado com o Mighty Mouse, novas diferenças. O formato, mais baixo dá um destaque todo especial ao rato mágico. Mas essa vantagem estética tem seu lado ruim. Por ser bem mais baixo, ele não é ergonômico, isto é, não se encaixa com mais naturalidade à mão, causando uma estranheza que dura um bom tempo para sumir. Se você, como eu, está acostumado a usar um mousepad com protetor de pulso, vai perceber que o apoio é mais alto que o mouse em si, o que pode gerar um certo desconforto.</p>
<p>Mas vamos ao que interessa. Desembalado, é só ligar o ouse e depois configurá-lo usando o Assistente de Configuração Bluetooth. Em três passos, ele já está funcionado com o Mac e, automaticamente, se abre o Preferências do Sistema. Logo de cara, é preciso habilitar o segundo botão (também conhecido como botão direito). Para os mais puristas, é possível continuar usando a tecla [Control] para acessar os menus contextuais.</p>
<p>O painel de controle do Magic Mouse é bem simples. Em cima ficam controles deslizantes para rastreamento, rolagem e duplo clique, que podem ser alterados pelo usuário. Na parte de baixo, estão os controles dos gestos, com pequenos filmes mostrando o correto uso do Magic Mouse. Não tem muito segredo. Arrastar um dedo para cima ou para baixo move a página (scroll); dois dedos para o lado, a página se movimenta para os lados (scroll lateral). Usando a tecla [Control] e deslizar o dedo para cima, zoom na tela (para voltar ao normal, é só deslizar o dedo para baixo). E é só. Você pode fazer algumas alterações, como desligar o &#8220;embalo&#8221;, que é efeito de descer ou subir a página como no iPhone (em inglês, é momentum), além de alterar opções no zoom. Básico, mas funciona.</p>
<div id="attachment_9494" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/mouse_6.jpg"><img class="size-large wp-image-9494" title="mouse_6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/mouse_6-540x473.jpg" alt="Os controles são simples e funcionais" width="540" height="473" /></a><p class="wp-caption-text">Os controles são simples e funcionais</p></div>
<p>A partir daí é só uma questão de adaptação de usar um mouse que lembra mais um trackpad do MacBook do que o iPhone, sempre motivo de comparação quando se fala em tecnologia multitoque. Por ser menor e mais leve que o Mighty Mouse sem fio, tudo no começo é bem diferente. A falta da bolinha de rolagem, muito comemorada quando o Mighty Mouse foi lançado e depois se mostrou um grande problema, é realmente vantajosa. Rodar pela tela deslizando o dedo por sobre a superfície do Magic Mouse é uma sensação agradável, ao qual se acostuma rapidamente. O &#8220;embalo&#8221; na hora de rolar por uma página é bastante rápido, mas não tanto quanto no iPhone, o que, numa tela maior e com muito mais coisa para ler, faz diferença. O gesto de dois dedos é o único mais complicado de se acostumar, já que é preciso tirar a mão do mouse para depois efetuá-lo (se você já estiver com um dedo no mouse, a adição do segundo dedo pode promover rolagens e movimentos do cursos indesejados). Nada que o tempo não acerte.</p>
<p>A parte debaixo do mouse é de alumínio com duas hastes de plástico para ajudar no deslizamento sobre a mesa. Elas não interferem com nada e o mouse passa tranquilamente de um lado para o outro, sem arranhões ou atritos. A tecla de liga e desliga é muito pequena e traz uma certa dificuldade para ser movida. A anterior, de plástico, era muito melhor, já que além de ser a chave de ligar e desligar o mouse, também protegia a lente de laser.</p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050161.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-9478" title="p1050161" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050161-540x405.jpg" alt="p1050161" width="540" height="405" /></a></p>
<p>O Magic Mouse não é perfeito, como somos sempre levados a acreditar a cada lançamento vindo da Apple. Para alguns usuários, seu principal defeito é não ter mais os botões laterais, que podiam ser usados para acessar o Exposé ou o Dashboard. Nem mesmo o terceiro botão central (acionado quando pressionamos a bolinha de rolagem) foi poupado pelos engenheiros da empresa. Tudo se foi. Para quem estava acostumado com mais do que os dois botões básicos, não vai gostar nada do Magic Mouse. Além disso, para quem já é fã dos gestos nos trackpads dos MacBooks vai sentir falta de outras opções, como o de usar quatro dedos para acessar o Exposé. Hmmm&#8230; talvez esteja aí a solução dos problemas, mas por enquanto, é preciso se contentar em usar apenas dois dedos.</p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050143.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-9474" title="p1050143" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/p1050143-540x719.jpg" alt="p1050143" width="540" height="719" /></a></p>
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		<title>Coloridas e poderosas</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 20:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Inkjet x laser? Com fio ou sem fio? Escolha seu tipo de multifuncional
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Se você está montando um escritório em casa ou apenas reciclando seus equipamentos de informática, pode se acostumar com algumas ideias novas. </span></p>
<p><span>A primeira delas é que impressora sozinha não faz mais verão. Uma multifuncional (ou AIO, apelido gringo que vem de “All-In-One”, ou tudo em um) é uma combinação de scanner com impressora,  o que cria uma função adicional de copiadora, complementada pelo fax nos modelos maiores.  A conveniência de uma máquina dessas, já consagrada nos escritórios, chegou também ao mercado doméstico. </span></p>
<div id="attachment_9561" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-9561" title="42-impressora-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-1-360x274.jpg" alt="Lexmark X4690" width="360" height="274" /></a><p class="wp-caption-text">Lexmark X4690</p></div>
<p><span>Por sua vez, a turma está se dividindo entre inkjets e lasers coloridas, disputando consumidores em qualidade e também no preço inicial (camuflando a diferença no custo dos consumíveis). Saem de cena as eficazes, porém pouco atraentes, lasers monocromáticas. </span></p>
<p><span>E os modelos dirigidos ao SOHO (escritório caseiro) começam a vir com Wi-Fi, rede sem fio para limpar o ambiente dos horríveis fios pretos e azuis. A conexão inicial é via USB; você deve usar o seu Mac para enviar a senha da rede Wi-Fi para a AIO. A seguir, ela se autoconecta à rede e fica disponível para qualquer Mac ou PC que tiver o driver instalado.</span></p>
<p><span>Os scanners oferecem o recurso “push”, pelo qual você pede no painel da multifuncional que ela envie o scan para determinado computador na sua rede e capture com determinado tipo de ajuste (texto, foto, impressão), o que é mais rápido e conveniente do que digitalizar via software. Na função de cópia, todas permitem reduzir e ampliar entre 25% e 400%.</span></p>
<p><span>Uma evolução recente nas lasers é o nível de ruído. Outra evolução é no consumo de eletricidade, usando componentes mais eficientes e modos de espera econômicos. As lasers ainda consomem mais energia que as inkjets, mas o resultado da impressão é mais resistente à umidade e fricção, sendo mais adequado para correspondência comercial, folhetos, cartões e outras aplicações do tipo. Os cartuchos de toner são substituíveis individualmente; nas inkjets compactas, as tintas CMY vêm num cartucho integrado e K em outro, podendo gerar algum desperdício.</span></p>
<div id="attachment_9562" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-9562" title="42-impressora-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-2-360x241.jpg" alt="Lexmark X9575 Professional" width="360" height="241" /></a><p class="wp-caption-text">Lexmark X9575 Professional</p></div>
<p><span>Outro ponto em que se pode elogiar todos os modelos experimentados nesta edição é que a calibração original de fábrica da impressão é excelente e permite imprimir com qualidade fotográfica sem precisar “sujar a mão” nos controles do software. Impressionante!</span></p>
<p><span>O tamanho compacto destas duas AIOs pode iludir você. Tudo nelas pode ser feito por rede sem fio. De cara, a qualidade de impressão é tão boa quanto se pode esperar da tecnologia inkjet usada na Lexmark com quatro tintas, com a resolução máxima de 4800 por 1200 pontos por polegada na X4690 e impressionantes 4800&#215;2400 na X9575. Além disso, a detecção automática do tipo de papel evita surpresas chatas ao usar papel premium para fotos. A impressão em cores em alta qualidade pode demorar bastante, mas isso é esperável e tolerável. Ambas têm a opção de usar o jogo de cartuchos especial de seis cores para a impressão fotográfica.</span></p>
<p><span>Um consenso entre os usuários das Lexmark é que os cartuchos de tinta colorida integrados num só módulo, em vez de separados, metem um pouco de medo, pois a reposição da tinta é consideravelmente cara e fica fácil gastar os cartuchos rapidamente, se não se tiver cuidado ou se os trabalhos sempre usarem predominantemente uma cor. O lado positivo é que o baixo custo inicial do equipamento é convidativo.</span></p>
