<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	>

<channel>
	<title>Mac+ &#187; Matérias</title>
	<atom:link href="http://macmais.terra.com.br/category/materias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://macmais.terra.com.br</link>
	<description></description>
	<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 16:55:27 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.7</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Reflexões sobre a AppStore</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/reflexoes-sobre-a-appstore/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/reflexoes-sobre-a-appstore/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 02:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bia Kunze</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<category><![CDATA[app store]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8937</guid>
		<description><![CDATA[Será que a Apple só quer o meu dinheiro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Estava eu em busca de um leitor de RSS para meu iPhone, quando me deparei com o “App Google Reader”. Legal! Depois do Gmail, o Google fez um programa para o Reader no iPhone? Fiquei entusiasmada. Mas logo percebi que não era nada disso. Vi o preço: U$ 0,99. Cobrar por aplicativos não é típico do Google. Mas o desenvolvedor não é o Google, e sim um ser obscuro. Se não é um programa oficial, por que esse nome e o ícone padrão do Reader? Fui investigar.</span></p>
<p><span>O aplicativo não tem funcionalidades. É apenas a página mobile do Safari “disfarçada” de um software para iPhone! As pessoas gastam seu dólar em uma coisa que já existe de graça! O que me deixa furiosa é a Apple liberar esse tipo de coisa na App Store. Como bem sabemos, ela é rigorosa. Por que liberou esse pega-trouxas? Ganância? Vale a pena colocar em risco sua reputação por isso? Fiquei refletindo&#8230;</span></p>
<p><span>* * *</span></p>
<p><span>Depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que, sim, é ganância, sem medo de colocar em risco sua reputação. Assim como alguns senadores da República, a Apple está se lixando para a opinião pública. Basta ver o imbróglio em que se meteu com o FCC por causa do Google Voice. A resposta oficial foi fria, dúbia, que não dá esperança de mudanças. Michael Arrington, um dos blogueiros mais influentes do mundo, chamou a Apple de “mentirosa”.</span></p>
<p>Então, podemos concluir que não teremos nada de VoiP e streaming sobre 3G se a AT&amp;T não quer. Contudo, a culpa não é só da operadora. Os aplicativos rejeitados são por motivos mesquinhos – como a negativa ao Opera Mobile e clientes de email por “competirem com aplicações nativas do aparelho” – ou ridículos, como a rejeição de um software de wallpapers, com uma imagem do presidente Obama com a palavra “hope”, por “ridicularizar uma figura pública”.</p>
<p><span>O que está por trás de tantas recusas? E por que aprovar aplicativos malandros, como o tal “App Google Reader”? Fiquei refletindo…</span></p>
<p><span>* * *</span></p>
<p><span>Cansada de refletir, fiz uma retrospectiva. Quando a Apple deu sinais de que viraria uma controladora desenfreada? Talvez há alguns anos, ao lançar um tocador de músicas portátil que só funcionaria com o iTunes. E depois, com músicas compradas só na sua loja. Ninguém chiou, ao contrário, o iPod virou lenda.</span></p>
<p><span>Por que os fãs da empresa perdoam o pecado número um do mundo digital, “don’t be evil”, quando se trata de Steve Jobs? Quando ele adoeceu, pensei que, se ele falecesse, seria eternizado como uma mente audaciosa, que revolucionou nossos costumes. Mas também pensei que, se ele sobrevivesse, correria o risco de se transformar no inovador cuja genialidade subiu à cabeça. O dominador que queria que as pessoas usassem tecnologia à sua maneira.</span></p>
<p><span>Ainda bem que Steve Jobs melhorou e voltou a trabalhar, caso contrário, eu jamais publicaria essas mórbidas reflexões. Ele ainda tem alguns anos para reverter tudo, enquanto os críticos da Apple estão em número menor que o de fãs. O que aconteceria se a Microsoft anunciasse que seu tocador Zune só funcionaria com o Windows Media Player? Uma nova jihad? </span></p>
<p><span>Reflitam&#8230; </span></p>
<p><strong><em>Bia Kunze é dentista e mantém um blog, o </em></strong><a href="www.garotasemfio.com.br"><strong><em>Garota Sem Fio</em></strong></a><strong><em>. Imagem por Suryara.</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/reflexoes-sobre-a-appstore/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Luz, câmera, iPod</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/luz-camera-ipod/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/luz-camera-ipod/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 00:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[iPod]]></category>

		<category><![CDATA[lançamento]]></category>

		<category><![CDATA[nano]]></category>

		<category><![CDATA[nano 5G]]></category>

		<category><![CDATA[Nike]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8905</guid>
		<description><![CDATA[Novo iPod nano 5G grava vídeo, toca rádio e é bacana de usar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Quando entra setembro, todos os usuários de iPods e fãs da Apple já sabem que vem atualização do famoso tocador de conteúdo digital. E neste ano não foi diferente: com a presença de Steve Jobs, que não aparecia em público desde o ano passado, ganhamos uma nova versão (ou geração) do iPod nano, o tocador mais popular do planeta (depois dos milhões de aparelhos xing-ling que pululam em lojas chinesas em todo o mundo).</span></p>
<p><span>E os adoradores do nano não têm do que reclamar: tela maior, rádio embutido, cores mais vibrantes, graças ao alumínio anodizado brilhante, gravador de voz, alto-falantes (eba!) e, melhor de tudo, uma câmera de vídeo que permite filmar eventos caseiros para colocar no YouTube. Nada de fotos, mas dá para entender o porquê dessa limitação (leia mais adiante).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-2.jpg"><img class="size-full wp-image-8922 aligncenter" title="41-ipod-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-2.jpg" alt="41-ipod-2" width="125" height="295" /></a></p>
<p><em><strong>Encontre a música</strong> O novo modo de busca no iPod nano 5G está mais bonito, porém seu uso ainda depende do uso da Click Wheel para encontrar as músicas ou artistas perdidos. Mas é bem melhor do que aquilo que a concorrência pode oferecer</em></p>
<p><strong>Quase tudo novo</strong></p>
<p><span>Olhando de longe, o iPod nano 5G é muito parecido com seu antecessor. As diferenças estão nos detalhes. A tela é de 2,2 polegadas (0,2 maior que a do nano 4G), conseguindo, assim, aumentar a resolução para 240×376 polegadas com 204 pixels por polegada (a anterior era de 240×320 polegadas). Parece pouco, mas na hora de assistir aos vídeos, faz diferença. Outra novidade visual é o acabamento do iPod nano, muito mais brilhante que o anterior. Parece até pintura de carro!</span></p>
<p><span>Outra diferença entre os novos iPods nano é que agora (finalmente!) a interface está totalmente traduzida para português do Brasil (acabou-se a era do ecrã no iPod). Assim, fica mais fácil achar as funções nos menus.</span></p>
<p><strong>Gravando!</strong></p>
<p><span>Mas a grande atração é mesmo a câmera de vídeo. Hoje em dia, gravar pequenos filmes é a grande sensação entre os jovens, tanto que a grande maioria dos celulares já possui essa funcionalidade (o iPhone ganhou uma câmera de vídeo recentemente). Com 640×480 pixels e 30 fps (quadros por segundo, na sigla em inglês) de resolução, o iPhone nano permite gravar vídeos caseiros com tranquilidade e qualidade YouTube, isto é, nada perto dos filmes em alta-definição que as câmeras compactas mais modernas conseguem produzir. Mas quem se importa com isso? O legal mesmo é puxar o iPod nano e fazer uma gravação descompromissada e depois jogar na internet.</span></p>
<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-3.jpg"><img class="size-full wp-image-8923 alignleft" title="41-ipod-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-3.jpg" alt="41-ipod-3" width="125" height="295" /></a>Na apresentação de setembro, Steve Jobs mostrou quem era o concorrente direto do nano 5G nessa funcionalidade de vídeo: as câmeras como a Flip, que são compactas e uma febre nos Estados Unidos. Porém, muitas dessas câmeras já oferecem vídeo em alta-definição (HD), o que, como já vimos, não é o caso do nano 5G. Mas seu tamanho diminuto e múltiplas funcionalidades (música, vídeo, agenda, rádio…) o transformam em uma câmera bastante portátil e com uma qualidade aceitável.</span></p>
<p><span>A câmera está situada na traseira do nano, perto da parte de baixo do aparelho. Nas primeiras vezes, principalmente para quem está acostumado a gravar com celulares ou câmeras compactas, normalmente são gerados vídeos com ângulos bizarros e dedos aparecendo no começo e no final das filmagens. O ideal é segurar o nano com as duas mãos, até porque ele é muito leve, gerando filmes um pouco tremidos.</span></p>
<p><span>Para iniciar a gravação, nada mais simples. Selecione Câmera de Vídeo no menu principal e automaticamente a interface de gravação aparece. Mais um clique no botão central e você percebe o cronômetro andando e a bolinha vermelha no canto esquerdo pulsando. Para parar, basta apertar novamente o botão central. Se você quiser adicionar alguns efeitos especiais ao seu vídeo, parecidos com os do Photo Booth, é só apertar por mais de dois segundos o botão central. Tem alguns bem legais, como Raio X, Sépia, Preto e Branco e Cyborg. Para escolher, utilize a Click Wheel e depois aperte o botão central. Diversão garantida.</span></p>
<p><span>Se você quiser assistir aos vídeos gravados, escolha um deles pelo menu </span><strong>Vídeo &gt; Vídeos da Câmera</strong><span> ou fechando a câmera de vídeo e procurando pela data no Rolo da Câmera (uma tradução infeliz de Camera Roll). E, para não precisar dos fones de ouvido sempre que quiser assistir a uma gravação, a Apple resolveu colocar alto-falantes no iPod nano 5G. Agora, assim como no iPhone e iPod touch, você pode ouvir suas músicas sem a necessidade de fones. Legal demais! O som, é claro, não é de alta-fidelidade, mas para uma audição casual, está de bom tamanho.</span></p>
<p><span>Os vídeos gravados ficam armazenados em uma lista especial e não são transferidos para o Mac pelo iTunes, como se poderia imaginar, mas pelo iPhoto, que é como acontece com o iPhone. Depois, os filmes podem ser editados normalmente no iMovie, aparecendo na lista de vídeos na barra da lateral do iMovie ‘09. Daí, basta enviar para o YouTube ou para sua galeria no MobileMe. Cada minuto de vídeo ocupa cerca de 20 MB de espaço (muito parecido com a maneira com que o iPhone 3GS funciona).</span></p>
<p><strong>Sem fotos</strong></p>
<p>Todo bom celular que se preza faz fotos. Ninguém disse que a maioria deles faz um bom trabalho, embora faça. Mas a Apple decidiu que não valia o esforço. O espaço necessário para ter uma câmera com um sensor capaz de tirar fotos razoáveis como o do iPhone 3GS não era suficiente dentro do nano: a do iPhone tem 6 mm e o do nano tem apenas 3 mm. A espessura total do iPod nano é de 6,2 mm na parte central. A câmera fica nas bordas, onde ele é bem fino. Realmente não daria certo.</p>
<p><strong>Corra, iPod, corra</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span><img class="size-medium wp-image-8921 aligncenter" title="41-ipod-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-1-360x237.jpg" alt="41-ipod-1" width="360" height="237" /></span></p>
<p><em><strong>Nike + iPod: subindo a todo vapor</strong> Apesar de não ser um grande sucesso por aqui, o Nike + iPod é bem legal para quem gosta de praticar corrida ouvindo música. A nova versão do podômetro embutido no nano 5G não leva ao site original, mas a um chamado Nike Active</em></p>
<p><span>Que o nano já era o tocador preferido do pessoal que faz ginástica e corrida, isso não é novidade. Tanto que o conjunto Nike + iPod só funcionava com o pequeno iPod (e agora também funciona com o touch 2G em diante). Se antes era necessário ter o sensor separado (pedômetro) no sapato, o iPod nano 5G traz um pedômetro embutido, que marca seus passos e a quantidade de calorias queimadas.</span></p>
<p><span>Para acionar o sistema de contagem de passos, ligue o nano 5G e escolha a opção </span><span>Extras &gt; Condicionamento</span><span>. O menu é bem simples. Ao selecionar Conta-passos, a função já começa a funcionar. Para interromper, aperte o botão central. Em ajustes, você pode deixar o conta-passos sempre ativo (aparece um ícone de um sapato na barra de menus), escolher o objetivo diário de passos, marcar o seu peso (infelizmente, o número maior que aparece é em libras e a contraparte em quilos aparece bem pequena na tela, podendo confundir o usuário) e a orientação da tela.</span></p>
<p><span>A contagem de passos é feita balançando o iPod nano, graças ao acelerômetro. Ele faz uma média de quantos passos você fez e, dependendo de seu peso, mostra quantas calorias foram queimadas. Os resultados podem ser enviados para o site Nike+, do mesmo modo que era feito com o kit. No site, você pode ver quantos passos você já deu para completar subir um prédio de 100 andares entre outros desafios. E, depois de criar uma conta (chamada Nike Active), você pode enviar suas conquistas para o Facebook e compartilhar com os amigos.</span></p>
<p><strong>Rádio</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-8925 aligncenter" title="41-ipod-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-5-360x409.jpg" alt="41-ipod-5" width="216" height="245" /></a></span></p>
<p><em><strong>Lado a lado </strong>O tamanho do iPod nano 4G e 5G é o mesmo, o que muda mesmo é o tamanho da tela e da Click Wheel, que ficou um pouco menor, mas nada que atrapalhe o uso. Com a tela maior, a Apple pode brincar mais com a interface, colocando mais animações na parte debaixo, onde ficam passando capas de álbuns ou vídeos armazenados no tocador</em></p>
<p><span>Outra funcionalidade que foi incorporada e que a grande maioria dos tocadores xing-ling já oferece é ter um sintonizador de rádio embutido. Pode parecer estranho que algo tão simples tenha demorado tanto para chegar ao iPod. Na verdade, alguns devem se lembrar do antigo controle remoto para iPod que a Apple lançou há alguns anos (aquele que depois se transformou no shuffle 2G) que permitia sintonizar estações FM. Agora, ao que parece, Steve Jobs teve de ceder aos apelos populares e liberou o rádio para seu tocador mais famoso. Mas o fez com uns detalhes a mais, como é de costume da Apple.</span></p>
<p><span>O aplicativo para sintonizar rádios FM no iPod nano 5G é bastante fácil de usar, sua única restrição é que é preciso utilizar os fones de ouvido, que servem de antena para o rádio. Uma pena. Seria legal poder escutar o rádio diretamente nos alto-falantes. Como sempre, basta escolher a função no menu principal e usar o botão central para alternar entre o dial e o volume. Para trocar de estação, é só passar o dedo pela Click Wheel. As informações enviadas por RDS (Radio Data System), comum nas emissoras que transmitem sinal digital, são mostradas na tela do nano 5G. No caso de esses dados serem etiquetas (tags) compatíveis com o iTunes, você pode selecioná-las e depois sincronizar as informações com o Mac e até mesmo comprá-las na loja virtual da Apple. Já dá para imaginar que essa função não funciona aqui no Brasil. Se você quiser guardar alguma estação de rádio como favorita, pressione o botão central por mais de dois segundos. Elas ficam armazenadas em uma lista de reprodução especial no menu Rádio. As favoritas aparecem com uma pequena estrela ao lado da frequência.</span></p>
<p><span>Se você quiser gravar algo da rádio para uma audição posterior, como um jogo de futebol, por exemplo, você pode usar a função Pausa ao Vivo. Apertando o botão Play/Pause, o iPod gravará a rádio enquanto você não pode ouvir ao vivo, mas não se anime tanto: o limite de tempo é de apenas 15 minutos. Ao voltar para a rádio ao vivo, o que pode ser feito trocando de estação ou apertando o botão Menu e escolhendo a opção Parar rádio, você perde tudo que foi gravado.</span></p>
<p><strong>Gravando! Áudio</strong></p>
<p><span>Ora, se a câmera de vídeo precisa de um microfone, obviamente, ele pode ser usado para gravar memos de voz. E por isso, a Apple aproveitou o visual do aplicativo Gravador do iPhone 3Gs, com seu grande microfone e monitor VU para colocá-lo dentro do nano 5G. Para iniciar (e parar) uma gravação, é só apertar o bom e velho botão central.</span></p>
<p><span>Os memos de voz são sincronizados com o iTunes como eram antes, quando era necessário colocar um gravador externo ao iPod para fazer gravações. Ao conectar o nano 5G ao Mac, o iTunes detecta se há novos memos de voz e pergunta se pode transferi-los para o computador, salvando-os em uma lista de reprodução especial. Para quem, às vezes, precisa fazer pequenas entrevistas ou guardar uma grande ideia antes que ela desapareça, o gravador do iPod nano é mais do que suficiente.</span></p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p><span>Gravar vídeo, mesmo que não seja em alta-definição, fazer memos de voz e tocar rádio são coisas que muitos concorrentes já faziam, e a Apple teve de correr atrás para colocar tudo isso dentro do diminuto nano 5G. É bom saber que Steve Jobs também sabe ouvir o que o povo quer dentro de seu iPod, além de músicas e filmes.</span></p>
<p><span>Todo ano sabemos que a Apple vai lançar um novo iPod, sempre imaginando o que ela fará para continuar motivando seus usuários a trocarem de tocador. Com o iPod nano 5G, ela demonstrou que é possível adicionar funcionalidades legais que fazem a gente olhar para os nossos iPods seminovos com um certo ar de desdém e já programando uma ida na revenda mais próxima.</span></p>
<p><span><strong>Prós</strong><br />
</span><span>Câmera de vídeo, alto-falantes, pedômetro, rádio, tela maior e cores mais brilhantes.</span></p>
<p><strong>Contras<br />
</strong><span>Para ouvir rádio, é necessário utilizar o fone de ouvido; câmera não é de alta-definição.</span></p>
<p><strong>Preços </strong><br />
R$ 600,00 (8 GB)/ R$ 700,00 (16 GB)</p>
<p><strong>Mais do mesmo</strong></p>
<div>
<p><em>iPod touch, classic e shuffle continuam quase iguais</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-8924 aligncenter" title="41-ipod-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-4-359x248.jpg" alt="41-ipod-4" width="359" height="248" /></a></em></p>
<div>
<p><span>A grande atração da apresentação de setembro foi, sem dúvida, o iPod nano 5G. Apesar disso, toda a linha de tocadores foi atualizada. Alguns mais, outros menos. Por exemplo, o classic só ganhou um HD maior, voltando a ter 160 GB de espaço disponível (no ano passado, o de 160 GB foi substituído por um de 120 GB). A diferença é que ele está mais fino que o de dois anos atrás.</span></p>
<p><span>Os shuffle 4G só ganhou mais cores (cinco no total), continuando a não ter botões visíveis e aquele visual palitinho básico e Voice Over como principal função. Na Apple Store você pode comprar um modelo exclusivo, em aço inox, um luxo.</span></p>
<p><span>O único iPod a ganhar um pouco mais de destaque foi o touch, que agora vem em três capacidades, 8 GB, 32 GB e 64 GB. Phill Schiller, durante a apresentação, não se cansou de dizer como o iPod touch era divertido e que era a plataforma ideal para games. Mas essas foram as únicas novidades oficialmente divulgadas para o iPod que quase poderia ser um iPhone.</span></p>
<p><span>A respeito do iPod touch, o que mais gerou comentários entre os usuários não foi verdadeiramente discutido. Muito se falou que dois modelos de tocadores da Apple teriam câmera, o nano e o touch. No entanto, faltando poucos dias para o evento, sites especializados em rumores afirmaram que a empresa havia desistido de colocar a câmera no touch. A razão é um mistério. O pior é que ao desmontarem o touch, descobriram que o local para a tal câmera estava lá, mas vazio (obviamente). Será que teremos um touch que tira fotos ou faz vídeo? Só o tempo dirá.</span></p>
<p><strong><span><em>Sérgio Miranda </em></span><span><em>tem mais iPods do que precisaria, mas ficou muito tentado a não entregar para sua esposa o novo nano 5G, mesmo sob ameaça de dormir na casinha do cachorro se não o fizesse.</em></span></strong></p>
<div></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/luz-camera-ipod/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Agora, sim!</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/agora-sim-2/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/agora-sim-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[app store]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Genius]]></category>