<p><span>O scanner tem densidade de 600 por 1200 pixels por polegada na X4690 e de 1200&#215;4800 na X9575 – ambas suficientes para encarar originais de fotos e impressos offset sem sobressaltos. A simpaticíssima X9575, além de não ser muito mais volumosa que a X4690, traz um display LCD gráfico com dicas e informações claras e uma interface navegável, enquanto a maioria das outras multifuncionais mantêm-se um passo atrás com os conhecidos displays simples de uma ou duas linhas de texto. O painel da X9575 incorpora o fax (não presente na X4690).</span></p>
<p><span>Na frente do painel de ambas há slots para cartões de memória: CF e SD (a X4690 traz também Memory Stick e xD). Mas se você usar as Lexmark como impressoras fotográficas, poderá preferir descarregar as imagens diretamente da sua câmera usando a conveniente porta PictBridge, que provê a integração direta entre os aparelhos.</span></p>
<p><span>Por falar em integração, a conectividade Wi-Fi é um grande atrativo; ambas vêm com a rede 802.11b/g, compatível com o padrão 802.11n. O compartilhamento é liberado entre todos os computadores da sua rede. Você só vai precisar do cabo USB ou Ethernet na configuração inicial, quando será assistido pelo excelente software da Lexmark, que dá todas as instruções mastigadas. Aliás, esse instalador – com versões quase idênticas para  Mac OS X e Windows, e similares entre os dois modelos – é um primor de atenção, com textos e ilustrações claros, passo a passo.</span></p>
<div id="attachment_9563" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-9563" title="42-impressora-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-3-360x408.jpg" alt="Samsung CLX-3170FN" width="360" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Samsung CLX-3170FN</p></div>
<div>
<p><span>Esta AIO transmite fax, escaneia e imprime a laser. Mas pela aparência compacta e leveza, você pensaria que é apenas uma inkjet doméstica altinha. Mas não! A Samsung afirma que esta é a menor laser colorida do mundo no momento. De fato, é pequena: mede 41 centímetros de largura por 37 de profundidade. </span></p>
<p><span>A parte superior contendo o scanner é um pouco mais larga que a base, o que explica em parte a “magia”.  Os cartuchos de toner – independentes para as cores C, M, Y e K – são enfileirados verticalmente. O peso é de 15,4 quilos – menos de metade da Xerox. Enfim, é uma laser que você pode tratar como uma inkjet; não vai exigir uma peça de mobília exclusiva dela para ser feliz.</span></p>
<p><span>O outro motivo de não precisar de um móvel à parte para ela é o seu silêncio. Nem mesmo os estalos e cliques característicos das lasers chamam a atenção. Assim, não é um absurdo instalá-la na sua própria escrivaninha, caso ela tenha um espacinho livre. Você não faria o mesmo com a Xerox.</span></p>
<p><span>O software é minimalista e ela não vem com Wi-Fi, apenas com USB e Ethernet; seu estilo é mais próximo das máquinhas grandonas de escritório que das domésticas. A velocidade máxima é de quatro impressões coloridas por minuto ou 16 em preto e branco – uma vantagem fundamental sobre a inkjets. Como copiadora, ela também é bastante veloz.</span></p>
<p><span>Na função de scanner, assim como todas as demais do teste pode fazer scans via “push” (você escolhe no painel e ela manda o arquivo para um computador da rede) ou via “pull” (usando um software para isso). E tem ajustes separados para imagem de revista (impressão reticulada) ou texto puro (documentos e livros). A nitidez do scan não é tão notável quanto a das concorrentes próximas, mas a impressão de fotos em cores é ótima, com reprodução correta dos difíceis tons mais escuros, cores muito bem calibradas de fábrica e um acabamento fosco, em vez do visual típico semibrilhante da Xerox e outras lasers.</span></p>
<p><span>Outro detalhe que se sobressaiu positivamente foi a formação dos caracteres de texto pretos nos documentos em PDF, sem as serrilhas visíveis em corpos pequenos que surgem nas outras impressoras, tanto inkjet quanto laser.</span></p>
<p><span>O cassete A4 acomoda 150 folhas e o painel tem um moderno controle direcional luminoso que lembra o painel do Xbox, e faz sinais sonoros bonitinhos ao completar as operações, com um toque feminino.</span></p>
<div id="attachment_9564" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-9564" title="42-impressora-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-impressora-4-360x417.jpg" alt="Xerox Phaser 6128MFP" width="360" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Xerox Phaser 6128MFP</p></div>
<p><span>A Xerox, inventora da copiadora e da impressora laser, tem uma extensa linha de copiadoras profissionais e multifuncionais que praticamente continua de uma categoria para a outra, já que a tecnologia digital de scan e impressão substituiu os sistemas analógicos nos produtos para escritórios pequenos. Ainda assim, a Phaser 6128MFP tem uma cara bem parecida com a de suas irmãs maiores, destacando-se a unidade de scanner separada numa torre sobre o restante do aparelho. Ao instalar o aparelho pela primeira vez, é preciso destravar os quatro cilindros de transferência de toner (pela porta frontal) e os quatro cartuchos de toner independentes (pela porta lateral) – uma operação muito mais delicada do que trocar cartuchos nas inkjet.</span></p>
<p><span>Outros detalhes, como o adesivo traduzido em três idiomas para o painel de controle, denotam refinamento. A interface é tradicionalista, baseada em botões dedicados; não há Wi-Fi integrado, nem slots para memórias de câmeras; mas há o fax. </span></p>
<p><span>A Phaser promete até 12 impressões coloridas ou 16 em preto e branco por minuto, e copia uma folha de A4 colorida em meio minuto. Além disso, a qualidade da cor é sublime: a calibração original é extremamente precisa. Jogue um papel de gramatura mais pesada, como 180 g, e você obtém um print respeitável para cartão de visitas. O único senão é que os tons contínuos em fotografias não são absolutamente uniformes com os papéis que testamos. Mas para documentos formais e provas, está de ótimo tamanho. </span></p>
<p><span>O scanner, com resolução máxima de 600 por 600 pixels por polegada, produz excelentes resultados e faz bonito no modo de cópia, oferecendo ainda a opção de descarregar a imagem para um computador na rede como TIFF, JPEG ou PDF.</span></p>
<p><span>Um administrador de rede meticuloso pode facilmente controlar toda a atividade de impressão de seu escritório, ele pode definir quem pode fazer impressões e cópias coloridas – útil para resolver o problema comum de impressão de páginas da Web à toa. Outra característica muito atraente da Phaser é o seu incrível silêncio; é possível instalá-la diretamente às suas costas (que é como ela estava de fato no nosso apertado laboratório de testes), sem o menor incômodo por conta de barulho. </span></p>
<p><strong><a href="www.lexmark.com.br">Lexmark X4690</a></strong></p>
<p><strong>Prós</strong><span><br />
</span>Completa, mas leve, silenciosa e compacta, para espaços reduzidos; scanner e impressora excepcionais.</p>
<p><span><strong>Contras</strong><br />
</span>Velocidade de impressão e cópia em alta qualidade é relativamente baixa.</p>
<p><span><strong>Preço</strong><br />
</span>R$ 500 (cartucho R$ 90)</p>
<p><strong><a href="www.lexmark.com.br">Lexmark X9575 Professional</a></strong></p>
<p><strong>Prós</strong><span><br />
</span><span> </span>Adequada para o SOHO, com excelente qualidade de impressão e ótimo scanner.</p>
<p><span><strong>Contras</strong><br />
</span><span> </span>Privilegia a qualidade de saída em lugar do volume para escritórios maiores.</p>
<p><span><strong>Preço</strong><br />
</span>R$ 900 (cartucho R$ 110)</p>
<p><strong><a href="www.samsung.com/br">Samsung CLX-3170FN</a></strong></p>
<p><strong>Prós<br />
</strong> Extremamente compacta e silenciosa para uma laser.</p>
<p><span><strong>Contras</strong><br />
</span>Toner é relativamente caro.</p>
<p><span><strong>Preço</strong><br />
</span>R$ 1.300 (cartucho R$ 250)</p>
<p><strong><a href="www.office.xerox.com ">Xerox Phaser 6128MFP</a></strong></p>
<p><strong>Prós<br />
</strong> Adequada para uma rede com vários usuários constantes, com ótimos scanner e impressora.</p>
<p><span><strong>Contras</strong><br />
</span>Grande e pesada.</p>
<p><span><strong>Preço</strong><br />
</span>R$ 900 (cartucho R$ 350)</p>
<p><em><strong>Mario Amaya gostou da oportunidade de fazer impressões de fotos com qualidade de portfólio com essa nova geração de multifuncionais.</strong></em></div>
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		<title>Por que ser super se é possível ser mágico?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 03:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Hagge Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[Apple TV]]></category>

		<category><![CDATA[MacBook]]></category>

		<category><![CDATA[Magic Mouse]]></category>

		<category><![CDATA[Time Capsule]]></category>

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		<description><![CDATA[É importante sempre ouvir seus consumidores, mesmo que você seja a Apple]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-maisoumenos-1.jpg"><img class="size-full wp-image-9454 alignleft" title="42-maisoumenos-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-maisoumenos-1.jpg" alt="42-maisoumenos-1" width="300" height="366" /></a>Às vezes precisamos tomar cuidado com o que desejamos. Na última vez que escrevi para essa coluna, critiquei a Apple por ainda produzir um mouse ultrapassado e com várias falhas de projeto e dei a ideia (assumo, meio óbvia) de que nossa empresa preferida produzisse um mouse multitoque, assim como o trackpad dos MacBooks. Fui atendido num prazo de um mês. Nada mal, mas nem sempre isso acontece.</p>
<p>A Apple tem fama de ignorar a opinião de seus usuários e entregar o que ela acha que seus clientes deveriam querer, não exatamente o que eles querem, e ainda assim satisfazê-los! Ótimos exemplos são os iPods e o iPhone: tem muito editor de revista por aí que não consegue mais viver sem um desses, mas na época em que ele foi lançado só queria saber de um tal de Motorola V3.</p>
<p>É claro que muitas vezes esse tipo de atitude é saudável e benéfico, tanto para a empresa quanto para a própria indústria de tecnologia, que sofre com uma certa estagnação e complexo de “eu também”. Ao invés de inovarem, as empresas apenas produzem aquilo que está sendo vendido pelos concorrentes para tentar não perder mercado.</p>
<p>Mas os usuários de Mac acabam sofrendo um pouco até colher os frutos dessa forma de agir da empresa de Cupertino. Não há melhor exemplo do que os últimos modelos de mouse lançados por ela, que nunca havia sido tão bom quanto os dos Macs beges, mas mesmo assim Steve Jobs insistia que deveríamos simplesmente engolir qualquer coisa que eles produzissem; demorou alguns anos, mas eles enfim concordaram conosco, embora não assumam publicamente.</p>
<p>Outro exemplo recente foi o abandono precoce dos monitores opacos nos MacBooks em favor dos belíssimos e brilhantes glossy, ótimos para assistir filmes em alta resolução e mostrar fotos para a família dentro de casa, mas péssimos para trabalhar profissionalmente, sem falar que é impossível trabalhar com essas máquinas em um ambiente aberto ou muito iluminado. A Apple só deu o braço a torcer quando as vendas caíram e a poeira baixou.</p>
<p>Outros produtos que os consumidores estão cansados de criticar e sugerir melhorias são o Time Capsule e o Apple TV. No caso do TC, o projeto é mal feito, esquentando demais, o que faz com que 18 meses depois, em média, ele acabe morrendo devido a uma peça que derrete com o calor interno. É um nível de qualidade que infelizmente aparece cada vez mais em produtos vindos de Cupertino.</p>
<p><span>Já o Apple TV, esse é um pouco mais complicado, pois depende de terceiros (contratos com gravadoras e estúdios, por exemplo, além de produtoras e canais de TV). Todos querem chutar suas conexões a cabo para longe, mas parece que a Apple vai deixar o bonde passar e não vai conseguir entrar nesse mercado a tempo. Talvez eles estejam criando algo sensacional nos laboratórios de Jonathan Ive, mas a solução pode ser mais simples do que parece, e às vezes Steve Jobs parece não conseguir enxergar.</span></p>
<p>De qualquer forma, temos mais um brinquedo para curtir enquanto outras novidades de verdade não chegam. O Magic Mouse é perfeito e agora não temos mais do que reclamar a seu respeito – pelo menos por enquanto.</p>
<p><em><strong>Luciano Hagge jogava RPG no século XX e sempre soube que contra personagens superfortes, a única solução era a magia.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cadê a minha Apple?</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/cade-a-minha-apple/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/cade-a-minha-apple/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 03:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<category><![CDATA[Apple Store online]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante todo o mês de outubro, fomos bombardeados por reclamações de diversos leitores sobre a Apple Store Online brasileira. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-editorial-1.jpg"><img class="size-full wp-image-9448 alignleft" title="42-editorial-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/11/42-editorial-1.jpg" alt="42-editorial-1" width="300" height="382" /></a>Durante todo o mês de outubro, fomos bombardeados por reclamações de diversos leitores sobre a Apple Store Online brasileira. Demora na entrega de produtos, atendimento precário, telefonemas que não resolvem, foram os gritos mais comuns que pudemos ler em nossa caixa postal e também no site, nos comentários da notícia sobre a abertura da loja, que no dia da inauguração, foi amplamente comemorada por todos nós, usuários de Macs, iPods e iPhones.</span></p>
<p><span>Em contrapartida, não recebemos um email de alguém que teve um processo de compra na loja virtual da Apple sem problemas. Imagino que exista alguém que não tenha passado por percalços, mas até o momento, nenhum deles se manifestou para contrariar as reclamações.</span></p>
<p><span>Infelizmente, a Apple Brasil não se pronunciou sobre o assunto, depois de entrarmos em contato com a assessoria de imprensa da empresa.</span></p>
<p><span>Entendo perfeitamente a frustração de todos que mandaram mensagens iradas e repletas de indignação. Depois de tantos anos esperando por uma presença mais efetiva da Apple em nosso país, nos deparar com tantos problemas não era realmente algo que estava nos nossos planos. Acostumados que estamos à excelência da Apple e suas propagandas dizendo ser a número um em satisfação dos consumidores, fomos todos pegos de surpresa com a situação.</span></p>
<p><span>É difícil para mim, como editor da MAC+, ter que escrever esse editorial. Sou um otimista por natureza. Alguns chamam de ingenuidade, mas prefiro crer que ver o lado bom das coisas é mais importante do que ficar achando defeito em tudo. Mas, em respeito aos meus leitores, não posso ignorar o que aconteceu. Claro que acredito que tudo irá se resolver, mas os fatos até o momento são muito comprometedores e não podemos fingir que não é conosco e mudar  de calçada, como se nada tivesse acontecendo. É preciso agir, e já!</span></p>
<p><span>Como já disse em diversas outras oportunidades neste espaço, confio na diretoria da Apple Brasil. Nesses dois últimos anos, foram muitas conquistas: Macs com preços mais baratos, chegada de produtos mais rapidamente (quando a Anatel permite, diga-se de passagem), novas revendas, aumento no número de usuários, enfim, tivemos muito o que comemorar. Mas a Apple Store Online brasileira, muito desejada, não começou suas atividades como deveria.</span></p>
<p><span>Vamos torcer para que a nossa loja virtual acerte o passo o mais rápido possível e que em vez de receber emails irados, possamos ter o silêncio de clientes macmaníacos totalmente satisfeitos, comprando seus Macs, iPods e acessórios com toda a tranquilidade que merecem. Melhor, que merecemos, afinal, também me considero um usuário como cada um de vocês que lê esta revista.</span></p>
<p><span>É isso.</span></p>
<p><span>Sérgio Miranda</span></p>
<p><span>Editor.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre a AppStore</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 02:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bia Kunze</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[app store]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que a Apple só quer o meu dinheiro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Estava eu em busca de um leitor de RSS para meu iPhone, quando me deparei com o “App Google Reader”. Legal! Depois do Gmail, o Google fez um programa para o Reader no iPhone? Fiquei entusiasmada. Mas logo percebi que não era nada disso. Vi o preço: U$ 0,99. Cobrar por aplicativos não é típico do Google. Mas o desenvolvedor não é o Google, e sim um ser obscuro. Se não é um programa oficial, por que esse nome e o ícone padrão do Reader? Fui investigar.</span></p>
<p><span>O aplicativo não tem funcionalidades. É apenas a página mobile do Safari “disfarçada” de um software para iPhone! As pessoas gastam seu dólar em uma coisa que já existe de graça! O que me deixa furiosa é a Apple liberar esse tipo de coisa na App Store. Como bem sabemos, ela é rigorosa. Por que liberou esse pega-trouxas? Ganância? Vale a pena colocar em risco sua reputação por isso? Fiquei refletindo&#8230;</span></p>
<p><span>* * *</span></p>
<p><span>Depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que, sim, é ganância, sem medo de colocar em risco sua reputação. Assim como alguns senadores da República, a Apple está se lixando para a opinião pública. Basta ver o imbróglio em que se meteu com o FCC por causa do Google Voice. A resposta oficial foi fria, dúbia, que não dá esperança de mudanças. Michael Arrington, um dos blogueiros mais influentes do mundo, chamou a Apple de “mentirosa”.</span></p>
<p>Então, podemos concluir que não teremos nada de VoiP e streaming sobre 3G se a AT&amp;T não quer. Contudo, a culpa não é só da operadora. Os aplicativos rejeitados são por motivos mesquinhos – como a negativa ao Opera Mobile e clientes de email por “competirem com aplicações nativas do aparelho” – ou ridículos, como a rejeição de um software de wallpapers, com uma imagem do presidente Obama com a palavra “hope”, por “ridicularizar uma figura pública”.</p>
<p><span>O que está por trás de tantas recusas? E por que aprovar aplicativos malandros, como o tal “App Google Reader”? Fiquei refletindo…</span></p>
<p><span>* * *</span></p>
<p><span>Cansada de refletir, fiz uma retrospectiva. Quando a Apple deu sinais de que viraria uma controladora desenfreada? Talvez há alguns anos, ao lançar um tocador de músicas portátil que só funcionaria com o iTunes. E depois, com músicas compradas só na sua loja. Ninguém chiou, ao contrário, o iPod virou lenda.</span></p>
<p><span>Por que os fãs da empresa perdoam o pecado número um do mundo digital, “don’t be evil”, quando se trata de Steve Jobs? Quando ele adoeceu, pensei que, se ele falecesse, seria eternizado como uma mente audaciosa, que revolucionou nossos costumes. Mas também pensei que, se ele sobrevivesse, correria o risco de se transformar no inovador cuja genialidade subiu à cabeça. O dominador que queria que as pessoas usassem tecnologia à sua maneira.</span></p>
<p><span>Ainda bem que Steve Jobs melhorou e voltou a trabalhar, caso contrário, eu jamais publicaria essas mórbidas reflexões. Ele ainda tem alguns anos para reverter tudo, enquanto os críticos da Apple estão em número menor que o de fãs. O que aconteceria se a Microsoft anunciasse que seu tocador Zune só funcionaria com o Windows Media Player? Uma nova jihad? </span></p>
<p><span>Reflitam&#8230; </span></p>
<p><strong><em>Bia Kunze é dentista e mantém um blog, o </em></strong><a href="www.garotasemfio.com.br"><strong><em>Garota Sem Fio</em></strong></a><strong><em>. Imagem por Suryara.</em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Luz, câmera, iPod</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 00:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[iPod]]></category>