		<category><![CDATA[iTunes 9]]></category>

		<category><![CDATA[jukebox]]></category>

		<category><![CDATA[nova versão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8906</guid>
		<description><![CDATA[Novidades no iTunes 9 vão além da estética]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada como setembro chegar para termos uma nova versão do iTunes para brincar. De tempos em tempos, as mudanças são drásticas, em outras, nem tanto. O iTunes 9 sofreu uma pequena reformulação visual além de acrescentar algumas funcionalidades interessantes, principalmente na parte de sincronia com iPods e iPhones (é preciso instalar a atualização do iPhone OS para a versão 3.1), além do Compartilhamento Familiar e as Seleções Genius (em inglês, Genius Mix). Se, no fundo, as alterações não foram bombásticas, deixaram os usuários um pouco mais felizes.</p>
<div>
<div>
<p><strong>Estética</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-weight: normal;"><img class="size-medium wp-image-8908 aligncenter" title="41-ipod-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-7-360x446.jpg" alt="41-ipod-7" width="360" height="446" /></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;"><em><strong>Novo e antigo</strong> O navegador (browser) ganhou um novo modo de visualização, por coluna, mas manteve a possibilidade de deixá-lo na parte de cima da janela, evitando assim uma gritaria desnecessária dos usuários que usam o navegador</em></span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span>O básico da interface do iTunes não mudou, mas alguns refinamentos podem ser notados, como os botões de Tocar/Retroceder/Avançar, que agora estão mais destacados, e o monitor, onde aparece a barra de progresso agora está mais brilhante. Além de mostrar o andamento da música que está tocando ou as “barrinhas dançantes”, também é possível acompanhar os downloads feitos da iTunes Store ou App Store, sem precisar selecionar a lista na barra lateral. Outra mudança na interface é no navegador (browser), que agora pode ser vista na parte de cima, como antigamente, ou na lateral.</span></p>
<p><span>O visual com fundo preto para a janela no modo de visualização por álbum deu lugar ao branco, deixando as capas bem destacadas. O modo por lista e por Cover Flow não sofreu qualquer mudança. Em time que está ganhando, não se mexe, dizem os mais sábios.</span></p>
<p><span>A loja virtual de música e vídeos também foi repaginada, ficando mais clean e ganhando um novo formato de compra de músicas e vídeos, o iTunes LP e os Extras. Ademais, também é possível indicar e compartilhar álbuns e filmes em redes sociais (Facebook e Twitter) e novos ringtones para o iPhone por US$ 1,29 (antes, era preciso comprar uma música por US$ 0,99 e depois pagar mais US$ 0,99 para convertê-la). Infelizmente, ainda não podemos oficialmente brincar nesse parquinho de diversões.</span></p>
<p><strong>Nova Jukebox</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-8.jpg"><img class="size-medium wp-image-8909 aligncenter" title="41-ipod-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-8-360x508.jpg" alt="41-ipod-8" width="360" height="508" /></a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><em>Limpo e arrumado <span style="font-weight: normal;">O novo visual da loja online agradou a todos, mostrando mais opções e com uma navegação bem mais intuitiva. Pena que nós brasileiros ainda não temos uma iTunes Store para passear e fazer compras</span></em></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Além do visual, algumas funcionalidades foram introduzidas no iTunes 9. Uma delas é uma expansão do conceito Genius, introduzido há exatamente um ano, na versão anterior do programa. Se antes era possível criar uma lista “genial” a partir de determinada música como referência, agora temos as Seleções Genius (Genius Mix), que na verdade é uma seleção de músicas feita por gêneros e artistas e separadas em 12 listas especiais, como Rock Mix 1, Pop Mix, Soul Mix, entre outras.</span></p>
<p><span>A diferença entre a lista e a seleção é que a primeira é feita a partir de uma escolha sua e é limitada até cem músicas na sua discoteca digital. Já nas seleções, quem manda é o iTunes. Não é possível personalizar ou antecipar o que virá na sequência, apenas deixar o barco rolar. É como uma rádio, sem qualquer controle do usuário. Em nosso teste, até que o tal “gênio” dentro do iTunes fez um bom trabalho, misturando Elvis, Roy Orbison e Everly Brothers em uma seleção chamada Classic Rock. Se você ainda não tinha organizado suas músicas por gênero e queria usar as Seleções Genius, é uma boa hora para colocar a mão na massa.</span></p>
<p><span>As Seleções Genius também podem ser sincronizadas no iPhone ou iPod. São as mesmas já existentes no iTunes e são ótimas para quem prefere levar para passear apenas uma seleção bacana de músicas. Para quem gosta de saber o que está acontecendo, na hora da sincronização, é possível ver a quantidade de músicas e quais fazem parte da lista (em geral, 230). Porém, o pessoal da Apple precisa melhorar sua integração idiomática: no iPhone, as Seleções Genius ficaram com o nome Misturas Genius.</span></p>
<p><strong>Sincronizar diferente</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-9.jpg"><img class="size-medium wp-image-8910 aligncenter" title="41-ipod-9" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-9-360x442.jpg" alt="41-ipod-9" width="360" height="442" /></a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><em><strong>Sincronia total</strong> <span style="font-weight: normal;">No iTunes 9, o modo como sincronizamos aplicativos com o iPhone ou iPod touch foi totalmente reformulado. Agora, é possível escolher em qual janela um aplicativo será instalado com um simples arrastar e soltar</span></em></p>
<p><span>As principais mudanças estão na parte de sincronizar sua biblioteca de mídia e aplicativos com iPods e iPhones. No caso dos aplicativos, as alterações foram radicais e, para falar a verdade, já estavam atrasadas. Agora, é possível escolher a página em que um aplicativo será instalado no iPhone ou iPod touch. Até que enfim! Nada de ficar perdido tentando encontrar um determinado programa na tela do celular ou do tocador. Além disso, você pode alterar o conteúdo do seu iPhone ou iPod diretamente na tela do iTunes, o que poupa um trabalhão de ficar pulando de página em página para apagar ou mover um aplicativo de lugar.</span></p>
<p><span>Remover um programa na tela do iPhone imediatamente o tira da lista de sincronização. Ao adicionar um novo software, ele será posicionado na tela em que você estiver. Arraste o ícone do aplicativo para uma determinada janela, e ele será movido. Simples e prático, como sempre deveria ser. Mas lembre-se: além de atualizar o iTunes, é preciso baixar a nova versão do iPhone OS, a 3.1, para poder usar o novo modo de sincronismo (quem usa iPhones desbloqueados não devem, por enquanto, fazer a atualização, correndo o risco de travar o aparelho novamente).</span></p>
<p><span>Agora é possível sincronizar músicas, além das listas de reprodução e das Seleções Genius, artistas e gêneros. O modo de sincronizar informações, filmes e programas de TV não sofreu alterações dignas de nota.</span></p>
<p><span>Outra novidade é que a Apple resolveu investir mais em sua iTunes U (conteúdo específico para estudantes), que agora tem uma aba específica para ela, saindo de Podcasts. Como a Apple tem apostado muito no mercado educacional e muitas instituições de ensino adotam o iPod ou iPhone como um material escolar, essa mudança faz sentido.</span></p>
<p><strong>Família unida</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-10.jpg"><img class="size-medium wp-image-8911 aligncenter" title="41-ipod-10" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-10-360x231.jpg" alt="41-ipod-10" width="360" height="231" /></a></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;"><em><strong>Todo mundo junto</strong> Quem tem uma conta na iTunes Store e até cinco Macs em casa vai adorar essa nova função. É possível copiar músicas, vídeos e também aplicativos entre os diversos computadores de maneira rápida e fácil</em></span></p>
<p><span>Quem tem mais de um Macintosh (ou PCs) em casa já passou por isso: transferir uma música ou aplicativo para outro computador manualmente para unificar as bibliotecas. Ou então usar um HD externo com tudo misturado para garantir que todo mundo tenha acesso aos mesmos conteúdos. Agora, essa tarefa ficou mais fácil com o Compartilhamento Familiar.</span></p>
<p><span>Depois de habilitar o Compartilhamento Familiar em todos os computadores da casa (ou do trabalho), as bibliotecas de cada Mac ou PC aparecerão na barra lateral, com direito a listas de reprodução e aplicativos comprados na App Store. Quer pegar uma música no Mac da sua irmã? É só arrastar para a sua biblioteca e pronto. Também é possível só escutar as músicas sem precisar transferir nada (como já era possível com o compartilhamento de bibliotecas).</span></p>
<p><span>A pegadinha é que, além dos computadores estarem todos na mesma rede, é preciso que todos estejam ativados com a mesma conta da iTunes Store. É isso mesmo, só quem tem uma conta na loja virtual de músicas e vídeos da Apple pode compartilhar conteúdo entre Macs e PCs (limitados a cinco computadores, no total).</span></p>
<p><span>No geral, o iTunes 9 é uma boa atualização e pode ser instalada sem crise. As novidades são todas bem-vindas e devem deixar nossa vida musical ainda mais simples, apesar de exigirem um pouco mais de organização.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-11.jpg"><img class="size-medium wp-image-8912 aligncenter" title="41-ipod-11" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-ipod-11-360x231.jpg" alt="41-ipod-11" width="360" height="231" /></a></span></p>
<p><span><em><strong>Mistureba genial</strong> Muito melhor do que uma lista de reprodução Genius, as novas seleções são criadas a partir dos gêneros musicais, criando listas com mais de 200 músicas em poucos segundos. Mais fácil, impossível</em></span></p>
<p><em>Sérgio Miranda acha o iTunes excelente e está pensando em ficar um mês na frente dele para deixá-lo totalmente organizado.</em></div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/agora-sim-2/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Esportes, arte e Macintosh</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/esportes-arte-e-macintosh/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/esportes-arte-e-macintosh/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 18:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[charge]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Guga]]></category>