		<category><![CDATA[lançamento]]></category>

		<category><![CDATA[nano]]></category>

		<category><![CDATA[nano 5G]]></category>

		<category><![CDATA[Nike]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo iPod nano 5G grava vídeo, toca rádio e é bacana de usar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Quando entra setembro, todos os usuários de iPods e fãs da Apple já sabem que vem atualização do famoso tocador de conteúdo digital. E neste ano não foi diferente: com a presença de Steve Jobs, que não aparecia em público desde o ano passado, ganhamos uma nova versão (ou geração) do iPod nano, o tocador mais popular do planeta (depois dos milhões de aparelhos xing-ling que pululam em lojas chinesas em todo o mundo).</span></p>
<p><span>E os adoradores do nano não têm do que reclamar: tela maior, rádio embutido, cores mais vibrantes, graças ao alumínio anodizado brilhante, gravador de voz, alto-falantes (eba!) e, melhor de tudo, uma câmera de vídeo que permite filmar eventos caseiros para colocar no YouTube. Nada de fotos, mas dá para entender o porquê dessa limitação (leia mais adiante).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-2.jpg"><img class="size-full wp-image-8922 aligncenter" title="41-ipod-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-2.jpg" alt="41-ipod-2" width="125" height="295" /></a></p>
<p><em><strong>Encontre a música</strong> O novo modo de busca no iPod nano 5G está mais bonito, porém seu uso ainda depende do uso da Click Wheel para encontrar as músicas ou artistas perdidos. Mas é bem melhor do que aquilo que a concorrência pode oferecer</em></p>
<p><strong>Quase tudo novo</strong></p>
<p><span>Olhando de longe, o iPod nano 5G é muito parecido com seu antecessor. As diferenças estão nos detalhes. A tela é de 2,2 polegadas (0,2 maior que a do nano 4G), conseguindo, assim, aumentar a resolução para 240×376 polegadas com 204 pixels por polegada (a anterior era de 240×320 polegadas). Parece pouco, mas na hora de assistir aos vídeos, faz diferença. Outra novidade visual é o acabamento do iPod nano, muito mais brilhante que o anterior. Parece até pintura de carro!</span></p>
<p><span>Outra diferença entre os novos iPods nano é que agora (finalmente!) a interface está totalmente traduzida para português do Brasil (acabou-se a era do ecrã no iPod). Assim, fica mais fácil achar as funções nos menus.</span></p>
<p><strong>Gravando!</strong></p>
<p><span>Mas a grande atração é mesmo a câmera de vídeo. Hoje em dia, gravar pequenos filmes é a grande sensação entre os jovens, tanto que a grande maioria dos celulares já possui essa funcionalidade (o iPhone ganhou uma câmera de vídeo recentemente). Com 640×480 pixels e 30 fps (quadros por segundo, na sigla em inglês) de resolução, o iPhone nano permite gravar vídeos caseiros com tranquilidade e qualidade YouTube, isto é, nada perto dos filmes em alta-definição que as câmeras compactas mais modernas conseguem produzir. Mas quem se importa com isso? O legal mesmo é puxar o iPod nano e fazer uma gravação descompromissada e depois jogar na internet.</span></p>
<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-3.jpg"><img class="size-full wp-image-8923 alignleft" title="41-ipod-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-3.jpg" alt="41-ipod-3" width="125" height="295" /></a>Na apresentação de setembro, Steve Jobs mostrou quem era o concorrente direto do nano 5G nessa funcionalidade de vídeo: as câmeras como a Flip, que são compactas e uma febre nos Estados Unidos. Porém, muitas dessas câmeras já oferecem vídeo em alta-definição (HD), o que, como já vimos, não é o caso do nano 5G. Mas seu tamanho diminuto e múltiplas funcionalidades (música, vídeo, agenda, rádio…) o transformam em uma câmera bastante portátil e com uma qualidade aceitável.</span></p>
<p><span>A câmera está situada na traseira do nano, perto da parte de baixo do aparelho. Nas primeiras vezes, principalmente para quem está acostumado a gravar com celulares ou câmeras compactas, normalmente são gerados vídeos com ângulos bizarros e dedos aparecendo no começo e no final das filmagens. O ideal é segurar o nano com as duas mãos, até porque ele é muito leve, gerando filmes um pouco tremidos.</span></p>
<p><span>Para iniciar a gravação, nada mais simples. Selecione Câmera de Vídeo no menu principal e automaticamente a interface de gravação aparece. Mais um clique no botão central e você percebe o cronômetro andando e a bolinha vermelha no canto esquerdo pulsando. Para parar, basta apertar novamente o botão central. Se você quiser adicionar alguns efeitos especiais ao seu vídeo, parecidos com os do Photo Booth, é só apertar por mais de dois segundos o botão central. Tem alguns bem legais, como Raio X, Sépia, Preto e Branco e Cyborg. Para escolher, utilize a Click Wheel e depois aperte o botão central. Diversão garantida.</span></p>
<p><span>Se você quiser assistir aos vídeos gravados, escolha um deles pelo menu </span><strong>Vídeo &gt; Vídeos da Câmera</strong><span> ou fechando a câmera de vídeo e procurando pela data no Rolo da Câmera (uma tradução infeliz de Camera Roll). E, para não precisar dos fones de ouvido sempre que quiser assistir a uma gravação, a Apple resolveu colocar alto-falantes no iPod nano 5G. Agora, assim como no iPhone e iPod touch, você pode ouvir suas músicas sem a necessidade de fones. Legal demais! O som, é claro, não é de alta-fidelidade, mas para uma audição casual, está de bom tamanho.</span></p>
<p><span>Os vídeos gravados ficam armazenados em uma lista especial e não são transferidos para o Mac pelo iTunes, como se poderia imaginar, mas pelo iPhoto, que é como acontece com o iPhone. Depois, os filmes podem ser editados normalmente no iMovie, aparecendo na lista de vídeos na barra da lateral do iMovie ‘09. Daí, basta enviar para o YouTube ou para sua galeria no MobileMe. Cada minuto de vídeo ocupa cerca de 20 MB de espaço (muito parecido com a maneira com que o iPhone 3GS funciona).</span></p>
<p><strong>Sem fotos</strong></p>
<p>Todo bom celular que se preza faz fotos. Ninguém disse que a maioria deles faz um bom trabalho, embora faça. Mas a Apple decidiu que não valia o esforço. O espaço necessário para ter uma câmera com um sensor capaz de tirar fotos razoáveis como o do iPhone 3GS não era suficiente dentro do nano: a do iPhone tem 6 mm e o do nano tem apenas 3 mm. A espessura total do iPod nano é de 6,2 mm na parte central. A câmera fica nas bordas, onde ele é bem fino. Realmente não daria certo.</p>
<p><strong>Corra, iPod, corra</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span><img class="size-medium wp-image-8921 aligncenter" title="41-ipod-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-1-360x237.jpg" alt="41-ipod-1" width="360" height="237" /></span></p>
<p><em><strong>Nike + iPod: subindo a todo vapor</strong> Apesar de não ser um grande sucesso por aqui, o Nike + iPod é bem legal para quem gosta de praticar corrida ouvindo música. A nova versão do podômetro embutido no nano 5G não leva ao site original, mas a um chamado Nike Active</em></p>
<p><span>Que o nano já era o tocador preferido do pessoal que faz ginástica e corrida, isso não é novidade. Tanto que o conjunto Nike + iPod só funcionava com o pequeno iPod (e agora também funciona com o touch 2G em diante). Se antes era necessário ter o sensor separado (pedômetro) no sapato, o iPod nano 5G traz um pedômetro embutido, que marca seus passos e a quantidade de calorias queimadas.</span></p>
<p><span>Para acionar o sistema de contagem de passos, ligue o nano 5G e escolha a opção </span><span>Extras &gt; Condicionamento</span><span>. O menu é bem simples. Ao selecionar Conta-passos, a função já começa a funcionar. Para interromper, aperte o botão central. Em ajustes, você pode deixar o conta-passos sempre ativo (aparece um ícone de um sapato na barra de menus), escolher o objetivo diário de passos, marcar o seu peso (infelizmente, o número maior que aparece é em libras e a contraparte em quilos aparece bem pequena na tela, podendo confundir o usuário) e a orientação da tela.</span></p>