		<category><![CDATA[Gustavo Duarte]]></category>

		<category><![CDATA[ilustrador]]></category>

		<category><![CDATA[Jeff Smith]]></category>

		<category><![CDATA[Lance!]]></category>

		<category><![CDATA[San Diego]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8876</guid>
		<description><![CDATA[Fruto das histórias em quadrinhos que leu na infância, Gustavo Duarte acaba de lançar sua primeira revista, Có!, em preto-e-branco e com produção totalmente independente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-1.jpg"><img class="size-full wp-image-8877 alignleft" title="41-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-1.jpg" alt="41-macartista-1" width="300" height="720" /></a>“Era uma quinta-feira, muito frio, helicópteros sobrevoavam dando rasantes, era uma passeata, época da ditadura militar. No dia anterior teve Botafogo versus São Paulo no Morumbi, meu pai estava lá. Quando ele chegou em casa, não tinha mais ninguém. Meu tio, minha avó, minha mãe todo mundo no hospital. E eu nasci um dia depois”. É assim que Gustavo Duarte, ilustrador conhecido de quem acompanha esportes, principalmente futebol, se lembra do dia de seu nascimento. É claro que muita coisa parece ter saído da cabeça desse bauruense que ganha a vida mostrando o lado engraçado do nosso esporte.</p>
<p><span>Duarte tem aquela profissão que muita gente gostaria de ter: tirar sarro, no dia seguinte, daquela derrota do time adversário e ganhar por isso. Mas nem tudo são flores. “Quando tem Copa do Mundo, tudo é fácil. Mas em janeiro, com os times em férias, não tem assunto. É um inferno, detesto. E haja Papai Noel”, diz.</span></p>
<p><span>Usuário de Mac das antigas (“tive um Performa que queimou com um raio”), Gustavo não tem o último modelo em casa. “Sou do tempo da Apple do PowerPC”, diz com orgulho. Para ele, o computador é uma ferramenta, mas o papel ainda é fundamental. “Consigo fazer as coisas mais rápido, como colorir, mas desenhar, só no papel”, afirma, categórico.</span></p>
<p><span>Fruto das histórias em quadrinhos que leu na infância, Gustavo Duarte acaba de lançar sua primeira revista, Có!, em preto-e-branco e com produção totalmente independente. Para conseguir comprar, é preciso entrar em contato com o autor no </span><a href="http://mangabastudios.blog.uol.com.br/">site</a> <span>ou procurar em poucas livrarias especializadas. “Fui para ComicCon em San Diego e lá eu vendi mais do que eu esperava. Foram 50 na feira e mais 40 pra uma loja de quadrinhos.O primeiro autógrafo de todas foi para o Jeff Smith, de Bone, que eu adoro”, conta Duarte.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> Como você descobriu que queria desenhar?</span></p>
<p><strong>Gustavo Duarte</strong><span> Eu estava sempre desenhando. Toda criança desenha, e o desenhista é aquele que continua. Qualquer pessoa desenharia em um nível bom se continuar, não é um dom ou uma dádiva de Deus, isso para mim não existe. É óbvio que existe a predisposição: ou o cara gosta, ou não, essa é a diferença. Mas desenho é treino. Não existe a pessoa que nasceu desenhando igual ao Michelangelo. Como eu faço isso diariamente, vou melhorando sempre. Não tem essa de “eu comecei a desenhar com tantos anos”. Profissionalmente, comecei a desenhar com 16, 17 anos, fazendo uns bicos. Considero como profissão quando entrei como cartunista no Diário de Bauru, em 1997, um dia depois de o Guga ser campeão em Rolland Garros. Por causa disso, meu apelido entre os jornalistas, até hoje, é Guga. Eu estava desenhando o Guga, e um grande amigo meu (e </span><span>que estava me conhecendo naquele dia) perguntou meu nome, e eu disse “Gustavo”. Ele continuou: “não, não é quem você está desenhando, mas q</span><span>uem é você?”. Respondi, “Gustavo”. Eu já tinha entendido, mas continuei na piada.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong><span> E você sempre trabalhou com charge? </span></p>
<p><strong>GD </strong><span>Sempre fiz charge, caricatura, ilustração dessa maneira. Já fiz bicos na vida, como logotipos. Sou designer gráfico formado pela Unesp de Bauru. Quando trabalhei no jornal, era estudante, então fiz muito logotipo, programação visual e trabalhei na Abril como designer, mas os primeiros empregos foram desenhando. No entanto, considero o Diário como meu primeiro emprego de verdade.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você não acha que foi coincidência começar desenhando sobre esporte?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Não acho, pois sempre gostei de esporte, e desde moleque sinto que tenho uma ligação com a área. Eu já fazia caricaturas de jogador de futebol com 14, 15 anos. Quando enviei meu currículo para o jornal Lance!, achei que aquele era um trabalho que eu poderia fazer. Acredito que conseguiria ser chargista político de qualquer jornal, menos de um muito conservador.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Como é contar uma história em apenas um desenho? É muita pressão ou é fácil?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Ah, fácil não é, mas nada é fácil na vida. É difícil carregar saco de cimento no porto. Creio que, obviamente, não é a coisa mais simples do mundo, é um trabalho difícil, mas alguém tem que fazer. Vamos focar no meu trabalho, que é o futebol. Durante a Copa do Mundo, aparece um monte de gente fazendo charge de esporte, não é? Aí é fácil. O problema é fazer em janeiro, quando não tem jogo, não tem nada. Acho que uma das coisas mais complicadas do meu trabalho é chegar ao assunto.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> A pauta é você quem decide?</p>
<p><strong>GD</strong><span> A charge sou eu quem decido. Faço </span><span>um dia charge, um dia ilustração. Revezo com o Mario Alberto. Na ilustração, você não precisa dizer tudo, porque ao ler o texto, ela faz sentido. É um acompanhamento. Mas a charge não, ela vai sozinha. A charge é minha opinião, meu desenho, minha visão, e eu tenho que passar uma mensagem. A charge é muito mais complicada do que fazer uma ilustração. Ela não tem pauta, eu tento encontrar uma coisa que combine. O Brasil jogou contra a Argentina e, obviamente, tenho de fazer uma charge sobre isso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-8878 aligncenter" title="41-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-2-359x171.jpg" alt="41-macartista-2" width="359" height="171" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E como foi fazer sua primeira história em quadrinhos? Como ela nasceu, em que momento e quanto tempo ela demorou para se tornar realidade?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Eu sou fruto dos quadrinhos. Todos os meus ídolos fizeram HQs, fora o Al Hirschfeld. Então você tem o Laerte, o Henfil, o Ziraldo, Paulo Caruso… e tenho uma influência muito grande do quadrinho americano. Li muito Homem-Aranha, Batman, essas coisas. Eu adorava o Todd McFarlane, achava o máximo! Nos encontramos na ComicCon, e ele estava destruindo um moleque que mostrava seu portfolio, razão pela qual nem fui falar com ele. Adorava o Greg Capullo, que desenhava o Spawn. Muito do que aprendi a desenhar foi com gibis, mas sempre achei muito complicado, demanda tempo, não é um negócio rápido. Eu tinha vontade, mas ao mesmo tempo olhava e falava que era impossível. Quem mais me deu pilha para fazer isso foram o Fábio Moon e o Gabriel Bá. Além deles, sempre me diziam que era possível, então comecei a achar que conseguiria. Em dois anos, a coisa foi ficando mais séria e eu falei “pronto, vou fazer”. Na época, eu ainda trabalhava na W/Brasil, no Lance!, fazia freela. No meio do ano passado, decidi sair da W/Brasil para tentar fazer as coisas que achava que tinham de ser feitas. No começo deste ano, p</span><span>eguei a história que eu havia escrito ano passado ou retrasado, lapidei, e o processo entre começar e acabar foram três meses. Só que nesse meio-tempo, mudei de casa, reformei o estúdio e parei alguns dias porque viajei para Bauru, pois meus pais também mudaram de casa. Mas foram mais ou menos três meses de trabalho.</span></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-8879  alignleft" title="41-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-3-360x416.jpg" alt="41-macartista-3" width="216" height="250" /></a></p>
<p><strong>MAC+</strong> E como foi em San Diego?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Foi surreal. O Brasil tem muito a aprender. Hoje eu estou fazendo quadrinhos, mas eu já sou cartunista há séculos. É complicado, algumas pessoas nem sabem que existe a profissão. Lá tem indústria, tem gente comprando, gente vendendo tudo.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E é cheio de maluco, não é?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Nossa, nunca vi tantos! Eu virava para o Fábio e o Gabriel Bá e dizia: “vocês acham mesmo normal isso aqui?”. Eles respondiam “é nosso décimo terceiro ano, isso já é normal”.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> E como foi a receptividade da revista lá?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Foi legal, o fato de não ter texto ajuda bastante. Acabei ficando em um estande que era do Fábio e do Gabriel. Eu era um dos que mais ficava no estande, pois eles tinham entrevistas, palestras, fotos, essas coisas. E a minha capa chamava bastante atenção, porque era vermelha e branca. As pessoas pegavam e, se quisessem, liam na hora e era legal olhar as pessoas e ver as reações. Vendi mais do que eu esperava.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>Quando o Mac entrou na sua vida?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Imaginei que você fosse fazer essa pergunta e estava pensando esses dias. Nunca pintei um desenho em um PC na vida. Já usei PC, de amigos, no começo eu não tinha computador em casa, mas eu nunca pintei um desenho que não fosse no Mac. Eu me lembrava do meu pai falando da Apple com certo carinho. Porque essa é a diferença, a Apple sempre foi rodeada por muito carinho. Meu pai via as revistinhas da época, com o 128 K e falando sobre a Apple. Só fui ter contato com um quando um amigo meu da faculdade um dia me disse que tinha acabado de comprar um Mac – só a caixa dele já era mais legal do que qualquer computador do mundo. Eu </span><span>estava no segundo ou terceiro ano da faculdade e precisava comprar um, já estava fazendo falta. Quando decidi adquirir um computador eu disse: “Pai, vou comprar um Apple”. </span><span>Aí compramos um Performa. Era 1996 ou 1997. Logo depois veio o iMac, um modelo de 333 MHz. Hoje tenho um iMac G5.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-8881 aligncenter" title="41-macartista-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-5-360x261.jpg" alt="41-macartista-5" width="360" height="261" /></a></span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você acha que para trabalhar, precisa ser o iMac de último tipo?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Se fosse, eu estava ferrado. Eu trabalhei com o Performa, mas quando comecei, o jornal era em preto-e-branco ainda não precisava de cor, era tudo na mão mesmo. Quando comecei em revista, já estava em São Paulo e usava o meu iMac 333. E todo mundo já tinha computadores mais modernos e eu ainda nele. Resolvi comprar outro porque os programas já não casavam mais e eu troquei por um G5. Uso o sistema nativo dele, o Tiger.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Não pretende ir para o Intel.</p>
<p><strong>GD</strong><span> Meus amigos têm Macs Intel, e são ótimos. Mas no meu, instalei os programas lá e nunca reinstalei nada. Acho isso maravilhoso no Mac. Tive meu iMac durante seis anos de trabalho bruto, todo o dia fazendo no mínimo um desenho, isso quando não eram quatro ou cinco. E o iMac lá, dando conta do recado. Ele ainda está em casa, acho que vou colocar na sala. Nunca deu um pau, só o velho problema com o flyback.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você acha que o computador complementa ou é ferramenta?</p>
<p><strong>GD</strong><span> É uma ferramenta, ele facilitou muito as coisas, faço trabalhos mais </span><span>rapidamente. Se tenho um desenho e preciso pintar, demoraria mais tempo se tivesse de fazê-lo a mão. Se cometo algum erro, preciso reiniciar. E tem que secar, mandar para o cliente. Agora, não, é possível digitalizar, colocar cor, tudo ficou muito veloz. Quando comecei, pensei que o utilizaria somente para cor, mas o computador fez com que eu aprimorasse meu traço. O importante é o traço, a cor é um complemento. Você vê que não tem muita pirotecnia nos meus desenhos.</span></p>
<p><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-8880 alignright" title="41-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-macartista-4-360x438.jpg" alt="41-macartista-4" width="360" height="438" /></a></p>
<p><strong>MAC+ </strong>Muita gente depende do computador, nem usa mais o papel…</p>
<p><strong>GD</strong><span> Eu desenho na mão. Não consigo imaginar não ter o papel. Um amigo acabou de comprar uma Cintiq e me contou como é. Gostaria de ter uma, mas não vou deixar de trabalhar no papel nem a pau. Uso internet e computador como instrumento de trabalho. Só fui ter um celular quando a Apple inventou um. É uma questão de gostar. O Carvall desenha no computador direto com mouse e fica lindo. É um dos maiores ilustradores que conheço. A minha </span><span>maneira é no papel, mas não tem uma maneira certa. Tem caras das antigas que ficam com preconceito com computador. Vejo trabal</span><span>hos de uma molecada, por causa do blog, e tem gente que nem sabe escanear direito. Eu penso “Meu Deus, poderia ao menos limpar o desenho”. Há, contudo, </span><span>outros que desenham maravilhosamente bem. O computador é mais fácil e não é. Ele democratizou, mas continuam existindo as pessoas que continuaram a desenhar e as que não deixaram de desenhar.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Alguém já ficou injuriado ou emocionado com alguma charge sua?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Já deve ter tido gente que reclamou, </span><span>mas ninguém me avisou. Torcedores, sim, me mandam email </span><span>ou elogiando, ou detonando. Porque torcedor é xiita, então ele vê um desenho do Timão sendo detonado e caindo pra segunda divisão e acha que a culpa é minha ! Na minha época de Diário, houve uma ameaça de processo, mas o editor bancou a parada. O único cara com quem eu tenho um pouco de contato é o Rogério Ceni, do São Paulo, que reclamou que o nariz estava meio grande.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Qual personagem que você mais gosta de brincar?</p>
<p><strong>GD</strong><span> Quem mais me ajudou a trabalhar até hoje foi o Rubinho. Ele é tão bom que fica ruim. Não tenho nenhuma dúvida de que ele é um ótimo piloto, ninguém trabalha tanto tempo na Ferrari e na Fórmula 1 sem ser bom, mas ele rende uma boa piada.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E de jogador de futebol, qual você gostava de fazer?</p>
<p><strong>GD</strong><span> O Tevez. Ele é o mais legal porque </span><span>parece um personagem. Ele fala engraçado, anda engraçado, e é bom jogador, além de tudo. O Felipão rendeu muita charge boa; o Ronaldo, mas ele está cada vez mais cheio de coisa, cheio de barriga, de cabelo, o dente não é mais o mesmo. O Ricardo Teixeira também é legal.</span></p>