<p><span>A contagem de passos é feita balançando o iPod nano, graças ao acelerômetro. Ele faz uma média de quantos passos você fez e, dependendo de seu peso, mostra quantas calorias foram queimadas. Os resultados podem ser enviados para o site Nike+, do mesmo modo que era feito com o kit. No site, você pode ver quantos passos você já deu para completar subir um prédio de 100 andares entre outros desafios. E, depois de criar uma conta (chamada Nike Active), você pode enviar suas conquistas para o Facebook e compartilhar com os amigos.</span></p>
<p><strong>Rádio</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-8925 aligncenter" title="41-ipod-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-5-360x409.jpg" alt="41-ipod-5" width="216" height="245" /></a></span></p>
<p><em><strong>Lado a lado </strong>O tamanho do iPod nano 4G e 5G é o mesmo, o que muda mesmo é o tamanho da tela e da Click Wheel, que ficou um pouco menor, mas nada que atrapalhe o uso. Com a tela maior, a Apple pode brincar mais com a interface, colocando mais animações na parte debaixo, onde ficam passando capas de álbuns ou vídeos armazenados no tocador</em></p>
<p><span>Outra funcionalidade que foi incorporada e que a grande maioria dos tocadores xing-ling já oferece é ter um sintonizador de rádio embutido. Pode parecer estranho que algo tão simples tenha demorado tanto para chegar ao iPod. Na verdade, alguns devem se lembrar do antigo controle remoto para iPod que a Apple lançou há alguns anos (aquele que depois se transformou no shuffle 2G) que permitia sintonizar estações FM. Agora, ao que parece, Steve Jobs teve de ceder aos apelos populares e liberou o rádio para seu tocador mais famoso. Mas o fez com uns detalhes a mais, como é de costume da Apple.</span></p>
<p><span>O aplicativo para sintonizar rádios FM no iPod nano 5G é bastante fácil de usar, sua única restrição é que é preciso utilizar os fones de ouvido, que servem de antena para o rádio. Uma pena. Seria legal poder escutar o rádio diretamente nos alto-falantes. Como sempre, basta escolher a função no menu principal e usar o botão central para alternar entre o dial e o volume. Para trocar de estação, é só passar o dedo pela Click Wheel. As informações enviadas por RDS (Radio Data System), comum nas emissoras que transmitem sinal digital, são mostradas na tela do nano 5G. No caso de esses dados serem etiquetas (tags) compatíveis com o iTunes, você pode selecioná-las e depois sincronizar as informações com o Mac e até mesmo comprá-las na loja virtual da Apple. Já dá para imaginar que essa função não funciona aqui no Brasil. Se você quiser guardar alguma estação de rádio como favorita, pressione o botão central por mais de dois segundos. Elas ficam armazenadas em uma lista de reprodução especial no menu Rádio. As favoritas aparecem com uma pequena estrela ao lado da frequência.</span></p>
<p><span>Se você quiser gravar algo da rádio para uma audição posterior, como um jogo de futebol, por exemplo, você pode usar a função Pausa ao Vivo. Apertando o botão Play/Pause, o iPod gravará a rádio enquanto você não pode ouvir ao vivo, mas não se anime tanto: o limite de tempo é de apenas 15 minutos. Ao voltar para a rádio ao vivo, o que pode ser feito trocando de estação ou apertando o botão Menu e escolhendo a opção Parar rádio, você perde tudo que foi gravado.</span></p>
<p><strong>Gravando! Áudio</strong></p>
<p><span>Ora, se a câmera de vídeo precisa de um microfone, obviamente, ele pode ser usado para gravar memos de voz. E por isso, a Apple aproveitou o visual do aplicativo Gravador do iPhone 3Gs, com seu grande microfone e monitor VU para colocá-lo dentro do nano 5G. Para iniciar (e parar) uma gravação, é só apertar o bom e velho botão central.</span></p>
<p><span>Os memos de voz são sincronizados com o iTunes como eram antes, quando era necessário colocar um gravador externo ao iPod para fazer gravações. Ao conectar o nano 5G ao Mac, o iTunes detecta se há novos memos de voz e pergunta se pode transferi-los para o computador, salvando-os em uma lista de reprodução especial. Para quem, às vezes, precisa fazer pequenas entrevistas ou guardar uma grande ideia antes que ela desapareça, o gravador do iPod nano é mais do que suficiente.</span></p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p><span>Gravar vídeo, mesmo que não seja em alta-definição, fazer memos de voz e tocar rádio são coisas que muitos concorrentes já faziam, e a Apple teve de correr atrás para colocar tudo isso dentro do diminuto nano 5G. É bom saber que Steve Jobs também sabe ouvir o que o povo quer dentro de seu iPod, além de músicas e filmes.</span></p>
<p><span>Todo ano sabemos que a Apple vai lançar um novo iPod, sempre imaginando o que ela fará para continuar motivando seus usuários a trocarem de tocador. Com o iPod nano 5G, ela demonstrou que é possível adicionar funcionalidades legais que fazem a gente olhar para os nossos iPods seminovos com um certo ar de desdém e já programando uma ida na revenda mais próxima.</span></p>
<p><span><strong>Prós</strong><br />
</span><span>Câmera de vídeo, alto-falantes, pedômetro, rádio, tela maior e cores mais brilhantes.</span></p>
<p><strong>Contras<br />
</strong><span>Para ouvir rádio, é necessário utilizar o fone de ouvido; câmera não é de alta-definição.</span></p>
<p><strong>Preços </strong><br />
R$ 600,00 (8 GB)/ R$ 700,00 (16 GB)</p>
<p><strong>Mais do mesmo</strong></p>
<div>
<p><em>iPod touch, classic e shuffle continuam quase iguais</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-8924 aligncenter" title="41-ipod-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-4-359x248.jpg" alt="41-ipod-4" width="359" height="248" /></a></em></p>
<div>
<p><span>A grande atração da apresentação de setembro foi, sem dúvida, o iPod nano 5G. Apesar disso, toda a linha de tocadores foi atualizada. Alguns mais, outros menos. Por exemplo, o classic só ganhou um HD maior, voltando a ter 160 GB de espaço disponível (no ano passado, o de 160 GB foi substituído por um de 120 GB). A diferença é que ele está mais fino que o de dois anos atrás.</span></p>
<p><span>Os shuffle 4G só ganhou mais cores (cinco no total), continuando a não ter botões visíveis e aquele visual palitinho básico e Voice Over como principal função. Na Apple Store você pode comprar um modelo exclusivo, em aço inox, um luxo.</span></p>
<p><span>O único iPod a ganhar um pouco mais de destaque foi o touch, que agora vem em três capacidades, 8 GB, 32 GB e 64 GB. Phill Schiller, durante a apresentação, não se cansou de dizer como o iPod touch era divertido e que era a plataforma ideal para games. Mas essas foram as únicas novidades oficialmente divulgadas para o iPod que quase poderia ser um iPhone.</span></p>
<p><span>A respeito do iPod touch, o que mais gerou comentários entre os usuários não foi verdadeiramente discutido. Muito se falou que dois modelos de tocadores da Apple teriam câmera, o nano e o touch. No entanto, faltando poucos dias para o evento, sites especializados em rumores afirmaram que a empresa havia desistido de colocar a câmera no touch. A razão é um mistério. O pior é que ao desmontarem o touch, descobriram que o local para a tal câmera estava lá, mas vazio (obviamente). Será que teremos um touch que tira fotos ou faz vídeo? Só o tempo dirá.</span></p>
<p><strong><span><em>Sérgio Miranda </em></span><span><em>tem mais iPods do que precisaria, mas ficou muito tentado a não entregar para sua esposa o novo nano 5G, mesmo sob ameaça de dormir na casinha do cachorro se não o fizesse.</em></span></strong></p>
<div></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Agora, sim!</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/agora-sim-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[app store]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Genius]]></category>

		<category><![CDATA[iTunes 9]]></category>

		<category><![CDATA[jukebox]]></category>

		<category><![CDATA[nova versão]]></category>

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		<description><![CDATA[Novidades no iTunes 9 vão além da estética]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada como setembro chegar para termos uma nova versão do iTunes para brincar. De tempos em tempos, as mudanças são drásticas, em outras, nem tanto. O iTunes 9 sofreu uma pequena reformulação visual além de acrescentar algumas funcionalidades interessantes, principalmente na parte de sincronia com iPods e iPhones (é preciso instalar a atualização do iPhone OS para a versão 3.1), além do Compartilhamento Familiar e as Seleções Genius (em inglês, Genius Mix). Se, no fundo, as alterações não foram bombásticas, deixaram os usuários um pouco mais felizes.</p>
<div>
<div>
<p><strong>Estética</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-weight: normal;"><img class="size-medium wp-image-8908 aligncenter" title="41-ipod-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-7-360x446.jpg" alt="41-ipod-7" width="360" height="446" /></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;"><em><strong>Novo e antigo</strong> O navegador (browser) ganhou um novo modo de visualização, por coluna, mas manteve a possibilidade de deixá-lo na parte de cima da janela, evitando assim uma gritaria desnecessária dos usuários que usam o navegador</em></span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span>O básico da interface do iTunes não mudou, mas alguns refinamentos podem ser notados, como os botões de Tocar/Retroceder/Avançar, que agora estão mais destacados, e o monitor, onde aparece a barra de progresso agora está mais brilhante. Além de mostrar o andamento da música que está tocando ou as “barrinhas dançantes”, também é possível acompanhar os downloads feitos da iTunes Store ou App Store, sem precisar selecionar a lista na barra lateral. Outra mudança na interface é no navegador (browser), que agora pode ser vista na parte de cima, como antigamente, ou na lateral.</span></p>
<p><span>O visual com fundo preto para a janela no modo de visualização por álbum deu lugar ao branco, deixando as capas bem destacadas. O modo por lista e por Cover Flow não sofreu qualquer mudança. Em time que está ganhando, não se mexe, dizem os mais sábios.</span></p>
<p><span>A loja virtual de música e vídeos também foi repaginada, ficando mais clean e ganhando um novo formato de compra de músicas e vídeos, o iTunes LP e os Extras. Ademais, também é possível indicar e compartilhar álbuns e filmes em redes sociais (Facebook e Twitter) e novos ringtones para o iPhone por US$ 1,29 (antes, era preciso comprar uma música por US$ 0,99 e depois pagar mais US$ 0,99 para convertê-la). Infelizmente, ainda não podemos oficialmente brincar nesse parquinho de diversões.</span></p>
<p><strong>Nova Jukebox</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-8.jpg"><img class="size-medium wp-image-8909 aligncenter" title="41-ipod-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-8-360x508.jpg" alt="41-ipod-8" width="360" height="508" /></a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><em>Limpo e arrumado <span style="font-weight: normal;">O novo visual da loja online agradou a todos, mostrando mais opções e com uma navegação bem mais intuitiva. Pena que nós brasileiros ainda não temos uma iTunes Store para passear e fazer compras</span></em></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Além do visual, algumas funcionalidades foram introduzidas no iTunes 9. Uma delas é uma expansão do conceito Genius, introduzido há exatamente um ano, na versão anterior do programa. Se antes era possível criar uma lista “genial” a partir de determinada música como referência, agora temos as Seleções Genius (Genius Mix), que na verdade é uma seleção de músicas feita por gêneros e artistas e separadas em 12 listas especiais, como Rock Mix 1, Pop Mix, Soul Mix, entre outras.</span></p>
<p><span>A diferença entre a lista e a seleção é que a primeira é feita a partir de uma escolha sua e é limitada até cem músicas na sua discoteca digital. Já nas seleções, quem manda é o iTunes. Não é possível personalizar ou antecipar o que virá na sequência, apenas deixar o barco rolar. É como uma rádio, sem qualquer controle do usuário. Em nosso teste, até que o tal “gênio” dentro do iTunes fez um bom trabalho, misturando Elvis, Roy Orbison e Everly Brothers em uma seleção chamada Classic Rock. Se você ainda não tinha organizado suas músicas por gênero e queria usar as Seleções Genius, é uma boa hora para colocar a mão na massa.</span></p>
<p><span>As Seleções Genius também podem ser sincronizadas no iPhone ou iPod. São as mesmas já existentes no iTunes e são ótimas para quem prefere levar para passear apenas uma seleção bacana de músicas. Para quem gosta de saber o que está acontecendo, na hora da sincronização, é possível ver a quantidade de músicas e quais fazem parte da lista (em geral, 230). Porém, o pessoal da Apple precisa melhorar sua integração idiomática: no iPhone, as Seleções Genius ficaram com o nome Misturas Genius.</span></p>
<p><strong>Sincronizar diferente</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-9.jpg"><img class="size-medium wp-image-8910 aligncenter" title="41-ipod-9" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-9-360x442.jpg" alt="41-ipod-9" width="360" height="442" /></a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><em><strong>Sincronia total</strong> <span style="font-weight: normal;">No iTunes 9, o modo como sincronizamos aplicativos com o iPhone ou iPod touch foi totalmente reformulado. Agora, é possível escolher em qual janela um aplicativo será instalado com um simples arrastar e soltar</span></em></p>
<p><span>As principais mudanças estão na parte de sincronizar sua biblioteca de mídia e aplicativos com iPods e iPhones. No caso dos aplicativos, as alterações foram radicais e, para falar a verdade, já estavam atrasadas. Agora, é possível escolher a página em que um aplicativo será instalado no iPhone ou iPod touch. Até que enfim! Nada de ficar perdido tentando encontrar um determinado programa na tela do celular ou do tocador. Além disso, você pode alterar o conteúdo do seu iPhone ou iPod diretamente na tela do iTunes, o que poupa um trabalhão de ficar pulando de página em página para apagar ou mover um aplicativo de lugar.</span></p>
<p><span>Remover um programa na tela do iPhone imediatamente o tira da lista de sincronização. Ao adicionar um novo software, ele será posicionado na tela em que você estiver. Arraste o ícone do aplicativo para uma determinada janela, e ele será movido. Simples e prático, como sempre deveria ser. Mas lembre-se: além de atualizar o iTunes, é preciso baixar a nova versão do iPhone OS, a 3.1, para poder usar o novo modo de sincronismo (quem usa iPhones desbloqueados não devem, por enquanto, fazer a atualização, correndo o risco de travar o aparelho novamente).</span></p>
<p><span>Agora é possível sincronizar músicas, além das listas de reprodução e das Seleções Genius, artistas e gêneros. O modo de sincronizar informações, filmes e programas de TV não sofreu alterações dignas de nota.</span></p>
<p><span>Outra novidade é que a Apple resolveu investir mais em sua iTunes U (conteúdo específico para estudantes), que agora tem uma aba específica para ela, saindo de Podcasts. Como a Apple tem apostado muito no mercado educacional e muitas instituições de ensino adotam o iPod ou iPhone como um material escolar, essa mudança faz sentido.</span></p>
<p><strong>Família unida</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-10.jpg"><img class="size-medium wp-image-8911 aligncenter" title="41-ipod-10" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-10-360x231.jpg" alt="41-ipod-10" width="360" height="231" /></a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;"><em><strong>Todo mundo junto</strong> Quem tem uma conta na iTunes Store e até cinco Macs em casa vai adorar essa nova função. É possível copiar músicas, vídeos e também aplicativos entre os diversos computadores de maneira rápida e fácil</em></span></p>
<p><span>Quem tem mais de um Macintosh (ou PCs) em casa já passou por isso: transferir uma música ou aplicativo para outro computador manualmente para unificar as bibliotecas. Ou então usar um HD externo com tudo misturado para garantir que todo mundo tenha acesso aos mesmos conteúdos. Agora, essa tarefa ficou mais fácil com o Compartilhamento Familiar.</span></p>
<p><span>Depois de habilitar o Compartilhamento Familiar em todos os computadores da casa (ou do trabalho), as bibliotecas de cada Mac ou PC aparecerão na barra lateral, com direito a listas de reprodução e aplicativos comprados na App Store. Quer pegar uma música no Mac da sua irmã? É só arrastar para a sua biblioteca e pronto. Também é possível só escutar as músicas sem precisar transferir nada (como já era possível com o compartilhamento de bibliotecas).</span></p>
<p><span>A pegadinha é que, além dos computadores estarem todos na mesma rede, é preciso que todos estejam ativados com a mesma conta da iTunes Store. É isso mesmo, só quem tem uma conta na loja virtual de músicas e vídeos da Apple pode compartilhar conteúdo entre Macs e PCs (limitados a cinco computadores, no total).</span></p>
<p><span>No geral, o iTunes 9 é uma boa atualização e pode ser instalada sem crise. As novidades são todas bem-vindas e devem deixar nossa vida musical ainda mais simples, apesar de exigirem um pouco mais de organização.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-11.jpg"><img class="size-medium wp-image-8912 aligncenter" title="41-ipod-11" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-11-360x231.jpg" alt="41-ipod-11" width="360" height="231" /></a></span></p>
<p><span><em><strong>Mistureba genial</strong> Muito melhor do que uma lista de reprodução Genius, as novas seleções são criadas a partir dos gêneros musicais, criando listas com mais de 200 músicas em poucos segundos. Mais fácil, impossível</em></span></p>
<p><em>Sérgio Miranda acha o iTunes excelente e está pensando em ficar um mês na frente dele para deixá-lo totalmente organizado.</em></div>
</div>
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		</item>
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		<title>Esportes, arte e Macintosh</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 18:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[charge]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Guga]]></category>