<p><strong>MAC+ </strong>E o Guga, o seu primeiro?</p>
<p><strong>GD</strong><span> O Guga foi o melhor esportista brasileiro que eu vi. Disparado. O Oscar olhando de longe, é o segundo.</span></p>
<p><strong>MAC+</strong> Você o conheceu pessoalmente?</p>
<p><strong>GD </strong><span>Não, um amigo teve uma reunião com ele e eu enviei alguns desenhos ampliados. Meu amigo disse que ele sorriu e falou: “esse eu conheço, esse eu conheço, esse eu não lembro, que legal”. Foi olhando, vendo pediu para me agradecer o presente. Uma </span><span>semana depois, recebi um envelope em que havia uma camiseta autografada por ele “Ao Xará um abraço amigo, Guga</span><span>”. E era uma camisa comemorando os dez anos de Roland Garros! Comemorando dez anos da minha carreira.<br />
Fiquei emocionado! </span></p>
<p><strong>Dica do Artista - Desenhar é preciso</strong></p>
<p><em>por Gustavo Duarte</em></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> Para desenhar não existe segredo. É muito simples. A única coisa que o faz melhorar é a prática. As pessoas que dizem “não sei desenhar nem um boneco de pauzinho, desenho como uma criança de 5 anos”, fazem-no porque, provavelmente, pararam de desenhar com 5 anos.</span></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> O desenhista é ninguém menos do que aquele que nunca parou de desenhar. Isto é, o segredo para um bom desenho está na prática. Portanto, desenhe muito.</span></p>
<p><span>&gt;&gt;</span><span> Somado a isso, um bom cartunista não pode ter só um bom desenho. Além de saber desenhar, é imprescindível ser uma pessoa bem informada. Isso se aplica tanto na hora de fazer uma charge como um cartum e até mesmo uma HQ. Cultura é fundamental para qualquer atividade na vida. Para um cartunista, mais ainda. Por isso, leia muito. Sabendo mais, fica muito mais fácil pensar.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/esportes-arte-e-macintosh/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Sempre  à frente&#8230;</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/sempre-a-frente/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/sempre-a-frente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 02:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<category><![CDATA[Apple Store]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8933</guid>
		<description><![CDATA[Eu tenho orgulho de várias coisas nesta vida. Obviamente, dos meus dois filhos, Henrique e Heitor, a quem amo de paixão. Outra coisa que realmente me deixa orgulhoso é a MAC+. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><a href="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-editorial-1.jpg"><img class="size-full wp-image-8934 alignleft" title="41-editorial-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/10/41-editorial-1.jpg" alt="41-editorial-1" width="180" height="269" /></a>Eu tenho orgulho de várias coisas nesta vida. Obviamente, dos meus dois filhos, Henrique e Heitor, a quem amo de paixão. Outra coisa que realmente me deixa orgulhoso é a MAC+. A cada fechamento, sempre cheio de tensões, correrias, esquecimentos e pressão, quando a revista fica pronta e volta da gráfica, olho para ela e penso que consegui fazer um bom trabalho. Pelo menos é o que eu acho.</span></p>
<p><span>Mas não é só pela qualidade gráfica que posso me orgulhar da MAC+. Quando vejo hoje a febre em que o Twitter se transformou (nós também </span><a href="www.twitter.com/macmais">temos um</a><span>), lembro que o serviço de microblogs foi tema de uma matéria em nossas páginas na edição 18. Esta aqui já é a 41. São quase dois anos atrás. A ideia veio da nossa colaboradora Stella Dauer (que fez a ilustração da matéria na época, já estava antenada com serviços como Jaiku, Pownce, Tumblr e Gozub, o microblog brasileiro). Naquela ocasião, Rodrigo Martin de Macedo foi o responsável por ensinar os usuários de Mac a criar sua conta no Twitter. Hoje, todo mundo tem uma conta, todo mundo usa, mas os macmaníacos que leem a MAC+ já sabiam disso&#8230;</span></p>
<p><span>A Apple é reconhecida como uma empresa de vanguarda, que está sempre à frente da concorrência, antecipando tendências (isto é, inventando coisas que não existiam e, depois que a gente começa a usar, fica pensando como vivemos sem ela tanto tempo). Veja como exemplo o iPhone (que nós já cobrimos desde o seu lançamento, em janeiro de 2007). Quem diria que aquele pequeno aparelho mudaria tanto a vida das pessoas? Tudo bem que, por aqui, por causa do preço, ele ainda não decolou como em outros países, mas ninguém nega que os celulares podem ser divididos em antes e depois do iPhone.</span></p>
<p><span>E o que falar do “hub digital”, o conceito desenvolvido por Steve Jobs ainda no início do século, afirmando que os computadores seriam o centro da vida digital das pessoas, armazenando fotos, músicas e vídeos? Em uma época em que câmeras digitais eram caríssimas, filmadoras, então, eram proibitivas, e as músicas que trafegavam pela web dependiam do Napster para atingir as pessoas, Jobs proclamou sua mais nova revolução, dizendo que o Mac seria este centro de entretenimento do futuro. E com o crescimento da plataforma Apple em todo o mundo, parece que isso pode acontecer.</span></p>
<p><span>Acho que a MAC+ tem conseguido, nestes seus três anos e meio estar na frente quando o assunto é vida digital. E, sendo assim, vamos fazendo o mesmo trabalho que a Apple tem feito nos últimos anos: mostrar para as pessoas este novo modo de vida digital, de maneira divertida, com um belo design e com qualidade.</span></p>
<p><span>Mês que vem tem mais uma pequena revolução nas bancas. A deste mês já está garantida. Afinal, acaba de ser inaugurada a Apple Store Online Brasileira! Alô, Brasil! Alô, Apple!</span></p>
<p><span>Este será o primeiro dia do resto de nossas vidas&#8230;</span></p>
<p><span>É isso.</span></p>
<p><em>Sérgio Miranda, Editor.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/sempre-a-frente/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Rato multitoque, porque não?</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/rato-multitoque-porque-nao/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/rato-multitoque-porque-nao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 01:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Hagge Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mais ou Menos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8159</guid>
		<description><![CDATA[Apple reinventa tanta coisa, mas deixa o mouse de lado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-8160 alignleft" title="40-maisoumenos-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-maisoumenos-1-360x360.jpg" alt="40-maisoumenos-1" width="216" height="216" />Se existe um pedaço de hardware que a nova Apple – sim, porque ela não é mais a mesma – ainda não acertou, com a mais absoluta certeza, é o mouse. Esse é o único acessório básico que a empresa faz questão de nos deixar para trás. Demoramos vinte anos para ter mais de um botão. Agora contamos com cinco, dos quais apenas dois funcionam direito.</p>
<p>O Mighty Mouse atual é lindo e funciona perfeitamente – durante as primeiras semanas. Passados alguns meses, se você não for um alucinado por limpeza e não lave a mão dez vezes ao dia, é muito provável que a minúscula bolinha de scroll pare de funcionar. Em alguns casos, almas persistentes ainda conseguem limpá-la com uma folha de papel, uma gambiarra que não dura para sempre. Além disso, os botões laterais são um fracasso em ergonomia e mais atrapalham do que ajudam quando estão ligados. É preciso muito esforço e concentração para apertá-los ao mesmo tempo e é muito comum conseguir a façanha quando a intenção era outra (mover o mouse sobre a mesa com o botão apertado para desenhar um path gigante no Photoshop, por exemplo).</p>
<p>Há controvérsias, é claro, mas o fato é que os modelos de mouse Kensington, Logitech ou até Microsoft, por exemplo, são muito superiores ao Mighty Mouse – ou, pelo menos, duram muito mais e dão muito menos problemas. Alguns deles trazem, inclusive, a revolucionária bolinha de scroll que se move a 360º, em vez das ultrapassadas movimentações horizontais. O problema é que as ofertas de mouse Bluetooth são escassas no mercado. E USB é uma tecnologia tão… anos 90!</p>
<p>Acho que o caminho que deveria ser seguido pela Apple é o mesmo dos trackpads multitoque dos MacBooks. Por que não um Mighty Touch? Um mouse com o formato parecido com o Mighty Mouse atual, mas de vidro, sem botões e com a tecnologia utilizada no iPhone e no MacBook. Já existem alguns desenhos de protótipos espalhados pela internet, feitos por fãs, e a ideia é espetacular! Duvido que não exista algo parecido nos laboratórios de Cupertino.</p>
<p>O trackpad gigante de vidro que a Apple bolou para o MacBook eliminou partes móveis e direcionou todas as funcionalidades para o software. Foi o primeiro trackpad que achei realmente usável e que nunca precisei pressionar para usar o botão convencional. O mesmo deveria acontecer com o mouse: imagine poder usar o menu contextual (ou o menu do botão direito, ou, o <strong>[Control] </strong>+<strong>[Clique]</strong>) “tocando” no mouse com dois dedos, rolar os documentos para todos os lados arrastando os dois dedos pelo mouse, chamar o Exposé ou o Dashboard arrastando três dedos sobre o mouse, enfim, praticamente as mesmas funcionalidades que temos nos atuais trackpads?</p>
<p>A Apple está com a faca e o queijo na mão, mas às vezes parece não querer avançar em certos pontos. Ela não quer oferecer mais de uma opção de mouse aos seus consumidores. E essa forma de agir às vezes irrita. Como sempre digo, a melhor coisa a fazer é reclamar e, se não der resultado, trocar. Já faz alguns anos que não uso os mouses da Apple; prefiro os Kensington. Mas quando sou obrigado a usá-los, em algum escritório como freelancer, por exemplo, simplesmente desligo todas as opções e desencano da bolinha de scroll para não me estressar.</p>
<p><em><strong>Luciano Hagge está radicado em Zurique, na Suíça, e como não tem iPhone, aguarda ansiosamente o lançamento do novo iPod touch para finalmente poder curtir alguns filminhos e joguinhos no trem.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/rato-multitoque-porque-nao/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Ouvi dizer que&#8230;</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/ouvi-dizer-que/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/ouvi-dizer-que/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 01:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Miranda</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[Boatos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8155</guid>
		<description><![CDATA[Não sei quanto a você, caro leitor da MAC+, mas estou bastante decepcionado com a indústria de boatos sobre a Apple e seus produtos que se instalou na internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-8156 alignleft" title="40-editorial-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-editorial-1-360x537.jpg" alt="40-editorial-1" width="173" height="258" />Não sei quanto a você, caro leitor da MAC+, mas estou bastante decepcionado com a indústria de boatos sobre a Apple e seus produtos que se instalou na internet. Todos os dias, quando nos preparamos para municiar nosso site com notícias sobre Macs, iPods e iPhones, só encontramos boatos, disse que disse, analistas querendo aparecer e inventando tendências, produtos e sabe lá mais Deus o quê! Nada é concreto, tudo é vapor. E isso cheira mal.</p>
<p>Quando comecei a cobrir o mundo Apple, há quase dez anos, era possível encontrar notícias de verdade sobre Macs (iPods e iPhones não existiam nessa época). Tudo bem que não havia muitas, mas existiam. Hoje, parece que nem isso mais encontramos. Ou são rumores, ou são releases de aplicativos para o iPhone. Nossas caixas postais estão sempre inundadas de informações sobre os mais diversos softwares para o celular da Apple. Sobre Mac, praticamente nada.</p>
<p>A última grande cartada da indústria de boatos foi a iTablet (que nem é um nome registrado pela empresa comandada por Steve Jobs, mas isso não impediu o lançamento do iPhone, que era uma marca da Cisco). Durante semanas, não se lia ou se ouvia outra coisa: Jobs está criando uma tablet revolucionária, que será igual a um iPhone XXL, ou então seria a resposta da empresa ao avanço incontrolável dos netbooks, pequenos computadores portáteis feios e com software ruim, que dominaram o mundo da informática atual. Esses sites insinuavam inclusive a data de lançamento, em setembro, na primeira quinzena.</p>
<p>Tudo estava pronto para nos deliciarmos com mais uma inovação vinda dos laboratórios da Apple em Cupertino. Carteiras preparadas, cartões de crédito na mão, já enxergávamos um mundo novo e mais bonito por causa da tablet da Apple. Afinal, depois de dois anos acertando tudo, os sites de boatos acabaram se transformando em fontes confiáveis de informação, certo?</p>
<p>Errado. Nada de iTablet ou netbook ultrafino e com tela sensível ao toque. E os sonhos de uma comunidade inteira foram desmanchados. Ou, de acordo com os mesmos sites que previram o lançamento para este ano, apenas adiados: 2010 está aí na esquina, afinal, e todos garantem ter visto, tocado e cheirado o gadget revolucionário. Lembram-me as dezenas de milhares de pessoas que afirmam categoricamente ter visto o gol mais sensacional do rei Pelé no estádio do Juventus, na Rua Javari, em São Paulo. O problema é que o acanhado campo do “Moleque Travesso” nunca poderia comportar tamanha e imaginária plateia.</p>
<p>Estamos na era do “acredite, se quiser”. Impulsionados pelo segredo praticamente absoluto instaurado na Apple, onde dizem (olha aí o boato de novo!) haver câmeras de segurança em toda a parte, além de funcionários que participam de projetos importantes sendo monitorados a todo instante, vamos correndo atrás de mais rumores para satisfazer nossa necessidade de informações sobre a empresa que amamos e respeitamos.</p>
<p>Sei que nós, da MAC+, também colaboramos com essa difusão de boatos e notícias não confirmadas em nossas páginas virtuais e na revista também. Mas chegou o momento de repensar isso, selecionando melhor o que é notícia e o que é bobagem. Um passo de cada vez, vamos tentar mudar esse panorama sombrio que se avizinha.</p>
<p>Enquanto isso, esperamos avidamente que a Apple lance logo esta tal tablet ou netbook. Assim, teremos mais um gadget sensacional para amarmos incondicionalmente.</p>
<p>É isso.</p>
<p><em><strong>Sérgio Miranda, Editor.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/ouvi-dizer-que/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Todos os olhos</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/todos-os-olhos/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/todos-os-olhos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 00:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Amaya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Logitech]]></category>

		<category><![CDATA[Microsoft Life Cam]]></category>

		<category><![CDATA[Philips]]></category>

		<category><![CDATA[webcam]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8141</guid>
		<description><![CDATA[O seu computador não precisa ficar cego se você não quiser. Bem-vindo à era das webcams plug &#038; play no Mac!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Você sabe? Você lembra? A revolução das webcams começou no Macintosh. Foi com a Connectix QuickCam, o primeiro produto desse tipo do planeta, lançado em 1994. Nessa época relativamente remota, pouquíssima gente tinha conexão à web. E mais: quase ninguém tinha conexão rápida e estável o bastante para transmitir vídeo digital ao vivo. Mas a futurista e elegante aplicação da videoconferência já podia ser experimentada através do pioneiro software CUSeeMe, criado dois anos antes, também na plataforma Mac.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="size-medium wp-image-8142 alignleft" title="40-webcam-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-1-360x283.jpg" alt="40-webcam-1" width="252" height="198" />Em 1998, a Logitech comprou a Connectix e continuou a desenvolver a linha de webcams, que nesse tempo já eram usadas da maneira como concebemos hoje. Mas a empresa cortou aos poucos o suporte a Mac. A mesma coisa aconteceu com as numerosas câmeras das marcas concorrentes. O problema agravou-se nos primeiros anos do Mac OS X, quando faltava driver de Mac para muita coisa que no mundo pecezista era trivial.</p>
<p style="text-align: left;">Para não chupar o dedo até ficar só no osso, o macmaníaco precisava recorrer à estupidamente cara iSight, webcam com conexão FireWire da própria Apple, compatível apenas com Macs G4 ou mais potentes. Se o seu Mac fosse anterior, a solução era adaptar uma webcam USB “de PC” com um driver extra-oficial, sujeito a bugs bizarros, como mostrar só som ou só imagem, ou funcionar com um programa sim e outro não.</p>
<p style="text-align: left;">Esse estado de alienação frustrante foi incentivado pela própria Apple. A iSight foi largamente promovida como sendo “muito melhor” que qualquer outra coisa no mercado. Na prática, era para ser um monopólio. A câmera foi criada para complementar o iChat, software baseado no protocolo de comunicação da AOL, ignorado por rigorosamente todo mundo que usa PC no Brasil. Outras possibilidades de uso seriam com o menos conhecido iVisit e o Skype.</p>
<p style="text-align: left;">Por fim, em 2007 tudo melhorou. A iSight avulsa saiu de linha. Todos os Macs portáteis e monobloco passaram a vir com uma webcam embutida. Para os modelos que ficaram de fora, como o Mac Pro e o mini, marcas de terceiros passaram a ter compatibilidade direta via USB, sem necessidade de caçar e instalar drivers. Isso aconteceu graças à adoção pela indústria do padrão de conexão “USB Video Class” (UVC), que estreou no Mac OS X 10.4.3 e funciona com o iChat desde o 10.4.9. Toda câmera com esse tipo de conexão pode funcionar no Mac na base do plug &amp; play, instantaneamente, sem precisar instalar nem configurar nada.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8143 aligncenter" title="40-webcam-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-2-360x270.jpg" alt="40-webcam-2" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Vídeo digital para as massas<br />
A Connectix QuickCam, primeira câmera digital feita para acoplar a computadores, surgiu inicialmente para Mac em 1994. A imagem era de 16 tons de cinza a 320 x 240 pixels (abaixo); o áudio tinha 8 bits a 11 kHz. Tudo era transmitido pela lenta interface serial. Pode ser considerada primitiva hoje, mas iniciou uma pequena revolução.</em>
</p>
<p style="text-align: left;">A grande ironia é que os fabricantes das webcams suportadas nativamente pelo UVC ignoram escandalosamente o Mac. Eles sempre informam que os produtos funcionam com Windows — e apenas isso. Por quê? Algum pacto diabólico com a Microsoft? Falta de patrocínio da Apple? Ambas as coisas?</p>
<p style="text-align: left;">Para tirar a teima, pegamos algumas modelos de câmeras USB de categoria superior e marcas famosas, cujas embalagens e manuais não dizem em lugar nenhum serem compatíveis com Mac; espetamos cada uma em um Mac mini com Mac OS X 10.5.7 e as mais recentes versões do iChat e Skype; e então tomamos nota (e capturamos telas) do que aconteceu.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Logitech QuickCam Pro 9000</strong><br />
<img class="size-medium wp-image-8144 alignleft" title="40-webcam-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-3-360x365.jpg" alt="40-webcam-3" width="216" height="219" />O slogan é superlativo: “detalhe e clareza perfeitos”. A lente é uma autofoco da Carl Zeiss – a empresa altamente reputada que responde pela óptica das câmeras da Sony. O design é inteligente, com um pedestal articulado que se encaixa com felicidade em qualquer coisa. Mas a embalagem (exagerada, com um monte de papel e plástico) deixa claro que que este é um produto exclusivamente dirigido a PCs com Windows. O que acontece, pois, ao plugá-la no Mac?</p>
<p style="text-align: left;">Simplesmente funciona, num piscar de olhos, com qualidade de imagem surpreendente. Paixão à primeira vista! Por que, então, a Logitech não enfatiza que o seu produto é plug-and-play no Mac?<br />
A lente tem um generoso campo grande-angular, similar ao de uma objetiva fotográfica tradicional de 28mm. Bom para quem pretende mostrar mais do que o próprio rosto (use a sua imaginação aqui, por favor). A autoexposição e o balanço de branco (correto, coisa rara em webcams!) ajustam-se para o seu rosto não ficar esverdeado e escuro — o que amiúde acontece em ambientes com iluminação fluorescente, deixando sua imagem com aquela cara de “Matrix”.
</p>
<p style="text-align: left;">A nitidez é bem acertada para o tamanho da imagem; o ruído digital não dá as caras, mesmo com iluminação fraca. A lente apresenta um pouco de convergência; isto é, as linhas paralelas tendem a se arredondar. Em compensação, a nitidez é uniforme até os cantos da imagem.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="size-medium wp-image-8145 aligncenter" title="40-webcam-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-4-360x270.jpg" alt="40-webcam-4" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Nitidez de sobra<br />
A melhor característica da QuickCam Pro é a generosa amplitude de campo, combinada à nitidez uniforme. É provavelmente a webcam com melhor imagem do momento.</em>
</p>
<p style="text-align: left;">A resposta a mudanças na iluminação e enquadramento é mais rápida que na iSight, com estouros de luz menos abruptos, e a nitidez parece ser aproximadamente o dobro. Sob iluminação fraca ela perde framerate, como acontece com outras webcams, mas ainda mantém-se livre de ruído.</p>
<p style="text-align: left;">But there´s one more thing. Se você possui o Windows no seu Mac ou num PC ao seu alcance, e tiver a curiosidade de instalar nele o driver da webcam, descobrirá que não apenas o Mac desperdiça uma parte da resolução da imagem, como a versão PC oferece recursos inexistentes no Mac, como o extraordinário face tracking (que faz o enquadramento acompanhar automaticamente a posição do seu rosto) e vários ajustes finos para a imagem, como foco manual controlado via software. Puro luxo.</p>
<p style="text-align: left;">Deu para entender melhor o recado da embalagem, e deu pena.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Philips SPC1300NC</strong><br />
<img class="size-medium wp-image-8146 alignleft" title="40-webcam-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-5-360x318.jpg" alt="40-webcam-5" width="216" height="191" />Ela é dotada de pedestal similar ao da Logitech, de dimensões parecidas, com embalagem igualmente exagerada e poluente, e também não avisa em lugar nenhum que pode funcionar em Mac. O texto publicitário promete absurdos 6 megapixels de resolução. Por que absurdos? Porque a resolução real é de 2 megapixels, interpolados para cima quando se tira uma foto estática no PC.</p>
<p style="text-align: left;">Também como a Logitech, ela funciona de primeira ao ser conectada ao USB, sem necessidade de qualquer instalação ou ajuste. No Windows é preciso instalar o driver antes de qualquer coisa.<br />
O balanço de branco é acertado, mas puxa ligeiramente para o azulado; isto é, a temperatura de cor é mais fria.</p>
<p style="text-align: left;">A nitidez fica pau a pau com a da iSight: decente, mas não impressiona. O foco é manual, controlado pelo anel em torno da lente. É possível ver um pouco de ruído nas áreas de alto contraste, e as texturas são “amaciadas”. Ela tende a gerar uma imagem escura, com bastante ruído sob pouca luz.<br />
Onde a Philips brilha é no som – e não poderia deixar de ser assim, vindo de uma empresa famosa pelas suas invenções de áudio. Ela inclui um par (estéreo) de microfones direcionais, embutidos logo abaixo da lente. O pedestal é tão bom quanto o da Logitech.
</p>
<p style="text-align: left;">E mais uma vez o driver para Windows oferece opções que não existem para Mac, mas tem vários bugs e não funciona tão bem como deveria.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignnone size-medium wp-image-8147" title="40-webcam-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-6-360x270.jpg" alt="40-webcam-6" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Design retrô<br />
O visual da Philips é estritamente europeu e remete a aparelhos de som dos anos 70.</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Microsoft LifeCam VX-7000</strong><br />
<img class="size-medium wp-image-8148 alignleft" title="40-webcam-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-7-360x354.jpg" alt="40-webcam-7" width="173" height="170" />A Microsoft tem reputação de fazer bom hardware, e a LifeCam honra essa tradição. A mais compacta das três webcams tem sensor de 2 megapixels, uma nítida objetiva de cristal com boa amplitude de campo e um microfone direcional com função de cancelamento de ruído. Tudo isso num pacote bem mais compacto que as suas concorrentes.
</p>
<p style="text-align: left;">A lente não distorce a imagem, mas como é comum em câmeras pequenas desse tipo, a imagem sofre de excessiva remoção de ruído (texturas muito brandas) e as áreas mais claras “estouram” facilmente. Misteriosamente, a imagem da mesma câmera no PC com Windows é bem mais detalhada.</p>
<p style="text-align: left;">Ao contrário da Philips, a Microsoft produz uma imagem em tons mais quentes (puxa para o amarelado).</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignnone size-medium wp-image-8149" title="40-webcam-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-webcam-8-360x270.jpg" alt="40-webcam-8" width="360" height="270" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Microsoft não é boa só de mouse<br />
A câmera deles é bem bacana e, assim como as outras, funciona no Mac sem precisar instalar nada. Mas no Windows ela rende muito mais. Mesmo caso da Logitech.</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong><br />
O nosso veredito</strong><br />
A vencedora geral do teste, pela qualidade da imagem, é a Logitech. O segundo lugar vai para a Philips e o terceiro para a Microsoft, por uma diferença pequena.
</p>
<p style="text-align: left;">Em todos os casos, você tem aquilo pelo qual paga. Para este teste tivemos também acesso a várias câmeras USB baratinhas, de marcas genéricas para PC; mas normalmente o Mac não as reconhece, ou reconhece apenas áudio ou vídeo. Experimentamos essas câmeras usando drivers alternativos (veja uma relação deles no box) e, de uma forma ou outra, não deram certo. A conclusão é clara: teste qualquer produto antes de comprar e não compre nada no escuro só porque é baratinho, esperando que um driver perdido pela web resolva o caso. Não rola.</p>
<p style="text-align: left;">Quando a iSight saiu, a Apple a descreveu nos termos mais absolutamente superlativos. Também, pudera: seu preço também sempre foi superlativo. As coisas mudaram muito ao longo de seis anos. As webcams USB mais modernas dão um pau na iSight em qualidade de imagem.</p>
<p style="text-align: left;">É claro que a largura de banda típica de uma conexão à Web via ADSL ou cabo impede que o framerate e a limpeza do vídeo sejam completamente transmitidos para o outro lado da conversa ao vivo. Mas a nitidez e as cores certamente são visíveis. E as câmeras também podem capturar decentemente podcasts e vídeos caseiros. O único senão é a incompatibilidade das webcams USB com o iMovie – você sempre precisa capturar o vídeo com algum outro programa e depois jogá-lo no editor.</p>
<p style="text-align: left;">O Photo Booth tinha seus problemas com webcams USB, mas na versão corrente (Leopard) ele se comportou direitinho com todas as câmeras compatíveis. Idem para o Skype e para o Gtalk via iChat.<br />
Vigilância remota com webcams
</p>
<p style="text-align: left;">Se você não pretende fazer videochats ou podcasts, existe uma outra aplicação importante para webcams: vigilância. Instale o software de controle. Aponte a webcam para o bebê, animal, porta da rua ou vizinho. Acesse a imagem resultante via Internet, do cibercafé, do escritório ou do seu iPhone. Existem três opções principais e todas suportam os recursos básicos:</p>
<p style="text-align: left;">•Gerar streaming de vídeo, imagens intervaladas ou um movie QuickTime de lapso de tempo.<br />
•Detecção de movimento para  começar a gravar somente se algo se mover dentro do campo de visão.<br />
•Suporte a mais de uma câmera ao mesmo tempo; visualização e controle remoto pela web.<br />
As opções são as seguintes:
</p>
<p style="text-align: left;">•<a href="www.evological.com/evocam.html">EvoCam 3.6.4</a> – Comercial, período de teste livre de 15 dias – US$ 30</p>
<p style="text-align: left;">•<a href="www.securityspy.com">SecuritySpy</a> – Comercial, período de teste livre de 30 dias – Preço varia conforme o número de câmeras; a partir de US$ 50</p>
<p style="text-align: left;">•<a href="www.econtechnologies.com/">ImageCaster</a> – Comercial, com modo demo limitado – US$ 30</p>
<p style="text-align: left;">O SecuritySpy destaca-se dentre eles por suportar igualmente webcams e câmeras de vigilância, com controles de pan, tilt e zoom.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Outras opções que não testamos, mas também funcionam</strong></p>
<p style="text-align: left;">•Qualquer filmadora miniDV FireWire<br />
•Genius Look 320S<br />
•Genius Videocam Eye<br />
•Unibrain Fire-i<br />
•Microsoft Life Cam NX-6000<br />
•Philips SPC900NC<br />
•iMage eCamm<br />
•Sanyo Xacti<br />
•Logitech QuickCam Ultra Vision<br />
•Logitech Communicate STX<br />
•Macally Icecam<br />
•XBox Live Vision (para Xbox 360)<br />
•Logitech QuickCam for Notebooks Pro<br />
•Logitech QuickCam Fusion<br />
•Creative Live! Cam Optia<br />
•Logitech QuickCam Pro 5000<br />
•Mijuki wc-8405</p>
<p>Uma lista mais completa, com modelos mais antigos e comentários sobre cada um, pode ser consultada<a href="http://www.mac-compatible-web-cam.com"> aqui</a>.</p>
<p>O Mac mínimo para usar webcams modernas deve ter portas USB 2.0, clock de processador a partir de 1 GHz e Mac OS X 10.4.x (Tiger) ou posterior (Leopard). Isso qualifica todos os Macs G5 e Intel, mas o FireWire é a única aposta certa para os G4 e G3 (se é que alguém ainda pretende usar um desses para videochat). Não perca tempo tentando acoplar uma webcam USB 1.X; quase nenhuma funciona sem gambiarra.<br />
<strong><br />
Drivers para quem precisa</strong><br />
Se você insiste em tentar usar uma câmera não suportada oficialmente no Mac, vai precisar de um driver de terceiros. Muitos modelos, como a maioria dos Logitech mais antigos, só dará sinal de vida no seu Mac após a instalação de um deles:<br />
•<a href="http://webcam-osx.sourceforge.net">macam </a></p>
<p>•<a href="ftp://ftp.ioxperts.com/IOXperts/Video/Beta">IOXperts Webcam Driver 1.1 for Mac OS X</a> – A versão oficial é compatível com Mac OS X 10.2.8 a 10.4.x. A versão para Leopard está em beta.<br />
Um benefício adicional do macam é que ele oferece controles de imagem — exposição, cor — que não são normalmente disponíveis nos aplicativos de Mac.</p>
<p>•<a href="www.ecamm.com/mac/iusbcam/configs.html">iUSBCam</a> (shareware, US$ 10)
</p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Mario Amaya conserva em seu museu pessoal de Macs antigos os primeiros dois modelos da Connectix QuickCam.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/todos-os-olhos/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Mac OS X Reinventado</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/mac-os-x-reinventado/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/mac-os-x-reinventado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 20:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação MacMais</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Especial]]></category>

		<category><![CDATA[Apple]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Mac OS X 10.6]]></category>