		<category><![CDATA[Gustavo Duarte]]></category>

		<category><![CDATA[ilustrador]]></category>

		<category><![CDATA[Jeff Smith]]></category>

		<category><![CDATA[Lance!]]></category>

		<category><![CDATA[San Diego]]></category>

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		<description><![CDATA[Fruto das histórias em quadrinhos que leu na infância, Gustavo Duarte acaba de lançar sua primeira revista, Có!, em preto-e-branco e com produção totalmente independente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-1.jpg"><img class="size-full wp-image-8877 alignleft" title="41-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-1.jpg" alt="41-macartista-1" width="300" height="720" /></a>“Era uma quinta-feira, muito frio, helicópteros sobrevoavam dando rasantes, era uma passeata, época da ditadura militar. No dia anterior teve Botafogo versus São Paulo no Morumbi, meu pai estava lá. Quando ele chegou em casa, não tinha mais ninguém. Meu tio, minha avó, minha mãe todo mundo no hospital. E eu nasci um dia depois”. É assim que Gustavo Duarte, ilustrador conhecido de quem acompanha esportes, principalmente futebol, se lembra do dia de seu nascimento. É claro que muita coisa parece ter saído da cabeça desse bauruense que ganha a vida mostrando o lado engraçado do nosso esporte.</p>
<p><span>Duarte tem aquela profissão que muita gente gostaria de ter: tirar sarro, no dia seguinte, daquela derrota do time adversário e ganhar por isso. Mas nem tudo são flores. “Quando tem Copa do Mundo, tudo é fácil. Mas em janeiro, com os times em férias, não tem assunto. É um inferno, detesto. E haja Papai Noel”, diz.</span></p>
<p><span>Usuário de Mac das antigas (“tive um Performa que queimou com um raio”), Gustavo não tem o último modelo em casa. “Sou do tempo da Apple do PowerPC”, diz com orgulho. Para ele, o computador é uma ferramenta, mas o papel ainda é fundamental. “Consigo fazer as coisas mais rápido, como colorir, mas desenhar, só no papel”, afirma, categórico.</span></p>
<p><span>Fruto das histórias em quadrinhos que leu na infância, Gustavo Duarte acaba de lançar sua primeira revista, Có!, em preto-e-branco e com produção totalmente independente. Para conseguir comprar, é preciso entrar em contato com o autor no </span><a href="http://mangabastudios.blog.uol.com.br/">site</a> <span>ou procurar em poucas livrarias especializadas. “Fui para ComicCon em San Diego e lá eu vendi mais do que eu esperava. Foram 50 na feira e mais 40 pra uma loja de quadrinhos.O primeiro autógrafo de todas foi para o Jeff Smith, de Bone, que eu adoro”, conta Duarte.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como você descobriu que queria desenhar?</span></p>
<p><strong>Gustavo Duarte</strong><span> Eu estava sempre desenhando. Toda criança desenha, e o desenhista é aquele que continua. Qualquer pessoa desenharia em um nível bom se continuar, não é um dom ou uma dádiva de Deus, isso para mim não existe. É óbvio que existe a predisposição: ou o cara gosta, ou não, essa é a diferença. Mas desenho é treino. Não existe a pessoa que nasceu desenhando igual ao Michelangelo. Como eu faço isso diariamente, vou melhorando sempre. Não tem essa de “eu comecei a desenhar com tantos anos”. Profissionalmente, comecei a desenhar com 16, 17 anos, fazendo uns bicos. Considero como profissão quando entrei como cartunista no Diário de Bauru, em 1997, um dia depois de o Guga ser campeão em Rolland Garros. Por causa disso, meu apelido entre os jornalistas, até hoje, é Guga. Eu estava desenhando o Guga, e um grande amigo meu (e </span><span>que estava me conhecendo naquele dia) perguntou meu nome, e eu disse “Gustavo”. Ele continuou: “não, não é quem você está desenhando, mas q</span><span>uem é você?”. Respondi, “Gustavo”. Eu já tinha entendido, mas continuei na piada.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E você sempre trabalhou com charge? </span></p>
<p><strong>GD </strong><span>Sempre fiz charge, caricatura, ilustração dessa maneira. Já fiz bicos na vida, como logotipos. Sou designer gráfico formado pela Unesp de Bauru. Quando trabalhei no jornal, era estudante, então fiz muito logotipo, programação visual e trabalhei na Abril como designer, mas os primeiros empregos foram desenhando. No entanto, considero o Diário como meu primeiro emprego de verdade.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você não acha que foi coincidência começar desenhando sobre esporte?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Não acho, pois sempre gostei de esporte, e desde moleque sinto que tenho uma ligação com a área. Eu já fazia caricaturas de jogador de futebol com 14, 15 anos. Quando enviei meu currículo para o jornal Lance!, achei que aquele era um trabalho que eu poderia fazer. Acredito que conseguiria ser chargista político de qualquer jornal, menos de um muito conservador.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Como é contar uma história em apenas um desenho? É muita pressão ou é fácil?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Ah, fácil não é, mas nada é fácil na vida. É difícil carregar saco de cimento no porto. Creio que, obviamente, não é a coisa mais simples do mundo, é um trabalho difícil, mas alguém tem que fazer. Vamos focar no meu trabalho, que é o futebol. Durante a Copa do Mundo, aparece um monte de gente fazendo charge de esporte, não é? Aí é fácil. O problema é fazer em janeiro, quando não tem jogo, não tem nada. Acho que uma das coisas mais complicadas do meu trabalho é chegar ao assunto.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> A pauta é você quem decide?</p>
<p><strong>GD</strong><span> A charge sou eu quem decido. Faço </span><span>um dia charge, um dia ilustração. Revezo com o Mario Alberto. Na ilustração, você não precisa dizer tudo, porque ao ler o texto, ela faz sentido. É um acompanhamento. Mas a charge não, ela vai sozinha. A charge é minha opinião, meu desenho, minha visão, e eu tenho que passar uma mensagem. A charge é muito mais complicada do que fazer uma ilustração. Ela não tem pauta, eu tento encontrar uma coisa que combine. O Brasil jogou contra a Argentina e, obviamente, tenho de fazer uma charge sobre isso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-8878 aligncenter" title="41-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-2-359x171.jpg" alt="41-macartista-2" width="359" height="171" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E como foi fazer sua primeira história em quadrinhos? Como ela nasceu, em que momento e quanto tempo ela demorou para se tornar realidade?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Eu sou fruto dos quadrinhos. Todos os meus ídolos fizeram HQs, fora o Al Hirschfeld. Então você tem o Laerte, o Henfil, o Ziraldo, Paulo Caruso… e tenho uma influência muito grande do quadrinho americano. Li muito Homem-Aranha, Batman, essas coisas. Eu adorava o Todd McFarlane, achava o máximo! Nos encontramos na ComicCon, e ele estava destruindo um moleque que mostrava seu portfolio, razão pela qual nem fui falar com ele. Adorava o Greg Capullo, que desenhava o Spawn. Muito do que aprendi a desenhar foi com gibis, mas sempre achei muito complicado, demanda tempo, não é um negócio rápido. Eu tinha vontade, mas ao mesmo tempo olhava e falava que era impossível. Quem mais me deu pilha para fazer isso foram o Fábio Moon e o Gabriel Bá. Além deles, sempre me diziam que era possível, então comecei a achar que conseguiria. Em dois anos, a coisa foi ficando mais séria e eu falei “pronto, vou fazer”. Na época, eu ainda trabalhava na W/Brasil, no Lance!, fazia freela. No meio do ano passado, decidi sair da W/Brasil para tentar fazer as coisas que achava que tinham de ser feitas. No começo deste ano, p</span><span>eguei a história que eu havia escrito ano passado ou retrasado, lapidei, e o processo entre começar e acabar foram três meses. Só que nesse meio-tempo, mudei de casa, reformei o estúdio e parei alguns dias porque viajei para Bauru, pois meus pais também mudaram de casa. Mas foram mais ou menos três meses de trabalho.</span></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-8879  alignleft" title="41-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-3-360x416.jpg" alt="41-macartista-3" width="216" height="250" /></a></p>
<p><strong>MAC+</strong> E como foi em San Diego?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Foi surreal. O Brasil tem muito a aprender. Hoje eu estou fazendo quadrinhos, mas eu já sou cartunista há séculos. É complicado, algumas pessoas nem sabem que existe a profissão. Lá tem indústria, tem gente comprando, gente vendendo tudo.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E é cheio de maluco, não é?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Nossa, nunca vi tantos! Eu virava para o Fábio e o Gabriel Bá e dizia: “vocês acham mesmo normal isso aqui?”. Eles respondiam “é nosso décimo terceiro ano, isso já é normal”.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> E como foi a receptividade da revista lá?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Foi legal, o fato de não ter texto ajuda bastante. Acabei ficando em um estande que era do Fábio e do Gabriel. Eu era um dos que mais ficava no estande, pois eles tinham entrevistas, palestras, fotos, essas coisas. E a minha capa chamava bastante atenção, porque era vermelha e branca. As pessoas pegavam e, se quisessem, liam na hora e era legal olhar as pessoas e ver as reações. Vendi mais do que eu esperava.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>Quando o Mac entrou na sua vida?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Imaginei que você fosse fazer essa pergunta e estava pensando esses dias. Nunca pintei um desenho em um PC na vida. Já usei PC, de amigos, no começo eu não tinha computador em casa, mas eu nunca pintei um desenho que não fosse no Mac. Eu me lembrava do meu pai falando da Apple com certo carinho. Porque essa é a diferença, a Apple sempre foi rodeada por muito carinho. Meu pai via as revistinhas da época, com o 128 K e falando sobre a Apple. Só fui ter contato com um quando um amigo meu da faculdade um dia me disse que tinha acabado de comprar um Mac – só a caixa dele já era mais legal do que qualquer computador do mundo. Eu </span><span>estava no segundo ou terceiro ano da faculdade e precisava comprar um, já estava fazendo falta. Quando decidi adquirir um computador eu disse: “Pai, vou comprar um Apple”. </span><span>Aí compramos um Performa. Era 1996 ou 1997. Logo depois veio o iMac, um modelo de 333 MHz. Hoje tenho um iMac G5.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-8881 aligncenter" title="41-macartista-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-5-360x261.jpg" alt="41-macartista-5" width="360" height="261" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você acha que para trabalhar, precisa ser o iMac de último tipo?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Se fosse, eu estava ferrado. Eu trabalhei com o Performa, mas quando comecei, o jornal era em preto-e-branco ainda não precisava de cor, era tudo na mão mesmo. Quando comecei em revista, já estava em São Paulo e usava o meu iMac 333. E todo mundo já tinha computadores mais modernos e eu ainda nele. Resolvi comprar outro porque os programas já não casavam mais e eu troquei por um G5. Uso o sistema nativo dele, o Tiger.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Não pretende ir para o Intel.</p>