		<category><![CDATA[sistema operacional]]></category>

		<category><![CDATA[Snow Leopard]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8109</guid>
		<description><![CDATA[por Rainer Brockerhoff e Sérgio Miranda
A Apple decidiu não mudar radicalmente de gato desta vez, só de um “Leopard” genérico para um “Snow Leopard”. E, como o felino não é tão diferente assim, o preço de atualização foi bastante reduzido, dos US$ 149 normais, cobrados desde os primórdios, para apenas US$ 29 aos quem já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Rainer Brockerhoff e Sérgio Miranda</p>
<p>A Apple decidiu não mudar radicalmente de gato desta vez, só de um “Leopard” genérico para um “Snow Leopard”. E, como o felino não é tão diferente assim, o preço de atualização foi bastante reduzido, dos US$ 149 normais, cobrados desde os primórdios, para apenas US$ 29 aos quem já têm um 10.5 instalado. Isso indica que a mudança foi mais evolucionária do que revolucionária. Realmente, pouca coisa mudou na parte visível ao usuário. Há, sim, centenas de pequenos detalhezinhos que vamos descobrindo pouco a pouco.</p>
<p>Entretanto, devido ao pouco tempo que tivemos para testar o novo sistema (o lançamento foi no dia 28 de agosto, apenas uma semana antes de a revista ir para a gráfica), programamos para as próximas edições mais matérias (especiais sobre o QuickTime X e Microsoft Exchange, por exemplo), com tudo que você precisa saber para domar essa nova fera.<br />
<strong><br />
De 300 a zero em um ano</strong><br />
Quando foi apresentado na WWDC de 2004, o Mac OS X 10.4, Tiger, tinha mais de 150 novas funções que desbancavam completamente a concorrência. Os mais antigos vão se lembrar dos gigantescos cartazes dizendo “Redmond, liguem as copiadoras”, já que o Windows Vista ainda estava em desenvolvimento. Um ano e meio depois, na divulgação do 10.5, Leopard, o número de funcionalidades novas dobrou, chegando a 300 (!), porém, uma grande parte era invisível para o usuário comum.</p>
<p>Pois a Apple resolveu radicalizar com o Snow Leopard. Quantas novidades o Mac OS X 10.6 terá? Nenhuma. É isso mesmo. Nada. Nada de firulas e novas interfaces. O Snow Leopard será conhecido por ser o refinamento do antigo Leopard. Bem, na verdade, há uma funcionalidade que não havia nas versões anteriores do sistema, suporte ao Microsoft Exchange. Bom, um é melhor do que zero, certo?<br />
Então, não vale a pena atualizar, afinal, não há nada novo no Mac OS X? Não é bem assim. Existem diferenças entre os dois felinos, que vão muito além das manchas e das cores da pele. Internamente, o sistema está muito mais rápido, e isso significa uma melhora na performance do Mac como um todo. Com as entranhas modificadas, os desenvolvedores de software vão poder otimizar seus aplicativos, que rodarão muito melhor no Snow Leopard. Por isso, se você tem um Mac Intel, não há motivos para não saltar para o 10.6.</p>
<p><strong>A olho nu</strong><br />
É claro que não se pode acreditar que a Apple não traria algumas novidades bacanas para o Snow Leopard.  E na instalação do novo sistema, já se observam as primeiras mudanças.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8110 aligncenter" title="40-snowleopard-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-1-360x245.jpg" alt="40-snowleopard-1" width="360" height="245" /></p>
<p>Logo de cara, ao clicar duas vezes no ícone do instalador, não somos convidados a reiniciar o Mac para começar o processo. Agora, boa parte do tempo necessário é feita sem iniciar o computador pelo drive óptico. Isso significa muito mais velocidade e performance na instalação, o que levou a Apple a afirmar que o processo seria 45% mais rápido. Usando a versão enviada para os desenvolvedores, notou-se que realmente foi mais rápido: do início ao fim, foram necessários 30 minutos para ter o Snow Leopard rodando. Com o Leopard, o tempo gasto foi de 50 minutos. Nada mal.</p>
<p>Outra modificação é a possibilidade de evitar a instalação do ambiente Rosetta, criado para dar compatibilidade a programas não nativos para os processadores Intel. Ficamos fortemente tentados a deixar a opção desmarcada, afinal, o Snow Leopard só pode ser usado nos Macs mais novos, mas essa não é a melhor saída se você depende muito dos aplicativos da suíte Office 2008, da Microsoft. Apesar de ser Binário Universal, isto é, rodar nativamente nos Macs Intel, não instalar o ambiente Rosetta significa não conseguir utilizar os aplicativos do pacote ou mesmo tentar abrir um arquivo .DOC, por exemplo, usando outros programas, como o Nisus (no Editor de Texto, o arquivo abre). Se você tiver deixado o Rosetta de fora, será obrigado a fazer a instalação posteriormente (via Atualização de Software). Ou então, mudar de formato de arquivo.</p>
<p>Quando entramos pela primeira vez no Snow Leopard, temos uma grata surpresa: mais espaço em disco. Não, seu HD não aumentou de tamanho, na verdade, a Apple resolveu trocar o método de contagem dos bytes, deixando de lado o sistema de base dois pelo de base dez. Isso quer dizer que agora 1 GB tem 1 milhão de bytes, e não mais 1.024.000. Além disso, o sistema está 7 GB menor. Isso significa uma economia de até 25 GB disponíveis.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8111 aligncenter" title="40-snowleopard-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-2-360x591.jpg" alt="40-snowleopard-2" width="360" height="591" /></p>
<p><em>Com ou sem Rosetta?<br />
O Snow Leopard só pode ser instalado em Macs Intel. Então, é possível ficar sem o ambiente Rosetta? Se você usa o Office, não.</em></p>
<p>O visual geral do Finder no Snow Leopard é muito parecido com o da sua versão anterior, mas é apenas uma impressão. O Finder, mais antigo aplicativo do Mac OS ainda em atividade, foi reescrito para rodar mais eficientemente no Snow Leopard. E ganhou algumas mudanças cosméticas. Agora, no modo de visualização por ícones, você pode ver os ícones do conteúdo de pastas no tamanho máximo, 512 pixels, usando um pequeno controle deslizante na janela. Ver um PDF ou um texto com o ícone gigantesco dá outro significado a este modo de visualização.</p>
<p>Além disso, há efeitos para praticamente todas as ações, como mover, copiar e até ejetar um disco externo, graças ao Core Animation, que se espalhou pelas entranhas do sistema quase que completamente. Outra funcionalidade bacana, principalmente para quem adora o modo de visualização por colunas (e quem não gosta?), é a de ordenar as pastas e arquivos, igualzinho no modo por lista ou por ícones. E, finalmente, quando um disco não pode ser ejetado porque “algum aplicativo” o está usando, a janela de erro mostra quem é o culpado pelo problema. Demorou, mas finalmente acabou a adivinhação para saber quem estava atrapalhando tudo.</p>
<p>Outra coisa que se pode notar é como os aplicativos nativos do sistema ficaram mais rápidos. O sistema de indexação de arquivos do Spotlight, por exemplo, está cerca de 25% mais rápido. Abrir mensagens em HTML no Mail, por exemplo, também melhorou bastante. No geral, todos os programas originais estão mais rápidos para abrir e realizar ações. Depois de um tempo de uso, porém, você acaba se acostumando.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8112 aligncenter" title="40-snowleopard-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-3-360x128.jpg" alt="40-snowleopard-3" width="360" height="128" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-8113" title="40-snowleopard-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-4-360x193.jpg" alt="40-snowleopard-4" width="360" height="193" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Novo Dock<br />
Dos aplicativos tradicionais do Mac OS X, o Dock foi o que ganhou uma boa renovada no visual. Agora, todos os menus contextuais tem o mesmo visual transparente das Pilhas, que agora possui barra de rolagem e também navegação por dentro de pastas, além de ser possível usar o teclado para ir mais rápido até aquele arquivo ou aplicativo que fica escondido no final da lista4</em>
</p>
<p style="text-align: center;">
<p>O Dock também passou por uma recauchutada, ganhando um menu contextual mais bonito e inteligente. Nas Pilhas, por exemplo, é possível navegar por pastas e usar o teclado para digitar o nome de arquivos ou aplicativos, igual no Finder. Além disso, o Dock Exposé é uma mão na roda para quem gosta de ter vários programas com muitas janelas ao mesmo tempo. Isso porque agora, os aplicativos que estão rodando ficam destacados no Dock, mesmo aqueles que têm janelas escondidas. Até mesmo o Exposé foi repaginado, ficando muito mais organizado na tela, em vez daquele monte de janelas de tamanhos diferentes espalhados por todo o monitor.</p>
<p>Boas mudanças, mas nada muito radical. Onde a coisa toda muda de figura é quando olhamos dentro do Snow Leopard.</p>
<p><strong>32 vs. 64 bits</strong><br />
Os usuários mais antigos se lembram de que no milênio passado houve a transição de 16 para 32 bits. Causou um certo rancor e ranger de dentes, mas passou. A transição de 32 para 64 bits é similar. Simplificando, refere-se a dois recursos da CPU: a representação de dados numéricos e a capacidade de endereçamento de memória. O primeiro recurso é bem transparente: tratar números de 64 (ou até mais) bits sempre foi possível ao programador, mesmo se a CPU não pudesse fazê-lo diretamente. Uma CPU de 64 bits só tem maior velocidade para isso.</p>
<p>A capacidade de endereçamento é importante. Aplicativos rodam dentro de um “espaço de memória virtual”, que em 32 bits é limitado a 4 GB. Quem trata de arquivos maiores – um exemplo seria o Photoshop – tem que fazer isso por partes, e ficar lendo e gravando partes no HD. Em contraste, um processo de 64 bits consegue endereçar, em tese, 16 exabytes – duas a três vezes o volume total de dados que trafegou pela internet em dezembro de 2008. Na prática, os limites do hardware são muito menores; o maior Mac no mercado, hoje, suporta “apenas” 32 GB de RAM instalados.</p>
<p>As CPUs modernas da Intel, internamente, funcionam em dois modos: 32 e 64 bits. O modo 32 é compatível com as CPUs antigas, remontando ao chip 80386 de 1985; o modo 64 tem recursos muito mais extensos, além de dobrar a largura de dados e endereços. Um processo executável no Mac OS X tem que se restringir a um desses modos; em outras palavras, um aplicativo de 64 bits só pode usar frameworks e plug-ins de 64 bits.</p>
<p>O Mac OS X vem se aproximando da 64-bititude gradualmente. O 10.4 já permitia rodar processos de 64 bits sem interface gráfica. O 10.5 tinha pleno suporte a aplicativos gráficos de 64 bits, mas o padrão era 32, e pouquíssimos aplicativos foram atualizados. Já no 10.6 o padrão é 64 bits; quase todos os aplicativos da Apple usam este modo.</p>
<p>Por que isso é importante para o usuário? No 10.5 todos os frameworks do sistema eram, internamente, quadruplicados, com código executável de 32 e 64 bits, PowerPC e Intel. Caindo o suporte para PowerPC, o espaço ocupado é reduzido para a metade. No 10.5, o sistema-base rodava em 32 bits; os frameworks deste modo já estavam carregados na memória (virtual) quando entrava um aplicativo de 32 bits, minimizando assim o tempo do ícone pular no Dock. Quando o usuário entrava em um (raro) aplicativo de 64 bits pela primeira vez, todos os frameworks de 64 bits entravam também, ocasionando um retardo sensível, e dobrando o espaço em HD usado pela memória virtual. No Snow Leopard, a situação é inversa: agora o primeiro aplicativo de 32 bits é penalizado. Quando a transição para 64 bits for completa, isso será mais perceptível.</p>
<p>Em si, há diferença de velocidade entre as versões 32 e 64 bits do mesmo aplicativo? Não necessariamente. Se o aplicativo usar muitos dados de 64 bits, fica mais rápido, claro; por outro lado, isso dobra o tamanho dos dados lidos e gravados em HD (incluindo a memória virtual), o que é mais lento. Mesmo que o aplicativo possa usar arquivos maiores que 4 GB com facilidade, isto pode ser contraproducente se não houver bastante RAM instalada.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8114 aligncenter" title="40-snowleopard-5" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-5-360x341.jpg" alt="40-snowleopard-5" width="360" height="341" /></p>
<p><em>32 ou 64 bits, eis a questão?<br />
Quem mais sofreu com a transição do 10.5 para o 10.6 foram os plug-ins de terceiros. Eles não são incompatíveis, mas é preciso abrir uma versão 32 bits do Preferências do Sistema. Ainda bem que os desenvolvedores já começaram a atualizar seus programas.</em></p>
<p>Uma vantagem do modo 64 bits só é diretamente visível aos desenvolvedores. A Apple aproveitou a mudança para modernizar diversas APIs do sistema, incluindo a própria estrutura interna do Objective-C (e, consequentemente, do Cocoa). Para o usuário, esta modernização traz uma pequena melhoria de desempenho e maior confiabilidade. De quebra, a modernização trouxe maior proteção contra erros de programação ou ataques de vírus.</p>
<p>Uma questão que não vem sendo bem entendida é a do suporte deste ou daquele Mac ao modo 64 bits. Genericamente, os primeiros Macs Intel – com CPU Core Solo ou Core Duo – não têm o suporte a 64 bits, mas podem rodar o Snow Leopard integralmente no modo 32 bits. Todos os modelos subsequentes, com Core 2 Duo ou os Xeons usados nos servidores e Mac Pros, têm suporte de 64 bits. Com um porém.</p>
<p>Este porém se refere ao “kernel” do Mac OS X: a parte do sistema que coordena os diversos processos. Antes do 10.6, o kernel rodava em modo 32 bits. Se a CPU tem suporte a 64 bits, no 10.6, o kernel pode ser de 32 ou 64 bits, e os aplicativos podem rodar em 32 ou 64 bits; as duas condições são independentes. Ou seja, todos os Macs recentes rodam aplicativos em 64 bits.<br />