<p><strong>GD</strong><span> Meus amigos têm Macs Intel, e são ótimos. Mas no meu, instalei os programas lá e nunca reinstalei nada. Acho isso maravilhoso no Mac. Tive meu iMac durante seis anos de trabalho bruto, todo o dia fazendo no mínimo um desenho, isso quando não eram quatro ou cinco. E o iMac lá, dando conta do recado. Ele ainda está em casa, acho que vou colocar na sala. Nunca deu um pau, só o velho problema com o flyback.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você acha que o computador complementa ou é ferramenta?</p>
<p><strong>GD</strong><span> É uma ferramenta, ele facilitou muito as coisas, faço trabalhos mais </span><span>rapidamente. Se tenho um desenho e preciso pintar, demoraria mais tempo se tivesse de fazê-lo a mão. Se cometo algum erro, preciso reiniciar. E tem que secar, mandar para o cliente. Agora, não, é possível digitalizar, colocar cor, tudo ficou muito veloz. Quando comecei, pensei que o utilizaria somente para cor, mas o computador fez com que eu aprimorasse meu traço. O importante é o traço, a cor é um complemento. Você vê que não tem muita pirotecnia nos meus desenhos.</span></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-8880 alignright" title="41-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-4-360x438.jpg" alt="41-macartista-4" width="360" height="438" /></a></p>
<p><strong>MAC+ </strong>Muita gente depende do computador, nem usa mais o papel…</p>
<p><strong>GD</strong><span> Eu desenho na mão. Não consigo imaginar não ter o papel. Um amigo acabou de comprar uma Cintiq e me contou como é. Gostaria de ter uma, mas não vou deixar de trabalhar no papel nem a pau. Uso internet e computador como instrumento de trabalho. Só fui ter um celular quando a Apple inventou um. É uma questão de gostar. O Carvall desenha no computador direto com mouse e fica lindo. É um dos maiores ilustradores que conheço. A minha </span><span>maneira é no papel, mas não tem uma maneira certa. Tem caras das antigas que ficam com preconceito com computador. Vejo trabal</span><span>hos de uma molecada, por causa do blog, e tem gente que nem sabe escanear direito. Eu penso “Meu Deus, poderia ao menos limpar o desenho”. Há, contudo, </span><span>outros que desenham maravilhosamente bem. O computador é mais fácil e não é. Ele democratizou, mas continuam existindo as pessoas que continuaram a desenhar e as que não deixaram de desenhar.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Alguém já ficou injuriado ou emocionado com alguma charge sua?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Já deve ter tido gente que reclamou, </span><span>mas ninguém me avisou. Torcedores, sim, me mandam email </span><span>ou elogiando, ou detonando. Porque torcedor é xiita, então ele vê um desenho do Timão sendo detonado e caindo pra segunda divisão e acha que a culpa é minha ! Na minha época de Diário, houve uma ameaça de processo, mas o editor bancou a parada. O único cara com quem eu tenho um pouco de contato é o Rogério Ceni, do São Paulo, que reclamou que o nariz estava meio grande.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Qual personagem que você mais gosta de brincar?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Quem mais me ajudou a trabalhar até hoje foi o Rubinho. Ele é tão bom que fica ruim. Não tenho nenhuma dúvida de que ele é um ótimo piloto, ninguém trabalha tanto tempo na Ferrari e na Fórmula 1 sem ser bom, mas ele rende uma boa piada.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E de jogador de futebol, qual você gostava de fazer?</p>
<p><strong>GD</strong><span> O Tevez. Ele é o mais legal porque </span><span>parece um personagem. Ele fala engraçado, anda engraçado, e é bom jogador, além de tudo. O Felipão rendeu muita charge boa; o Ronaldo, mas ele está cada vez mais cheio de coisa, cheio de barriga, de cabelo, o dente não é mais o mesmo. O Ricardo Teixeira também é legal.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E o Guga, o seu primeiro?</p>
<p><strong>GD</strong><span> O Guga foi o melhor esportista brasileiro que eu vi. Disparado. O Oscar olhando de longe, é o segundo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você o conheceu pessoalmente?</p>
<p><strong>GD </strong><span>Não, um amigo teve uma reunião com ele e eu enviei alguns desenhos ampliados. Meu amigo disse que ele sorriu e falou: “esse eu conheço, esse eu conheço, esse eu não lembro, que legal”. Foi olhando, vendo pediu para me agradecer o presente. Uma </span><span>semana depois, recebi um envelope em que havia uma camiseta autografada por ele “Ao Xará um abraço amigo, Guga</span><span>”. E era uma camisa comemorando os dez anos de Roland Garros! Comemorando dez anos da minha carreira.<br />
Fiquei emocionado! </span></p>
<p><strong>Dica do Artista - Desenhar é preciso</strong></p>
<p><em>por Gustavo Duarte</em></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> Para desenhar não existe segredo. É muito simples. A única coisa que o faz melhorar é a prática. As pessoas que dizem “não sei desenhar nem um boneco de pauzinho, desenho como uma criança de 5 anos”, fazem-no porque, provavelmente, pararam de desenhar com 5 anos.</span></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> O desenhista é ninguém menos do que aquele que nunca parou de desenhar. Isto é, o segredo para um bom desenho está na prática. Portanto, desenhe muito.</span></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> Somado a isso, um bom cartunista não pode ter só um bom desenho. Além de saber desenhar, é imprescindível ser uma pessoa bem informada. Isso se aplica tanto na hora de fazer uma charge como um cartum e até mesmo uma HQ. Cultura é fundamental para qualquer atividade na vida. Para um cartunista, mais ainda. Por isso, leia muito. Sabendo mais, fica muito mais fácil pensar.</span></p>
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		<title>Sempre  à frente&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 02:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<category><![CDATA[Apple Store]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho orgulho de várias coisas nesta vida. Obviamente, dos meus dois filhos, Henrique e Heitor, a quem amo de paixão. Outra coisa que realmente me deixa orgulhoso é a MAC+. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-editorial-1.jpg"><img class="size-full wp-image-8934 alignleft" title="41-editorial-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-editorial-1.jpg" alt="41-editorial-1" width="180" height="269" /></a>Eu tenho orgulho de várias coisas nesta vida. Obviamente, dos meus dois filhos, Henrique e Heitor, a quem amo de paixão. Outra coisa que realmente me deixa orgulhoso é a MAC+. A cada fechamento, sempre cheio de tensões, correrias, esquecimentos e pressão, quando a revista fica pronta e volta da gráfica, olho para ela e penso que consegui fazer um bom trabalho. Pelo menos é o que eu acho.</span></p>
<p><span>Mas não é só pela qualidade gráfica que posso me orgulhar da MAC+. Quando vejo hoje a febre em que o Twitter se transformou (nós também </span><a href="www.twitter.com/macmais">temos um</a><span>), lembro que o serviço de microblogs foi tema de uma matéria em nossas páginas na edição 18. Esta aqui já é a 41. São quase dois anos atrás. A ideia veio da nossa colaboradora Stella Dauer (que fez a ilustração da matéria na época, já estava antenada com serviços como Jaiku, Pownce, Tumblr e Gozub, o microblog brasileiro). Naquela ocasião, Rodrigo Martin de Macedo foi o responsável por ensinar os usuários de Mac a criar sua conta no Twitter. Hoje, todo mundo tem uma conta, todo mundo usa, mas os macmaníacos que leem a MAC+ já sabiam disso&#8230;</span></p>
<p><span>A Apple é reconhecida como uma empresa de vanguarda, que está sempre à frente da concorrência, antecipando tendências (isto é, inventando coisas que não existiam e, depois que a gente começa a usar, fica pensando como vivemos sem ela tanto tempo). Veja como exemplo o iPhone (que nós já cobrimos desde o seu lançamento, em janeiro de 2007). Quem diria que aquele pequeno aparelho mudaria tanto a vida das pessoas? Tudo bem que, por aqui, por causa do preço, ele ainda não decolou como em outros países, mas ninguém nega que os celulares podem ser divididos em antes e depois do iPhone.</span></p>
<p><span>E o que falar do “hub digital”, o conceito desenvolvido por Steve Jobs ainda no início do século, afirmando que os computadores seriam o centro da vida digital das pessoas, armazenando fotos, músicas e vídeos? Em uma época em que câmeras digitais eram caríssimas, filmadoras, então, eram proibitivas, e as músicas que trafegavam pela web dependiam do Napster para atingir as pessoas, Jobs proclamou sua mais nova revolução, dizendo que o Mac seria este centro de entretenimento do futuro. E com o crescimento da plataforma Apple em todo o mundo, parece que isso pode acontecer.</span></p>
<p><span>Acho que a MAC+ tem conseguido, nestes seus três anos e meio estar na frente quando o assunto é vida digital. E, sendo assim, vamos fazendo o mesmo trabalho que a Apple tem feito nos últimos anos: mostrar para as pessoas este novo modo de vida digital, de maneira divertida, com um belo design e com qualidade.</span></p>
<p><span>Mês que vem tem mais uma pequena revolução nas bancas. A deste mês já está garantida. Afinal, acaba de ser inaugurada a Apple Store Online Brasileira! Alô, Brasil! Alô, Apple!</span></p>
<p><span>Este será o primeiro dia do resto de nossas vidas&#8230;</span></p>
<p><span>É isso.</span></p>
<p><em>Sérgio Miranda, Editor.</em></p>
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