Por que, então, vemos afirmativas que a Apple está prejudicando a maioria dos usuários, restringindo-os a 32 bits mesmo no Snow Leopard? Isto se refere apenas ao kernel. O fato do kernel rodar em 32 bits, na prática, faz pouquíssima diferença, e não restringe os aplicativos. Para rodar o kernel em 64 bits, o firmware daquele Mac tem que estar preparado para isso; nada impede que a Apple atualize o firmware dos modelos hoje restritos.</p>
<p>A vantagem de rodar o kernel em 64 bits é sutil. Primeiro, permite a instalação de mais de 32 GB de RAM – mas nenhum modelo, hoje, tem suporte de hardware para isso. Segundo, alguns procedimentos internos ficam um pouco mais rápidos, desde que a RAM instalada seja razoavelmente grande.</p>
<p>Mas o kernel 64 tem, também, desvantagens. A principal é que ele também usa plug-ins conhecidos por kexts (“kernel extensions”), e todos estes devem ser convertidos para 64 bits. Isso afeta não somente o suporte a certos periféricos, como também softwares como o Parallels e VMware Fusion, que instalam seus próprios kexts. Sem dúvida a situação será resolvida nos próximos meses, mas por enquanto o kernel de 32 bits é mais compatível.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-8124 aligncenter" title="40-snowleopard-15" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-15-360x147.jpg" alt="40-snowleopard-15" width="360" height="147" /><strong>Manchas diferentes</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-8135" title="40-snowleopard-22" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-22.jpg" alt="40-snowleopard-22" width="122" height="286" /></p>
<p><em>Í</em><em>cones gigantes de uma música e PDF no Finder. Nem precisa abrir o aplicativo!</em></p>
<p>De acordo com uma estimativa da Apple, 90% dos arquivos-fonte do Snow Leopard foram afetados pelas mudanças, o que certamente é um recorde. Mesmo descontando, digamos, 15 ou 20% em aplicativos, 70% das mudanças são nos “frameworks” do sistema. Por que isso tudo? A culpa é do Grand Central Dispatch (GCD), principalmente.</p>
<p>Em torno de 1995, havia um clone de Mac – um Genesis MP 528 que tinha 4 CPUs PowerPC. Na época, a Apple não tinha sistemas com mais de uma CPU, nem o System 7.5 tinha suporte embutido para isso. Assim, o único aplicativo que conseguia usar as 4 CPUs era o Photoshop – e mesmo assim só nos filtros. Era frustrante ter 4 CPUs e usar apenas uma!</p>
<p>O Mac OS X, felizmente, se adapta a qualquer número de CPUs ou cores, distribuindo-os entre aplicativos. Mesmo assim, o programador que quisesse usar mais de um core em um mesmo aplicativo deveria tomar providências complexas: dividir seu programa em “threads” de execução, e distribuir dados entre estes. Não era fácil escrever um software que rodava confortavelmente em um Core Solo, de apenas um core, e em um Mac Pro de 16 cores virtuais. E se depois o usuário resolvesse rodar vários aplicativos assim ao mesmo tempo?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8115 aligncenter" title="40-snowleopard-6" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-6-360x225.jpg" alt="40-snowleopard-6" width="360" height="225" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-8116" title="40-snowleopard-7" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-7-360x32.jpg" alt="40-snowleopard-7" width="360" height="32" /></p>
<p><em>Exposé organizado<br />
Quem usa sabe como é bom. E agora ficou ainda melhor, com as janelas mais organizadas e mostrando as que estavam escondidas, na parte de baixo</em></p>
<p>O Grand Central Dispatch mudou isso tudo. Ele permite, em um nível muito básico do sistema, designar pequenos blocos de código que podem ser executados em paralelo se houver hardware disponível para tal. O sistema enfileira esses pedidos de execução e os distribui, automaticamente, entre os diversos cores disponíveis e ociosos, evitando, inclusive, a competição excessiva entre aplicativos. Ainda melhor, esses blocos do GCD são vistos como objetos pelo Cocoa, o que facilita muito sua adoção.<br />
Como o GCD está disponível para qualquer processo, mesmo os do próprio sistema, a Apple resolveu recodificar os 70% dos frameworks que mencionamos para aproveitar esse recurso. Assim, mesmo que um aplicativo não use o GCD explicitamente, as funções do sistema podem fazê-lo. Em contraste à situação com meu velho Genesis, qualquer aplicativo, ao ser instalado num sistema futuro com 16, 32 ou mais núcleos, pode rodar mais rapidamente, sem muito esforço adicional do programador.<br />
Claro que essa situação melhora ainda mais se o próprio aplicativo usa esses recursos. O OpenCL no 10.6 é um framework similar, embora mais especializado: os blocos de código são escritos em linguagem C simplificada, e tem recursos especiais para processar dados similares em paralelo. Outra distinção é que esses blocos podem ser distribuídos indiferentemente para os cores das CPUs ou para as GPUs da placa de vídeo. Portanto, o OpenCL é mais dirigido ao processamento de áudio, vídeo, ou maiores massas de dados; por exemplo, vi uma simulação de centenas de milhares de objetos do sistema solar que, em um Mac Pro topo de linha, pode ser acelerada em mais de cem vezes pelo uso do OpenCL.<br />
Na prática tudo isso significa que o Snow Leopard tem acelerações razoáveis em diversos pontos. Por exemplo, abrir várias imagens ao mesmo tempo no Preview é significativamente mais rápido; rodar um vídeo HD consome menos tempo de CPU; e assim por diante.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8117 aligncenter" title="40-snowleopard-8" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-8-360x317.jpg" alt="40-snowleopard-8" width="360" height="317" /><em><br />
</em></p>
<p><em>Teclado de PC<br />
No Brasil, a Apple não vende uma versão ABNT2 dos seus teclados (aquele com a tecla [Ç]). Durante anos, foi necessário instalar o layout de teclado US International, criado por Rainer Brockerhoff. No Snow Leopard, isso não é mais necessário, já que o layout foi incorporado ao sistema, ganhando o sobrenome “PC”.</em><br />
<strong><br />
Quem será o próximo?</strong><br />
O quê? Mal saiu o 10.6 e já perguntam pelo 10.7! Cadê a bola de cristal?</p>
<p>Certamente não será uma variedade de Leopardo. Mas o palpite é que não veremos o novo bichano antes de 2012. Provavelmente não haverá mais suporte ao modo 32 bits. Possivelmente reduzirá ainda mais o espaço em disco. Os executáveis serão compilados diretamente para o bytecode LLVM e traduzidos “just-in-time”, permitindo à Apple mudar de CPU quando quiser. E, claro, o GCD permitirá rodar tudo ainda melhor em Macs com 32 ou mais cores.</p>
<p>Mas isso é assunto para mais tarde. Agora, é hora de aproveitar o Snow Leopard.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-8118" title="40-snowleopard-9" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-9-360x804.jpg" alt="40-snowleopard-9" width="360" height="804" /></p>
<p><strong>Instalação a jato</strong><br />
Como não precisa mais reiniciar o Mac logo de cara, o processo de instalação do Snow Leopard chega a ser 30% mais rápido do que o das versões anteriores. Tudo bem que a Apple prometeu que seria 45% mais veloz, mas já melhorou bastante, ainda mais quando comparado com a concorrência&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-8119" title="40-snowleopard-10" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-10-360x302.jpg" alt="40-snowleopard-10" width="202" height="169" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-8120" title="40-snowleopard-11" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-11-360x280.jpg" alt="40-snowleopard-11" width="202" height="157" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-8121" title="40-snowleopard-12" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-12-360x280.jpg" alt="40-snowleopard-12" width="227" height="176" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-8123" title="40-snowleopard-14" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-14-360x280.jpg" alt="40-snowleopard-14" width="252" height="196" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-8123" title="40-snowleopard-14" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-14-360x280.jpg" alt="40-snowleopard-14" width="252" height="196" /></p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-8126 alignleft" title="40-snowleopard-17" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-17.jpg" alt="40-snowleopard-17" width="126" height="126" />QuickTime remodelado</strong></p>
<p>Muito além de ser um aplicativo, a tecnologia multímidia QuickTime foi completamente redesenhada no Snow Leopard. Para o usuário, porém, a parte visível dessa mudança ficou apenas no novo visual do QT Player. Ele perdeu as abas cinzas nas janelas e também os controles de reprodução, adiantar e retroceder, ficando parecido com o Visualização Rápida. A parte chata é que todos os controles ficam flutando sobre o vídeo (eles podem ser movidos, porém, apenas dentro da janela do QuickTime), impedindo a visualização da cena. É claro que eles somem rapidamente, mas aparecem cada pausa e recomeço, isso acaba atrapalhando. Para quem preferir (ou precisar), é possível trazer de volta o velho QuickTime 7, que pode ser instalado separadamente, junto com a nova versão do Mac OS X.
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8127 aligncenter" title="40-snowleopard-18" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-18-360x535.jpg" alt="40-snowleopard-18" width="216" height="321" /></p>
<p><strong>Edição de vídeo</strong></p>
<p style="text-align: left;"><img class="size-medium wp-image-8128 aligncenter" title="40-snowleopard-19" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-19-360x179.jpg" alt="40-snowleopard-19" width="360" height="179" /><br />
Além de mais bonito, agora é possível cortar vídeo com o QuickTime X. E de graça! Acabou a era da versão Pro, que custava US$ 30 e só podia ser comprada na Apple Store Online. A opção de gravar áudio e vídeo da tela agradou quem gosta de fazer videopodcasts.</p>
<p><strong>Compatível, eu?</strong>
</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8129 aligncenter" title="40-snowleopard-20" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-20-360x255.jpg" alt="40-snowleopard-20" width="360" height="255" /></p>
<p>Alguns dias antes do Snow Leopard finalmente ser comercializado, começou a corrida dos desenvolvedores para atualizar seus aplicativos para o novo Mac OS X. Apesar da maioria dos programas funcionarem sem problemas, alguns softwares que usam muitos recursos do sistema não conseguiram ficar prontos a tempo. Por conta disso, alguns usuários resolveram criar uma lista de compatibilidade de software, que está disponível <a href="http://snowleopard.wikidot.com">aqui</a>.<br />
A Apple também divulgou sua lista de aplicativos problemáticos em seu site oficial. O destaque fica para versões antigas dos programas virtualizadores, que apresentam problemas no 10.6, como Parallels e VMWare. Mesmo as versões mais atuais também são instáveis. Os desenvolvedores já prometeram lançar atualizações para breve.</p>
<p><strong>Porque jogar fora o PowerPC é a única solução para o futuro da Apple</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8130 aligncenter" title="40-snowleopard-21" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-snowleopard-21-360x350.jpg" alt="40-snowleopard-21" width="252" height="245" /></p>
<p>Agora é oficial: Os Macs com processadores PowerPC ficaram fora dos requisitos mínimos para instalação do Snow Leopard. Há, claro, os motivos históricos para esta decisão – a Apple mudou toda a sua linha de computadores para os chips Intel desde 2006 – mas alguns acham que é apenas um truque para convencer os usuários antigos a trocar de aparelho. Não é bem assim.<br />
Conforme vimos em edições anteriores da MAC+, três grande recursos do 10.6 são: a migração para 64 bits; a consequente modernização das APIs; e a otimização para múltiplos cores e GPUs (Grand Central Dispatch e OpenCL). Infelizmente, pouquíssimos PowerPC Macs poderiam se aproveitar desses recursos.<br />
Apenas a CPU G5 tem recursos de 64 bits, e apenas alguns Macs (os PowerMac G5 dual e quad) têm mais de uma CPU ou núcleo. A base instalada desses dois modelos representa, pelo que foi divulgado na WWDC, menos de 0,5%; provavelmente bem menos. Não compensa, para a Apple, investir tempo precioso para portar todos os novos recursos também para o velho G5. É bom lembrar que isso inclui tempo de testes, além de perder parte do espaço economizado no Snow Leopard incluindo versões Binário Universal dos aplicativos. Por último, nenhum G5 tinha placa de vídeo que suportasse OpenCL. Não acreditamos que a Apple tenha, inicialmente, feito testes com um sistema destes; nosso palpite é que os benchmarks destas máquinas teriam sido ruins demais para publicação.</p>
<p><em><strong>Rainer Brockerhoff está aliviado de finalmente poder falar do Snow Leopard. Sérgio Miranda agradece à Apple Brasil o empréstimo de um MacBook com o Mac OS X 10.6 instalado em tempo recorde.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/mac-os-x-reinventado/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Beleza em imagem</title>
		<link>http://macmais.terra.com.br/materias/beleza-em-imagem/</link>
		<comments>http://macmais.terra.com.br/materias/beleza-em-imagem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heinar Maracy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Mac Artista]]></category>

		<category><![CDATA[Adobe]]></category>

		<category><![CDATA[Clicio]]></category>

		<category><![CDATA[Clicio Barroso]]></category>

		<category><![CDATA[destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<category><![CDATA[Lightroom]]></category>

		<category><![CDATA[Photoshop]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://macmais.terra.com.br/?p=8094</guid>
		<description><![CDATA[Fotografia e tecnologia andam de mãos dadas no estúdio de Clicio Barroso, um dos primeiros artistas da imagem estática a aderir ao mundo digital. Fascinado pela novidade, ele aboliu o filme de sua vida pessoal e profissional no início do século 21, sem arrependimentos, sem volta.
Filho de publicitário, Clicio trabalhou um pouco com cinema comercial, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="post_icon" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-icone.png" />Fotografia e tecnologia andam de mãos dadas no estúdio de <a href="www.clicio.com.br/" target="_blank">Clicio Barroso</a>, um dos primeiros artistas da imagem estática a aderir ao mundo digital. Fascinado pela novidade, ele aboliu o filme de sua vida pessoal e profissional no início do século 21, sem arrependimentos, sem volta.</p>
<p>Filho de publicitário, Clicio trabalhou um pouco com cinema comercial, para televisão e, depois de dois anos atuando como assistente de direção, passou a fazer fotografia. Para ele, vídeo e foto estão intrinsecamente ligados. “Cinema são 24 quadros por segundo. Cada quadro é uma fotografia”, explica. O artista trabalhou um pouco no estúdio Abril, quando ele era a grande escola brasileira de fotografia, e escolheu fazer foto editorial e ser um fotógrafo de pessoas. “Fotografo produtos, mas fotografei mais gente que qualquer outra coisa”, conta.</p>
<p>Morou um ano em Nova Iorque, depois mais dez anos na Europa, sempre fotografando. Quando voltou da Europa, nos anos 90, decidiu focar seu trabalho basicamente em fotografia de beleza: capas de revista, anúncios de cosmético, rosto, expressão, a parte mais interativa com as pessoas. “Hoje, considero-me um fotógrafo de gente, que também faz produtos e outras coisas. Mas, atualmente, o que fotografo são pessoas. É o que mais gosto de fotografar”, revela.</p>
<p><em>MAC+ “Existe a fotografia&#8230; e existem as câmeras digitais”, disse uma pessoa que se recusa a abandonar o filme. Você concorda com essa frase?</em><br />
<strong>Clicio Barroso</strong> Eu discordo. Não consigo desassociar a fotografia da técnica fotográfica, seja ela rotulada como amadora, profissional, documental, ou de qualquer outra maneira que queiram chamá-la. Para mim, fotografia é uma coisa só e ela depende da técnica de captura. A técnica de captura não mudou nos últimos 150 anos. O que muda é o suporte. Deixou de ser a placa de vidro, passou a ser uma película de acetato, e agora é um sensor digital. Mas todo o resto da tecnologia fotográfica continua o mesmo, desde o princípio. Acredito que não existe distinção alguma entre fotografar com filme ou em digital. Além disso, pensar que um tipo de suporte é mais nobre que outro é errôneo. Hoje consigo ver claramente a fotografia, a chamada fotografia digital, ou capturada digitalmente, com muito mais qualidade do que fotos de 10 ou 15 anos atrás, que eram feitas em filme. Então, esta frase está furada.</p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="size-medium wp-image-8095 aligncenter" title="40-macartista-1" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-1-360x539.jpg" alt="40-macartista-1" width="252" height="377" /></em></p>
<p><em>MAC+ Durante muito tempo rolou uma resistência, porque os fotógrafos tradicionais não acreditavam que a foto digital pudesse ter a mesma qualidade que o filme. Quando mudou o paradigma de foto digital versus filme, em termos de qualidade?</em><br />
<strong>CB </strong>Basicamente em 2001 e 2002. Foi quando as câmeras passaram a ter não somente quantidade de pixels, porque, na verdade, isso não é muito relevante. O megapixel é o menos importante nessa história. É mais importante o tamanho do pixel físico no diodo, dentro do sensor, e o tamanho do fotossensor. Por exemplo, hoje possuímos uma câmera como a Canon G10, que tem 14 megapixels, e o sensor é do tamanho de uma unha do dedo mindinho. Consequentemente, ela faz imagens de qualidade muito sofrível com o ISO um pouco mais alto. Ao mesmo tempo, você tem câmeras de 4 ou 5 megapixels com um fotossensor do tamanho de um filme, que tem uma qualidade de imagem maravilhosa. Nesse período de 2001 e 2002, houve um aumento real dos megapixels; as câmeras começaram a vir com 6, 8 megapixels, e ao mesmo tempo veio uma qualidade de captura do sensor muito melhor, quando comparada à da geração anterior. A quebra de paradigma aconteceu aí, quando se ampliou uma fotografia no tamanho 24&#215;30 cm, feita com filme, e uma foto digital, notando que esta última era melhor.</p>
<p><em>MAC+ Hoje, todo mundo pode pegar uma câmera digital e fazer milhares de fotos, e pelo menos uma (ou dez) será excelente, talvez tão boa como a de um fotógrafo profissional. Esta facilidade de fotografar matou a profissão de fotógrafo?</em><br />
<strong>CB </strong>Em primeiro lugar, fotógrafo não é profissão, pelo menos no Brasil. É ofício, já que não é regulamentada. E nem deve ser, diga-se de passagem, não sou a favor da regulamentação. Bom, para a fotografia foi muito bom. A popularização, que muitos chamam de massificação, da fotografia, é boa para todo mundo, pois surgem novos fotógrafos, novas tecnologias e a indústria começa a correr mais, uma vez que é preciso desenvolver produtos melhores, contratar mais pessoas. Já para o fotógrafo profissional não foi tão boa assim, principalmente para aqueles que não conseguiram se adaptar. Os caras pararam de estudar, pois acreditavam estar “por cima da carne-seca”, não precisar aprender coisa alguma. Assim, ou demoraram em mudar de paradigma – da mecânica para o digital, quando nem sabiam pegar no mouse – e dançaram, ou, quando mudaram, concluíram que aprender a pegar no mouse e usar o Photoshop era suficiente. E não é isso que acontece. Esses caras estão cantando a bola de que a fotografia profissional morreu, mas ela não morreu, ela mudou. Não vejo como um perigo para o fotógrafo profissional, de maneira alguma.</p>
<p><em>MAC+</em> <em>Mas hoje o fotógrafo tradicional vai ganhar o dinheiro que recebia há algum tempo?</em><br />
<strong>CB </strong>Não, isso é uma verdade absoluta.</p>
<p><em>MAC+ Mas se ele tem talento, gosta de fotografia e quer ganhar dinheiro apenas clicando, isso é possível?</em><br />
<strong>CB</strong> Claro que é. Em todos os segmentos. Olha o exemplo da <a href="http://ciadefoto.com.br/site">Cia de Fotos</a>, que é um coletivo de fotógrafos. Para eles, não existe mais o autor pessoa física, a autoria pode ser compartilhada. É uma maneira moderna de pensar. Eles são bastante jovens, fotografam para o mundo inteiro e as maiores publicações do planeta compram fotos deles todos os dias. É uma maneira moderna de ganhar dinheiro, de ser profissional e de trabalhar com as novas tecnologias, como internet e celular, e a globalização. Os mais jovens já estão bem inseridos nesse modelo, já os mais velhos têm resistência a entender esse mecanismo todo. A necessidade vai continuar existindo, muda o método de distribuição e como ganhar dinheiro com essa fotografia. Você não cobra mais R$ 20 mil por um clique, porque ninguém paga isso no Brasil atualmente, como pagava há 10 anos. Mas você pode fazer 20 fotos de R$ 1 mil em um dia e ganhar o mesmo. Questão de adaptação.</p>
<p><em>MAC+ E o Photoshop. Foto alterada ainda é um tabu? O fotógrafo acredita que a foto tem que ser como ele clicou, e não pode ser mexida?</em><br />
<strong>CB </strong>A maioria dos fotojornalistas mais tradicionais pensa dessa forma.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8096 aligncenter" title="40-macartista-2" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-2-360x240.jpg" alt="40-macartista-2" width="360" height="240" /></p>
<p><em>MAC+ O fotojornalismo já é outra coisa, pois envolve ética. Não se pode apagar alguém da foto, pois vão dizer que você está adulterando os fatos, a verdade jornalística.</em><br />
<strong>CB </strong>Não pode, mas apagam! É uma ética bastante contestada, pois já se alterou fotojornalismo desde que ele foi inventado. Então, não se pode na teoria, mas se faz na prática. Na foto publicitária, não tenho dúvida de que o Photoshop, programa de tratamento de imagem, hoje, é indispensável. Assim como o 3D é indispensável. Não se fotografa mais carro na Europa. BMW, Porsche e Mercedes não fotografam mais o automóvel. Fotografam o fundo e o carro é feito em 3D, ponto pacífico. Essa é a realidade que existe atualmente.</p>
<p><em>MAC+ Não existe a verdade na publicidade.</em><br />
<strong>CB </strong>Claro, muda-se conforme dita a necessidade, usa-se a luz que quiser, o material que quiser&#8230; Então, o fotógrafo de carro está com os dias contados, porque daqui a pouco não haverá mais carro para fotografar, tudo será feito em 3D. Ele terá que se adaptar. O Photoshop em si é algo como um martelo, um cinzel, é uma ferramenta. Pode ser bem usada, mal-usada e porcamente usada, como alguns fazem. Não vejo problema algum na alteração da fotografia como um todo, porque a simples captura, o ato fotográfico, já é uma alteração do que chamamos realidade. Não existe uma fotografia real, como tem gente que prega por aí. Ah, foi para o Photoshop, alterou a realidade! Alterou a realidade na hora em que você apertou o botão. Nunca tive um problema ético com o Photoshop, mas isso porque sou um fotógrafo editorial e de publicidade. Se eu fosse fotojornalista, talvez tivesse. Não sendo jornalista, sou totalmente contra o tratamento da imagem no fotojornalismo. Mas eu não sou.</p>
<p><em>MAC+ Mesmo na manipulação existem gradações. Há uma diferença entre alterar a luz de uma foto e apagar um personagem.</em><br />
<strong>CB</strong> Vamos deixar uma coisa bem clara: quando falo de tratamento de imagem no Photoshop, quero dizer ajuste tonal, cromático, coisas que se faziam em laboratório sempre. Não estou falando de alteração substancial da imagem. Tira-se um personagem e coloca-se outro, troca-se o fundo por outro – isso já é muito mais contestável do que o que sempre foi feito na fotografia. “Vamos dar mais contraste, mais saturação, alterar um pouco a cor do céu, senão vai imprimir roxo&#8230;” Isso sempre foi feito e continua sendo feito.</p>
<p><em>MAC+ Mas e a facilidade de mudar no computador o enquadramento de uma imagem? Você acha que isso altera a percepção do fotógrafo?</em><br />
<strong>CB </strong>Muda a maneira de fotografar. O fotógrafo está muito mais preguiçoso, muito menos rigoroso. Existem dois problemas aí: o primeiro é não se preocupar muito com o enquadramento e a posição, pois ele pode cortar depois e não há mais aquele limite que existia no cromo, que não podia ser mexido; segundo, é o dedo nervoso. Não custa mais dinheiro fazer mais fotos, não há mais filme. Então, o cara compra um cartão de 8 GB, que custa uns R$ 160, coloca-o na câmera, aperta o botão e tira umas 600 fotos. Nesta quantidade, ele vai acertar uma.</p>
<p><em>MAC+ Vamos falar um pouco de Macintosh. Você foi um dos primeiros a usar o Mac, teve seu período no lado mais barato da Força e voltou&#8230;</em><br />
<strong>CB </strong>Meu período no lado negro foi justamente um período bem difícil na minha vida. O lado negro não me atraiu, eu é que estava em um buraco negro e não tinha dinheiro para ter os meus Macs do jeito que queria, por isso tive que usar outro computador, cujo nome nem mesmo gosto de citar o nome. Me arrependi muito. Durante esse período, teria sido muito mais produtivo eu ter mantido um ou dois Macs funcionando em meu esquema de trabalho, mesmo que eles estivessem sobrecarregados, do que ter oito ou dez PCs que davam pau todo o dia, precisando formatar e reinstalar o sistema e perder trabalho. Em longo prazo, é muito menos produtivo trabalhar com PC do que com Mac. Quando voltei a ter dinheiro para comprar Mac de novo, eliminei os PCs com Windows e hoje só trabalho com a plataforma Apple. Em casa, no estúdio, no escritório, todo mundo usa Mac.</p>
<p><em>MAC+ Que Macs você tem hoje?</em><br />
<strong>CB</strong> Basicamente, tenho um iMac de 24 polegadas, com toda memória possível, tenho dois MacBooks Pro, outro iMac, esse menor, e um MacBook em casa. Estão todos muito bem, obrigado, e dão conta do nosso serviço tranquilamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-8101 aligncenter" title="40-macartista-4" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-4-360x540.jpg" alt="40-macartista-4" width="252" height="378" /></p>
<p><em>MAC+ Você utiliza programas da Adobe, certo?</em><br />
<strong>CB</strong> Photoshop, Lightroom, Premiere, After Effects&#8230;</p>
<p><em>MAC+ Esses dois últimos são para quê?</em><br />
<strong>CB </strong>Para fazer meus videopodcasts. E tenho usado também o Soundbooth, um programa muito legal da Adobe, para edição de som. É um software difícil de achar, pois não faz parte dos pacotes da Adobe, mas funciona muito bem. O Lightroom é na veia. Ele fica aberto o tempo inteiro em meu computador. Algumas coisas a gente está testando. Estamos vendo se vale a pena migrar para o Final Cut, porque parece que o Final Cut consegue ser mais estável que o Premiere, mais rápido para renderizar. Mas não tenho nada contra outros programas, nem da Apple, nem de ninguém. Por exemplo, eu uso o iView, que foi comprado pela Microsoft e virou o Expression Media. Ele continua igualzinho ao que era, por isso, continuo usando sem problemas. Uso mais os programas da Adobe porque eles resolvem bem a minha vida. Também utilizo InDesign e Illustrator. Nunca usei outro programa de ilustração. É questão de costume.</p>
<p><em>MAC+ Qual a importância do workflow para o fotógrafo?<br />
</em><strong>CB</strong> Acho que é total! Os fotógrafos finalmente têm se dado conta de que o workflow, apesar de ser chato e burocrático saber como, onde e quanto eu vou armazenar, como será feito o gerenciamento desse material, quantos becapes, se não haverá nenhum, se haverá arquivo ou não, tudo isso é complicado, é importante, mas nunca fez parte da vida do fotógrafo. A verdade é que sempre se pagou uma secretária, um arquivista ou uma bibliotecária para colocar os slides em ordem, numerar todo mundo e pronto. E é muito mais complicado agora, porque é preciso ter o becape do becape, arquivo, o becape do arquivo, e assim por diante. Eu perdi mais fotos durante o período digital, de 1994 até hoje, do que nos 25 anos anteriores de filme. Aprendi muito com isso. Não posso mais perder foto todo o dia porque o HD deu pau, o DVD não abre mais, o SyQuest morreu, o drive Zip não funciona mais. Fui me aprofundar e a pessoa com quem mais estudei, conversei e fiz workshop nos Estados Unidos foi Peter Krogh, o papa do workflow. Aprendi muito ao fazer o workflow que ele recomenda, e o estou ensinando em meus workshops, porque comigo deu muito certo.<br />
<em><br />
MAC+ Como ele funciona?<br />
</em><strong>CB </strong>Ele pode ser dividido em três partes: a primeira é aquela em que não quero mexer nunca mais, que são os becapes. Eles existem para que eu não precise olhar para a cara deles. A segunda parte é a do arquivamento: são as fotos que vou precisar utilizar constantemente. Vamos dizer que uma revista me liga e pergunta se tenho uma foto de um sapato vermelho. Faço uma busca, acho e mando. O arquivamento é importante para encontrar coisas rapidamente. E isso não é becape, é algo completamente diferente. E a terceira parte é o meu trabalho, chamada “work in progress”, que são os três últimos meses da minha vida. Esses ficam dentro do Lightroom por esse período, mesmo já tendo becape e algumas coisas desses trabalhos arquivadas, pois podem sofrer alterações.<em></p>
<p>MAC+ Qual a tendência daqui para a frente na fotografia digital? É o HDR? É a fusão de foto e vídeo?<br />
</em><strong>CB</strong> O HDR é uma tendência atual, não é coisa para o futuro, não. Ele soluciona alguns problemas sérios, como fotografar um ambiente escuro com a luz externa clara, quando é preciso ter as duas coisas equalizadas. Tecnicamente, o HDR foi uma bênção para o fotógrafo, uma vez que ele soluciona uma séria de problemas. Por outro lado, no HDR, um pouco que seja fora do prumo, ele vira uma ilustração e fica muito falso. Acabou se tornando uma linguagem. Como se trata de um fenômeno contemporâneo, existem sites e blogs de HDR e o pessoal se diverte. Os fotógrafos mais profissionais consideram o HDR uma ilustração fotográfica. Eu não gosto muito, não o vejo como o futuro. E u acho que o que vai pegar é a convergência entre a mídia em movimento e a fotografia estática. As câmeras que hoje possibilitam filmar vídeo em alta definição, como a Canon EOS-1D Mark II. O que os fotógrafos estão fazendo com isso é que tem me impressionado. Isso realmente é futuro: juntar fotografia com vídeo, com música e fazer apresentações que não são estáticas, mas dinâmicas. Uma foto sozinha tem seu valor intrínseco, mas quando faz parte de um conjunto, ela pode funcionar com as imagens em movimento, que é o vídeo, e funcionar muito bem.</p>
<p><strong>Dica do Artista - Faça seu workflow</strong><br />
por Clicio Barroso</p>
<p><img class="size-medium wp-image-8097 alignleft" title="40-macartista-3" src="http://macmais.terra.com.br/mac-cms/wp-content/uploads/2009/09/40-macartista-3-360x540.jpg" alt="40-macartista-3" width="216" height="324" />» Tudo começa na organização física dos arquivos, como você vai colocar as fotos que fez dentro do computador. Eu uso uma estrutura de data, sempre nomeando as pastas por ano, mês, categoria de foto (catálogo, editorial, publicidade, pessoal etc.) e, dentro de cada categoria, os trabalhos que fiz naquele mês.</p>
<p>» A estrutura é importante porque ela vai direto para os becapes e para meu disco de arquivo. É por essa razão que encontro as coisas muito facilmente, pois tudo está em seu devido lugar. Essa é a primeira parte do workflow.</p>
<p>» Na hora de importar as fotos para o computador, não importa o método que utilizado, qualquer que seja o programa, é importante na mesma hora fazer dois becapes em dois meios físicos diferentes. Eu faço a ingestão pelo Lightroom, simultaneamente ele faz um becape no HD externo e eu preservo meu cartão de memória sem formatar. Quando termino, já tenho três cópias idênticas em lugares diferentes. Quando apago o cartão, é porque já gravei um DVD. Quando arquivo o DVD, é porque já terminei o trabalho e já transferi para meu disco de arquivo. Sempre tenha três becapes em lugares diferentes.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://macmais.terra.com.br/materias/beleza-em-imagem/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
